Henriqueta Ana de Inglaterra

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Henriqueta Ana da Inglaterra
Duquesa de Orleães
Princesa de Inglaterra, Escócia e Irlanda
Cônjuge Filipe I, Duque de Orleães
Descendência
Maria Luísa, rainha de Espanha
Filipe Carlos, Duque de Valois
Natimorta
Ana Maria, rainha da Sardenha
Pai Carlos I de Inglaterra
Mãe Henriqueta Maria de França
Nascimento 16 de junho de 1644
Bedford House, Exeter, Inglaterra
Morte 30 de junho de 1670 (26 anos)
Château de Saint-Cloud, França
Enterro Basílica de Saint-Denis, França

A princesa Henriqueta Ana de Inglaterra, (16 de junho de 164430 de junho de 1670), nasceu como princesa da Inglaterra e da Escócia, sendo a filha mais nova do rei Carlos I de Inglaterra e da sua consorte, Henriqueta Maria de França. Fugiu de Inglaterra com a sua governanta com apenas três anos de idade e mudou-se para a corte do seu primo, o rei Luís XIV de França, onde era conhecida como Minette.[1] Depois de se casar com Filipe de França, irmão de Luís XIV, conhecido como 'Monsieur' na corte, passou a ser conhecida como Madame.[2] Muito popular na corte muito devido á sua natureza namoradeira, o seu casamento foi marcado por muitas tensões.[3] Henriqueta foi essencial nas negociações do Tratado Secreto de Dover antes de morrer inesperadamente em Junho de 1670. Após a morte de Henrique Benedito Stuart, os actuais pretendentes jacobitas ao trono da Grã-Bretanha descendem dela pelo lado da sua filha mais nova, Ana Maria, rainha da Sardenha.

Infância em Inglaterra[editar | editar código-fonte]

Henriqueta Maria, em criança, por Sir Anthony van Dyck

A princesa Henriqueta nasceu a 16 de Junho de 1644, na véspera da Segunda Batalha de Newbury, durante a Guerra Civil, em Bedford House, Exeter, uma residência de William Russel, 5.º Conde de Bedford, que tinha regressado recentemente ao lado monárquico. O seu pai era o rei Carlos I de Inglaterra e a sua mãe era a filha mais nova do rei Henrique IV de França e de Maria de Médici. Durante toda a sua vida, Henriqueta teve uma relação muito próxima com a sua mãe, a rainha Henriqueta Maria. As suas ligações com a corte francesa, nomeadamente como sobrinha do rei Luís XIII e prima direita de Luís XIV, foram-lhe muito úteis ao longo da vida.

Pouco antes do nascimento de Henriqueta, a sua mãe tinha sido forçada a trocar Oxford por Exeter, onde chegou a 1 de Maio de 1644. Muitos pensaram que a rainha não iria sobreviver ao parto, devido ao estado frágil da sua saúde na época.[4] Depois de um parto particularmente complicado, a princesa foi colocado sob o cuidado de Anne Villiers, condessa de Morton, conhecida na altura como Lady Dalkeith.[5] Para segurança da princesa, a rainha decidiu partir para Falmouth e depois regressar a França para pedir ajuda ao rei Luís XIV para o seu marido. Quando regressou a Falmouth em meados de Julho, a rainha foi informada de que a sua filha tinha sofrido de convulsões, das quais tinha recuperado. A 26 de Julho, Henriqueta conheceu o pai, Carlos I de Inglaterra. Antes da sua chegada, o rei tinha ordenado que a filha fosse baptizada seguindo os rituais da Igreja de Inglaterra. Assim, a cerimónia celebrou-se na Catedral de Exeter a 21 de Julho.[6] Uma cobertura de estado foi erguida em honra da sua dignidade como princesa de Inglaterra.[7] Henriqueta foi levada para o Palácio de Oatlands, nos arredores de Londres, onde viveu com os seus criados durante cerca de três meses, antes de fugir em segredo em Junho de 1646 numa expedição liderada por Lady Dalkeith que garantiu a chegada em segurança de Henriqueta que se reuniu com a sua mãe.[8]

Vida em França e Casamento[editar | editar código-fonte]

