Tio Patinhas

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Tio Patinhas
Personagem de Tio Patinhas
Scrooge McDuck.jpg
Tio Patinhas, o Pato mais Rico do Mundo por Carl Barks
Nome original (em inglês) Uncle Scrooge
Outro(s) nome(s) Patinhas McPato
Patinhas Mac Patinhas
Nascimento 1867
Falecimento 1967
Origem Glasgow, Escócia
Sexo Masculino
Características Multimilionário, pão-duro
Actividade(s) Empresário
Amigo(s) Pato Donald
Huguinho, Zezinho e Luisinho
Inimigo(s) Maga Patalógica
Irmãos Metralha
Patacôncio
Mac Mônei
Bafo de Onça
Criado por Carl Barks
Série Tio Patinhas
Primeira aparição Natal nas Montanhas
(Dezembro de 1947)
Inducks Inducks
Projecto Banda desenhada  · Portal Disney

Patinhas McPato ou Patinhas Mac Patinhas, conhecido como Tio Patinhas[1] (Uncle Scrooge), é um personagem americano de ficção criado pelo cartunista Carl Barks. Sua primeira aparição em quadrinhos se deu em dezembro de 1947.

Ao longo das décadas, Patinhas foi promovido de coadjuvante nas histórias do universo de Patópolis a protagonista de suas próprias aventuras, com direito a participação em vários especiais de televisão, filmes e videogames. A série de animação de 1987 DuckTales acompanha as aventuras de Patinhas, seus sobrinhos-netos Huguinho, Zezinho e Luisinho , pois Donald entra para a marinha no primeiro episodio do desenho animado. Tio Patinhas tem sua fortuna estimada em 65.400.000.000 bilhões de dólares pela revista "Forbes", sendo considerado o personagem mais rico do universo da ficção em todos os tempos.

O nome original de Patinhas, Scrooge McDuck, se baseia no avarento Ebenezer Scrooge, personagem principal do Conto de Natal de Charles Dickens. Tal como muitos outros habitantes de Patópolis, Patinhas se tornou popular no mundo inteiro, mais ainda na Europa, e tem sido traduzido em inúmeros idiomas.

História nos quadrinhos[editar | editar código-fonte]

Primeira aparição[editar | editar código-fonte]

Tïo Patinhas, surgiu nos quadrinhos em dezembro de 1947 em "Natal nas Montanhas" ("Christmas on Bear Mountain"), história escrita e desenhada por Carl Barks. Patinhas era um velho barbudo, de óculos e razoavelmente rico, que andava curvado sobre sua bengala e vivia isolado numa "grande mansão". Na história, Patinhas convida seu sobrinho Pato Donald e sobrinhos-netos Huguinho, Zezinho e Luisinho para sua cabana nas montanhas, planejando armar um susto e divertir-se com a desgraça dos sobrinhos.

A figura de um pato escocês já havia sido usada pela Disney em um desenho chamado O Espírito de 1943, propaganda americana de guerra e que, portanto, é considerado um desenho banido comercialmente. Naquela ocasião esse pato fora a parte da consciência do Pato Donald, ou seja, a parte poupadora, que estava em conflito com a parte gastadora, curiosamente parecida com o futuro personagem Gastão, que também seria recriado na mesma época que Patinhas.

Personagem regular[editar | editar código-fonte]

Na verdade, Barks criara Patinhas para uma aparição única, mas logo decidiu que poderia aproveitar o personagem em outras histórias. Barks seguiu retocando a aparência e a personalidade de Patinhas nos anos subsequentes.

Em sua segunda história, “O Segredo do Castelo” (publicada em junho de 1948 e, no Brasil, em capítulos, nos três primeiros números da revista brasileira O Pato Donald, lançada pela Editora Abril em julho de 1950), Tio Patinhas recrutava seus sobrinhos para procurarem um tesouro escondido no castelo ancestral da família McPatinhas, na Escócia. Em “Perdendo a Esportiva"[2] ("Foxy Relations", novembro de 1948) surge o tradicional título e bordão de Patinhas: “O pato mais rico do mundo”.

