Frozen (2013)

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Frozen
Frozen - O Reino do Gelo (PT)
Frozen - Uma Aventura Congelante (BR)
Pôster oficial
 Estados Unidos
2013 • cor • 102 min 
Direção Chris Buck
Jennifer Lee
Produção Peter Del Vecho
Produção executiva John Lasseter
Roteiro Jennifer Lee
Baseado em A Rainha da Neve por Hans Christian Andersen
Elenco Kristen Bell
Idina Menzel
Jonathan Groff
Josh Gad
Santino Fontana
Alan Tudyk
Gênero animação, fantasia, musical
Idioma inglês
Música Christophe Beck (orquestral)
Kristen Anderson-Lopez (canções)
Robert Lopez (canções)
Edição Jeff Draheim
Estúdio Walt Disney Animation Studios
Distribuição Walt Disney Studios Motion Pictures
Lançamento Estados Unidos 27 de novembro de 2013
Portugal 28 de novembro de 2013
Brasil 3 de janeiro de 2014
Orçamento US$ 150 milhões[1]
Receita US$ 1 274 219 009[1]
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Frozen (Frozen - Uma Aventura Congelante no Brasil e Frozen - O Reino do Gelo em Portugal) é um filme de animação musical estadunidense produzido pela Walt Disney Animation Studios. É o 53º filme animado produzido pelo estúdio. Inspirado pelo conto de fadas A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, narra as desventuras da princesas de Arendelle. A mais jovem, Anna, parte em uma jornada com Kristoff, o homem da montanha, sua leal rena de estimação (Sven) e um boneco de neve que sonha em experimentar o verão, para encontrar sua irmã Elsa, cujos poderes congelantes transformaram o reino onde vive em um inverno eterno. As vozes originais principais foram de Kristen Bell como Anna, Idina Menzel como Elsa e Jonathan Groff como Kristoff.

A história de A Rainha da Neve esteve em desenvolvimento na Disney durante boa parte da sua história: 74 anos, mas nenhuma das versões idealizadas durante esse longo período saiu do papel, porque os roteiristas não sabiam como fazer o público se relacionar com os personagens pouco reais e desenvolver a personalidade abstrata da Rainha da Neve. O projeto foi revitalizado em 2011, quando Chris Buck foi escolhido para a direção e ficou decidido que a Rainha da Neve seria irmã da heroína (Anna), criando assim uma relação real para as duas personagens principais. Em 2012, Jennifer Lee assumiu o roteiro, que junto com as canções de Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez, seriam responsáveis por estabelecer uma personalidade humana para a Rainha da Neve, Elsa, que até então era uma vilã unidimensional. No fim deste ano, o título inicial The Snow Queen (A Rainha da Neve), foi alterado para Frozen.

Frozen estreou em 27 de novembro de 2013, e foi recebido com opiniões positivas pela crítica especialista e também pelo público em geral. O filme foi considerado como o retorno da Disney às animações musicais de alta qualidade como A Bela e a Fera e O Rei Leão. Venceu o Oscar de melhor filme de animação e Melhor Canção Original (Let it Go), e arrecadou mais de um bilhão de dólares nas bilheterias, sendo a animação de maior bilheteria de todos os tempos e a quinta maior bilheteria de todos os tempos.[1]

Enredo[editar | editar código-fonte]

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Elsa, princesa de Arendelle, nasceu com poderes mágicos com o qual ela é capaz de criar gelo, geada e neve. Uma noite, enquanto estava brincando, ela fere acidentalmente sua irmã mais nova, a princesa Anna. Seus pais chocados, o Rei e a Rainha, procuram a ajuda do rei Troll, que cura Anna e remove das suas memórias a magia de Elsa. O casal real isola as crianças em seu castelo até Elsa aprender a controlar seus poderes. Com medo de ferir Anna novamente, Elsa passa a maior parte do tempo sozinha em seu quarto, causando um afastamento entre as meninas à medida que crescem. Quando as princesas são adolescentes, seus pais morrem num naufrágio durante uma tempestade.[2]

Quando Elsa se torna de maior (21 anos), o reino se prepara para sua coroação como Rainha. Entre os convidados está o Duque de Weselton, que procura explorar Arendelle para conseguir dinheiro. Animada para sair do castelo de novo, a princesa Anna explora a cidade e conhece o príncipe Hans das Ilhas do Sul, e os dois desenvolvem rapidamente uma atração mútua. Apesar do receio de Elsa, sua coroação ocorre sem incidentes. Durante a recepção, Hans pede Anna em casamento e ela aceita apressadamente. No entanto, Elsa se recusa a conceder a sua bênção e proíbe o repentino casamento. As irmãs discutem, culminando com a exposição dos poderes de Elsa durante uma explosão emocional.[2]

Em pânico, Elsa foge do castelo, e sem querer desencadeia um inverno eterno no reino. No alto das montanhas próximas, ela liberta os seus poderes, construindo um palácio de gelo e decidindo viver solitária, e sem saber, traz à vida ao seu, e de Anna, Olaf, boneco de neve. Enquanto isso, Anna sai em busca de sua irmã, determinada a levá-la de volta a Arendelle, acabar com o inverno e restaurar seu relacionamento. Quando faz uma pausa para conseguir mantimentos, ela conhece um homem da montanha chamado Kristoff e sua rena, Sven, e convence Kristoff para guiá-la até a montanha do Norte. Em sua jornada, o grupo se encontra com Olaf, que os leva ao esconderijo de Elsa.[2]

Anna e Elsa se encontram, mas Elsa ainda teme ferir a irmã. Quando Anna insiste para Elsa voltar, está fica assustada e seus poderes saem do controle, e ela acidentalmente golpeia Anna no coração. Horrorizada, Elsa cria uma criatura de neve gigante, Marshmallow, para levar Anna, Kristoff e Olaf para longe de seu palácio. Depois que eles fogem, Kristoff percebe que o cabelo de Anna está ficando branco e deduz que algo de ruim aconteceu. Ele procura a ajuda dos trolls, sua família adotiva, que explicam que o coração de Anna foi congelado por Elsa. A menos que seja descongelado por um "ato de amor verdadeiro", ela vai se tornar gelo para sempre. Acreditando que apenas Hans pode salvá-la com um beijo do amor verdadeiro, Kristoff volta com Anna para Arendelle.[2]

Enquanto isso, Hans, indo encontrar Anna, chega no palácio de Elsa. Na batalha que se seguiu contra os homens do duque, Elsa é nocauteada e presa em Arendelle. Lá, Hans pede que esta desfaça o inverno, mas Elsa confessa que não sabe como. Quando Anna se encontra com Hans e pede que ele a beije para quebrar a maldição, Hans se recusa e revela que sua verdadeira intenção em se casar com Anna é para tomar o controle do trono de Arendelle. Deixando Anna para morrer, ele acusa Elsa de traição pela aparente morte de sua irmã mais nova.[2]

Elsa escapa e cria, sem intenção, uma tempestade de neve no fiorde. Olaf encontra Anna e revela que Kristoff é apaixonado por ela; eles, então, fogem para o fiorde para encontrá-lo. Hans confronta Elsa, dizendo-lhe que Anna está morta por culpa dela. Em desespero, Elsa faz a tempestade cessar de repente, dando Kristoff e Anna a chance de se encontrarem. No entanto, Anna, vendo que Hans está prestes a matar Elsa, joga-se entre os dois, quando ela congela, bloqueando o ataque de Hans.[2]