Henriqueta Maria por Sir Peter Lely

Enquanto vivia na corte francesa, a princesa recebeu o nome de Ana, em honra da sua tia, a rainha Ana da Áustria.[6] Quando chegou, era conhecida como Henriette d'Angleterre ou como a princesse d'Angleterre em França. A princesa e a mãe receberam aposentes no Louvre, uma pensão mensal de 30,000 livres e a possibilidade de utilizar o Château de Saint-Germain-en-Laye. Este estilo de vida luxuoso não durou muito uma vez que todo o dinheiro que Henriqueta recebia era entregue ao marido em Inglaterra ou a cavaleiros exilados que tinham fugido para França.[9] Durante o Fronde, a guerra civil que rebentou em França entre 1648 e 1653, Henriqueta e a mãe permaneceram no Louvre.

Em Fevereiro de 1649, a mãe de Henriqueta soube da execução do seu marido, Carlos I, que tinha sido decapitado a 30 de Janeiro. No final do Fronde, a rainha Henriqueta Maria e a filha mudaram-se para o Palais Royal com o jovem Luís XIV, a mãe dele e o irmão Filipe. Ao mesmo tempo, a rainha Henriqueta Maria decidiu criar a sua filha, que tinha sido baptizada na Igreja de Inglaterra, como católica romana.[10] Com a chegada do irmão de Henriqueta, Henrique Stuart, Duque de Gloucester, em 1652, a sua pequena corte aumentou.

Após o final do Fronde, a corte francesa deu prioridade à procura de uma noiva para o jovem rei de França. A rainha Henriqueta Maria deu a sugestão de casar a sua filha Henriqueta com Luís, mas a rainha Ana rejeitou a ideia, preferindo dar o lugar à sua sobrinha, a arquiduquesa Maria Teresa da Áustria.[11] Luís e Maria Teresa casaram-se em Junho de 1660 e, depois, a rainha Ana centrou as suas atenções no seu filho solteiro, Filipe. Enquanto viviam no Château de Colombes, a residência de Henriqueta Maria nos arredores de Paris, mãe e filha souberam que a monarquia tinha sido restaurada em Inglaterra sob a liderança do irmão de Henriqueta, Carlos II de Inglaterra,[12] e as duas regressaram a Paris. Esta mudança na situação da prima, levou Filipe, um homossexual extravagante que tinha estado envolvido numa série de escândalos sexuais, a pedir Henriqueta em casamento. Antes desta proposta, havia rumores de que a princesa tinha recebido várias propostas de Carlos Emanuel II de Saboia e do grão-duque da Toscana, mas nenhuma delas chegou a bom termo devido ao seu estatuto de exilada.[13]

Henriqueta como Minerva a segurar um retrato do seu marido por Antoine Mathieu.

Filipe estava impaciente e ansioso por garantir um casamento com Henriqueta o mais depressa possível, mas Henriqueta Maria desejava partir para Inglaterra para pagar todas as suas dívidas, obter o dote de Henriqueta e impedir que o duque de Iorque anunciasse o seu casamento com Anne Hyde, uma antiga dama-de-companhia da princesa real.[14] Durante esta altura, Henriqueta sofreu um duro golpe com a morte do seu irmão, o duque de Gloucester, que morreu de varíola em Setembro de 1660.[15] Em Outubro, Henriqueta embarcou com a mãe para Dover, onde ficaram alojadas no castelo da cidade. A corte francesa pediu a mão de Henriqueta oficialmente em casamento a 22 de Novembro e o seu dote foi negociado. Carlos II concordou em entregar um dote de 840,000 livres à irmã[16] e mais 20,000 para outras despesas. Também recebeu um rendimento anual de 40,000 livres como presente e o Château de Montargis como residência privada.[17]

O regresso de Henriqueta a França foi atrasado devido à morte da sua irmã, a princesa de Orange, de varíola. Partiu finalmente de Inglaterra em Janeiro de 1661. De regresso a França, assinou o contrato de casamento com Filipe no Palais Royal a 30 de Março de 1661; a cerimónia realizou-se no dia seguinte.[18] O casamento foi muito celebrado e o casal mudou-se para o Palais des Tuileries.[19] Uma vez que tinha casado um Monsieur, Henriqueta passou a ser tratada como Madame, la duchesse d'Orléans.[20]

