Ratatouille (filme)
| Ratatouille | |
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| Ratatui (PT) Ratatouille (BR) |
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| Pôster do filme. | |
2007 • cor • 111 min |
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| Produção | |
| Direção | Brad Bird |
| Produção | Brad Lewis |
| Roteiro | Brad Bird Jim Capobianco |
| Elenco original | Patton Oswalt Lou Romano Peter Sohn Brad Garrett Janeane Garofalo Ian Holm Brian Dennehy Peter O'Toole |
| Género | animação comédia |
| Idioma original | inglês |
| Música | Michael Giacchino |
| Cinematografia | Robert Anderson Sharon Calahan |
| Edição | Darren Holmes Stan Webb |
| Estúdio | Pixar Animation Studios |
| Distribuição | Walt Disney Pictures |
| Lançamento | |
| Orçamento | US$ 150 milhões[1] |
| Receita | US$ 623.722.818[2] |
IMDb: (inglês) (português) |
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| Projeto Cinema • Portal Cinema | |
Ratatouille (Ratatui em Portugal) é um filme estado-unidense do gênero animação, sendo o oitavo longa-metragem do gênero produzido pela Pixar e lançado em 2007. Conta a história de Rémy, um rato vivendo em Paris que sonha em se tornar um chefe de cozinha. O filme foi dirigido por Brad Bird, que assumiu depois de Jan Pinkava em 2005, e foi lançado nos EUA em 29 de Junho de 2007.
O elenco que interpreta os personagens da animação é composto por: Patton Oswalt como o protagonista, o rato Rémy. Brad Garrett, dá voz ao chef Auguste Gusteau. O pai de Rémy, Jango, é interpretado por Brian Dennehy. Outras vozes conhecidas são de Janeane Garofalo, Ian Holm, o consagrado ator Peter O'Toole, além de Lou Romano e Peter Sohn, que participaram de Os Incríveis (trabalho anterior de Bird).
O filme foi bem recebido pelo público e pela crítica. Na sua estreia teve uma arrecadação considerada baixa em relação a outros filmes da Pixar[3][4], mas no final foi um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de 600 milhões de dólares,[2] o longa recebeu diversos prêmios, inclusive o Óscar de animação em 2008.[5][6]
Índice |
[editar] Sinopse
Rémy vive em uma colônia de ratos no sótão de uma casa na zona rural da França, juntamente com seu irmão Émile e seu pai Django. Ao contrário de seus semelhantes, Rémy é um gourmet cujo habilidoso olfato é útil para distinguir comidas de veneno de rato. Mas Rémy tem sonhos mais ambiciosos, entrando secretamente na cozinha para ler os livros de cozinha de seu herói, o chef Parisiense Auguste Gusteau, que aparece para Rémy em visões ao longo do filme, mantendo seu ditado de que "qualquer um pode cozinhar". Rémy descobre que Gusteau morreu após receber uma dura crítica de um crítico culinário Anton Ego (Peter O'Toole).
Os ratos deixam o local após a moradora, uma velha senhora, descobrir a colônia. Rémy, separado dos outros, acaba chegando em Paris através dos esgotos, seguindo a visão de Gusteau até o restaurante fundado pelo chef, agora mantido pelo chef Skinner (Ian Holm). Enquanto Rémy observa de uma clarabóia, Alfredo Linguini (Lou Romano), um jovem com nenhum talento culinário, chega e é contratado no restaurante pelo desejo de sua recém-falecida mãe, para serviços de faxina. O garoto é na realidade o filho de Gusteau, algo desconhecido de todos exceto pela mãe. Linguini acaba derramando uma panela de sopa e tenta ocultar seu acidente ao adicionar ingredientes aleatórios na panela. Horrorizado por isto, Rémy acaba caindo na cozinha e ainda que precise desesperadamente escapar dali, ele não consegue evitar de tentar consertar a sopa arruinada. Rémy é flagrado por Linguini, que por sua vez é flagrado por Skinner no momento que ele capturava o rato, mas não antes de algumas porções da sopa terem sido servidas. Para a surpresa de todos, a sopa é um sucesso. A única cozinheira mulher do estabelecimento, Colette (Janeane Garofalo), convence Skinner a não despedir Linguini contanto que ele consiga recriar a sopa. E assim inicia-se uma aliança, difícil no começo, na qual Rémy tenta secretamente instruir Linguini. Os dois aperfeiçoam um truque de marionete no qual Rémy consegue controlar os movimentos de Linguini ao puxar o seu cabelo.
Skinner acaba descobrindo que Linguini é o filho de Gusteau, coisa que ele mantém em segredo para evitar que Linguini herde o restaurante, o que iria atrapalhar suas ambições de explorar a imagem de Gusteau para lançar uma marca de comida congelada. Suspeitando de Linguini, Skinner o embriaga com bons vinhos em uma fracassada tentativa de descobrir o segredo de seu inesperado talento. Na manhã seguinte, de ressaca, Linguini quase confessa o seu segredo para Colette. Desesperadamente tentando parar Linguini, Rémy puxa seu cabelo, fazendo com que ele caia em Colette, o que leva os dois a se beijarem. Eles começam a namorar, fazendo com que Rémy sinta-se meio abandonado.