Primeiras pistas sobre o passado de Patinhas[editar | editar código-fonte]

"Donald na África" ("Voodoo Hoodoo"), publicada em agosto de 1949, foi a primeira história a dar pistas do passado de Patinhas com a apresentação de dois personagens. Um era Foola Zoola, um velho feiticeiro africano e chefe da tribo de vodu que lançou uma maldição sobre Patinhas como vingança pela destruição de sua aldeia e tomada das terras de sua tribo décadas antes.

Patinhas confidenciou a seus sobrinhos que usara um exército de “cortadores de gargantas” para fazer a tribo abandonar suas terras, a fim de estabelecer uma colônia de exploração de diamantes. A história diz que o evento se deu em 1879, mas a data seria posteriormente corrigida para 1909 para encaixar-se com a história pessoal de Patinhas.

O outro era Bombie the Zombie, o instrumento de maldição e vingança do feiticeiro. Pelo que consta, ele passou décadas em busca de Patinhas até chegar a Patópolis, confundindo Donald com Patinhas. Bombie não era realmente um morto-vivo e Foola Zoola não praticava necromancia.

Barks, com uma nota do ceticismo freqüente em suas histórias, explicou que o zumbi era uma pessoa viva; não tinha morrido, mas de algum modo caiu na influência de um feiticeiro. Embora algumas cenas da história fossem pretendidas como paródia do filme ‘’White Zombie’’ de Bela Lugosi, a história é a primeira a focalizar não apenas o passado de Patinhas, mas a também tocar nos aspectos mais sombrios de sua personalidade.

Precursores de histórias posteriores[editar | editar código-fonte]

“Trail of the Unicorn”, publicada em fevereiro de 1950, apresentou o zoológico particular de Patinhas. Um de seus pilotos tinha conseguido fotografar o último unicórnio vivo, que habitava o lado indiano dos Himalaias. Em proposta a seus sobrinhos Donald e Gastão, Patinhas ofereceu uma recompensa ao primeiro que capturasse o unicórnio para sua coleção de animais.

Esta foi também a história que apresentou seu avião particular. Mais tarde Barks estabeleceu Patinhas como um experiente aviador. Donald tinha sido mostrado anteriormente como também sendo um aviador hábil, e Mac Mônei também em histórias posteriores. Em comparação, Huguinho, Zezinho e Luisinho foram descritos somente tomando lições de vôo na história “Frozen Gold” (publicada em janeiro de 1945).

Em “The Pixilated Parrot”, publicada em julho de 1950, surge a precursora da Caixa-Forte de Patinhas. Esta história diz que o edifício-sede de Patinhas contém “três acres cúbicos de dinheiro” Dois assaltantes sem nome que aparecem momentaneamente durante a história são considerados os precursores dos Irmãos Metralha.

Patinhas como personagem principal[editar | editar código-fonte]

“The Magic Hourglass” (publicada no Brasil em 1969 com o título de Meu Reino por uma ampulheta), publicada em setembro de 1950, é considerada a primeira história a mudar o foco das histórias de Pato Donald para Tio Patinhas. Durante a história, apresentaram-se diversos novos temas para Patinhas.

Pela primeira vez, Donald declara que seu tio praticamente é o dono de Patópolis, uma afirmação que mais tarde o rival de Patinhas Patacôncio levaria a disputa. Patinhas dá a primeira dica de que não nasceu na riqueza, pois lembra ter comprado a ampulheta da história em Marrocos, quando era um menino de cabine na tripulação de um navio. É também a primeira história em que Patinhas menciona o conhecimento de outras línguas e outros alfabetos além do latino, pois durante a história ele fala árabe e lê o alfabeto árabe.

O tema seria desenvolvido em histórias posteriores. Barks e o roteirista contemporâneo de Patinhas Don Rosa retrataram o personagem como fluente em árabe, holandês, alemão, mongol, espanhol, maia, finlandês e vários dialetos de chinês. Patinhas aprendeu esses idiomas em muitos anos vivendo ou viajando em várias regiões do mundo. Outros roteiristas mostraram Patinhas como tendo pelo menos noções básicas de várias outras línguas.