Quando Elsa chora por sua irmã, Anna começa a derreter, uma vez que a sua decisão de se sacrificar para salvar sua irmã constituiu um "ato de amor verdadeiro". Percebendo que o amor é a chave para controlar seus poderes, Elsa descongela o reino e ajuda Olaf a sobreviver no verão. Hans é deportado de volta para as Ilhas do Sul para enfrentar a punição por seus crimes contra a família real de Arendelle, enquanto Elsa corta qualquer laço comercial com Weselton. Anna e Kristoff compartilham um beijo e as duas irmãs se reconciliam. Elsa promete nunca fechar as portas do castelo novamente.[2]

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Elenco[editar | editar código-fonte]

Kristen Bell na estreia de Frozen, no El Capitan Theatre
  • Kristen Bell como Anna aos 18 anos [3] (voz original). No Brasil: Érika Menezes (diálogos) e Gabi Porto (canções). Em Portugal, Bárbara Lourenço (diálogos) e Isabel Jacobetty (canções).[4] [5]
    • Livvy Stubenbrauch (diálogos) e Katie Lopez (canções) aos 05 anos (vozes originais).[3] No Brasil e em Portugal: Alice Lieban e Luz Fonseca, respectivamente.[5]
    • Agatha Lee Monn aos 09 anos (voz original).[3] Eduarda Móras, voz no Brasil.[5]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

Arte conceitual em 2D, para The Snow Queen

Perto do fim de 1937, antes de estrear o filme Branca de Neve e os Sete Anões — primeiro longa-metragem animado de todos os tempos — os estúdios da Disney consideraram pela primeira vez a concepção de um filme biográfico animado/físico baseado no autor e poeta dinamarquês Hans Christian Andersen.[10] [11] Em março de 1940, Walt Disney sugeriu uma co-produção com o produtor cinematográfico Samuel Goldwyn, cuja sugestão incluiu a filmagem das sequências em live-action no estúdio de Goldwyn e a animação dos contos de fadas nos estúdios da Disney.[10] As sequências de animação seriam baseadas em alguns dos trabalhos mais conhecidos e aclamados do escritor, como A Pequena Sereia, A Pequena Vendedora de Fósforos, O Soldadinho de Chumbo, A Rainha da Neve, Thumbelina, O Patinho Feio, Os Sapatinhos Vermelhos e a A Roupa Nova do Rei. Entretanto, o estúdio passou por certa dificuldade com a animação de A Rainha da Neve, já que não era encontrada uma maneira de adaptar e narrar a personagem Rainha da Neve para o público da época. Mesmo com a chegada dos anos 1930 e 40, estava claro que os materiais de referência para o projeto continham boas possibilidades dramáticas, mas a Rainha da Neve mostrou-se bastante problemática de se desenvolver. Com a integração dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, os estúdios da Disney focaram-se em fazer propaganda da guerra, o que causou a paralisação do desenvolvimento da parceria Disney-Goldwyn em 1942.[10] Mais tarde, Goldwyn decidiu produzir seu próprio filme em 1952 intitulado Hans Christian Andersen, com Danny Kaye interpretando Andersen, Moss Hart ficando a cargo do roteiro e Frank Loesser tratando das canções. Em vez dos contos de fadas de Andersen serem narrados de forma teatral, eles foram cantados e dançados em balé, assim como o resto do filme. No ano seguinte, a produção foi indicada a seis Oscars. Com o sucesso do filme de Goldwyn, Walt Disney decidiu arquivar os planos de narrar A Rainha da Neve nos cinemas, juntamente com outros contos de Andersen — incluindo A Pequena Sereia.[12]

Tentativas posteriores[editar | editar código-fonte]

No final de 1990, a Walt Disney Feature Animation começou a desenvolver uma nova adaptação de A Rainha da Neve após o enorme sucesso de seus filmes recentes durante o Renascimento da Disney, mas o projeto foi abandonado completamente no final de 2002, quando Glen Keane supostamente deixou o projeto e passou a trabalhar em outro que iria se tornar Enrolados (2010).[13] Mesmo antes disso, Harvey Fierstein apresentou a sua versão da história para os executivos da Disney, mas foi recusado. Paul e Gaëtan Brizzi, Dick Zondag e Dave Goetz teriam todos tentado desenvolver o roteiro, mas não conseguiram. Após uma série de tentativas frustradas entre 2000 e 2002, a Disney engavetou o projeto novamente. Durante uma dessas tentativas, Michael Eisner, então presidente da The Walt Disney Company, ofereceu seu apoio ao projeto e sugeriu fazê-lo com o diretor vencedor do Oscar, John Lasseter, após a renovação do contrato com a Pixar Animation Studios, porém, o esperado contrato da Pixar com a Disney não ocorreu, porque as negociações sofreram uma ruptura em janeiro de 2004 e o contrato não foi renovado.[14] Em vez disso, o sucessor de Eisner, Bob Iger, negociou a compra da Pixar para a Disney em janeiro de 2006 por 7,4 bilhões de dólares, e Lasseter foi promovido a diretor de criação da Pixar e da Disney Animation.[15]

A próxima tentativa começou em 2008, quando Lasseter foi capaz de convencer Chris Buck (que tinha co-dirigido Tarzan para o estúdio) a voltar para Disney Animation; em setembro daquele ano, Buck apresentou várias ideias para Lasseter, uma das quais era A Rainha da Neve. Buck mais tarde revelou que sua inspiração inicial para A Rainha da Neve não foi o próprio conto de fadas de Andersen, mas que ele queria "fazer algo diferente na definição de amor verdadeiro".[16] "Disney já tinha feito o 'beijada por um príncipe', então eu pensei que era hora de algo novo", lembrou. Lasseter tinha sido interessado em A Rainha da Neve por um longo tempo; quando estava trabalhando com a Disney em Toy Story na década de 1990, ele viu e ficou "surpreendido" com uma arte de pré-produção para as tentativas anteriores da Disney de adaptar o conto. O desenvolvimento começou com o título de Anna and The Snow Queen, que foi planejado para ser tradicionalmente animado. De acordo com Josh Gad, ele se tornou o primeiro envolvido com o filme, nessa fase inicial, quando a trama ainda era relativamente perto de conto original de Andersen e Megan Mullally ia interpretar Elsa. No início de 2010, o projeto entrou no "inferno" do desenvolvimento mais uma vez, quando o estúdio não conseguiu encontrar uma maneira de fazer a história e o caráter da Rainha da Neve.[14]

Revitalização[editar | editar código-fonte]

"A versão original de Hans Christian Andersen, A Rainha da Neve, é um conto muito sombrio e não se traduz facilmente em um filme. Para nós, a descoberta veio quando tentamos dar qualidades realmente humanas para a Rainha da Neve. Quando decidimos fazer a Rainha Elsa e Anna, irmãs, isso deu um jeito de fazer as personagens transmitirem o que cada uma estava passando, sentido, e que se relacionava com o público de hoje. Este filme tem personagens com relações complexas e complicadas. Há momentos em que Elsa faz coisas de vilã, mas porque você entende o motivo a partir do desejo de defender-se, você sempre pode se relacionar com ela. 'Inspirado' significa exatamente isso. Há neve, há gelo e há uma Rainha, mas nos desviamos do conto um pouco. Nós trabalhos para trazer escopo e a grandeza que você pode esperar para um filme da Disney, mas fazê-lo de uma forma que possamos entender os personagens e se relacionar com eles".

