PJ Harvey

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PJ Harvey
PJ Harvey.jpg
PJ Harvey ao vivo, 2 de Setembro 2004
by David Mitchell
Informação geral
Nome completo Polly Jean Harvey
Nascimento 9 de Outubro de 1969 (44 anos)
Origem Dorset
País  Reino Unido
Gênero(s) Rock alternativo
Indie rock
Rock experimental
Lo-fi
Punk blues
Folk rock
Piano rock
Pop barroco
Art rock
Eletrônica
Instrumento(s) Voz, guitarra, piano, autoharpa, violão, outros
Período em atividade 1991 - atualmente
Gravadora(s) Island Records
Too Pure
Página oficial Site oficial

Polly Jean Harvey, MBE (Dorset, 9 de Outubro de 1969[1] ) é uma cantora britânica, considerada uma das mais importantes artistas de sua geração e um dos ícones do rock da década de 1990, influenciando vários artistas de sua época e posteriormente.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida na região do Dorset, na Inglaterra, PJ cresceu na zona rural e trabalhava na propriedade rural de seus pais.[1] Dentre muitas tarefas, Polly castrava ovelhas.[2] No fim da adolescência mudou-se para Yeovil, onde cursou faculdade e começou a formar sua carreira musical.

Carreira musical[editar | editar código-fonte]

PJ baseia seu trabalho em criar contos fictícios sobre os mais variados temas, sempre prezando por explorar atmosferas densas, que vão desde canções lo-fi, ásperas e pesadas, até climas lúgubres, obscuros e delicados como no seu álbum White Chalk de 2007. Polly declara que seu maior objetivo é sempre não se repetir e produzir trabalhos antônimos a seus antecessores.

PJ em Atenas, 2008.

No íncio de sua carreia, Polly Jean formava um trio com o baterista Rob Ellis e o baixista Stephen Vaughan.[3] O conjunto, porém, levava o nome da vocalista, pois segundo Polly, era evidente que seria mais um projeto temporário do que uma banda. Seu álbum de estréia, Dry, de 1992 rendeu a cantora popularidade no Reino Unido e sua imagem masculinizada, devido a seu isolamento no Dorset, onde convivia com uma presença masculina maior, aliada a suas canções, criaram um rótulo feminista para PJ, que admite que na época, sob um ponto de vista, seu trabalho poderia sim ser considerado como engajado em causas femininas.

Naquela época, PJ explorou temas intrínsecos à sexualidade feminina[2] - e ganhou notoriedade aos 21 anos ao retratar com maturidade e sinceridade temas complexos de forma crua e direta.

Em 1993, o trio lança o álbum Rid Of Me, um dos mais importantes e influentes trabalhos da carreira da cantora. Com uma atmosfera pesada e canções agressivas, sobre possessividade, loucura e vários temas de comportamentos humanos extremos, Polly diz que tinha em mente fazer um trabalho para definitivamente dizer não a quaisquer moldes em que deveria se encaixar na indústria fonográfica.

Em 1998, lança Is This Desire?, e nesse mesmo ano, estreou-se como actriz no filme de Hal Hartley, The Book of Life. No seu álbum seguinte, muito adequadamente intitulado Stories From The City, Stories From the Sea , de 2000, misturam-se temas de trash alternativo ("Big Exit", "Kamikaze") com baladas sombrias.[3]

A Woman A Man Walked By chega em 2009, o álbum é o segundo que Harvey e John Parish editam creditados em conjunto. A cumplicidade musical existe desde os anos 80, em que Harvey colaborava com os Automatic Dlamini.[4]

Em 2011 edita Let England Shake, álbum com que vence novamente o Mercury Prize, tornando assim PJ na única artista a vencer o prémio duas vezes.[5]

Os álbuns[editar | editar código-fonte]

Dry[editar | editar código-fonte]

O primeiro disco do então trio PJ Harvey tornou o trabalho de Polly Jean conhecido nas rádios indies e meios alternativos.

Rid Of Me[editar | editar código-fonte]

O primeiro disco da cantora, na época parte de uma banda que levava o seu nome, Rid of Me, rendeu alguns hits grunges para a década de 90, entrou para listas da Rolling Stone dos 100 Albuns Essencias do Rock and Roll e no Top 10 dos Albuns Essenciais da década de 1990. A carreira do trio expandiu-se para logo em seguida terminar culminando com a carreira solo de Polly Jean.

