Simone de Oliveira

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Simone de Oliveira
Nome completo Simone de Macedo e Oliveira
Nascimento 11 de Fevereiro de 1938 (76 anos)
Lisboa, Portugal
Ocupação Cantora
Actriz
Cônjuge Alberto Varela Silva
IMDb: (inglês) (português)

Simone de Macedo e Oliveira GOIH (Lisboa, 11 de Fevereiro de 1938) é uma cantora, actriz de teatro e de televisão portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filha de Guy de Macedo de Oliveira, falecido em Lisboa em 1970, e de sua mulher Maria do Carmo Tavares Lopes da Silva, neta paterna de Egídio de Macedo de Oliveira, nascido em São Tomé e falecido em Lisboa, de ascendência portuguesa e sãotomense (descendente do primeiro e único autoproclamado Rei de São Tomé e Príncipe), e de sua mulher Jeanette Prado Pluvier, nascida em Bruxelas e falecida em Lisboa em 1948, de ascendência belga e portuguesa,[1] cresceu em Lisboa com sua irmã Olga Maria de Macedo de Oliveira. Na sequência de uma depressão, aos 19 anos, o médico aconselhou-a a distrair-se tendo optado por matricular-se no Centro de Preparação de Artistas da Emissora Nacional. Começou por se apresentar nos programas de Motta Pereira.

Do relacionamento com o Engenheiro António José Coimbra Mano, nascido na Figueira da Foz, a 13 de Janeiro de 1930, teve dois filhos (Maria Eduarda e António Pedro) nascidos em 1959 e 1961.

A estreia da cantora em público ocorreu, em Janeiro de 1958, no primeiro Festival da Canção Portuguesa, realizado no cinema Império, em Lisboa. Nos dois anos seguintes iria vencer esse mesmo Festival.

Em 1959, a editora Alvorada lança um EP com 4 artistas. Simone de Oliveira aparece com a canção "Sempre que Lisboa Canta". É lançado também um EP com os temas "Amor à Portuguesa" (La Portuguesa), "Tu", "Nos Teus Olhos Vejo o Céu" (Nel Blu Dipinto di Blu) e "Tu e Só Tu" (Love Me For Ever).

Estreia-se no teatro de revista em 1962. Vence nesse ano o Festival da Canção da Figueira da Foz.

Recebe o Prémio de Imprensa do ano de 1963.

Simone de Oliveira

Em 1964 grava um EP com os temas "Canção Cigana", "Sempre Tu Amor", "Quero e Não Quero" e "Alguém Que Teve Coração".

Na 1ª edição do Grande Prémio TV da Canção Portuguesa Festival RTP da Canção fica em 3º lugar com "Olhos Nos Olhos". "Amar É Ressurgir", o outro tema apresentado, fica em 8º lugar.

António Calvário e Simone gravam um EP com versões do filme "My Fair Lady".

Em Março de 1965 recebe o Prémio de Imprensa de 1964 para melhor cançonetista. Vence o Festival RTP da Canção de 1965 com o tema "Sol de Inverno", de Nóbrega e Sousa e Jerónimo Bragança, enquanto "Silhuetas Ao Luar" fica em 4º lugar. Representa Portugal no Festival da Eurovisão realizado em Nápoles. É eleita Rainha da Rádio.

É editado o EP "IV Festival da Canção Portuguesa" com os temas "Nem Eu Nem Vocês", "Se Tu Queres Saber Quem Sou", "Quando Será" e "Canção do Outono" e o EP "Praia de Outono" onde é acompanhada pelo Thilo's Combo e pela Orquestra de Jorge Costa Pinto. Lança também alguns discos com versões da banda sonora do filme "Música No Coração". Além do tema "Música No Coração" grava canções como "Onde Vais" (Edelweiss), "As Coisas De Que Eu Gosto" e "Dó-ré-mi".

Participa com "Começar de Novo", de David Mourão Ferreira e Nóbrega e Sousa, no primeiro Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro, realizado em 1966. Amália Rodrigues fez parte do júri e escolheu Simone de Oliveira como representante de Portugal.

Ainda em 1966, Simone grava uma versão de "A Banda" de Chico Buarque e faz parte do elenco do musical "Esta Lisboa Que Eu Amo" que esteve em cena no Teatro Monumental.

Lança um EP com "Marionette", uma versão de "Puppet On A String" de Sandie Shaw, e "Esta Lisboa Que Eu Amo". Lança também o álbum "A Voz E Os Êxitos" que inclui uma versão de "Yesterday" dos Beatles, entre outros temas.

