Luís XV de França
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| Ordem: | 47.º Rei de França |
|---|---|
| Reinado: | 1 de setembro de 1715 - 10 de maio de 1774 |
| Predecessor: | Luís XIV |
| Sucessor: | Luís XVI |
| Data de Nascimento: | 15 de Fevereiro de 1710 |
| Local de Nascimento: | Versalhes, França |
| Data de Falecimento: | 10 de Fevereiro de 1774 |
| Local de Falecimento: | Versalhes, França |
| Pai: | Luís, Duque da Borgonha |
| Mãe: | Maria Adelaide de Sabóia |
| Consorte: | Maria Leszczynska |
Luís XV de Bourbon, o Bem-Amado (Versalhes, 15 de Fevereiro de 1710 – idem, 10 de Maio de 1774), rei da França (1715-1774), filho de Luís, duque da Bretanha, e bisneto de Luís XIV, a quem sucedeu. Após seu falecimento por varíola foi sucedido pelo neto Luís XVI.
Tinha apenas cinco anos quando o trono ficou vago com a morte de Luís XIV. O reino teve dois regentes enquanto o príncipe não atingia a maioridade: Filipe (duque de Orléans), sobrinho de Luís XIV e, depois, o duque de Bourbon, que o fez casar-se com Maria Leszczynska, princesa da Polônia.
Luís XV destituiu o duque, que se tornara impopular, e escolheu, em 1726, seu antigo preceptor, o cardeal de Fleury (1726-1743), para governar. Este engajou a França na guerra da Sucessão da Polônia (1733-1735), que terminou com o Tratado de Viena (1738) e a aquisição do ducado de Lorraine, e na guerra da Sucessão da Áustria, em aliança com Frederico II da Prússia, até o final das hostilidades com a paz de Aix-la-Chapelle (1748). Após a morte de Fleury, em 1743, Luís, exibindo amantes oficiais — Mmes de Châteauroux, de Pompadour e du Barry, com quem ele esbanjou enormes quantias de dinheiro - decidiu governar sem primeiro-ministro, assumindo verdadeiramente o poder, mas provou ser um rei fraco, que reduziu o prestígio da monarquia francesa tanto interna quanto externamente. Dirigiu, sobretudo, as relações exteriores.
Apesar de tradicionalmente ser conhecido como homem votado ao prazer e aos caprichos, Luís XV fez destacar o Reino no plano intelectual e das artes. Entre as amantes do rei, destacou-se a marquesa de Pompadour, que o influenciou fortemente, sobretudo na área da política externa. A extravagância da corte e o alto custo da guerra absorveram todos os recursos da França e os esforços de racionalizar o sistema tributário fracassaram.
Empreendida, como decorrência da "revogação das alianças", para pôr em xeque os desígnios ambiciosos da Prússia e da Inglaterra, a guerra dos Sete Anos (1756-1763) resultou (apesar do Pacto de Família concluído por Choiseul em 1761 entre os quatro ramos da casa de Bourbon) na perda das possessões na Índia e no Canadá (Tratado de Paris de 1763).
Luís XV levou a cabo uma dura campanha de perseguição aos protestantes quando iniciou o seu governo. A política religiosa do rei provocou a oposição do Parlement de Paris, que obteve a dissolução da Companhia de Jesus (1764) mas, por outro lado, fracassou em realizar reformas.
Em termos sociais, no campo os agricultores tinham baixíssimos rendimentos e os privilégios ainda eram pertença de uma minoria de nobres e do alto clero. O monarca propôs reformas fiscais relativamente a estes privilégios, mas de uma forma autoritária, o que veio a reflectir-se negativamente, porque se voltaram contra si quer os privilegiados quer as facções contrárias ao absolutismo.
O agravamento da situação teve origem na política externa da França: a rivalidade com os Habsburgos e as necessidades impostas pela expansão marítima. O monarca não soube gerir simultaneamente com sucesso estes dois assuntos, dado que perdeu quase todos os territórios ultramarinos no Tratado de Paris, conseguindo no entanto fazer uma aliança com os Habsburgos contra a Prússia.
O duque de Choiseul tentou restaurar a ordem, procurando soluções para os danos causados pela Guerra dos Sete Anos. Ele reorganizou a marinha e o exército, anexou a Lorena e a Córsega, mas, excessivamente favorável ao Parlement, teve de ceder seu lugar ao triunvirato constituído por Maupeou, Terray e d'Aiguillon (1770-1774). Sua profecia, "depois de mim, o dilúvio", cumpriu-se, duas décadas mais tarde, com a queda da monarquia francesa.
Maupeou suprimiu os parlamentos e substituiu-os por conselhos; Terray reorganizou as finanças; d'Aiguillon não conseguiu impedir a partilha da Polônia. Essa tentativa de reforma provocou a a oposição dos parlamentares, que foram banidos e em seu lugar foi convocado, em 1771, um Parlement submisso. Os últimos anos do reinado foram marcados por uma recuperação interna e pelo revigoramento da aliança com a Áustria. O reinado viu a prosperidade da aristocracia e da opulenta burguesia, apesar de o país estar à beira da bancarrota. O fracasso do rei em solucionar os assuntos financeiros fez com que ele deixasse para seu sucessor, Luís XVI, um governo insolvente.
[editar] Descendencia
Do seu casamento com Maria Leszczyńska, princesa da Polônia, teve os seguintes filhos:
Luisa Elizabeth, Duquesa de Parma (1727 – 1759)
Henrrieta da França (1727 – 1752)
Luis Delfin de França (1729 – 1765)
Maria Adelaide de França (1732 – 1800)
Vitoria Luisa da França (1733 – 1799)
Sofia Felipina de França (1734 – 1782)
Luisa Maria de França (1737 – 1787)
[editar] Ligações externas
| Precedido por Luís XIV |
Rei de França 1715-1774 |
Sucedido por Luís XVI |
| Precedido por Luís de Bourbon Duque da Bretanha |
Delfim de França 1712 — 1715 |
Sucedido por Luís de Bourbon Futuro Luís XVI de França de França |

