David Lynch

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David Keith Lynch (Missoula, Montana, 20 de janeiro de 1946) é um cineasta estadunidense


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[editar] Biografia

David Lynch

Membro de uma família de agricultores, teve uma infância itinerante no interior dos Estados Unidos da América. Mesmo assim, conseguiu concluir os estudos. Tendo o sonho de ser pintor, especializou-se sobre o tema numa academia de arte. Largou o curso mais tarde e partiu para uma viagem à Europa; em busca de inspiração para seu trabalho. De volta ao país de origem, Lynch viu-se na obrigação de trabalhar em ramos que não lhe agradavam. Ao mesmo tempo resolveu retornar aos estudos, entrando na Academia de Belas Artes da Pensilvânia. Em 1967 casou-se com uma colega e teve sua única filha mulher (teria mais dois homens), Jennifer Chambers Lynch, que se tornaria diretora e também tomaria gosto pelo bizarro. Foi ela quem dirigiu o "clássico trash" Encaixotando Helena (1993) (Boxing Helena). Lynch estava totalmente envolvido com artes plásticas, e isso se refletiu na linguagem de seus primeiros trabalhos, que também eram bastante provocadores. Nessa época realizou os seguintes curta-metragens: Six Men Getting Sick (1966), The Alphabet (1968), The Grandmother (1970) e The Amputee (1974).

Em 1971 começou a trabalhar na produção da sua primeira longa-metragem, Eraserhead (1977). E não foi tarefa fácil, tomando cinco anos de sua vida para a sua conclusão, além do final de seu casamento. Eraserhead foi considerado difícil. Na época de seu lançamento poucas pessoas assistiram o filme que já misturava o tão famoso mundo bizarro de Lynch e arte em stop-motion. Anos depois, dirigiu seu primeiro grande filme, O Homem Elefante (1980) (The Elephant Man). Produzido por Mel Brooks(que gostou do que viu em Eraserhead), o longa foi muito bem recebida pela crítica e recebeu oito indicações ao Oscar, incluindo melhor diretor. Em 1984 Lynch dirigiria a ficção científica Duna, uma superprodução sob a tutela de Dino De Laurentiis. O resultado foi um retumbante fracasso, fazendo com que o cineasta nunca mais se envolvesse em projetos grandiosos. A sua volta por cima seria dada em 1986 com O Veludo Azul (Blue Velvet),thriller com toques de fantasia que deu a Lynch nova indicação ao Oscar da categoria. Além de uma parceria que viria a ser constante com o compositor Angelo Badalamenti. Em 1990 ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes com o estonteanteCoração Selvagem (Wild at Heart), protagonizado por Laura Dern e Nicolas Cage.

Ainda no mesmo ano Lynch faria sua estréia na televisão como criador de uma série que marcou época, Twin Peaks. Tendo como astro o mesmo ator principal de Duna e Veludo Azul, Kyle MacLachlan, a trama gira sobre a morte de uma jovem moradora da cidade que dá título à série. Lynch dirigiu apenas o episódio piloto. Com o sucesso, em 1992 uma versão para o cinema foi lançada, onde mostrava mais detalhes sobre a intrincada trama. Para desespero do diretor, o filme foi um fracasso, arrecadando míseros quatro milhões de dólares. O mistério de Laura Palmer foi o único sucesso na tv de Lynch, mesmo tendo participado da criação de outros seriados. Um desses fracassos seria Mulholland Drive (2001, planeado como série televisiva mas adaptado para o cinema quando os produtores não gostaram do material apresentado. Em 1997, A Estrada Perdida (Lost Highway) chegou aos cinemas. É outro thriller com toques de fantástico e considerado pelos fãs do cineasta como o seu trabalho mais insano. Talvez por causa disso, realiza A História Real (1999) (The Straight Story) logo depois. O filme é diferente de tudo que ele já havia feito, sem quase nenhum elemento bizarro, a não ser pelo fato do protagonista atravessar o país a bordo de um pequeno trator para visitar o irmão. Lynch em "versão calma". Já em Mulholand Drive" voltaria a sua característica principal, com um filme recheado de personagens (muitos deslocados por terem sido desenvolvidos especialmente para a cancelada série de tv) e situações bizarríssimas. Foi o filme que revelou a atriz Naomi Watts e deu a Lynch o prêmio de melhor diretor do Festival de Cannes. INLAND EMPIRE (no Brasil, Império dos Sonhos), seu último longa, é um filme plástico. O filme é como se fosse uma interseção dele com outros filmes e um programa televisivo (Rabbits), esse último, o ápice de tudo: onde tudo se espelha, e provavelmente tende a chegar, igual a um paraíso desorientado, o qual Susan/Grace (personagens centrais) conquista e o contempla- a vencedora, guiada como o filme bruto foi guiado, pela intuição ou magia, numa linda explosão de vingança e libertação.


David Lynch sempre está envolvido em projetos. Nunca parou de produzir curtas e quase sempre cria filmes em animação. A internet também foi um caminho que adotou para divulgar o que cria tendo em seu site pessoal um grande acervo de trabalhos.

[editar] Filmografia

Séries Online

Curtas

Televisão

Longas

[editar] Premiações

  • 3 indicações ao Oscar, na categoria de Melhor Diretor, por "O Homem-Elefante" (1980), "Veludo Azul" (1986) e "Mulholland Drive" (2001).
  • Indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Roteiro Adaptado, por "O Homem-Elefante" (1980).
  • 2 indicações ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Diretor, por "O Homem-Elefante" (1980) e "Mulholland Drive" (2001).
  • 2 indicações ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Roteiro, por "Veludo Azul" (1986) e "Mulholland Drive" (2001).
  • Palma de Ouro, no Festival de Cannes, por "Coração Selvagem" (1990).
  • Prêmio de Melhor Diretor, no Festival de Cannes, por "Mulholland Drive" (2001).
  • 1 indicação ao BAFTA, na categoria de Melhor Diretor, por "O Homem-Elefante" (1980).
  • 1 indicação ao BAFTA, na categoria de Melhor Roteiro, por "O Homem-Elefante" (1980).
  • 2 indicações ao Cesar, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, por "O Homem-Elefante" (1980) e "Mulholland Drive" (2001). Venceu em 1980.
  • 2 indicações ao Independent Spirit Awards, na categoria de Melhor Diretor, por "Veludo Azul" (1986) e "A História Real" (1999).
  • 1 indicação ao Independent Spirit Awards, na categoria de Melhor Roteiro, por "Veludo Azul" (1986).
  • Prêmio Bodil de Melhor Filme Americano, por "A História Real" (1999).


[editar] Ligações externas

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