Teatro Nacional D. Maria II

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Fachada principal do Teatro Nacional D. Maria II.

Teatro Nacional D. Maria II, E. P. E.

Coat of arms of Portugal.svg
Organização
Natureza jurídica Entidade pública empresarial
Missão Assegurar a prestação de um serviço público no domínio da actividade teatral e atividades culturais que lhe estão ligadas
Dependência Governo de Portugal
Secretaria de Estado da Cultura
Chefia Carlos Vargas, presidente do conselho de administração
João Mota, diretor artístico
Localização
Jurisdição territorial  Portugal
Sede Lisboa
Histórico
Criação 13 de abril de 1846
Sítio na internet
www.teatro-dmaria.pt

Teatro Nacional D. Maria II (TNDM II) é um teatro de Portugal localizado na Praça de D. Pedro IV em Lisboa.

O Teatro Nacional abriu as suas portas a 13 de Abril de 1846, durante as comemorações do 27.º aniversário de D. Maria II (1819-1853), passando por isso a exibir o seu nome na designação oficial. Na inauguração, foi apresentado o drama histórico em cinco actos O Magriço e os Doze de Inglaterra, original de Jacinto Aguiar de Loureiro.

Mas a história do Teatro Nacional de Dona Maria II, começou dez anos antes da sua inauguração. Na sequência da revolução de 9 de Setembro de 1836, Passos Manuel assume a direcção do Governo e uma das medidas que tomou nesse mesmo ano foi encarregar, por portaria régia, o escritor e político Almeida Garrett de pensar o teatro português em termos globais e incumbi-lo de apresentar "sem perda de tempo, um plano para a fundação e organização de um teatro nacional, o qual, sendo uma escola de bom gosto, contribua para a civilização e aperfeiçoamento moral da nação portuguesa". Por esse mesmo decreto, Almeida Garrett ficou encarregue de criar a Inspecção-Geral dos Teatros e Espectáculos Nacionais e o Conservatório Geral de Arte Dramática, instituir prémios de dramaturgia, regular direitos autorais e edificar um Teatro Nacional "em que decentemente se pudessem representar os dramas nacionais".

O ambiente Romântico que se vive nesta altura em toda a Europa determina a urgência em encontrar um modelo e um repertório dramatúrgicos nacionais, assumido que era que da afirmação de uma “arte nacional” dependia uma melhor e mais exacta definição da própria nação. Ou seja, o aparecimento de um teatro (e de um repertório) nacional era uma questão não só cultural como, sobretudo, política e assumida como um assunto estreitamente ligado à própria independência da nação.

Entre 1836, data da criação legal do teatro, à sua inauguração, em 1846, funcionou um provisório teatro nacional no Teatro da Rua dos Condes (mais tarde transformado no cinema Condes).

Ruínas do Palácio dos Estaus.

O local escolhido para instalar o definitivo Teatro Nacional foram os escombros do Palácio dos Estaus, antiga sede da Inquisição e que, também em 1836, tinha sido destruído por um incêndio.

A escolha de um arquitecto italiano, Fortunato Lodi, para projectar e executar o Teatro Nacional não foi isenta de críticas e só em 1842, Almeida Garrett consegue dar início às obras.

Em 17 de Dezembro de 1928 foi classificado como imóvel de interesse público pelo Decreto n.º 15 962 com a designação de Teatro Nacional de Almeida Garrett.[1]

Durante um largo período de tempo o Teatro Nacional foi gerido por sociedades de artistas que, por concurso, se habilitavam à sua gestão. A gestão mais duradoura foi a de Amélia Rey Colaço / Robles Monteiro que permaneceu no teatro de 1929 a 1964.

Em 1964 o Teatro Nacional foi “palco” de um brutal incêndio que apenas poupou as paredes exteriores. O edifício que hoje conhecemos, e que respeita o original estilo neoclássico, foi totalmente reconstruído e só em 1978 reabriu as suas portas.

Directores do TNDM II desde 1978: Ribeirinho, Lima de Freitas, Braz Teixeira, Afonso Botelho, Ricardo Pais, Agustina Bessa-Luís, António Xavier, Carlos Avilez, José Amaral Lopes, João Grosso, António Lagarto.

Em Março de 2004, o TNDM II foi transformado em sociedade anónima de capitais públicos - passando a denominar-se formalmente Teatro Nacional D. Maria II, S. A. – gerida por um Conselho de Administração de nomeação da tutela dos Ministros das Finanças e da Cultura, tendo sido nomeado António Lagarto para seu Presidente e Director Artístico (2004 e 2005).

Em Abril de 2007, o TNDM II foi transformado em entidade pública empresarial, passando a ter a designação formal de Teatro Nacional D. Maria II, E.P.E..

De Janeiro de 2006 a Julho de 2008, o Presidente do Conselho de Administração foi Carlos Fragateiro.

Desde Julho de 2008, foi Presidente do Conselho de Administração a Professora Maria João Brilhante e Director Artístico o actor Diogo Infante, os quais sairam em desacordo com o Secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas, que lhe negara mais subsídios, tendo-lhes sucedido, respectivamente, Carlos Vargas e João Mota.

Neste teatro brilharam muitas estrelas e muitos talentos se revelaram. Aqui brilharam: Amélia Rey Colaço, Eunice Muñoz, Lurdes Norberto, Carmen Dolores, Ruy de Carvalho, Laura Soveral, Fernanda Alves, Anna Paula, Mariana Rey Monteiro, Catarina Avelar, João Perry, Fernanda Borsatti, Jacinto Ramos, Maria Emília Correia, Beatriz Batarda, Fernanda Lapa, Lia Gama, Glória de Matos, João Grosso, Luísa Cruz, João Lagarto, Manuela de Freitas, entre muitos outros.

Em 2012, o teatro foi reclassificado como monumento nacional. A reclassificação, aprovada em Conselho de Ministros, a 24 de Maio, foi publicada em Diário da República no dia 10 de Julho de 2012[2] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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