O Patinhas de “The Magic Hourglass” é mostrado mais positivamente que em histórias anteriores, mas também vemos seu lado de vilania. O objetivo de Patinhas é retomar uma ampulheta mágica que dera a Donald sem saber que funcionava como um amuleto protetor para ele. Para convencer seus sobrinhos a devolvê-la, Patinhas os persegue atavés de Marrocos, aonde tinham ido parar anteriormente na história. Digna de nota é a cena em que Patinhas põe Donald amarrado e faz cócegas nele com uma pena para conseguir que ele revele o paradeiro da ampulheta. Finalmente Patinhas consegue recuperá-la, trocando-a por um jarro de água, pois encontrara seus sobrinhos exaustos e sem suprimentos no meio do deserto. Patinhas explica que pretendia dar uma oferta melhor, mas não podia resistir a ter alguém à sua mercê sem tirar vantagem disso.

Patinhas ganhou mais importância com o início da publicação de revistas escritas por Carl Barks com o título "Uncle Srooge" em 1952. A 1º revista foi publicada em Março de 1952 com a história "Only a Poor Old Man" em português "Nadando em Dinheiro ou Pobre Tio Patinhas", publicada em Portugal na revista "Obras-Primas da Bd Disney 9", "Carl Barks 1952-1954".

Desenvolvimentos finais[editar | editar código-fonte]

Em “A Financial Fable”, publicada em março de 1951, Patinhas dá a Donald algumas lições de produtividade como fonte de riqueza, junto com as leis de oferta e demanda. Mais importante, foi a primeira história em que Patinhas observa como Huguinho, Zezinho e Luisinho são diligentes e industriosos, o que os tornava mais semelhantes a Patinhas do que a Donald. O vínculo entre tio-avô e sobrinhos-netos se fortaleceria em histórias posteriores.

“Terror of the Beagle Boys”, publicada em novembro de 1951, apresentou os leitores aos Irmãos Metralha, apesar de o Patinhas da história parecer já ser conhecido deles. “The Big Bin on Killmotor Hill” apresentou a Caixa-Forte de Patinhas, construída no Morro Mata-Motor no centro de Patópolis.

A esta altura, Tio Patinhas já era familiar aos leitores nos Estados Unidos e na Europa. Outros roteiristas e artistas Disney além de Barks começaram a usar o personagem em suas histórias, como o italiano Romano Scarpa. Em março de 1952 a Western Publishing, editora dos quadrinhos Disney nos EUA, lançou a primeira edição da revista ‘’Uncle Scrooge’’, destacando Patinhas como protagonista. A história em destaque, “Only a Poor Old Man” se tornou, junto com “Back to the Klondike” (publicada em março de 1953), a maior influência na definição do caráter, passado e crenças do personagem.

Daí em diante, Barks produziu a maior parte de suas histórias mais longas e aventurescas para a ‘’Uncle Scrooge’’, enquanto as histórias de dez páginas da ‘’Walt Disney’s Comics and Stories’’ continuaram a destacar Donald e focalizar na comédia. Nas histórias de Patinhas, os sobrinhos eram escalados como assistentes, acompanhando o velho pato em suas aventuras pelo mundo. Esta mudança de foco de Donald para Patinhas também se refletiu nas histórias de outros roteiristas contemporâneos. Patinhas continua sendo uma figura central do universo de quadrinhos dos patos.

Moralidade e crenças[editar | editar código-fonte]

Como homem de negócios e caçador do tesouros, Patinhas é notável por sua necessidade de criar novos objetivos e enfrentar novos desafios. Conforme o personagem criado por Barks, para Patinhas “sempre há um novo arco-íris.” A frase foi usada como título de um dos quadros mais conhecidos de Barks retratando Patinhas. Os períodos de inatividade entre aventuras e a falta de desafios sérios tendem a deprimir Patinhas de vez em quando; algumas histórias descrevem esta fase como tendo efeitos negativos em sua saúde.