Em uma noite, Rémy e sua colônia são reunidos. Rémy discute com Émile e seu pai sobre a sua nova secreta carreira de chef. Enquanto procurava comida para a família, Rémy descobre o testamento de Gusteau, o qual, após escapar de uma perseguição por Skinner, ele consegue entregar a Linguini. Linguini, agora dono do restaurante, despede Skinner e se torna a nova sensação no mundo culinário, atraindo o renovado interesse de Anton Ego (Peter O'Toole), que havia acabado com a reputação do restaurante. Linguini e Rémy tem um desentendimento, e Linguini decide que não mais precisa de Rémy, esnobada a qual leva Rémy a um saque da cozinha para a sua colônia de ratos.
As coisas se complicam uma noite quando há uma planejada visita de Ego ao restaurante. Linguini, incapaz de cozinhar sem a ajuda do rato, admite a situação para a equipe, o que faz com que todos deixem o local. Colette retorna após pensar a respeito do ditado de Gusteau. Django, inspirado pela coragem do filho, retorna com a colônia de ratos para cozinhar sob a liderança de Rémy, enquanto Linguini descobre seu verdadeiro talento, que é servir as mesas usando patins. Colette ajuda Rémy a preparar um ratatouille, uma tradicional mas mundana refeição francesa, baseada em legumes. O ratatouille fica tão bom que Ego acaba por recordar memórias de sua infância após a primeira bocada. Ego pede para conhecer o chef, mas Colette diz a ele que eles devem esperar até depois de os outros clientes terem saído. Ao fim do serviço, Rémy e os demais ratos são revelados. Um homem modificado, Ego escreve uma elogiosa crítica, declarando que o chef no restaurante de Gusteau é o melhor chef de toda a França.
No epílogo, o restaurante é definitivamente fechado por um inspetor da vigilância sanitária, que encontra os ratos após ter sido avisado por Skinner. Ego perde sua credibilidade e posição após o público descobrir que ele elogiou um restaurante infestado de ratos. Contudo, isto ocorre para o melhor. Com Ego como investidor e cliente regular, Linguini, Colette, e Rémy abrem um bistrô de sucesso, chamado "La Ratatouille," que inclui uma cozinha e salão de refeições tanto para ratos como para humanos.
[editar] Elenco
Créditos da dublagem brasileira:
Estúdio: Delart, RJ
Direção de dublagem e adaptação: Garcia Jr.
Tradução: Manolo Rey
Gravação: Paulo José Olatti
Edição: Claudio Alves e Paulo José Olatti
Direção técnica: Carlos de la Riva
Direção operacional: Sérgio de la Riva
Direção criativa: Garcia Jr.
[editar] Produção
A direção do filme estava nas mãos de Jan Pinkava, conhecido pelo curta vencedor do Oscar, "Geri´s Game" e que teve a ideia do filme em 2001. Mas diversos problemas na condução do filme fizeram em 2005 os executivos da Pixar trocarem Pinkava por Brad Bird, diretor de Os Incríveis e Bob Peterson, chefe de história de Monstros S.A e a voz de Roz. Bird se interessou pela história pelo conceito absurdo, de um rato querendo trabalhar em uma cozinha, que teme essa espécie, e pelo potencial da comédia física. Bird reescreveu o roteiro, matando Gusteau,aumentando os papéis de Skinner e Collete, e fazendo os ratos menos antropomórficos.
Curiosamente, o vilão Bom Voyage de Os Incríveis faz uma rápida aparição no filme. Ele é o palhaço que aparece divertindo algumas crianças, ao fundo, na cena em que Linguini e Collete passeiam de patins pelas ruas de Paris.