To Bring You My Love[editar | editar código-fonte]

Dois anos depois, é lançado o terceiro álbum sob o nome de PJ e seu primeiro álbum solo, To Bring You My Love que estabeleceu PJ definitivamente como um dos ícones da década. To Bring You My Love rendeu vários elogios da crítica e Polly figurou por várias listas de melhores álbuns e artistas do ano. Experimentando climas mais envolventes e uma sonoridade muito mais complexa, refinada, com influência massiva de blues e prezando melodias ao ritmo.

Após a fase de trabalho agitada de To Bring You My Love, era visível em sua extrema magreza que a cantora estava sofrendo de distúrbios alimentares - nunca confirmados - e admitiu ter passado por uma fase difícil de fim de relacionamento, com o cantor Nick Cave[2] com quem fez algumas colaborações.

O primeiro single, Down By The Water[editar | editar código-fonte]

Popularizou o álbum, teve seu vídeo clipe exibido assiduamente na MTV e expôs a nova imagem de PJ, excessivamente feminina e montada para a canção de uma prostituta que afoga a própria filha num rio. O álbum foi o primeiro trabalho de PJ a alcançar as cifras de um milhão de cópias vendidas.

Dance Hall at Louse Point[editar | editar código-fonte]

Em 1996, em parceria com o músico e intrumentista John Parish[2] - com quem produziu o álbum de 1995 - Polly grava o álbum Dance Hall at Louse Point, um projeto despretencioso e vanguardista no qual os dois músicos exploram uma veia mais blues e folk, porém, um dos trabalhos mais melancólicos, belos e ofuscados na discografia da cantora. Dance Hall ganhou uma pequena turnê mas permaneceu, como era para ser, como um item de colaboração.

Is this desire?[editar | editar código-fonte]

No ano de1998 foi o lançamento de Is This Desire? , o quarto álbum de PJ e seu trabalho mais difícil - tanto em assimilação como produção. Polly afirma que foi o trabalho mais difícil de sua carreira devido a uma fase ruim de sua vida. O álbum é voltado para uma sonoridade mais eletronizada, tétrica e nebulosa que emolduram as composições mais cerebrais e apuradas da carreira da cantora, em uma compilação de vários contos permeados por uma atmosfera apática e moribunda. A crítica se dividiu na opinião sobre o álbum, mas para a cantora é seu álbum divisor de águas e do qual mais se orgulha de ter feito.

Stories from the City, Stories from the Sea[editar | editar código-fonte]

Nos anos seguintes, Polly passou longas temporadas em Nova Iorque, produzindo álbuns de outros artistas e fazendo colaborações. Em 2001, lançou Stories from the City, Stories from the Sea no qual apenas pretendia criar as canções mais belas que conseguisse fazer, tentando flertar com a música pop. Definitivamente, Stories é seu álbum mais pop e uma das maiores vendagens da cantora, principalmente nos Estados Unidos, uma vez que criou suas histórias tendo Nova Iorque e o Dorset como pano de fundo: PJ sistematizou emoções e percepções que se enquadrariam no espírito da cidade e outros no espírito de sua terra, além-mar, fazendo uma comparação subjetiva sobre os dois cenários. Ganhou o prestigiado Mercury Prize.

Uh Huh Her[editar | editar código-fonte]

Em 2004 Polly volta a lançar novo trabalho. Dessa vez, ela dispensou produtores e colaboradores, tentando realizar uma de suas maiores ambições como artista, produzindo um álbum sozinha.[6] Apesar dessa realização, PJ considerou que o resultado para não foi muito efetivo. Uh Huh Her agradou ao público e crítica mas permanece para a cantora como seu trabalho menos eficaz: não apresenta nenhum novo panorama musical e repete seus trabalhos anteriores. Mesmo assim, o álbum rendeu uma turnê mais extensa e incluindo novas localidades como o Brasil.