Amália Rodrigues inicia uma temporada no Olympia, em França, como primeira figura do espectáculo "Grand Gala du Music-Hall Portugais", inteiramente composto por um elenco português. Simone de Oliveira é um dos nomes convidados ao lado do Duo Ouro Negro, Carlos Paredes, entre outros.

Concorre ao Grande Prémio TV da Canção de 1968 com os temas "Canção Ao Meu Piano Velho" e "Dentro de Outro Mundo".

É editado um EP com os temas "Viva O Amor", "Nos Meus Braços Outra Vez", "Quando Me Enamoro" e "Para Cada Um Sua Canção" e outro com os temas "Cantiga de Amor", "Amanhã Serás O Sol" e "Não Te Peço Palavras".

Lança um disco com os temas "Aqueles Dias Felizes", "Pingos de Chuva" e "Fúria de Viver".

Desfolhada Portuguesa[editar | editar código-fonte]

É em 1969 que Simone vence o Festival RTP da Canção, com o maior êxito da sua carreira - "Desfolhada Portuguesa", da autoria de José Carlos Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes, com orquestração do maestro Joaquim Luís Gomes e direcção de orquestra por Ferrer Trindade.

Perde a voz, um incidente que se prolongará por cerca de dois anos. Nesta fase aceita tudo o que lhe oferecem para sobreviver. Desde o jornalismo, à rádio, à locução de continuidade ou à apresentação do concurso Miss Portugal e de espectáculos no casino da Figueira da Foz. Recupera do problema que lhe tinha afectado as cordas vocais: a voz era mais grave, mas podia continuar a cantar.

Grava um EP com temas de José Cid. O tema principal é "Glória, Glória Aleluia" que Tonicha levou ao 1º Festival da OTI.

Participa no Festival RTP da Canção de 1973 com "Apenas O Meu Povo", onde recebe o Prémio de Interpretação.

A sua carreira estava marcada por músicas e letras compostas por autores de qualidade, muitos deles antifascistas. Isso ajuda a que, após o 25 de Abril de 1974, continue a sua carreira e participe em revistas como "P'ra Trás Mija a Burra".

Em 1977 é convidada para participar no espectáculo do Jubileu de Isabel II do Reino Unido.

Vence o 1º prémio de interpretação do Festival da Nova Canção de Lisboa, de 1979, com "Sempre Que Tu Vens É Primavera".

Em 1980 representa Portugal no Festival da OTI, em Buenos Aires, com "À Tua Espera". Durante os ensaios a orquestra levantou-se para a aplaudir. Arrecadaria o prémio de interpretação do Festival Ibero-Americano da Canção.

O álbum Simone é editado em 1981. Para este disco grava "À Tua Espera" e "Quero-te Agradecer", da dupla Tozé Brito e Pedro Brito, e temas de António Sala ("Auto-retrato"), Paulo de Carvalho ("Canção") e Varela Silva ("Espectáculo"). Outros temas são as versões de "Pela Luz Dos Olhos Teus" de Vinícius de Morais e Tom Jobim e "Il S'en Va Mon Garçon" de Gilbert Bécaud. Anteriormente já gravara temas como "Reste" e "C'est Triste Venice".

No teatro faz de "Genoveva" na peça "Tragédia da Rua das Flores" baseada na obra homónima de Eça de Queirós. Participa também na série "Gente Fina É Outra Coisa" da RTP onde contracena com nomes como Nicolau Breyner e Amélia Rey Colaço.

Comemora as bodas de prata da sua carreira com o programa televisivo "Meu Nome é Simone".

O disco Simone, Mulher, Guitarra, editado em 1984, é uma incursão da cantora no fado, com produção de Carlos do Carmo. Cinco dos temas pertencem a José Carlos Ary dos Santos e os restantes são de Luís de Camões ("Alma Minha Gentil Que Te partiste"), Fernando Pessoa ("Quadras"), Cecília Meireles ("Canção"), Florbela Espanca ("Amiga, Noiva, Irmã") e Miguel Torga ("Prece").

Em 1988 apresenta o programa de televisão "Piano Bar" da RTP.

Em 1988 ainda, Simone venceu um cancro de mama, passando a ser reconhecida também por tal, dado a ser uma doença ainda bastante dizimatória nesse tempo. É a viúva do actor Varela Silva.

Faz parte do elenco do musical "Passa por Mim no Rossio" (1991).

Em 1992 é editado o álbum Algumas Canções do Meu Caminho. Apresenta este espectáculo ao vivo no Teatro Nacional São João, TEC e no Funchal.

Filipe La Féria convida Simone para "Maldita Cocaína" de 1993.

