Sérgio Godinho

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Sérgio Godinho
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Sérgio Godinho ao vivo no Avante! 2004 - Foto de J.P. Casainho
Informação geral
Nome completo Sérgio de Barros Godinho
Nascimento 31 de Agosto de 1945 (69 anos)
Origem Porto
País Portugal
Gênero(s) Folk, Música popular portuguesa, Música de intervenção
Período em atividade 1972-atualidade

Sérgio de Barros Godinho mais conhecido por Sérgio Godinho[1] O L (Porto, 31 de agosto de 1945) é um poeta, compositor e intérprete português.

Como autor, compositor e cantor, personifica perfeitamente a sua música “O Homem dos Sete Instrumentos”. Multifacetado, representou já em filmes, séries televisivas e peças teatrais. A dramaturgia surge com a assinatura de algumas peças de teatro assumindo-se também como realizador.

História[editar | editar código-fonte]

Sérgio Godinho nasceu em 1945, no Porto. Com apenas 18 anos de idade parte para o estrangeiro. Primeiro destino: Suíça, onde estuda psicologia durante dois anos. Mais tarde muda-se para França. Vive o Maio de 68 na capital francesa. No ano seguinte integra a produção francesa do musical "Hair", onde se mantém por dois anos. Em Paris priva com outros músicos portugueses, como Luís Cília e José Mário Branco. Sérgio Godinho ensaiava então as suas primeiras composições, na altura em francês.

Em 1971 participa no álbum de estreia a solo de José Mário Branco, "Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades", como músico e como autor de quatro das letras. Em 1971 faz a sua estreia discográfica com a edição do EP "Romance de Um Dia na Estrada" e do seu primeiro longa-duração, "Os Sobreviventes". Três dias após a sua edição é interditado, depois autorizado, depois novamente interditado. O disco é eleito "Melhor Disco do Ano" e Godinho recebe o prémio da Imprensa para "Melhor Autor do Ano".

Em 1972, Sérgio apresenta um novo álbum, "Pré-Histórias", que inclui um dos temas mais emblemáticos da sua carreira: "A Noite Passada". Colabora como letrista no álbum "Margem de Certa Maneira" de José Mário Branco.

Em 1973 muda-se para o Canadá, onde casa com Shila, colega na companhia de teatro The Living Theatre. Integra a companhia de teatro Génesis. Estabelece-se numa comunidade hippie em Vancouver, e é aqui que recebe a notícia da revolução do 25 de Abril, que o leva a regressar a Portugal. Já em terras lusitanas, edita o álbum À queima-roupa (1974) um sucesso que o faz correr o país, atuando em manifestações populares, frequentes no pós 25 de Abril.

Tendo regressado a Portugal após a revolução democrática do 25 de Abril de 1974, Sérgio Godinho tornou-se autor de algumas das canções mais unanimemente aclamadas da música portuguesa - "Com Um Brilhozinho Nos Olhos", "O Primeiro Dia", "É Terça-Feira", apenas para citar três.

Em 1975 participa, com José Mário Branco e Fausto, na banda sonora do filme de Luís Galvão Teles, "A Confederação". No ano seguinte escreve a canção-tema do filme de José Fonseca e Costa "Os Demónios de Alcácer Quibir", onde participa como ator. O tema viria a ser incluído no seu novo álbum, "De Pequenino se Torce o Destino" (1976).

Em 1977 colabora em dois temas da banda sonora do filme "Nós Por Cá Todos Bem", realizado por Fernando Lopes. O seu quinto álbum de originais, "Pano-cru", é editado no ano seguinte. Em 1979 é editado o álbum "Campolide". O disco viria a ser premiado com o "Prémio da Crítica Música & Som" para melhor álbum de música portuguesa desse ano.

Em 1980 volta a colaborar com o realizador José Fonseca e Costa, desta vez no clássico do cinema português, "Kilas, o Mau da Fita". O álbum com a banda sonora do filme é editado nesse mesmo ano. "Canto da Boca", novo álbum de originais, é também editado em 80, tendo recebido o prémio de "Melhor Disco Português do Ano", atribuído pela Casa da Imprensa e, ainda, o Sete de Ouro para o "Melhor Cantor Português do Ano".

Em 1983, no seu álbum "Coincidências", incluiu temas compostos em parceria com alguns dos mais reputados músicos brasileiros - nomes como Chico Buarque, Ivan Lins ou Milton Nascimento - algo até então inédito na produção musical portuguesa.

Nos seis anos que se seguiram, Sérgio Godinho gravou mais três álbuns de originais - "Salão de Festas", "Na Vida Real" e "Aos Amores". Foi também editada a coletânea "Era Uma Vez Um Rapaz" (1985) e o álbum para crianças "Sérgio Godinho Canta com os Amigos do Gaspar" (1988).

Em 1990 apresentou o espetáculo "Sérgio Godinho, Escritor de Canções", onde revisitou as suas músicas sob uma nova perspetiva - apenas dois músicos acompanhantes e num auditório mais pequeno, neste caso o Instituto Franco-Português, onde fez 20 espetáculos de grande êxito. Desses espetáculos saiu o álbum ao vivo "Escritor de Canções".