Nas histórias do roteirista Guido Martina e ocasionalmente nas de outros, Patinhas tem um cinismo notável, especialmente quanto a idéias de moralidade nos negócios e à busca de seus objetivos. Estes traços de caráter se afastam do conceito original criado por Barks, mas têm sido aceitos como uma interpretação válida da maneira de pensar de Patinhas.

Entretanto, Patinhas parece ter um sentido pessoal de honestidade que lhe assegura um certo autocontrole. Como conseqüência, pode freqüentemente ser visto mudando seu curso de ação quando dividido entre uma perseguição sem escrúpulos de seu objetivo real e usar as táticas que considera mais honestas. Por vezes, pode sacrificar seu objetivo para permanecer dentro dos limites de seu sentido de honestidade. Diversos fãs do personagem consideram que essas interpretações de Patinhas acrescentam profundidade à sua personalidade: baseado nas decisões que faz, Patinhas pode ser o herói ou o bandido de suas histórias. Este é um traço em comum com seu sobrinho Pato Donald. O sentido de honestidade Patinhas também o torna diferente de seu rival Mac Mônei, que não conhece tais entraves em suas próprias ações.

Patinhas tem um temperamento explosivo e raramente hesita em usar de violência contra quem provoca sua ira; entretanto, parece se opor ao uso de força letal. Às vezes até poupou as vidas dos inimigos que tinham ameaçado sua própria vida. De acordo com a própria explicação de Patinhas, fez aquilo (não "matar) para não carregar sentimento de culpa sobre suas mortes, mas geralmente não espera nenhuma gratidão deles. Patinhas também expressou opinião de que só nos contos de fadas os maus se tornam bons, e que é velho demais para acreditar em contos de fadas.

Carl Barks deu a Patinhas uma ética definitiva consoante com a era em que construiu sua fortuna. É óbvio que a criação de Barks é avessa à desonestidade na busca do dinheiro. O Patinhas de Don Rosa é uma caricatura do original de Barks, mostrando muito mais freqüentemente a raiva, a malícia e a violência em resposta às situações. Quando os produtores dos estúdios Disney contemplaram pela primeira vez fazer um desenho animado de Patinhas nos anos 50, os diretores não tiveram nenhuma compreensão do caráter de Patinhas McPatinhas: simplesmente o viram como uma versão de Ebenezer Scrooge, um personagem pouco simpático. No fim, arquivaram a idéia porque um pato que só era louco por dinheiro não era engraçado o bastante. Muitos dos quadrinhos europeus de Patinhas também tenderam à comédia.

Barks faz uma defesa aberta do capitalismo e a denúncia de todo sistema político que “tenta fazer a todos exatamente iguais”, que é a filosofia marxista da igualdade em todas as coisas. A igualdade sob a lei é boa, mas a igualdade real na riqueza ou na natureza simplesmente não funciona. Patinhas ao mesmo tempo é moralmente justo e explora as pessoas (tais como seu sobrinho Donald, a 30 centavos por hora) para acumular sua fortuna. Patinhas McPatinhas é um capitalista nobre, da forma como Barks o concebeu. Outros quadrinistas geralmente não capturam os nuances da moralidade e da ética de Patinhas.

A morte de Tio Patinhas[editar | editar código-fonte]

Na década de 1990, o fanzine alemão Der Hamburger Donaldist pediu a Don Rosa que clarificasse a morte de Tio Patinhas, pelo que Don Rosa lhes enviou uma ilustração onde se vê o Pato Donald, Huguinho, Zezinho, Luisinho e Margarida chorando diante de um túmulo em cuja lápide está escrito o nome do Tio Patinhas com a data 1867-1967.[3]

Em 1991, o fanzine alemão em posse da polêmica ilustração de Don Rosa, publicou-a na sua edição #77, decretando dessa forma o falecimento do Tio Patinhas.