- Peter Del Vecho, produtor de Frozen fala sobre a adaptação de The Snow Queen [17]

Em 22 de dezembro de 2011, após o sucesso de Tangled, a Disney anunciou um novo título para o filme, Frozen, e uma data de lançamento para 27 de novembro de 2013.[18] Um mês depois, foi confirmado que o filme seria uma animação em CGI, em vez de animação desenhada à mão.[19] Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez se juntaram ao projeto e começaram a escrever canções para Frozen em janeiro de 2012.[20]

Em 5 de março de 2012, foi anunciado que Buck estaria dirigindo, com Lasseter e Peter Del Vecho produzindo.[21] Após a Disney decidir colocar A Rainha da Neve em desenvolvimento mais uma vez, um dos principais desafios enfrentados para Buck e Del Vecho foi a personagem da Rainha da Neve, que era então uma vilã em seus rascunhos.[21] O estúdio tem uma tradição de exibição de filmes de animações em desenvolvimento a cada 12 semanas, e em seguida, em uma sessão, os diretores e roteiristas dos projetos fornecem amplas "notas" sobre o trabalho um do outro.[21]

Buck e Del Vecho apresentaram seus storyboards para Lasseter, e toda a equipe de produção tinha sido interrompida para uma conferência em que seria ouvido as opiniões de Lasseter sobre o projeto.[17] O diretor de arte, Michael Giaimo, reconheceu mais tarde o discurso de Lasseter como a "virada de jogo" do filme: "Eu me lembro de John dizendo que a versão mais recente da história da Rainha da Neve que Chris Buck e sua equipe estavam fazendo era divertido, muito alegre, mas os personagens não ressoam. Eles não são multi-facetados, e é por isso que John sentiu que o público não seria capaz de se conectar com eles".[17]

A equipe de produção se dirigiu então aos problemas do filme, elaborando diversas variações diferentes sobre o roteiro da Rainha da Neve até que os personagens e a história fossem relevantes. Nessa fase, o primeiro grande avanço foi a decisão de reescrever a protagonista do filme Anna (que foi baseado na personagem Gerda do conto), como a irmã mais nova de Elsa, assim, efetivamente estabelecendo uma dinâmica familiar entre as personagens. Isso era incomum, já que as relações entre irmãs raramente são utilizadas como um elemento importante na trama de filmes de animação norte-americanos, com a notável exceção de Lilo & Stitch da Disney.[22] [23] Para explorar plenamente as dinâmicas únicas desse tipo de relação, a Disney Animation convocou uma "Cúpula da irmã", em que as mulheres de toda Disney Animation que cresceram com suas irmãs foram convidadas para discutir suas relações.[23]

Roteiro[editar | editar código-fonte]

Cena da famosa sequência musical do filme, Let it Go. A canção de Kristen e Robert Lopez, foi responsável pela mudança na personalidade de Elsa, (de vilã a mocinha) forçando uma completa reescrita no roteiro.

Em março de 2012, Jennifer Lee, roteirista de Detona Ralph, foi contratada como roteirista do filme.[24] Lee explicou mais tarde que, quando Detona Ralph estava finalizado, ela estava dando notas sobre o projeto, e "nós meio que realmente se conectamos com as ideias sobre o filme".[25]

De acordo com Lee, vários conceitos fundamentais já estavam na história desde os primeiros trabalhos de Buck e Del Vecho, como o conceito de "coração congelado" do filme: "Foi um conceito e a frase … um ato de amor verdadeiro vai descongelar um coração congelado ".[25] Eles já sabiam o final com o verdadeiro amor envolvido, no sentido de o vínculo emocional entre irmãs, não romance, em que "Anna ia salvar Elsa. Nós ainda não sabemos como ou por quê." Lee disse que Edwin Catmull, presidente da Disney Animation, disse a ela logo no início sobre o fim do filme: "Em primeiro lugar, não importa o que você tem que fazer com a história, faça, mas você tem que ganhar o final, se o fizer, vai ser ótimo. Se não, ele vai fracassar".[26]

Antes de Lee ser trazida para equipe, outro roteirista tinha feito um primeiro trabalho para o roteiro, e Anderson-Lopez e Lopez tentaram escrever canções para esse roteiro, mas nenhuma funcionou e todas foram cortadas.[20] Em seguida, "todo o roteiro implodiu", o que deu aos compositores a oportunidade "para colocar um monte de [seu] DNA" no novo roteiro que Lee estava escrevendo. A equipe de produção "essencialmente começou tudo de novo com o prazo de 17 meses",[20] o que resultou em uma "agenda intensa" e implicava "em um monte de escolhas que tiveram que ser feitas rapidamente".[25]

A versão anterior da história é nitidamente diferente da versão final. No roteiro original que os compositores viram pela primeira vez, Elsa era má desde o início; ela sequestrou Anna de seu próprio casamento para congelar intencionalmente seu coração, e depois desceu sobre a cidade com um exército de bonecos de neve, com o objetivo de recapturar Anna para congelar seu coração adequadamente.[20] No momento em que Lee entrou, o primeiro ato foi incluído em que Elsa deliberadamente golpeia Anna no coração com seus poderes de gelo; em seguida, "todo o segundo ato foi cerca de Anna tentando chega a Hans e beijá-lo e, em seguida, Elsa tentando impedi-la". Buck revelou que o enredo original tentou fazer Anna simpática, focando sua frustração como sendo percebida como a "reserva" em relação a "herdeira", Elsa. O enredo original também tinha ritmo diferente, em que era "muito mais uma aventura e ação" do que um musical ou comédia.[24]

Um grande avanço foi a composição da música "Let It Go", dos compositores Robert e Kristen Anderson-Lopez, o que obrigou a equipe de produção a reconceituar e reescrever Elsa como uma personagem muito mais complexa, vulnerável e simpática.[20] Nas palavras de The Daily Telegraph, em vez da vilã imaginada pelos produtores, os compositores viram Elsa como "uma menina com medo lutando para controlar e equilibrar o seu dom". Lee lembrou: "Bobby e Kristen disseram que eles estavam andando no Prospect Park e eles começaram a falar sobre o que seria a sensação de ser Elsa, esqueça a vilã apenas o que seria a sensação, e este conceito de Elsa querer ser ela mesma, que ela manteve guardada por muito tempo, e ela está feliz porque é sozinha e livre, mas, em seguida, a tristeza pelo fato de estar sozinha, não é uma coisa perfeita, mas é poderoso."[27] Del Vecho explicou que "Let It Go" mudou o caráter de Elsa "para controlada pelo medo, enquanto Anna era controlada pelo seu amor pelas pessoas e sua família", que por sua vez fez Lee "reescrever o primeiro ato e, em seguida, todo o filme. Foi assim que realmente encontramos o filme e o que esses personagens eram".[28]

Outro grande avanço foi o desenvolvimento da reviravolta na história em que o príncipe Hans seria revelado como verdadeiro vilão do filme apenas no fim. Hans não estava mesmo nos primeiros rascunhos, e em seguida, no início não era um vilão, e depois de se tornar um, foi revelado para ser mal desde cedo na trama.[26] Del Vecho disse: "Nós percebemos que era mais importante era se íamos fazer o final tão surpreendente, você tinha que acreditar em um ponto que Hans era a resposta … quando não é a resposta, é Kristoff .... Se você pode levar o público mudar de ideia e eles não perceberem isso, você então pode surpreendê-los, mudá-los para o outro lado".[26] Lee reconheceu que Hans estava escrito como "sociopata" e "imitador" em toda a versão final. Por exemplo, Hans espelha o comportamento dos outros personagens:[25] "Ele espelha Anna e ele é pateta com ela … O Duque de Weselton é um idiota, e Hans é um idiota com ele, e com Elsa ele é um herói." Foi difícil estabelecer as bases para a volta tardia de Anna para Kristoff sem também fazer a traição de Hans muito previsível, em que o público teve de "sentir … sentir algo, mas sem entender … porque no minuto em que se entende, estraga a surpresa".[25]

