Gérard Philipe

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Gerard Philipe em 1954 no Teatro Nacional de Varsóvia, com o figurino de Cid

Gérard Philipe (Cannes, 4 de dezembro de 1922Paris, 25 de novembro de 1959) foi um ator francês, um dos mais famosos de seu tempo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Philipe teve aulas de atuação antes de se mudar, ainda adolescente, para Paris, onde estudou no Conservatório de Arte Dramática. Aos dezenove anos, ele se estreou como ator de teatro em Nice e, no ano seguinte, sua interpretação na peça Calígula, de Albert Camus, levou-o a ser convidado para trabalhar no Théâtre National Populaire em Paris e Avinhão, cujo festival, fundado em 1947 por Jean Vilar, é o mais famoso e antigo do país. Com Vilar, teve atuações inesqueciveis nos palcos interpretando, entre outros, "O Cid" de Corneille, "O Principe de Hamburgo" de Kleist, "Lorenzaccio" de Musset, "Ricardo II" de Shakespeare e "Ruy Blas" de Victor Hugo.

Philipe fez sua primeira aparição em um filme no ano de 1943, em Les Petites du Quai aux Fleurs. Após alguns papéis em filmes menos importantes, ele se tornou famoso por sua performance em Le Diable au corps (1947), de Claude Autant-Lara. Devido à sua beleza, passou a ser adorado por jovens mulheres. Teve papéis como Fausto em "Entre a Mulher e o Diabo" (50) e Modigliani em "Os Amantes de Montparnasse" (58), além de interpretar o Principe Mishkin de Dostoievsky em "O Idiota " de Georges Lampin e o Julien Sorel de Stendhal em "O Vermelho e o Negro"(54) de Claude Autant-Lara. Utilizou sua voz para registrar textos de Marx, Villon, Rimbaud ("Le Bateau ivre"), Eluard ("Liberté") e "O Pequeno Principe" de Saint-Exupéry.

Em 1951, Gérard Philipe casou-se com a também atriz Nicole Fourcade (1917–1990), com quem teve dois filhos. Nicole, que adotou o pseudônimo Anne Philipe, escreveu sobre seu marido em dois livros: Souvenirs, de 1960, e Le Temps d'un soupir (1963).

Reconhecido por seu talento, Philipe estava no pináculo de sua carreira quando, poucos dias antes de seu aniversário de trinta e sete anos, faleceu vítima de hepatocarcinoma, enquanto trabalhava em um projeto de filme em Paris. Está enterrado em um cemitério de Ramatuelle, no departamento de Var, perto da costa do Mar Mediterrâneo.

Em 1961, seu retrato apareceu em um selo postal comemorativo francês. Em 1995, o governo francês lançou um série de moedas de edição limitada que incluíam um moeda de 100 francos com a imagem de Philipe. Além disso, escolas e teatros foram nomeados em sua honra, como o Collège Gérard Philipe em Cogolin e um teatro de Berlim, Alemanha.

Filmografia (parcial)[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]