Duo Ouro Negro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde outubro de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Duo Ouro Negro
Informação geral
País Angola
Gênero(s) Folclore angolano
Período em atividade 1956 - 1985
Integrantes Milo MacMahon, Raúl Indipwo

Duo Ouro Negro foi um grupo musical criado em 1956 por Raúl Indipwo e Milo MacMahon em Angola, à data uma das províncias de Portugal.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Começaram por se chamar "Ouro Negro". O nome, sugerido pela locutora Maria Lucília Dias ( Rádio Clube do Congo Português), designava localmente tudo o que fosse excepcional. O projecto centrava-se no folclore angolano de várias etnias e línguas.

Após várias apresentações em Luanda conseguem ir actuar a Lisboa, por intermédio do empresário Ribeiro Braga. Actuam com bastante sucesso no Cinema Roma e no Casino do Estoril. Os dois primeiros discos, gravado em 1959, contaram com a colaboração do brasileiro Sivuca e do seu conjunto. "Muxima" e "Kuricutéla" são alguns dos temas. O terceiro disco, onde foram acompanhados por Joaquim Luís Gomes, foi gravado no início de 1961.

Regressam a Angola em 1961, pouco antes do eclodir da guerra, e entra para o grupo José Alves Monteiro. Nesta nova formação gravam 5 discos. Os temas de mais sucesso são "Garota" e "Mãe Preta".

Em 1964, novamente como duo, lançam dois discos com o Conjunto Mistério. Fazem versões dos Beatles ("Agora Vou Ser Feliz") e Charles Aznavour ("La Mamma"). Outro dos discos, "Kwela", inclui "Meadowlands", "M'Bude", "N'Doa" e "Muindo Diaxala".

Começam a sua internacionalização com a actuação em países como a Suíça, França, Finlândia, Suécia, Dinamarca e Espanha.

O grupo lança a moda do kwela que foi considerado o ritmo do Verão de 1965. Paris rendeu-se à nova moda. É editado um EP com os temas "La Kwela", "La Kwela de l'Angola", "Heno vakwe" e "N'doa". Actuam no Olympia e no Alhambra.

No ano seguinte actuaram no Mónaco, por ocasião das comemorações do IV Centenário do principado. Recebem também o Prémio da Casa da Imprensa.

No final de 1966 é editado o álbum "O Espectáculo é Ouro Negro".

Em 1967 gravam o seu 2º álbum, "Mulowa África", com a colaboração do Thilo's Combo.

Participam no Grande Prémio TV da Canção de 1967 com "Livro Sem Fim" e "Quando Amanhecer". Participam também, com "Kubatokuê Mulata, no 2º Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro"

Realiza-se no Olympia o espectáculo "Grand Gala du Music-Hall Portugais" com Amália e outros nomes como Simone de Oliveira, o Duo Ouro Negro e Carlos Paredes, entre outros.

Em 1968 deslocam-se ao Canadá. Na RTP é apresentado o musical "A Rua d'Eliza". Actuam também nos Estados Unidos.

Participam no Festival RTP da Canção de 1969 com "Tenho Amor Para Amar" que fica novamente em 2º lugar. Ainda em 1969 actuam na Argentina e lançam o LP "Latino", lançado em Portugal com título "Sob o Signo de Yemanjá", na América Latina. "Moamba, Banana e Cola", com a orquestra de Jorge Leone, é um dos grandes sucessos de 1969.

Sivuca volta a gravar com grupo, o LP "Africaníssimo, onde juntaram os temas gravados no início da carreira.

O álbum "Blackground", com a colaboração do grupo Objectivo e de Fernando Girão, é editado em 1971. Em Agosto desse ano participam no Festival de Vilar de Mouros, juntamente com Amália Rodrigues. Grande digressão pelo Oriente.

Participam no Festival RTP da Canção de 1974 com "Bailia dos Trovadores".

Em 1975 é lançado o o single "Poema Para Allende" e o álbum "Epopeia/Lamento do Rei". É o último trabalho da década de 70 para a Valentim de Carvalho. No ano seguinte é ainda lançado um disco ao vivo.

O álbum "Lindeza!" é editado em 1979 para a Orfeu.

Voltam a gravar para a Orfeu em 81 o 2º Blackground, com novos músicos, de onde resulta um espectáculo memorável em cena no Teatro da Trindade com o Título "Império de Iemanjá".

Em 1982 é editado um single com os temas "Estou Pensando em Ti" e "Rapsódia Angolana". O álbum "Aos Nossos Amigos" é editado em fins de 1984.

O grupo termina em 1985 com a morte de Milo ocorrida em 20.02.1985.

Raul Indipwo passa a actuar a solo com o nome de Raul Ouro Negro e edita o álbum "Sô Santo", dedicado ao seu amigo Milo. Posteriormente dedicou-se mais à pintura, tendo ainda gravado um disco em 1991, dedicado às crianças de África. Em 2000 criou a Fundação Ouro Negro, dedicada à cultura e solidariedade, com sede em Portugal e Angola.

Em 1998, a EMI lançou o duplo CD "Kurikutela - 40 Anos, 40 Êxitos". O cantor comemorou os 50 anos de carreira no dia 23 de Maio de 2005, acompanhado de Bonga, Marisa, Luís Represas e Pedro Jóia.

Raul faleceu no dia 4 de Junho de 2006.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Broom icon.svg
Seções de curiosidades são desencorajadas pelas políticas da Wikipédia.
Ajude a melhorar este artigo, integrando ao corpo do texto os itens relevantes e removendo os supérfluos ou impróprios.
  • O "kwela" era uma dança ritual de origem africana. Em dialecto zulu quer dizer flauta.
  • Sivuca morou em Portugal, durante alguns anos, até 1964. Trabalhou com o Duo Ouro Negro no disco "Africaníssimo".
  • Foi o duo quem descobriu a Filarmónica Fraude, em 1968, quando actuavam em Alvor. Raul Indipwo foi creditado como co-autor da canção "Menino", uma adaptação de um tema popular feito pela Filarmónica Fraude.
  • "Kurikutela», cujo nome significa «comboio» e celebra o veículo de ferro onde «Toda a gente leva pressa/ de chegar à sua terra/ Estão os parentes à espera» ainda hoje se dá a ouvir como um caso à parte." JOPP in http://planaltos.blogspot.com
  • O disco "Mulowa Afrika" foi editado noutros países (França, Alemanha, Brasil, Argentina e Estados Unidos), neste último com o título "The Music Of Africa Today".
  • "Em 1968 o Duo Ouro Negro concebeu e apresentou uma produção televisiva original, «A Rua d’Eliza», uma opereta africana com música, texto, coreografia e direcção de cena assinadas por Raul e Milo. O programa seria depois seleccionado para representar a televisão portuguesa no Festival de Milão." (in site RTP)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]