Lee teve que trabalhar com a questão de como escrever a personalidade de Anna, já que alguns de seus colegas sentiram que Anna devia ser mais disfuncional e co-dependente, como Vanellope em Denota Ralph. Lee discordou dessa posição, mas ela levou quase um ano para descobrir como articular de forma convincente a personalidade de Anna.[25] No final, Lee defendeu com sucesso que a jornada de Anna deve ser apresentada como uma simples história de amadurecimento, "onde ela vai de ter uma visão ingênua da vida e do amor, porque ela estava sozinha, e cresce ao longo do filme com uma visão mais sofisticada e madura do amor, onde ela é capaz do amor supremo, que é o sacrifício".[25] Lee também teve que deixar algumas ideias que ela gostava, como uma cena em que retrata o relacionamento de Anna e Elsa adolescentes, que não se encaixava porque eles precisavam manter a separação entre elas constante.[25]

Para construir o relacionamento Anna e Elsa, Lee encontrou inspiração em seu próprio relacionamento com sua irmã mais velha. Lee disse que sua irmã mais velha era "uma grande inspiração para Elsa",[25] a chamava de "minha Elsa", em um editorial no jornal Los Angeles Times, e andou no tapete vermelho com sua irmã no Oscar 2014.[29] Lee explicou, "ter que … perder uns aos outros e, em seguida, redescobrir-se como adultas, foi uma grande experiência da minha vida".[25]

A equipe de produção também transformou Olaf do rabugento e detestável companheiro de Elsa, em cômico e inocente companheiro Anna. A resposta inicial de Lee para a versão original de Olaf tinha sido, "um boneco de neve depressivo", e ela encontrou Olaf, de longe, "o personagem mais difícil de lidar".[25]

O problema de como exatamente Anna iria salvar Elsa no clímax do filme foi resolvido pelo artista de storyboard, John Ripa. Na reunião da história onde Ripa apresentou sua opinião sobre a história, a resposta foi o silêncio até que Lasseter disse: "Eu nunca vi nada como isso antes", que foi seguida por uma ovação de pé.[23]

Ao longo da produção, o primeiro ato foi incluído muito mais detalhes do que acabou tendo na versão final, como um troll com um sotaque do Brooklyn, que teria explicado a história de fundo por trás dos poderes mágicos de Elsa, e um personagem de Lee que seria interpretado pelo comediante Louis CK.[25] Depois desses detalhes foram cuidadosamente analisados, eles foram retirados porque equivalia a uma "história muito mais complexa do que realmente poderia caber neste filme de 90 minutos", Del Vecho colocou que, "quanto mais tentamos explicar as coisas no início, mais complicadas se tornaram".[30]

Produção[editar | editar código-fonte]

A atriz Kristen Bell foi escalada como a voz de Anna em 5 de março de 2012.[3] Lee admitiu que a seleção de elenco de Bell foi influenciada após os cineastas ouvirem uma série de faixas vocais que Bell havia gravado quando era menina, onde a atriz executou várias músicas de A Pequena Sereia, incluindo "Part of Your World".[31] Bell completou as sessões de gravação, enquanto ela estava grávida, e, posteriormente regravado algumas das linhas de sua personagem após a gravidez, porque sua voz tinha sido aprofundada.[32] Bell foi chamada para regravar diálogos do filme "provavelmente 20 vezes", o que é normal para papéis principais em filmes de animação da Disney, cujo o roteiro ainda estão em evolução.[33] Quanto a sua abordagem para o papel de Anna, Bell estava entusiasmada por que ela havia "sonhado em estar em um filme de animação da Disney desde que tinha quatro anos de idade",[34] e disse: "Eu sempre gostei das animações da Disney, mas havia algo sobre as princesas que era inatingível para mim. Sua postura era perfeita e elas foram muito bem comportadas, e eu sinto que com - Anna - essa garota eu pude ser uma princesa muito mais compreensível, mais estranha, excêntrica ​​e desajeitada. Estou muito orgulhosa disso".[32]

"Frozen é um filme um pouco feminista da Disney. Estou muito orgulhosa de que ele tem tudo, mas eu acho que o filme é essencialmente sobre irmandade, que essas duas mulheres são competitivas umas com as outras, mas mesmo assim estão tentando proteger uma a outra… irmãs são complicadas, e é um ótimo relacionamento, e esse tipo de filme é muito importante, especialmente para crianças e jovens". 

Idina Menzel, sua opinião sobre Frozen[31]  

Idina Menzel, um veterana da Broadway, foi escalada como Elsa. Menzel tinha anteriormente feito teste para Enrolados, mas não conseguiu o papel. No entanto, o diretor do elenco de Enrolados, Jamie Sparer Roberts, preservou a gravação da performance de Menzel em seu iPhone, e com base nisso, pediu-lhe para fazer um teste junto com Bell para Frozen.[35] Antes de serem oficialmente lançadas, Menzel e Bell impressionou profundamente os diretores e produtores em uma leitura antecipada do roteiro; elas leram o roteiro inteiro em voz alta, e cantaram "Wind Beneath My Wings" juntas, como um dueto, uma vez que nenhuma música havia sido composta ainda.[35] Bell havia sugerido essa canção quando visitou Menzel em sua casa na Califórnia para se prepararem juntas para a leitura.[35] Os compositores também estavam presentes na mesa de leitura; Anderson-Lopez disse que "Lasseter estava no céu" ao ouvir Menzel e Bell cantarem em harmonia, e daquele momento em diante, ele insistiu,[20] "Kristen Bell e Idina Menzel tem que estar no filme!", Lee disse, "elas cantaram como irmãs e não havia um olho seco na mesa depois que elas cantaram".[20] Entre dezembro de 2012 e junho de 2013, o elenco para os papéis adicionais foram anunciados, incluindo Jonathan Groff como Kristoff,[36] Alan Tudyk como o Duque de Weselton, Santino Fontana como o príncipe Hans, e Josh Gad como Olaf.[37]

Após a ampla participação de Lee no processo de desenvolvimento de Frozen e seu trabalho próximo com o diretor Buck e os compositores Lopez e Anderson-Lopez, os chefes do estúdio, Lasseter e Catmull, promoveram Jennifer Lee a co-diretora do filme ao lado de Buck, em agosto de 2012, sua promoção foi anunciada oficialmente em 29 de novembro de 2012,[38] fazendo Lee a primeira mulher a dirigir um filme de animação em longa-metragem para a Walt Disney Animation Studios.[24] Ela trabalhou principalmente na história enquanto Buck focou na animação.[39] Lee disse mais tarde que ela estava "muito emocionada com muito do que Chris tinha feito" e que eles tinham "uma visão compartilhada" da história, tendo "sensibilidades muito semelhantes".[26]

Em novembro de 2012, a equipe de produção pensou que tinham finalmente "desvendado" o enigma de como fazer a animação da história do filme,[23] mas de acordo com Del Vecho, no final de fevereiro de 2013, percebeu-se que o filme ainda "não era completamente pronto", o que exigiu ainda mais a regravação de cenas e músicas de fevereiro a junho de 2013.[30] [40] Ele explicou, "nós reescrevemos as músicas, eu tirei personagens e mudamos tudo, e de repente o filme estagnou, mas isso foi por pouco. Em retrospectiva, parece fácil, mas durante o processo, foi uma grande luta".[30] Olhando para trás, Anderson-Lopez, brincou que ela e Lopez pensaram no momento que, "eles iriam ser palhaços em festas de aniversários, se a versão final acabar com suas carreiras"[41]  e lembrou que "nós realmente escrevermos até o último minuto". Em junho (cinco meses antes da data de lançamento já anunciada), os compositores finalmente terminaram o trabalho no filme quando compôs a música "For First Time in Forever", que, nas palavras de Lopez,[20] "tornou-se o pivô de todo o filme". 