White Chalk[editar | editar código-fonte]

Entretanto, em 2007, PJ obtém novamente sucesso em seus princípios de produção. Abandonando sua sonoridade rock e a guitarra que tanto caracteriza a cantora, Polly dedica-se a aprender piano e explorar a sonoridade de outros instrumentos, declarando-se saturada criativamente de produzir com a guitarra. O resultado é o álbum White Chalk que foi instantaneamente considerado pela crítica o álbum mais estranho e ímpar da carreira da cantora. White Chalk é atemporal e contextualmente deslocado e metafórico e, sem dúvida, o álbum mais atmosférico da carreira da cantora, majoritariamente baseado em piano e com melodias obscuras, frágeis e líricas, é segundo a cantora o primeiro álbum que está mais intrínseco a sua terra natal, o Dorset. A crítica elogiou muito o trabalho, considerou-o, além de tudo, um dos mais belos da carreira de PJ, mas o público se dividiu entre fãs que não gostaram da mudança brusca de sonoridade e aqueles que absorveram sem problemas a mudança de rumos. Diferente da turnê do álbum Uh Huh Her, PJ faz sua primeira turnê solo com apresentações escassas.

A Woman A Man Walked By[editar | editar código-fonte]

Em 2009 com A Woman A Man Walked By, Polly Jean surge com um novo disco, com uma antiga parceria, o amigo de longa data John Parish.[7]

Let England Shake[editar | editar código-fonte]

Em 2011 Polly Jean surge com um de seus mais aclamados trabalhos afirmando o poder dela como artista em se reinventar constantemente. Nesse disco ela volta o olhos para todo o horror das guerras, da dor, indo desde o sentimento dos soldados até o tempo dentro das trincheiras e toda a vida, os momentos sombrios e doloridos. Essa visão principalmente foi influenciada pelas guerras no Paquistão e Irã e também pela Primeira Guerra Mundial e pela Segunda Guerra Mundial. Foi grandiosamente aclamado pelos críticos e pelos fãs. Foi o segundo trabalho da cantora a ganhar o Mercury Prize batendo inclusive com o álbum de Adele. Também ganhou com ele o Ivor Novello de álbum do ano, o Prêmio Uncut de álbum do ano e recebeu um prêmio de contribuição musical pela Revista NME.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

  • Dress (Too Pure, 1992)
  • Sheela-Na-Gig (Too Pure, 1992)
  • Dry (Island Records, 1993)
  • 88 Lines About 1 Woman (Island Records, 1993)
  • 50Ft Queenie (Island Records, 1993)
  • Man-Size (Island Records, 1993)
  • Down by the Water (Island Records, 1995)
  • C'Mon Billy (Island Records, 1995)
  • Send His Love To Me (Island Records, 1995)
  • Long Snake Moan (Island Records, 1995)
  • That Was My Veil (Island Records, 1996)
  • Heela (Island Records, 1997)
  • A Perfect Day Elise (Island Records, 1998)
  • The Wind (2 CD) (Island Records, 1999)
  • Good Fortune (Island Records, 2000)
  • A Place Called Home (Island Records, 2001)
  • This Is Love/You Said Something (Island Records, 2001)
  • The Letter (Island Records, 2004)
  • You Come Through (Island Records, 2004)
  • When Under Ether (Island Records, 2007)
  • The Piano (Island Records, 2007)
  • The Devil (Island Records, 2008)
  • Black Hearted Love (Island Records, 2009)
  • Big gig (Island Records, 2009/2010)

Referências

  1. a b PJ Harvey bio no palcoprincipal.sapo.pt
  2. a b c d pjharvey/biography em rollingstone.com/artists
  3. a b PJ Harvey biografia em mtv.pt/musica/artistas
  4. ipsilon.publico.pt (2 de Maio de 2009). PJ Harvey + John Parish Título não preenchido, favor adicionar. Página visitada em 3 de Abril de 2010.
  5. PJ Harvey ganhou o Mercury Prize 2011. Activa. Página visitada em 14-7-2011.
  6. hiponline.com (2-02-2008). PJ Harvey – Interview. Página visitada em 3-04-2010.
  7. blitz.aeiou.pt (3 de Maio de 2009). PJ Harvey e John Parish no Clubbing Optimus [texto + fotos]. Página visitada em 3 de Abril de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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