À bout de souffle

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À bout de souffle
O Acossado (PT)
Acossado (BR)
 França
1960 • p&b • 90 min 
Direção Jean-Luc Godard
Roteiro Jean-Luc Godard
Elenco Jean Seberg
Jean-Paul Belmondo
Daniel Boulanger
Jean-Pierre Melville
Henri-Jacques Huet
Género drama / policial
Idioma francês / inglês
Página no IMDb (em inglês)

À bout de souffle (br: Acossado / pt: O Acossado) é um filme francês em preto e branco, do gênero drama e policial, realizado em 1959 por Jean-Luc Godard com roteiro baseado em história de François Truffaut.[1]

É considerado um filme cult e emblemático da nouvelle vague. Foi o primeiro longa-metragem de Jean-Luc Godard. O filme foi rodado em menos de quatro semanas. O diretor Jean-Luc Godard conduziu o filme sem um roteiro concluído, basicamente improvisado. Godard escrevia as cenas pela manhã para que fossem filmadas depois.[1] [2] Para que os atores atuassem de forma mais espontânea, Goddard só lhes entregava as falas à medida que as cenas eram realizadas. "À Bout de Souffle" é uma expressão da língua francesa que significa na língua portuguesa: "No final das forças, sem fôlego", numa referência à constante fuga do personagem Michel Poiccard.

Em 1983 foi realizada nos Estados Unidos uma refilmagem, que recebeu o título de A força do amor, e que foi estrelada por Richard Gere.[2]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O filme foi a estréia cinematográfica de Jean-Luc Godard


O filme retrata uma história de amor fatal entre o criminoso Michel Poiccard e Patrícia, uma liberal jovem norte-americana aspirante à jornalista.

Michel rouba o carro de um militar americano em Marselha, mata um policial no caminho para Paris e, ao chegar lá, encontra Patrícia, que já conhecia previamente. Ela trabalha como vendedora do jornal New York Herald Tribune nos Champs-Élysées. Ao mesmo tempo que foge da polícia, Michael aplica outros golpes na cidade enquanto tenta convencer Patrícia a envolver-se românticamente com ele. O Objetivo final de Michel é escapar para a Itália, mais precisamente Roma, onde ele acredita que encontrará refúgio. Já identificado como o assassino do policial, sua foto figura em todos os jornais. Ao ser finalmente encontrado pelos investigadores, Michael é ferido em fuga e tomba no cruzamento da rue Campagne-Première e do boulevard Raspail, numa sequência que tornou-se célebre.


Godard sobre Acossado[editar | editar código-fonte]

« Quando eu filmei Acossado, eu pensava que fazia algo de muito preciso. Que eu realisava um thriller, um filme de gangsters. Quando eu o vi pela primeira vez, eu compreendi que eu havia feito uma coisa totalmente diferente. Eu pensava que eu filmava o filho de Scarface ou o retorno de Scarface , e eu compreendi que havia feito Alice no País das Maravilhas, mais ou menos[3] . »

— Jean-Luc Godard, Mesa redonda cinema / Politique à Los Angeles, 1968


Curiosidades sobre a Filme[editar | editar código-fonte]

  • Jean-Luc Godard aparece aproximadamente no meio do filme (0:52:46 à 0:53:40), como um transeunte que compra o jornal France-Soir na rue de Berri, e denuncia Michel Poiccard à um policial.
  • O filme não exibe os créditos em momento algum, tanto para o elenco quanto para a equipe técnica[4]
  • Jean-Paul Belmondo ficou muito surpreso pela recepção do filme quando foi lançado. Ele declarou que após o término da produção, acreditava que o resultado final do filme seria tão ruim que ele jamais seria lançado. Jean-Paul Belmondo se tornaria um dos mais queridos atores da história do cinema francês[5] .


Elenco[editar | editar código-fonte]

  • Jean Seberg .... Patricia Franchini
  • Jean-Paul Belmondo .... Michel Poiccard
  • Daniel Boulanger .... inspetor Vital
  • Jean-Pierre Melville .... Parvulesco
  • Henri-Jacques Huet .... Antonio Berrutti
  • Van Doude .... jornalista
  • Claude Mansard .... Claudius Mansard
  • Richard Balducci .... Tolmatchoff
  • Roger Hanin .... Cal Zombach
  • Jean-Luc Godard .... informante
  • Liliane Robin .... Minouche
  • Liliane David .... Liliane


Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

BAFTA 1962 (Reino Unido)

  • Indicado na categoria de melhor atriz estrangeira (Jean Seberg).

Festival de Berlim 1960 (Alemanha)

French Syndicate of Cinema Critics 1961 (França)

  • Venceu na categoria de melhor filme.

Referências

  • Os Melhores Filmes de Todos os Tempos, de Alan Smithee, 1995

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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