Naquele mês, a Disney realizou sessões de teste do filme concluído, a metade com dois públicos (um composto de famílias e outro formado por adultos)[42] , em Phoenix, Arizona, em que Lasseter e Catmull estavam presentes.[25] [43] Lee lembrou que foi o momento em que eles perceberam que "tinha alguma coisa de especial, porque a reação foi enorme." [43] Catmull, que havia instruído Lee no início para "fazer o filme com sucesso", disse a ela depois, "você conseguiu".[25]

Animação[editar | editar código-fonte]

A Escandinávia, especificamente a Noruega (na imagem), serviu de inspiração visual e cultural para Frozen.

Semelhante a Tangled, Frozen empregou um estilo artístico único, misturando características de ambas imagens geradas por computador (CGI) e animação tradicional desenhada à mão.[44] Desde o início, Buck sabia que Michael Giaimo era o melhor candidato para desenvolver o estilo que ele tinha em mente; Ele queria misturar o estilo dos animados clássicos da Disney da década de 1950 com o design moderno, e Buck convenceu Giamo a voltar para Disney e trabalhar como diretor de arte em Frozen.[19] Buck, Lasseter e Giaimo eram todos velhos amigos que se conheceram na CalArts (Universidade da Disney),[10] e Giaimo já havia servido como o diretor de arte para Disney em Pocahontas (1995), que Buck havia trabalhado como supervisor de animação.[45]

Para criar o visual de Frozen, Giaimo leu muito sobre toda a região da Escandinávia e visitou a cidade temática dinamarquesa de Solvang, perto de Los Angeles, mas, posteriormente, se focou na Noruega, em particular, porque "80 por cento" do visuais que o atraía eram provenientes da Noruega.[46] Assim, a Disney patrocinou três viagens de pesquisa para Noruega.[47] Os animadores e especialistas em efeitos especiais foram enviados para Jackson Hole, Wyoming para experimentar o andar, correr, e cair na neve profunda em uma variedade de tipos de vestuário, incluindo saias longas (os membros da equipe tanto homens e mulheres se vestiram com saias);[46] [47] enquanto equipes de iluminação visitaram um Hotel de Gelo em Quebec City, Quebec para estudar como a luz é refletida e refratada em neve e gelo.[14] Por último, Giaimo e vários artistas viajaram para a Noruega para se inspirar nas montanhas, fiordes, arquitetura e cultura. "Nós tínhamos uma programação de tempo muito curto para este filme, por isso o nosso foco principal era realmente obter o melhor para a história, mas sabíamos que John Lasseter estava interessado no material de verdade e criar um mundo crível e, novamente, isso não significa que é um mundo realista - mas um crível. Foi importante para ver o escopo e a grandeza da Noruega, e importante para os nossos animadores saber como é ", disse Del Vecho.[48] "Há um sentimento real de escopo e escala na classe de Lawrence da Arábia", completou.[48]

Durante 2012, enquanto Giaimo, animadores e artistas realizavam uma pesquisa preparatória e desenvolviam a aparência geral do filme, a equipe de produção ainda estava lutando para desenvolver um roteiro convincente, como explicado acima. Esse problema não foi resolvido adequadamente até novembro de 2012, e o roteiro mais tarde iria exigir uma revisão ainda mais significativa após esse ponto. Como resultado, o desafio "mais difícil" para a equipe de animação foi um curto cronograma de menos de 12 meses para transformar o ainda em evolução roteiro de Lee em um filme real.[10] Outros filmes como Toy Story 2 da Pixar, tinha sido concluído com êxito em horários mais curtos, mas um cronograma curto necessariamente significava "madrugadas, horas extras, e estresse."[10] Lee estimou o tamanho total de toda a equipe de Frozen ser cerca de 600 a 650 pessoas, incluindo 70 pessoas na iluminação, 70 animadores extras, e 20 artistas de storyboard.[49]

Del Vecho explicou como a equipe de animação do filme foi organizada: "Para este filme temos animadores lideres, supervisionando a animação de personagens específicos. Os animadores podem trabalhar em vários personagens, mas é sempre sob uma liderança, o que foi diferente de Enrolados, por exemplo, mas optamos por fazê-lo desta maneira porque queríamos uma pessoa para compreender e desenvolver a sua própria personalidade no personagem e, em seguida, ser capaz de transmitir isso para a equipe. Hyrum Osmond, o animador de Olaf, é tranquilo, mas também engraçado, meio maluco, por isso eu sabia que ele ia trazer bastante comédia para Olaf;[50] A animadora de Anna, Becky Bresee, é a primeira vez em que ela supervisiona um personagem e eu queria que ela levasse sua jovialidade a Anna".[51] O professor de atuação, Warner Loughlin, foi trazido para ajudar os animadores do filme a entender os personagens que estavam criando.[52] A fim de obter a sensação geral de cada cena, alguns animadores fizeram a sua própria atuação. "Eu realmente me filmei atuando, o que foi muito útil", disse a supervisora de animação, Rebecca Wilson Bresee. Isso a ajudou a descobrir elementos que fizeram a cena parecer real e crível.[53] O supervisor de animação de Elsa foi Wayne Unten, que pediu o cargo porque ele era fascinado pela complexidade da personagem.[54] Unten cuidadosamente desenvolveu as expressões faciais de Elsa a fim de trazer para fora o seu medo em contraste contra o destemor de Anna.[54] Ele também estudou vídeos das sessões de gravação de Menzel e animou a respiração de Elsa para coincidir com a respiração de Menzel.[52]

Em relação à aparência e natureza da cinematografia do filme, Giaimo foi muito influenciado pela obra de Jack Cardiff em Black Narcissus. De acordo com ele, emprestou uma hiper-realidade ao filme: "Porque este é um filme com tal escala e temos os fiordes noruegueses para desenhar, e eu realmente queria explorar a profundidade de uma perspectiva de design. Os aspectos horizontais e verticais que os fiordes fornece foi perfeito. Nós criamos o envolto do filme das irmãs em escala". O trabalho de Ted D. McCord em The Sound of Music foi outra grande influência para Giaimo. Também foi ideia de Giaimo que Frozen fosse filmado em CinemaScope, que foi aprovado por Lasseter.[51] Giaimo também queria garantir que os fiordes da Noruega, arquitetura e arte popular, fossem fatores críticos para projetar o ambiente de Arendelle. Giaimo, cuja formação é em animação tradicional, disse que o ambiente de design de arte representa uma unidade em que ele originalmente queria incorporar cores saturadas, que normalmente são mal aconselhadas em animação por computador.[51] Para mais autenticidade, renas foram trazidas ao estúdio para os animadores estudarem seus movimentos e trejeitos para o personagem Sven.[55]