Em 1997 celebra os seus 40 anos de carreira com um espectáculo na Aula Magna, de Lisboa. É lançado o duplo CD Simone Me Confesso. O espectáculo "Simone Me Confesso" é apresentado na Expo-98.

O álbum Mátria de Paulo de Carvalho, editado em 1999, com letras de várias mulheres portuguesas, inclui um tema com letra de Simone.

Em 2000, Simone de Oliveira participa no tema "Sem Plano" dos Cool Hipnoise. O convite surgiu após se terem conhecido em Beja, numa comemoração do dia mundial do livro.

"Kantigamente" é o nome do espectáculo apresentado no São Luiz, com produção de Fátima Bernardo (Casa das Artes). Os discos Simone e Simone, Mulher, Guitarra foram reeditados, em Abril de 2003, pela Universal. Em Julho de 2003 é editado o livro "Um País Chamado Simone" (Garrido Editores) do jornalista Nuno Trinta de Sá. Trata-se da segunda Biografia depois de "Eu Simone Me Confesso" de Rita Olivais.

Em 2003 lança o livro "Nunca Ninguém Sabe" (Publ. D. Quixote) onde relata a sua luta contra o cancro da mama.

Simone grava um CD e um DVD, ambos com o nome Intimidades, que registam dois dias de espectáculos ao vivo, no Auditório do Fórum Cultural da Cidade do Seixal, acompanhada por José Marinho (piano) e Andrzej Michalczyk (violoncelo).

No ano 2008 Simone integra o elenco da nova versão de Vila Faia na RTP, onde vai encarnar Efigénia dos Santos Marques Vila, papel que na versão anterior era desempenhado pela actriz Mariana Rey Monteiro. No dia 25 de Fevereiro Simone comemorou os 50 anos de carreira, num grandioso concerto no Coliseu de Lisboa.

Simone de Oliveira tem dois filhos, Maria Eduarda e António Pedro. Casou segunda vez com o ator Varela Silva. Recebeu vários prémios de que destaca os Prémios de Imprensa, Popularidade, Interpretação e ainda o Prémio Pozal Domingues. Foi condecorada com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique a 7 de Março de 1997.

Em 2007, Simone comemorou os seus 50 anos de carreira fazendo o seu primeiro Coliseu, já em 2008, com o espectáculo "Um País chamado Simone".

É editada a compilação Perfil com os seus maiores sucessos.

No Festival da Canção de 2010 subiu ao palco do Campo Pequeno onde interpretou a sua Desfolhada, vestindo inclusive o mesmo vestido que vestira 40 anos antes quando venceu o Festival da Canção de 1969, um momento único que emocionou a todos os que assistiram.

Em 2011, na XVI edição dos Globos de Ouro (Portugal), recebeu das mãos do Dr. Pinto Balsemão o Globo de Ouro Mérito e Excelência. Simone, visivelmente surpresa e emocionada, foi aplaudida de pé por todo o Coliseu de Lisboa durante vários minutos, toda uma carreira dedicada a cultura e ao seu país era assim de novo agraciada e reconhecida.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

  • ¡Simone! (LP, Alvorada, 1960) LP 04-16
  • A Voz e os Êxitos (LP, Decca, 1966) SLPDX 505
  • Renascendo (LP, Decca/VC, 1969)
  • Recordando Simone (LP, VC, 1970)
  • Nunca Mais A Solidão (LP, Decca, 1974)
  • As Palavras que eu Cantei (LP, VC, 1976)
  • Simone (LP, Alvorada, 1978)
  • Antologia da Música Portuguesa (LP, EMI, 1981)
  • Ao Vivo No Hotel Altis (LP, Alvorada, 1981)
  • Simone (LP, Polygram, 1981)
  • Simone, Mulher, Guitarra (LP, Polygram, 1984)
  • O Melhor de Simone (LP/CD EMI, 1992)
  • Algumas Canções do Meu Caminho (2CD, BMG, 1992)
  • Simone Me Confesso (2CD, Noites Longas, 1997)
  • Intimidades (CD, Vidisco, 2004)
  • Perfil (2CD, iPlay/VC, 2008)
  • Pedaços de mim (CD, GET!RECORDS, 2013)

DVD Musicais[editar | editar código-fonte]

  • Intimidades (DVD, Vidisco, 2004)

Singles e EP[editar | editar código-fonte]