O casamento começou bem e aparentemente, Filipe terá sido um marido dedicado. Um ano depois do casamento, Henriqueta deu à luz uma filha que foi baptizada Maria Luísa. A corte duvidou da paternidade da criança, apontando Luís XIV ou o conde de Guiche como sendo o pai biológico. Henriqueta e Guiche começaram um caso amoroso logo no início do casamento, apesar do facto de este ter sido um antigo amante de Filipe.[21] Estes casos fizeram com que Filipe, que tinha sido dedicado inicialmente, se tornasse ciumento e queixou-se à rainha Ana que repreendeu tanto Luís como Henriqueta.

Pouco depois, Luís começou a ter um caso amoroso com uma das damas-de-companhia de Henriqueta, chamada Louise de La Vallière, que se tinha juntado ao seu pessoal em finais de 1661 e tinha protegido Henriqueta durante o seu caso amoroso com Guiche. O filho seguinte foi um rapaz, nascido em Julho de 1664, que recebeu o título de duque de Valois. Contudo, a criança morreu em 1666 devido a convulsões, depois de ser baptizado Filipe Carlos poucas horas antes de morrer. A perda do pequeno duque de Valois afectou muito Henriqueta.[22] Em Julho de 1665, deu à luz uma bebé natimorta,[23] mas em 1669 teve outra filha que foi baptizada Ana Maria em 1670.

Em 1666, o amante mais conhecido do seu marido, o Chevalier de Lorraine, foi integrado no pessoal dos Orleães[24] Lorraine competia frequentemente por obter poder dentro do pessoal de Filipe, algo pouco comum na época.

Henriqueta foi frequentemente elogiada por ser uma princesa culta e a correspondência que trocava com Moliere, Racine, La Fontaine, Bussy-Rabutin e outros é notável.[25] Também gostava de jardinagem e foi ela que criou o jardim de água no Palais Royal.[26] Henriqueta também acumulou uma grande e prestigiante colecção de pinturas que incluia trabalhos de Van Dyck e Corregio.[27] A sua personalidade activa levou alguns historiadores a suspeitar de que sofria de anorexia nervosa.[28]

Em finais de 1669, Henriqueta perdeu a sua mãe, a rainha Henriqueta Maria, que morreu depois de tomar uma quantidade excessiva de opiáceos como analgésicos.[29] Henriqueta ficou devastada e a situação não melhorou quando Filipe se apressou a reclamar todos os bens da sogra ainda antes de ela ser enterrada.

Tratado Secreto de Dover[editar | editar código-fonte]

Henriqueta com os seus dois irmãos, o futuro rei Carlos II e o futuro rei Jaime II.

Henriqueta foi essencial nas negociações diplomáticas entre o seu país natal, a Inglaterra, e o país que a recebeu, a França. O seu irmão Carlos II, de quem era muito próxima, estava tentar estabelecer uma relação mais próxima com a França. A pesar de ser um assunto que tinha vindo a ser discutido desde 1663, foi apenas em 1669 que Carlos II pôs o plano em marcha, admitindo que se converteria ao catolicismo e jurando que a Inglaterra se converteria também. Henriqueta estava ansiosa por visitar o seu país natal e Luís XIV encorajou-a a fazê-lo para que o tratado se realizasse. Contudo, Filipe, que estava irritado com a esposa por causa dela ter namoriscado com Guiche e com outros antigos amantes seus, insistiu que Henriqueta não devia ter permissão para ir e queixou-se ao rei de Inglaterra, afirmando que ela devia ficar a seu lado em França. Depois de fazer um apelo ao rei de França, Henriqueta conseguiu seguir viagem para Inglaterra, chegando a Dover a 26 de Maio de 1670 numa estadia que duraria até dia 1 de Junho, data em que o tratado foi assinado.[30]

Carlos deveria abandonar a Tripla Aliança de Inglaterra com a Suécia e a República Holandesa a favor de ajudar Luís XIV a conquistar a República Holandesa, um território que o monarca francês reclamava em nome da sua esposa, a rainha Marie Thérèse, afirmando que pertencia ao seu dote ainda por pagar. Partindo do principio de que a conquista seria realizada com sucesso, Inglaterra receberia vários portos rentáveis ao longo de um dos maiores rios na República Holandesa. O tratado só se tornou público em 1830.[31] Depois da sua estadia em Inglaterra, Henriqueta regressou a França a 18 de Junho.[32]

Morte, Enterro e Consequências[editar | editar código-fonte]

Henriqueta com a sua filha mais velha, Maria Luísa.

