Jean-Luc Godard

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Jean-Luc Godard
Nome completo Jean-Luc Godard
Nascimento 3 de dezembro de 1930 (83 anos)
Paris, Ile-de-France
 França
Ocupação Diretor, roteirista, ator, escritor, ensaísta
Cônjuge Anna Karina (1961-1967)
Anne Wiazemsky (1967-1979)
Anne-Marie Miéville
IMDb: (inglês)

Jean-Luc Godard (Paris, 3 de Dezembro de 1930) é um cineasta franco-suíço reconhecido por um cinema vanguardista e polêmico, que tomou como temas e assumiu como forma, de maneira ágil, original e quase sempre provocadora, os dilemas e perplexidades do século XX. Além disso, é também um dos principais nomes da "Nouvelle Vague".[1] Godard foi um militante anarquista de centrismo.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Godard passou a infância e juventude na Suíça e depois estudou etnologia na Sorbonne. A partir de 1952 colaborou na revista Cahiers du Cinéma e, depois de vários curta-metragens, fez em 1959 seu primeiro filme longo, À bout de souffle (Acossado), em que adotou inovações narrativas e filmou com a câmera na mão, rompendo uma regra até então inviolável. Esse filme foi um dos primeiros da Nouvelle Vague, movimento que se propunha renovar a cinematografia francesa e revalorizava a direção, reabilitando o filme dito de autor.

Os filmes seguintes confirmaram Godard como um dos mais inventivos diretores da Nouvelle Vague: Vivre sa vie (1962; Viver a vida), Bande à part (1964), Alphaville (1965), Pierrot le fou (1965; O demônio das 11 horas), Deux ou trois choses que je sais d'elle (1966; Duas ou três coisas que eu sei dela), La Chinoise (1967; A chinesa) e Week-end (1968; Week-end à francesa). O cinema de Godard nessa fase caracteriza-se pela mobilidade da câmera, pelos demorados planos-seqüências, pela montagem descontínua, pela improvisação e pela tentativa de carregar cada imagem com valores e informações contraditórios.

Após o movimento estudantil de maio de 1968, Godard criou o grupo de cinema Dziga Vertov — assim chamado em homenagem a um cineasta russo de vanguarda — e voltou-se para o cinema político. Pravda (1969) trata da invasão soviética da Tchecoslováquia; Le vent d'Est (1969; Vento do Oriente), com roteiro do líder estudantil Daniel Cohn-Bendit, desmistifica o western e Jusqu'à la victoire (1970; Até a vitória) enfatiza a guerrilha palestina. Mais uma vez, Godard procurou inovar a estética cinematográfica com Passion (1982), reflexão sobre a pintura. Os filmes seguintes, como Prénom: Carmen (1983) e Je vous salue Marie (1984), provocaram polêmica e o último deles, irreverente em relação aos valores cristãos, esteve proibido no Brasil e em outros países.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Ganhou o Urso de Ouro, no Festival de Berlim, por "Alphaville" (1965).
  • Ganhou um Urso de Prata especial, no Festival de Berlim, por "Charlotte et son Jules" (1960).
  • Ganhou o Urso de Prata de Melhor Diretor, no Festival de Berlim, por "À bout de souffle" (1959).
  • Ganhou o Leão de Ouro, no Festival de Veneza, por "Prenome Carmen" (1983).
  • Ganhou duas vezes o Prémio do Júri, no Festival de Veneza, por "Vivre sa vie" (1962) e "La chinoise, ou plutot a la chinoise" (1967).
  • Ganhou em 1982 um Leão de Ouro Honorário, em homenagem à sua carreira.
  • Ganhou o Leopardo de Honra, no Festival de Locarno, em 1995.
  • Recebeu duas nomeações ao César, na categoria de Melhor Filme, por "Sauve qui peut " (1979) e "Passion" (1982).
  • Recebeu duas nomeações ao César, na categoria de Melhor Realizador, por "Sauve qui peut " (1979) e "Passion" (1982).
  • Ganhou dois Césares Honorários, entregues em 1987 e 1998.
  • Ganhou o Oscar Honorário, entregue em 2010.

Referências

  1. Uol Educação Seu primeiro longa metragem, "Acossado" (1959), foi ponto de referência na cinematografia francesa
  2. IMDB Jean-Luc Godard was born in Paris on December 3, 1930

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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