A Disney, posteriormente, oficializou a sua morte ao publicar a imagem no especial Walt Disney Treasures - Uncle Scrooge - A Little Something Special - Sixty Years of Comics Riches.[4]

Pórem, mesmo depois de sua morte feita por Don Rosa, Patinhas ainda aparece vivo nos quadrinhos dos dias de hoje, tendo aproximadamente 143 anos.

Sua fortuna foi avalia em incríveis 65.400.000.000 bilhões de dólares.

A "morte" de Tio Patinhas foi a principal razão para que a revista "Forbes" não o ter classificado em primeiro na contagem dos personagens mais ricos da ficção, ranking onde o seu principal rival, Mac Mônei ocupa a segunda colocação atrás apenas do dragão Smaug do livro O Hobbit. Apesar deste ultimo também ter morrido na história.

Rivais e inimigos[editar | editar código-fonte]

  • Mac Mônei --- Pão-duro que é o segundo pato mais rico do mundo;
  • Patacôncio --- Milionário mão aberta, de família rica, o segundo pato mais rico de Patópolis;
  • Maga Patalógica --- Bruxa que vive à beira do vulcão Vesúvio e é louca pela moedinha número 1;
  • Irmãos Metralha --- Grupo de ladrões que vivem tentando roubar a Caixa-Forte;
  • Irmãos Dalton --- Grupo de malfeitores que tentaram roubar ações e minas de ouro, em Dawson
  • Porcolino Leitão --- Agiota com quem Patinhas teve a primeira e única dívida.
  • Beth Von Pata --- Milionária escocesa,rival do Tio Patinhas

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Tio Patinhas está presente nos quadrinhos no Brasil desde 1950, quando foi atração da edição número 1 de O Pato Donald. A revista Almanaque Tio Patinhas (mais tarde simplesmente Tio Patinhas) foi lançada em 1963, mantendo-se como um título de sucesso da Editora Abril até hoje.

Desde os anos 60 os artistas de quadrinhos brasileiros têm produzido incontáveis histórias de Tio Patinhas, o que reforçou seu posto de destaque entre as personagens Disney. A maioria das histórias brasileiras retrata o cotidiano do jornal de Patinhas A Patada, no qual Donald e Peninha são repórteres.

O primeiro dos manuais Disney inteiramente produzido no Brasil foi o Manual do Tio Patinhas (1972). Em 1977 Patinhas ganhou destaque como personagem do fascículo número 1 do Grande Almanaque Disney, relançado como O Grande Livro Disney.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em 1867 em Glasgow, Escócia. Barks diz que Patinhas parece ser o renascimento do Capitão P.A. Tinhas (Matey McDuck, futuramente Malcolm McDuck). Tio Patinhas ganhou sua primeira moeda de 10 centavos (a famosa Moedinha Número 1) quando tinha 10 anos de idade, em 1877. Essa que viria a se tornar seu precioso amuleto da sorte. Três anos depois (1880), ele partiu para a América. Depois de muitas aventuras finalmente chegou no Klondike, em 1898. Lá ele acha uma pedra dourada, do tamanho de um ovo de gansa, e em suas escavações em busca de ouro, acaba tendo um relacionamento romântico com Dora Cintilante, do qual os dois possuem a mesma paixão por ouro e resolvem escavar juntos encontrando varias pepitas, mas a abandona algum tempo depois por um mau entendido de ela querer "roubar" sua riqueza, só voltando a encontrá la novamente mais de 40 anos depois (não se sabe ao certo se os dois tiveram um filho). No ano seguinte, ele conquistou seu primeiro milhão e comprou o terreno da Colina Mata-motor, que pertencia a Patus Quela (irmão de Vovó Donalda), filho de Cipriano Patus e neto de Cornélio Patus.

Finalmente em 1902 ele chega a Patópolis. Depois de alguns eventos dramáticos com os Irmãos Metralha e o Presidente Roosevelt, ele botou abaixo o velho Forte Patópolis e ergueu sua famosa Caixa-Forte. Nos anos seguintes, Tio Patinhas viajou ao redor do mundo a fim de aumentar sua fortuna. Durante essas viagens, ele aprende a falar diversos idiomas e tem contacto com outras culturas. Enquanto isso, sua família cuidou de sua Caixa-Forte e em 1908 (aproximadamente) contratou Dona Cotinha como secretária do Tio Patinhas. Em 1930, quando Tio Patinhas finalmente voltou a Patópolis, já era o pato mais rico do mundo. Porém, ele tinha mudado. Outrora afável e gentil, tornara-se avarento e temperamental. Assim, até sua própria família o abandonou.