Alvorada
  • O Burrinho /Agora /Eh Pá do Fado /Vocês Sabem Lá (EP, Alvorada, 1958)- mep60103
  • Amor à Portuguesa/Tu/Nos Teus Olhos Vejo o Céu/Tu e Só Tu (EP, Alvorada, 1959)- mep60136
  • Fiquei /Quero saber /Amor para dois /Anda aí uma cigana (EP, Alvorada) - mep 60181
  • A saudade vem depois /Não há razão / Terra formosa / A noite é bela (EP, Alvorada) - mep 60230
  • Despertar /Eu /Chegou a Primavera / Meu estranho amor (EP, Alvorada) - mep 60234
  • Sol poente /Foi você / Ariane / Primavera de 1960 - mep 60325
  • Tenho saudades / Fim de romance / Abandono / Tarde demais - mep 60408
  • A Saudade Vem Depois / Não Há Razão / Terra Formosa / A Noite É Bela (EP, Alvorada, 19*) - mep60230
  • Lado a Lado / Canção Das Sombras Perdidas / Desesperadamente / Corpo E Alma (EP, Alvorada) aep60475
  • Vocês Sabem Lá /Amor para dois /Oração para dois /Lado a lado (Alvorada) EP-85-11
  • Fim de Estação (1961)
Decca (Valentim de Carvalho)
  • Novo Fado da Severa / Deixa Lá / Maria Solidão / Olhos Nos Olhos (EP, Decca, 1964) - 1070
  • (EP, Decca, 196*) Se Tens Coração / As Três Lágrimas / Labirinto / Doce Amargura - 1078
  • (EP, Decca, 196*) Canção Cigana / Sempre Tu Amor / Quero e Não Quero / Alguém Que Teve Coração - 1084
  • Sol de Inverno (EP, Decca, 1965) - Sol de Inverno / De Degrau em Degrau / Silhuetas ao Luar / A Rua do Desencontro - 1088
  • Canções de My Fair Lady (EP, Decca, 196*) A Rua Onde Mora Meu Bem / Eu Dançaria Assim / O Rei De Roma / Um Bocadinho Só Bem [António Calvário e Simone] - 1095
  • IV Festival da Canção Portuguesa (EP, Decca, 196*) - Nem Tu Nem Vocês / Se Tu Queres Saber Quem Sou / Quando Será / Canção do Outono - 1110
  • Praia de Outono (EP, Decca, 196*) - Canção Sem Importância / Reste / Meu Único Amor / Praia de Outono - 1121
  • De Saudade Em Saudade (EP, Decca,1965) De Saudade em Saudade/De Mão Dada/Sensatez/Não Fiques Sem Alma -1130
  • Música No Coração (EP, Decca, 1965) - Música No Coração / A Noite do Adeus / Tu És Aquele / Onde Vais - 1131
  • Estranhos Na Noite (EP, Decca, 1965?) - Estranhos Na Noite / As Coisas De Que Eu Gosto / Dó-ré-mi / Dias de Felicidade - 1169
  • Começar de Novo (EP, Decca, 1966) - Começar de Novo / Sem Amor / Já Ouviste O Mar? / O Céu É Bom P´ra Mim - 1184
  • A Banda (EP, Decca, 1966) - A Banda / Um Só Dia / Dia Das Rosas / Vem A Meus Braços - 1185
  • Marionette (EP, Decca, 1967) - Marionette / Esta Lisboa Que Eu Amo / És A Minha Canção / Balada Da Traição Do Mar - 1204
  • Marchas do Estoril (Ep, Decca, 1967) Marcha do estoril 1967/Marcha do estoril 1965/Santo António do Estoril/Marcha da Costa do Sol 1966 - 1206
  • A Voz E Os Êxitos (EP, Decca, 1967) - Yesterday/
  • A Voz E Os Êxitos (EP, London, 1968) edição Brasileira
  • Tu Só Tu (EP, Decca) - Tu Só Tu (S+P)/ Gatinha / Nem Sol Nem Lua / Anouschka (MP) - 1211 [Simone & Marco Paulo]
  • Chorar E Cantar (EP, Decca)Renascendo/Canto de Partir/Chorar e Cantar/Tema para Sonata - 1212
  • Doutor Doolitle (EP, Decca) Falar Com Os Animais/Algo Em Teu Sorriso/Encruzinhada/Quando Vejo Em Teus Olhos - 1225
  • Grande Prémio TV (EP, Decca, 1968) Canção Ao Meu Piano Velho / Vento / Não Vou Contigo / O Calendário / Dentro de Outro Mundo - 1229
  • (EP, Decca, 196*) Viva O Amor / Nos Meus Braços Outra Vez / Quando Me Enamoro / Para Cada Um Sua Canção - 1250
  • (EP, Decca, 196*) Cantiga de Amor / Amanhã Serás O Sol / Não Te Peço Palavras - 1251
  • (EP, Decca, 196*) Aqueles Dias Felizes / Pingos de Chuva / Fúria de Viver - 1270
  • Desfolhada Portuguesa (Decca, 1969) Desfolhada Portuguesa / Cinco Quadras Cinco Pedras / Avé Maria do Povo - 1276
  • Glória, Glória Aleluia (EP, Decca, 1972) Glória, Glória Aleluia/Hino do Amor/Retrospectiva
  • Pingos de Chuva/Fúria de Viver (Single) SPN 142
  • Apenas O Meu Povo / Introito (Single, Decca, 1973) SPN 143
  • Mulher Presente (Single, Decca, 1975) SPN 191 G [O Trabalho/Mulher Presente/É Tarde Meu Amor]
Alvorada (Rádio Triunfo)
  • Não É Verdade/Maria Saudade (Single, Alvorada,) NS-97140
  • Sempre Que Tu Vens Primavera / Mesa Sem Ninguém Cama Com Tão Pouco (Single, Alvorada, 1979)NS-97148
  • Sete Letras / Tango Ribeirinho (Single, Rádio Triunfo, 1980)
  • Amor Sem Depois / Cansaço da Mesma Viagem (Single, Alvorada, 1980) AlV-97-154
Polygram
  • À Tua Espera/Te Espero (Single, Polygram, 1980) Philips 6031174
Alvorada (Rádio Triunfo)
  • Eu Quero e Não Quero/Salva de Palmas (Single, Rádio Triunfo, 1983) RT 51-60