Em 1667, Henriqueta começou a queixar-se de uma dor intermitente e intensa de lado no corpo. A partir de Abril de 1670, segundo relatos da época, Henriqueta começou a ter problemas digestivos tão graves que só conseguia beber leite.[33] Quando regressou a França depois do tratado, Henriqueta foi para Saint Cloud com o marido a 26 de Junho.[34] A 29 de Junho, às cinco da tarde bebeu um copo de água de chicória gelada. Segundo alguns relatos, logo depois de beber a água, Henriqueta sentiu uma dor de lado e queixou-se: "Ah! Que dor! Que hei-de fazer! Devem ter-me envenenado!".[35] A duquesa achou imediatamente que tinha sido envenenada e pediu um antídoto e alguém para examinar a água de chicória.[33] Recebeu o tratamento comum da época para cólicas e um anti-veneno. A família real chegou a Saint Cloud depois de ter recebido a notícia do seu estado poucas horas depois. O bispo Bossuet foi chamado e administrou-lhe a Extrema Unção mais tarde. Às duas da manhã do dia 30 de Junho de 1670, a princesa Henriqueta morreu.[28] Muitas pessoas culparam o Chevallier de Lorraine e o Marquis d'Effiat pelo envenenamento de Henriqueta. A autópsia foi presenciada por dezassete médicos franceses, dois ingleses, o embaixador britânico e cerca de mais cem curiosos, e apesar de os relatórios oficiais terem declarado que a causa de morte oficial era "cholera morbus (gastroenterite) causada por bílis aquecida ", muitos observadores não concordaram.[33]

Henriqueta foi enterrada na Basilica Real de St Denis a 4 de Julho e outra cerimónia em sua honra realizou-se a 21 de Julho. Todos os organismos públicos incluindo o parlamento, os tribunais, a assembleia do clero e as corporações da cidade foram representados, bem como os membros da nobreza e do público em geral. A rainha Maria Teresa estava presente com o rei da Polónia, João II Casimiro e o embaixador inglês, o duque de Buckingham. Os príncipes de sangue franceses, bem como grandes massas da nobreza também estavam presentes.

"Em último vinham os membros do pessoal de Monsieur e da Madame, com tochas nas mãos. Um mausoléu, rodeado de altares e urnas de prata, e cercado por uma multidão de estátuas alegóricas de luto, entre os quais se destacavam a Juventude, a Poesia e a Música, foi erguido no centro do coro. Aí repousava o caixão, coberto com um pano de ouro, com pontas de arminho e bordado com o brasão de armas de França e Inglaterra em ouro e prata. Quando todos estavam nos seus lugares, foram acendidas centenas de velas que formaram uma nuvem de incenso; e o arcebispo de Reims, ajudado por outros bispos, deu início à missa com música dos músicos do rei, organizada por Lully".[36] Monsieur voltou a casar-se em 1671 com a condessa Isabel Carlota do Palatinado que, tal como Henriqueta, descendia de Maria da Escócia, e do rei Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra.[37] Monsieur e a "nova Madame" tiveram mais dois filhos que sobreviveram até à idade adulta.