Foi autor da série "Luz na Sombra", exibida pela RTP 2 no verão de 1991, onde abordou seis programas sobre algumas das profissões menos conhecidas do mundo da música: letristas, técnicos de som, produtores, etc.; . Em 1992 realizou três filmes de ficção, de meia hora cada, com argumento e música igualmente seus. Estes filmes, com o título genérico de "Ultimactos", foram produzidos para a RTP, que os exibiu em 1994.

Escreveu ainda "O Pequeno Livro dos Medos", obra infanto-juvenil, que também ilustrou.

Voltou à música em 1993 com o disco "Tinta Permanente" e o espetáculo "A Face Visível", ambos merecedores dos maiores elogios da crítica e do público.

Em Novembro de 1995 é editado o disco "Noites Passadas" que foi gravado ao vivo em três espetáculos realizados no Teatro S. Luiz em Novembro de 1993 e no Coliseu de Lisboa em Novembro de 1994. Neste ano de 1995, Sérgio Godinho é convidado por Manuel Faria a participar na compilação de Natal "Espanta Espíritos" com o tema original "Apenas um Irmão" em dueto com PacMan (vocalista da banda Da Weasel).

Em Junho de 1997 é editado o disco "Domingo no Mundo", disco que conta com a participação de músicos e arranjadores de diferentes áreas musicais: (Pop, Rock, Popular, Erudita, Jazz). O disco foi apresentado com enorme êxito no teatro Rivoli do Porto e no Coliseu de Lisboa, nos espetáculos de nome "Godinho no mundo".

Em 1998 foi editado o álbum "Rivolitz", gravado ao vivo nos espetáculos do Teatro Rivoli e no Ritz Clube, em Lisboa.

Em 2000 Sérgio Godinho volta com o disco “Lupa”, com dez canções originais e produção de Hélder Gonçalves e Nuno Rafael. O disco é apresentado ao vivo, em Novembro desse ano, com dois espetáculos em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, e um no Coliseu do Porto, tendo os três concertos obtido um grande sucesso.

2001 é o ano dos 30 anos de carreira. O aniversário é marcado pelo lançamento em 2001 de “Biografias do Amor”, uma colectânea de canções de amor, e de “Afinidades”, uma gravação dos espetáculos em conjunto com os Clã. Em 2003 é lançado o disco “Irmão do Meio” onde Sérgio Godinho junta alguns amigos com quem partilha 15 canções. Entre muitos outros artistas participam neste disco Camané, Da Weasel, Jorge Palma, Teresa Salgueiro, Tito Paris, Xutos e Pontapés e alguns grandes nomes da música popular brasileira.

"Ligação Directa" foi álbum de originais que se seguiu. Editado a 23 de Outubro de 2006, pôs termo a um interregno de 6 anos durante o qual o cantautor não produzira novos discos de originais. O álbum é composto por 10 temas, todos da autoria de Sérgio Godinho, com exceção de "O Big-One da Verdade", cuja música é de Hélder Gonçalves (dos Clã), e de "O Ás da Negação", cuja música é de Nuno Rafael. Nuno Rafael foi também responsável pela produção e direção musical do álbum, que conta ainda com a participação de Manuela Azevedo, Hélder Gonçalves, Joana Manuel, Tomás Pimentel, Nuno Cunha, Jorge Ribeiro e Jorge Teixeira como músicos convidados.

12 de setembro de 2011 marcou o seu regresso aos discos de originais, com "Mútuo Consentimento". Com o habitual grupo de Assessores - os músicos que o acompanham há vários anos - Sérgio Godinho gravou 12 novas canções, que resultaram do seu método habitual de composição, ao longo dos 40 anos de carreira: "Olhar à volta e ver o que se passa", disse o músico.

"Eu o que faço é tentar contar coisas, falar de coisas, fazer interrogações à minha maneira e saber que há pessoas que são tocadas por isso", sublinhou o cantautor, hoje com 66 anos. Essas interrogações são "contos de um instante", como canta numa das canções do novo disco, e tanto podem falar de amor ("Intermitentemente"), como da situação do país e das incertezas do presente ("Acesso bloqueado").

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de originais[editar | editar código-fonte]

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

Álbuns em colaboração[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

Bandas sonoras[editar | editar código-fonte]

EPs[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

  • Na Boca do lobo(1975) - Guilda da Música/Sassetti
  • Liberdade (1975) - Sassetti
  • Nós por cá todos bem (1977) - Diapasão
  • Kilas, o mau da fita (1981) - Philips
  • Tantas vezes fui à guerra (1983) - Philips

Colaborações[editar | editar código-fonte]

DVD[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Entrevistas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Certidão de lista de associadas da Audiogest (pdf) IGAC/Ministério da Cultura (2007-07-25). Página visitada em 6 de Janeiro de 2014. Cópia arquivada em 24 de dezembro de 2013.