Outros[editar | editar código-fonte]

  • Sempre Que Lisboa Canta (EP, Alvorada) Mep 60135
  • Nasci Contra O Vento (EP, Alvorada) Mep 60284
  • 1º Concurso da Canção: Figueira - Simone - Alvorada
  • (EP, Alvorada, 1959) - MEP 60135 - Sempre Que Lisboa Canta - Simone
  • III Festival da Canção - (1961) Ontem e Hoje / Dilema / Bom Dia Lisboa / Porque Voltei—Simone, Madalena Iglésias, Alice Amaro, José Manuel Mendes - Alvorada aep60429
  • III Festival da Canção - (1961) Oração Para Dois - Alvorada aep60430

Actriz[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

A nível do teatro, Simone estreou-se nos anos 60 ainda como atracção de revista, posteriormente no início dos anos 70 deu início, na peça "O Contrato" (dirigida por Ribeirinho), ao desenvolvimento das suas características de actriz, tendo na peça A Tragédia da Rua das Flores, atingido um enorme sucesso de público e de crítica, revelando as suas potencialidades de actriz dramática. Participou no Teatro Nacional D. Maria II na peça "Passa por mim no Rossio" e no Teatro Politeama em Maldita Cocaína. Já nos primeiros anos do século XXI encarnou as personagens de Marlene Dietrich e Alma Mahler-Werfel (2003, Convento dos Inglesinhos, Lisboa). Actualmente, encontra-se com o seu espectáculo em digressão, "Conversas de Camarim", espectáculo de homenagem a poetas e a gente do teatro na companhia de Vítor de Sousa e Nuno Feist.

Em homenagem às cantoras da década de 1960 (Madalena Iglésias e Simone de Oliveira), a sua personalidade foi retratada na peça musical What happened to Madalena Iglésias" de Filipe La Féria.

Cinema[editar | editar código-fonte]

Simone de Oliveira participou em pelo menos seis filmes, mas num só como voz:

  • Canção da saudade (1964)
  • Operação diamante (1967)
  • Cântico final (1976)
  • A estrangeira (1983)
  • Capuchinho Vermelho - A verdadeira História (2006) (Voz da avó)
  • Julgamento (2007)

Televisão[editar | editar código-fonte]

Simone de Oliveira tem participação em várias telenovelas e em séries televisivas, nomeadamente nas seguintes:

Na televisão apresentou nos anos oitenta do século XX o programa Piano Bar e fez vários programas da RTP Internacional. Foi ainda membro do júri da 1ª edição do concurso Chuva de Estrelas da SIC. Participa em 2009 no programa Fátima como comentadora e na SIC ao vivo como entrevistadora. Neste ano de 2011 participa na sitcom da RTP "A Sagrada Família".

Dobragens[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Genealogias de São Tomé e Príncipe - Subsídios", Jorge Eduardo de Abreu Pamplona Forjaz, Dislivro, Lisboa, 2011, p. 266

Ligações externas[editar | editar código-fonte]