Vitória de França

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Vitória
Filha de França
Retrato por Jean-Marc Nattier
Nome completo
em francês: Victoire Louise Marie Thérèse de France
Casa Casa de Bourbon
Pai Luís XV de França
Mãe Maria Leszczyńska
Nascimento 11 de Maio de 1733
Palácio de Versalhes, França
Morte 7 de junho de 1799 (66 anos)
Trieste, Itália
Enterro Basílica de Saint-Denis
Religião Cristianismo
Assinatura
Madame Vitória, Filha de França, por E. Vigée-Le Brun, em 1791.

Maria Luísa Teresa Vitória de Bourbon (11 de maio de 17337 de junho de 1799) foi a sétima criança e a quinta filha do rei Luís XV de França e de sua rainha consorte, Maria Leszczyńska. Como filha do rei, ela era uma Filha de França.

Conhecida originalmente como Madame Quatrième (Sua irmã mais velha, Maria Luísa, faleceu em fevereiro de 1733, antes de seu nascimento), passou a ser conhecida posteriormente como Madame Victoire. Ela sobreviveu a oito de seus nove irmãos, e foi sobrevivida por sua irmã mais velha, Madame Adelaide, por menos de um ano.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria Luísa Teresa Vitória nasceu no Palácio de Versalhes. Diferentemente de seus irmãos mais velhos (inclusive de Adelaide, a qual precedeu-a por apenas um ano), Madame Vitória não foi criada na Corte. Em vez disso, ela foi mandada para a Abadia de Fontevraud, onde permaneceu até 1748, quando completou quinze anos de idade. Então, foi-lhe permitido retornar a Versalhes.

Muito próxima à mãe e aos irmãos religiosos, Vitória compartilhava da indignação moral deles perante os casos extraconjugais de seu pai, o qual afastava-se de sua família na medida em que voltava-se mais e mais para Madame de Pompadour e, depois, para Madame du Barry.

Vitória era considerada por muitos a filha mais bonita do rei, porém ela jamais se casou. Em 1753, cogitou-se a possibilidade de ela se casar com o cunhado, Fernando VI de Espanha, cuja esposa achava-se gravemente enferma. A rainha de Espanha, todavia, sobreviveu por mais cinco anos.

Em 1765, seu irmão mais velho, Luís, o Delfim de França, faleceu de tuberculose aos 36 anos de idade. Vitória, assim como o resto de suas irmãs, prantearam-no intensamente. Três anos mais tarde, Versalhes cobriu-se novamente de luto com a morte da rainha, sua mãe Maria Leszczyńska. Este desconsolo foi agravado com o fato de seu pai ter adquirido uma nova maîtresse-en-titre, a Condessa du Barry. Vitória e suas irmãs ressentiam-se do tempo que o pai dispensava às suas várias amantes.

Em 16 de maio de 1770, o sobrinho de Vitória, Luís Augusto, agora delfim, casou-se com Maria Antonieta, arquiduquesa da Áustria, em Versalhes. Vitória e sua irmã Adelaide tentaram usar da influência da delfina sobre o rei para se livrarem de La du Barry, mas o plano só funcionou temporariamente. Apesar de, inicialmente, Antonieta desprezar a amante do rei, ela rapidamente mudou sua atitude ao ser advertida por sua poderosa mãe, a imperatriz Maria Teresa de Áustria, que tal comportamento causava embaraços nas relações da Áustria com Luís XV. As filhas do rei, contudo, atingiram seu intento quando seu pai moribundo mandou a amante embora para que pudesse receber os últimos sacramentos da Igreja Católica, em 1774. O novo rei, sobrinho de Vitória, afastou-a permanentemente da Corte.

A vida mudou drasticamente para Las Mesdames, como era conhecidas as filhas sobreviventes de Luís XV, no reinado de Luís XVI. Embora tivessem permissão de ficar na corte e de manter seus apartamentos em Versalhes, elas foram esquecidas pelos cortesãos de Versalhes, os quais estavam muito mais interessados em demonstrar lealdade aos novos monarcas. Vitória e Adelaide então começaram a viajar pelo país, de modo bastante pródigo. Tais viagens dispendiosas causaram prejuízos financeiros ao Estado e, portanto, deram margem ao estouro da Revolução Francesa.

Revolução Francesa[editar | editar código-fonte]

Após a invasão de Versalhes por um exército de mulheres famintas, em 6 de outubro de 1789, Vitória e Adelaide, agora as únicas filhas remanescentes de Luís XV, mudaram-se para o Castelo de Bellevue. Horrorizadas com as novas leis revolucionárias contra a Igreja, as irmãs partiram para a Itália, em 20 de fevereiro de 1791, embora tenham sido capturadas e detidas em Arnay-le-Duc por vários dias antes que tivessem permissão de partir.

Na Itália, assim que chegaram, fizeram uma visita à sobrinha Clotilde, rainha da Sardenha, irmã de Luís XVI, em Turim. Elas chegaram a Roma em 16 de abril de 1791.

Devido à influência crescente da França Revolucionária, as irmãs eram obrigadas a se mudar constantemente. Em 1756, elas foram para Nápoles, cuja rainha, Maria Carolina, era irmã de Maria Antonieta. Depois elas se mudaram para Corfu, em 1799, e, finalmente, para Trieste, onde Vitória morreu de câncer de mama. Adelaide morreu no ano seguinte, em Roma. Os restos mortais das duas princesas foram posteriormente devolvidos para a França por seu sobrinho, rei Luís XVIII, e sepultados na Abadia de Saint-Denis.

Referências[editar | editar código-fonte]

Princesa Vitória da França (em inglês)