A filha mais velha de Henriqueta, Maria Luísa, morreu da mesma forma que a mãe aos vinte-e-seis anos de idade, em Espanha, em 1689.[38] As circunstâncias da sua morte foram quase iguais às da mãe e também se acreditava que tinha sido envenenada.[39] Ana Maria, a mais nova, casou-se em 1684 e teve oito filhos. A sua filha mais velha, a princesa Maria Adelaide, era mãe do rei Luís XV de França e também morreu aos vinte-e-seis anos de idade. Filipe viria a morrer em 1701.[40] Os seus descendentes incluem Henrique, Conde de Paris, o pretendente ao trono francês da família de Orleães, o rei de Espanha, o rei dos belgas, o grão-duque do Luxemburgo e o pretendente ao trono italiano.[41]

Descendência[editar | editar código-fonte]

  1. Maria Luísa de Orleães (26 de Março de 166212 de Fevereiro de 1689), casada com o rei Carlos II de Espanha; sem descendência.
  2. Filipe Carlos, Duque de Valois (16 de Julho de 16648 de Dezembro de 1666), morreu aos dois anos de idade.
  3. Filha natimorta (nascida e morta a 9 de Julho de 1665)
  4. Ana Maria de Orleães (27 de Agosto de 166926 de Agosto de 1728), casada com Vítor Amadeu II de Saboia, futuro rei da Sardenha; com descendência.

Genealogia[editar | editar código-fonte]

Os antepassados de Henriqueta de Inglaterra em três gerações[42]
Henriqueta de Inglaterra Pai:
Carlos I de Inglaterra
Avô paterno:
Jaime I de Inglaterra
Bisavô paterno:
Henry Stuart, Lord Darnley
Bisavó paterna:
Maria Stuart
Avó paterna:
Ana da Dinamarca
Bisavô paterno:
Frederico II da Dinamarca
Bisavó paterna:
Sofia de Mecklenburg-Schwerin
Mãe:
Henriqueta Maria de França
Avô materno:
Henrique IV de França
Bisavô materno:
António de Bourbon, Duque de Vendôme
Bisavó materna:
Joana III de Navarra
Avó materna:
Maria de Médici
Bisavô materno:
Francisco I de Médici
Bisavó materna:
Joana de Áustria, Grã-Duquesa da Toscana

Notas e referências

  1. Barker, p. 75
  2. Barker, p. 72
  3. Barker, p. 78
  4. Cartwright, p. 3
  5. Cartwright, p. 4
  6. a b Fraser, p 32
  7. Cartwright, p. 5
  8. Cartwright, p. 13
  9. Cartwright, p 18
  10. Cartwright, p. 28
  11. Fraser, p. 67
  12. Cartwright, p. 68
  13. Cartwright, p. 62
  14. Cartwright, p. 67
  15. Cartwright, p. 69
  16. Barker, p 125
  17. Cartwright, p 70
  18. Cartwright, p 81
  19. Cartwright, p 90
  20. Fraser, 321
  21. Cartwright, p 106
  22. Barker, p 115
  23. Mitford, p 87
  24. Cartwright, p 239
  25. Cartwright, p 179
  26. Fraser, p 76
  27. Fraser, p 77
  28. a b Fraser, p 155
  29. White, Michelle A: Henrietta Maria and the English Civil Wars. Aldershot, Ashgate Publishing, 2006, p 193
  30. Fraser, p 151
  31. raser, Antonia: Royal Charles: Charles II and the Restoration, Alfred A. Knopf, New York, 1979, p 276
  32. Cartwright, p 336
  33. a b c Baron, p. 214
  34. Fraser, p 153
  35. Cartwright, p 345
  36. Cartwright, p 383
  37. Barker, p 123
  38. Fraser, p 277
  39. Baron, p. 215
  40. Barker, p 234
  41. Barker, p 239
  42. The Peerage, consultado a 24 de Maio de 2013

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Barker, Nancy Nichols: Brother to the Sun King; Philippe, Duke of Orléans, Johns Hopkins University Press, Baltimore/Londres, 1989
  • Cartwright, Julia: Madame: A life of Henrietta, daughter of Charles I and Duchess of Orléans, Seeley and Co.Ltd, Londres, 1900
  • Fraser, Antonia: Love and Louis XIV; The Women in the Life of the Sun King, Anchor Books, Londres, 2006
  • Fraser, Antonia: Royal Charles: Charles II and the Restoration, Alfred A. Knopf, Nova Iorque, 1979
  • Mitford, Nancy: The Sun King, Penguin Publishing, Londres, 1966, ISBN 0-14-023967-7
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