[editar] Decoração e Comida
Foi um grande desafio para os cineastas criarem todas as decorações, especialmente os alimentos. O diretor Brad Bird, queria que eles parecessem deliciosos.[7] Então, a equipe de produção consultou vários chefes gastronômicos, tanto nos Estados Unidos quanto na França.[7] A produção de animação também visitou uma escola de culinária na baía de San Francisco, para compreenderem a organização e o funcionamento de uma cozinha industrial.[8] Michael Warsh, um dos técnicos do filme, já havia trabalhado em uma escola de culinária antes de ir para Pixar, o que permitiu que ele ajudasse outros técnicos, designs e decoradores com a parte alimentícia do longa.[9][10]
O chefe de cozinha, Thomas Keller ajudou o produtor do filme, Brad Lewis com alguns detalhes da culinária francesa. Ao concluir o filme, Keller criou um "prato lunático", de acordo com os desejos do diretor que ele chamou de Confit byaldi.[11] A iluminação usada em Ratatouille para mostrar as frutas e os legumes, foi a mesma usada em The Incredibles para a pele da família de super-heróis,[12] mas novos programas foram usados para dar o ar mais natural.[13] As aparências dos pratos foi criado pelo animador Michael Gagné, que foi inspirado nas obras de Oscar Fischinger e Norman McLaren.[14] Para dar mais realismo, o departamento de arte do filme fotografou vários alimentos como maçãs, morangos, bananas, cogumelos, laranjas, brócolis e temperos.[15]
[editar] Paris
O principal cenário do filme é a capital francesa. Segundo Cédric Klapisch, a imagem de Paris no filme não pode ser considerada dos dias de hoje, já que no cenário foi tirado os traços de poluição no céu e as longas filas de carros. O que revela um traço de romance para Paris dos produtores de hollywoood.[16]
O diretor de fotografia do filme, Sharon Calahan discordou de Klapisch e disse:
| Quando fomos à Paris estava ensolarado, mas a luz era difusa e prata, tudo parecia doce, quente e acolhedor. Eu queria colocar isso no nosso filme. O filme é iluminado com luz e sombras de cores intensas e livres, porque eu realmente queria colocar esse cenário que é encontrado apenas em Paris. | — Sharon Calahan[17]
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[editar] Bilheteria
O filme estreou rendendo 47 milhões de dólares na bilheteria doméstica da América do Norte, o colocando em primeiro lugar de seu final de semana. Comparado a outros lançamentos da Pixar, este foi o final de semana de estreia menos rentável desde Vida de Inseto. Contudo, mais tarde superou a quantia de US$206 milhões na América do Norte e US$621 milhões mundialmente (a quarta maior da história da Pixar, atrás de "Toy Story 3", "Procurando Nemo" e "Up! - Altas Aventuras").[1]
[editar] Lançamento
[editar] Livros do Filme
Três capas de livros foram divulgadas, um dos livros é sonoro (direcionado ao público infantil), o outro é um dos livros da célebre série "The Art of" e o terceiro livro, também voltado para o público infantil, é um divertido livro de pintar para que as crianças possam colorir os personagens, intitulado de "Learn to Draw Disney Pixar's Ratatouille".
[editar] Videogame
Ver artigo Ratatouille (jogo eletrônico)
Um videojogo foi lançado pela THQ para diversas plataformas.
[editar] Extras do DVD
- "Seu amigo o rato", um curta com Rémy e Émile sobre a história dos ratos.
- "Quase Abduzido", curta sobre um alienígena aprendendo a abduzir humanos que acompanhou o filme no cinema.
- "Gastronomia e filmes", documentário sobre a animação de comidas.
Referências
- ↑ Michael Cieply. "It's Not a Sequel, but It Might Seem Like One After the Ads" (em inglês). 24 de abril de 2007.
- ↑ a b Box Office Mojo (Amazon.com). "Ratatouille (2007)" (em inglês). Página visitada em 4 de agosto de 2010.
- ↑ 'Ratatouille' tem arrecadação morna no lançamento nos EUA (em português). 1 de julho de 2007 (G1). Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
- ↑ Estreia de 'Ratatouille' decepciona nas bilheterias dos EUA (em português). 1 de julho de 2007 (terra.com.br). Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
- ↑ 'Ratatouille' leva o Oscar de melhor longa de animação (em português). 25 de fevereiro de 2008 (G1). Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
- ↑ Estadão.com.br. 'Ratatouille' ganha Oscar de melhor longa de animação (em português). Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
- ↑ a b Collura, Scott & Moro, Eric (IGN). Edit Bay Visit: Ratatouille (em inglês). Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
- ↑ Finz, Stacy. Bay Area Flavors Food Tale: For Its New Film Ratatouille Pixar Explored Our Obsession with Cuisine (em inglês). 28 de junho de 2007. Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
- ↑ Cooking 101 (em inglês) (disney.com). Página visitada em 23 de fevereiro de 2011.
- ↑ Severson, Kin (The New York Times). A Rat with a Whisk and a Dream (em inglês). 20 de junho de 2007. Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
- ↑ Finz, Stacy (San Francisco Chronicle). For Its New Film Ratatouille Pixar Explored Our Obsession with Cuisine (em inglês). 28 de junho de 2007. Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
- ↑ Neumann, Anne (Comingsoon.net). Ratatouille Edit Bay Visit (em inglês). 25 de abril de 2007. Página visitada em 23 de fevereiro de 2011.
- ↑ Walt Disney Pictures (Comingsoon.net). Cooking up CG Food (em inglês). 24 de maio de 2007. Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
- ↑ Gagné, Michael (Gagne International). Taste Visualization for Pixar's Ratatouille (em inglês). Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
- ↑ Ratatouille Review (em inglês) (Radio Free Entertainment). Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
- ↑ Cédric Klapisch. 'Ciné Live'. [S.l.: s.n.], fevereiro de 2008. Pág, 57 p.
- ↑ Secrets de tournage - Atmosphère, Atmosphère (em francês) (AlloCiné). Página visitada em 3 de fevereiro de 2008.
[editar] Ligações externas
- Filmes de animação dos Estados Unidos
- Filmes de 2007
- Vencedores do Oscar de melhor filme de animação
- Filmes da Pixar
- Filmes em língua inglesa
- Roedores fictícios
- Filmes sobre animais
- Filmes premiados com o Saturn Award
- Filmes premiados com o Satellite Award
- Filmes dobrados em português de Portugal
- Filmes sobre gastronomia