Outra questão importante que Giaimo insistiu foi na abordagem de fantasia nos figurinos, em que ele "sabia desde o início que seria um filme de fantasia".[54] Para realizar essa visão, ele trouxe o design de personagens, Jean Gillmore, para atuar como um dedicado "figurinista".[56] Apesar da animação tradicional simplesmente integrar o projeto de traje com design dos personagens e tratar as roupas como parte dos personagens, a animação gerada por computador respeita o traje quase como uma entidade separada, com suas próprias propriedades e comportamentos.[56] Frozen exigiu um nível de detalhe ainda inexperiente, com as minúcias dos tecidos, botões, ornamento e costura.[10] Gillmore explicou que sua "abordagem geral foi de fundir as silhuetas históricas da Europa Ocidental de 1840, com as formas, relações de vestuário e detalhes do traje popular da Noruega, por volta do início do século XIX".[56] Isto significava principalmente usar tecido de lã com toques de veludo, linho e seda.[10] Durante a produção, Giaimo e Gillmore buscaram o fornecimento de vários departamentos com amostras reais para usar como referência; eles foram capazes de recorrer as amostras de tecidos presentes no estúdio, bem como os recursos da divisão de traje do Disney Parks em Fullerton, Califórnia.[56] Eles criaram a simulação digital pintada da aparência das superfícies, enquanto que outros departamentos trataram do movimento, peso, espessura e iluminação da animação têxtil.[56]

Durante a produção, o título do filme foi mudado de The Snow Queen (A Rainha da Neve) para Frozen, uma decisão que atraiu comparações com outro filme da Disney, Tangled. Peter Del Vecho explicou que "o título Frozen surgiu independentemente do título Enrolados. É porque, para nós, representa o filme. Frozen no nível de gelo e neve, mas também em relação ao coração congelado que tem que ser descongelado. Nós não pensamos em comparações com Enrolados". Ele também mencionou que o filme ainda vai manter seu título original, The Snow Queen, em outros países: "Porque isso só ressoou forte como Frozen em alguns países. Talvez haja uma riqueza para The Snow Queen em outros lugares e nós só queremos enfatizar isso." [50]

Música[editar | editar código-fonte]

Christophe Beck, compositor da trilha de Frozen.

As músicas de Frozen foram escritas e compostas pelo casal de compositores, Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez, que já haviam trabalhado na Disney em Winnie the Pooh (também produzido por Del Vecho, que em seguida, os contratou para Frozen [57] ) e, antes disso, nos parques da Disney em Procurando Nemo - The Musical (2007).[58] Cerca de 23 minutos do filme são dedicados a seus números musicais.[59] Porque o casal vive em Nova York, a colaboração estreita com a equipe de produção em Burbank, foi necessária duas horas de videoconferências transcontinentais quase todos os dias úteis durante cerca de 14 meses.[60] Para cada canção que compôs, eles gravaram um demo em seu estúdio em casa (com os dois cantando e Lopez acompanhando no piano), depois enviado para Burbank para discussão na próxima videoconferência.[61] Lopez e Anderson-Lopez estavam cientes do fato de que seu trabalho iria ser comparada com os de Alan Menken e Howard Ashman da era do Renascimento da Disney, e sempre que eles se sentiam perdido, se perguntavam: "O que Ashman faria?";[62] no final, eles escreveram 25 canções para o filme, das quais oito aparecem na versão final.[62] Uma canção ("For First Time in Forever") teve um reprise e outra ("Let it Go") foi cantada por Demi Lovato durante os créditos finais, num total de dez músicas. Sete das 17 que não estiveram no filme, mais tarde foram liberadas na trilha sonora da edição de luxo.[63]

Em fevereiro de 2013, Christophe Beck foi contratado para fazer a parte orquestral do filme, após seu trabalho em Paperman, um curta-metragem de animação da Disney lançado no ano anterior à Frozen.[64] Foi revelado em 14 de setembro de 2013, que o músico norueguês, Frode Fjellheim, teria composto Vuelie, a música de abertura do filme, que contém elementos do Sami, estilo de música tradicional.[65] Os produtores da trilha sonora recrutaram um linguista em norueguês para ajudar com as letras para uma canção nórdica antiga escrita para a coroação de Elsa,[66] e viajaram para Trondheim, Noruega [62] para gravar um coro só de mulheres Cantus, para uma peça inspirada pela música tradicional Sami.[66]

Sob a supervisão do engenheiro de som, David Boucher, os membros do elenco principal começaram a gravar as faixas vocais do filme em outubro de 2012, no estúdio de gravação Sunset Sound em Hollywood, antes das músicas terem sido orquestradas, o que significa que só ouviram a demonstração no piano de Lopez em seus fones de ouvido quando eles cantaram.[67] A maior parte do diálogo foi gravado no Roy E. Disney Animation Building, em Burbank, sob a supervisão do mixador de diálogos, Gabriel Guy, que também mixou os efeitos sonoros do filme.[33] Alguns diálogos foram gravados após a gravação das músicas, tanto no Sunset Sound Studios e no Capitólio. Para as cenas envolvendo Anna e Elsa, ambos estúdios ofereceram cabines de isolamento vocais, onde Menzel e Bell podiam ler os diálogos uma com a outra, evitando "falhas" entre suas respectivas faixas.[33] O diálogo adicional foi gravado em um no lote da Walt Disney Studios, em Burbank (do outro lado da rua do edifício da Disney Animation) e no estúdio em Nova York, porque a equipe de produção teve que contornar as agendas lotadas de membros do elenco como Fontana, que vive em Nova York.[68]

Lopez e Anderson-Lopez, enviaram as partituras e demos das músicas para Dave Metzger fazer o arranjo e orquestração;[67] Metzger também orquestrou uma parcela significativa da música de Beck.[69]

Para a trilha sonora orquestral, Beck homenageou a música norueguesa, empregando instrumentos regionais, como o bukkehorn e técnicas vocais tradicionais, como kulning.[66] Beck trabalhou com Lopez e Anderson-Lopez na incorporação de suas canções em arranjos na partitura. O objetivo do trio "foi a de criar uma viagem musical coesa do início ao fim." [66] Da mesma forma, o mixador da trilha de Beck, Casey Stone (que também supervisionou a gravação), trabalhou com Boucher para alinhar suas configurações de microfone, e garantir a transições entre as músicas e orquestra fossem "costuradas", apesar de terem sido gravados em datas diferentes e separadamente.[67] As orquestrações finais de ambas as músicas e orquestral foram todas gravadas no Eastwood Scoring Stage [67] da Warner Bros., um estúdio em Burbank com uma orquestra de 80 peças, com 32 vocalistas, incluindo cantores noruegueses.[66] Boucher supervisionou a gravação das canções de Anderson-Lopez e Lopez, entre 22 e 24 de julho de 2013, depois Stones realizou este trabalho na trilha orquestral de Beck de 3 a 6 de setembro e nas regravações em 9 e 10 do mesmo mês. Boucher fez a mixagem das músicas no Eastwood, enquanto Stone mixou a orquestral no estúdio pessoal de Beck em Santa Monica, Califórnia.[67]

Quanto ao som de Frozen, a diretora Jennifer Lee afirmou que o som teve um papel enorme em fazer o filme "visceral" e "transportador"; Ela explicou: "[ele] conta a história emocionalmente, o som do gelo quando está em sua forma mais perigosa faz você estremecer".[70] O silêncio completo no clímax do filme logo após Anna congelar foi ideia de Lasseter, que foi o que ele "realmente queria".[70] Nessa cena, até mesmo o som ambiente, que normalmente estaria lá foi retirado, a fim de fazer sentisse incomum.[70] Lee explicou "que foi um momento em que nós queríamos que todos se sentisse suspensos".[70]