Em 1942, Tio Patinhas deixa seu império e se aposenta, passando a viver em uma mansão luxuosa, com um estilo de vida completamente diferente do que ele vivia anteriormente. No dia de Natal do ano de 1945, finalmente ele se reencontrou com seu sobrinho Donald, que só o conhecia quando criança, junto com Huguinho, Zezinho e Luizinho, sobrinhos de Donald. Nos 20 anos seguintes eles viveram grandes aventuras, nunca antes imaginadas.

Depois de voltar a vida pública em 1945, Tio Patinhas fez um imenso esforço para manter sua fortuna e continuar sendo o pato mais rico do mundo. Após 1947 os Irmãos Metralha foram uma ameaça constante para sua fortuna, enquanto Mac Mônei e Patacôncio tentavam todos os tipos de truques para passar o Tio Patinhas para trás. Além deles, a bruxa italiana Maga Patalójika (desde 1960) passa a perseguir a Moeda Número 1 do Tio Patinhas. Ele vem tendo sucesso em suas lutas, mas nunca há muito tempo para descansar até que ocorra a próxima batalha…

Faleceu em 1967 com 100 anos de idade.[3] [4]

Em outros meios[editar | editar código-fonte]

A estréia de Patinhas em desenho animado (exceto por uma breve ponta na abertura do Clube do Mickey) se deu no curta-metragem de 1967 Scrooge McDuck and Money, no qual ensina a seus sobrinhos algumas lições básicas sobre finanças.

Mais tarde, voltou como Ebenezer Scrooge em Um Natal de Mickey Mouse (1983), uma versão animada do clássico de Dickens. Apareceu no papel de si mesmo no especial de televisão Soccermania com Pateta.

O maior papel de Patinhas fora dos quadrinhos viria em 1987 como protagonista de DuckTales, um seriado de animação livremente baseado nas histórias de Carl Barks. Patinhas torna-se o guardião de Huguinho, Zezinho e Luisinho quando o Donald se alista na Marinha.

Patinhas ainda participaria em Raw Toonage, Mickey Mouse Works e Disney's House of Mouse e dos filmes para vídeo Era uma Vez no Natal do Mickey e Era Outra Vez no Natal do Mickey; do videogame Kingdom Hearts II, nos três videogames DuckTales e em alguns jogos gerais de tema Disney.

A Saga do Tio Patinhas[editar | editar código-fonte]

Keno Don Hugo Rosa reuniu inúmeros elementos das histórias clássicas de Carl Barks para construir uma extensa e completa biografia do pato, contando toda a sua jornada desde a infância pobre na Escócia até sua consagração como o pato mais rico do mundo. O resultado foi publicado em doze capítulos sob o título A Saga do Tio Patinhas.

Don Rosa, depois de concluir A Saga do Tio Patinhas, escreveu mais sete histórias que se encaixam entre os capítulos da Saga. Em uma oitava história, os Metralhas usam uma máquina do Professor Pardal para entrar no sonho de Patinhas (que sonhava com as suas aventuras da juventude), com o propósito de obterem o código secreto da caixa-forte.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

Notas
  1. Árvore da família Pato. Visitado em 12 de Maio de 2010.
  2. As Obras Completas de Carl Barks, Vol. 25, Abril, 2007
  3. a b Fanzine alemão "Der Hamburger Donaldist" - #77, 1991
  4. a b Walt Disney Treasures - Uncle Scrooge - A Little Something Special - Sixty Years of Comics Riches, Gemstone, 2008 (WDT2)
Bibliografia
  • Obras-Primas da Bd Disney, Edimpresa

Ligações externas[editar | editar código-fonte]