Para obter determinados efeitos de som de neve e gelo, o designer de som, Odin Benitez, viajou para Mammoth Mountain, Califórnia, para gravá-las em um lago congelado.[71] No entanto, o trabalho de foley (criação de sons na pós-produção de um filme) para o filme foi gravado no estúdio da Warner Bros. [72] Os artistas de Foley receberam entregas diárias de 50 libras (22,6 kg) de neve e gelo durante o seu trabalho, para ajudá-los a gravar toda a neve e gelo necessária para o filme.[33] Porque o visual do filme foi finalizado muito tarde, foram registrados cinco versões separadas de cada passo na neve (correspondente a cinco tipos diferentes de neve), então mais tarde foram selecionado durante a mixação para combinar com a neve apresentada na versão final de cada cena.[33] Uma questão que a equipe de produção foi "particular" em relação ao som, foi os passos de Elsa no palácio de gelo, o que exigiu oito tentativas, incluindo taças de vinho no gelo e facas de metais no gelo; eles acabaram usando uma mistura de três sons.[33]

Embora os vocais, música, efeitos sonoros, e quase todo o diálogo foram gravados separadamente, a mixação fez uma re-gravação final no formato Dolby Atmos realizada por Casey E. Fluhr, no Disney Digital Studio Services.[33]

Regionalização[editar | editar código-fonte]

Assim como outros produtos de mídia da Disney frequentemente regionalizados pelo Disney Character Voices International, Frozen foi traduzido e dublado em 41 idiomas (comparado com apenas 15 para O Rei Leão).[73] Um grande desafio foi encontrar mezzo sopranos capazes de acompanhar o quente tom vocal e o alcance de três oitavas de Menzel em suas linguagens nativas.[73] [74] Rick Dempsey, executivo sênior da unidade, considerou o processo de traduzir o filme como "excepcionalmente desafiador"; ele explicou: "É um difícil malabarismo obter a intenção correta das letras e também ter que igualá-la ritmicamente à música. E então você tem que voltar e a ajustar para a sincronia labial! …[Isso] requer muita paciência e precisão."[75] Lopez explicou que eles foram instruídos pela Disney a remover jogos de palavras complexos e trocadilhos de suas músicas, para assegurar que o filme fosse facilmente traduzível e tivesse letras globalmente atraentes.[76] Para o elenco das versões dubladas, Disney exigiu falantes nativos para "garantir que o filme tivesse um sentimento 'local'."[75] Eles usaram as vozes de Bell e Menzel como seus "diagramas" para o elenco, e tentaram corresponder às vozes "o tanto quanto possível," o que significa que eles ouviram aproximadamente 200 cantoras para preencher as 41 vagas para Elsa.[75] Em quase 15 dublagens, eles escalaram as partes de diálogo e canto de Elsa, dubladoras diferentes, já que nem todas as vocalistas podiam atuar e cantar ao mesmo tempo.[75] Depois de escalar todos os outros papéis para os 41 idiomas, o elenco internacional terminou incluindo mais de 900 pessoas, que deram vozes a seus papéis por aproximadamente 1 300 sessões de gravação.[77]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

Peter Del Vecho, Jennifer Lee e Chris Buck na estreia de Frozen.

Frozen foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 27 de novembro de 2013, e foi acompanhado pelo novo curta-metragem de Mickey Mouse, Hora de Viajar.[78] A estreia do filme foi no Capitan Theatre El em Hollywood, Califórnia, em 19 de novembro de 2013,[79] e teve um lançamento limitado de cinco dias lá, a partir de 22 de novembro, antes de entrar em grande circuito.[80]

Antes do lançamento do filme, as canções de Lopez e Anderson-Lopez, "Let It Go" e "In Summer", foram apresentadas na D23 Expo 2013, com Idina Menzel cantando a primeira.[81] Um teaser trailer foi lançado em 18 de junho de 2013,[82] seguido pelo lançamento do trailer oficial em 26 de setembro de 2013.[83] Frozen também foi promovido fortemente em vários parques temáticos da Disney, incluindo Disneyland, World of Color na Noruega, Epcot da Disney California Adventure e Disneyland Paris.[84] Na Disneyland e Epcot foi oferecido sessões meet-and-greet envolvendo as duas personagens principais do filme, Anna e Elsa.[85] Em 6 de novembro de 2013, a Disney Consumer Products começou a lançar uma linha de brinquedos e outras mercadorias relacionadas ao filme na Disney Store e outras lojas.[86]

Em 31 de janeiro de 2014, uma versão sing-along de Frozen foi lançada em 2 057 cinemas nos Estados Unidos. Ele apresentava letras na tela, e os espectadores foram convidados a cantar junto com as músicas do filme.[87] Depois de seu grande lançamento no Japão em 14 de março de 2014, uma versão sing-along semelhante foi lançada no país em 26 de abril em versões dubladas japonesas.[88]

Home media[editar | editar código-fonte]

Frozen foi lançado para download digital em 25 de fevereiro de 2014, no Google Play, iTunes e Amazon.[89] Posteriormente, foi lançado pela Walt Disney Studios Home Entertainment em Blu-ray e DVD em 18 de março do mesmo ano.[90] Os bônus para o lançamento em Blu-ray incluem [91] The Making of Frozen, uma produção musical de três minutos sobre como o filme foi feito,[92] "D'fosco", um olhar sobre como a Disney tentou adaptar o conto de fadas original em um filme de animação, quatro cenas deletadas com introdução pelos diretores, o curta Hora de Viajar, o teaser trailer do filme, e os videos originas de "Let It Go" de Demi Lovato, Martina Stoessel, e Marsha Milan Londoh;[93] enquanto o lançamento do DVD inclui apenas o curta Hora de Viajar, os videos musicais de "Let It Go" e o teaser trailer do filme.[91]

Em seu primeiro dia de lançamento em Blu-ray e DVD, Frozen vendeu 3,2 milhões de unidades, tornando-se um dos maiores vendedores de home media na última década, bem como o mais vendido filme infantil da Amazon.com em todos os tempos.[94] O download digital do filme também estabeleceu um recorde como o lançamento digital mais vendido de todos os tempos.[95] Frozen terminou sua primeira semana como número um em vendas de unidades nos Estados Unidos, vendendo mais de três vezes que os outros 19 títulos títulos nos gráficos combinados, de acordo com o gráfico de vendas da Nielsen.[96] O filme vendeu 3 969 270 unidades de Blu-ray (o equivalente a 79 266 322 dólares) durante sua primeira semana, que foi responsável por 50 por cento de sua abertura de vendas em home media.[96] Ele chegou ao topo das tabelas de vendas americanas de home vídeo, em seis semanas não-consecutivas, a partir de 4 de maio de 2014.[97] No Reino Unido, Frozen estreou como número um nas vendas em Blu-ray e DVD no Oficial Video Chart [98] de acordo com a Official Charts Company, mais de 500 mil cópias do filme foram comercializadas em sua abertura de dois dias (31 de março e 1º de abril de 2014).[99] Durante suas três primeiras semanas de lançamento no Reino Unido, Frozen vendeu mais de 1,45 milhões de unidades, tornando-se o maior filme de vídeo em números de vendas de 2014, até agora [100] no Reino Unido. Frozen vendeu 2 025 000 unidades de discos Blu-ray/DVD no Japão em 4 semanas, tornando-se o home vídeo mais vendido, batendo o recorde anterior de 11 semanas para A Viagem de Chihiro. Frozen também detém os recordes de maior número de unidades de vídeos caseiros vendidos no primeiro dia oficial de vendas, e na primeira semana oficial de vendas no Japão.[101]

Vídeo-games[editar | editar código-fonte]

Um jogo de vídeo intitulado Frozen: Olaf's Quest foi lançado em 19 de novembro de 2013, para Nintendo DS e Nintendo 3DS.[102] Desenvolvido pela 1st Playable Productions e publicado pela GameMill Entertainment, o jogo que tem lugar após os acontecimentos do filme. Nele, Olaf deve usar suas habilidades únicas de boneco de neve, para tentar ficar em pé numa peça ao longo de 60 níveis.[102] Anna e Elsa foram lançadas como estatuetas de brinquedo para o vídeo game Disney Infinity, lançado em 26 de novembro de 2013,[103] e ambos os brinquedos foram lançados separadamente em 11 de março de 2014.[104] Além disso, a Disney lançou três jogos para celular de intitulado Frozen: Free Fall para iOS, Android e Windows Phone. O jogo tem lugar no reino de Arendelle e segue de perto a história original do filme, em que os jogadores podem juntar-se com Anna, Elsa, Kristoff, Hans, Olaf, Pabbie e Sven para ganharem poderes individuas de cada personagem.[105] Seis mini-jogos podem ser jogado no site da Disney.[106] A Sony lançou uma edição limitada de Frozen para Playstation 4 no Japão, no momento em que o filme foi lançado no mercado de home media japonês.[107] A versão de Demi Lovato de "Let It Go" aparecerá como uma música jogável em Fantasia: Music Evolved.[108]

Processo de violação da marca[editar | editar código-fonte]

No final de dezembro de 2013, a The Walt Disney Company entrou com um processo por violação de marca registrada em um tribunal federal da Califórnia, buscando uma liminar contra a distribuição contínua do filme francês The Legend of Sarila produzido pela 10th Ave Productions e CarpeDiem Film & TV, distribuído pela Phase 4 Films, que tinha mudado seu título para Frozen Land;[109] a Disney alegou que menos de três semanas antes do lançamento do Frozen, a Phase 4 lançou The Legend of Sarila, que recebeu "receitas mínimas de bilheteria e nenhuma atenção significativa"; e depois do sucesso da animação da Disney, a Phase 4 tinha "redesenhado a obra de arte, embalagem, logotipo e outros materiais promocionais para o filme, (com intenção de enganar) imitando aqueles usados para [pela Disney] Frozen e mercadorias relacionadas".[110] Embora os títulos de filmes não podem serem registrados por lei, a Disney citou uma série de supostas semelhanças entre o logotipo de Frozen e o filme da Phase 4.[111] No final de Janeiro de 2014, as duas empresas tinham resolvido o caso; a justiça afirmou que a distribuição e promoção de The Legend of Sarila e mercadorias relacionadas devem usar seu título original e Phase 4 não deve usar marcas, logos e outros cartazes que tragam confusões ou semelhanças com a animação da Disney.[111] Phase 4 também foi obrigada a pagar para Disney 100 000 dólares antes de 27 de janeiro de 2014 e fazer "todos os esforços possíveis" para remover as cópias do Frozen Land das lojas e distribuidoras on-line antes de 3 de março de 2014.[111]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Bilheterias[editar | editar código-fonte]

Frozen arrecadou 400 738 009 dólares na América do Norte, e uma estimativa de 873 481 mil dólares em outros países, para um total mundial de 1 274 219 009 dólares.[1] É a quinta maior bilheteria, e a animação de maior bilheteria,[1] o filme de maior bilheteria em 2013,[112] a maior bilheteria da Walt Disney Pictures, e o segundo filme de maior bilheteria distribuído pela Disney.[113] O filme arrecadou 110 600 000 dólares mundialmente em sua semana de estréia.[112] Em 2 de março de 2014, no dia 101 do seu lançamento, Frozen superou a marca de um bilhão de dólares, entrando para o seleto grupo de: décimo-oitavo filme na história do cinema a alcançar a marca, o sétimo filme distribuído pela Disney, o quinto filme a não ser uma sequência,[112] o segundo filme da Disney em 2013 (depois de Homem de Ferro 3), e o primeiro filme de animação desde Toy Story 3 a alcançar um bilhão.[114]

A revista BusinessWeek informou em março de 2014 que os analistas tinham projetado o custo total do filme em algo em torno de 323 milhões de dólares a 350 milhões na produção, comercialização e distribuição, e também haviam previsto que o filme iria gerar 1,3 bilhões de dólares em receitas de vendas em ingressos nas bilheterias, downloads digitais, discos e direitos para televisão.[115]

América do Norte[editar | editar código-fonte]

Frozen se tornou no Fandagos, sistema de compras de ingresso americano, top-seller dos ingressos vendidos de antemão entre os filmes originais animados, à frente do recordista anterior Brave,[116] e se tornou o filme de animação mais vendido na história da empresa no final de janeiro de 2014.[117] A versão sing-along do filme, mais tarde, ficou no topo da lista de best-seller do Fandagos por três dias.[117] Frozen estrou na sexta-feira, 22 de novembro de 2013, exclusivamente no El Capitan Theatre de Hollywood, para um lançamento limitado de cinco dias e ganhou 342 839 dólares antes de sua abertura ampla na quarta-feira de 27 de novembro de 2013.[118] Durante o fim de semana ganhou 243 390 dólares, marcando a sétima maior abertura de uma pré-estreia.[119] No dia de seu grande lançamento, o filme arrecadou mais de 15 milhões de dólares,[120] incluindo 1,2 milhões na programação noturna de terça,[121] estabelecendo assim um novo recorde, como a maior abertura de Ação de Graças em uma quarta-feira, à frente de Tangled (11,9 milhões de dólares).[121] Foi também a segunda maior estreia de Ação de Graças na quarta-feira entre todos os filmes, atrás apenas de Catching Fire (208 000 000 dólares).[122] O filme terminou em segundo lugar no fim de semana com 67 400 mil dólares, estabelecendo um recorde de abertura nos fins de semana entre os filmes da Walt Disney Animation Studios.[122] Ele também marcou a segunda maior abertura em fim de semana a não estrear em 1º lugar.[123] O público feminino foi responsável por 57% do público total no primeiro fim de semana, enquanto as famílias representou uma proporção de 81%.[123] Entre os filmes que abriram durante a Ação de Graças, ele estabeleceu novos recordes; de três dias (67,4 milhões de dólares de sexta a domingo) [124] e de cinco dias (93 600 000 dólares de quarta a domingo).[125] Ele também é a segunda maior abertura geral no dia de Ação de Graças, atrás de Catching Fire.[126]

Durante seu segundo fim de semana de lançamento, Frozen declinou 53% e arrecadou 31,6 milhões de dólares, mas pulou para o primeiro lugar, estabelecendo um recorde para o maior fim de semana pós-Ação de Graças, à frente de Toy Story 2 (27,8 milhões de dólares).[127] Frozen tornou-se o primeiro filme desde Avatar a alcançar o primeiro lugar em seu sexto fim de semana de lançamento.[128] Ele permaneceu no top 10 na bilheteria por dezesseis fins de semana consecutivos [129] (o lançamento mais tempo em cartaz para qualquer filme desde 2002 [130] ) e se manteve no auge das bilheterias do fim de semana em sua quinta [131] até a sua décima segunda semana, em comparação com outros filmes lançados.[132] Em 25 de abril de 2014, tornou-se o 11º filme a lucrar 400 milhões de dólares na América do Norte e o 15º a fazê-lo sem um grande relançamento.[133]

Na América do Norte, Frozen é o 19º filme de maior bilheteria,[134] a terceira maior bilheteria dos filmes lançados em 2013,[135] a quarta maior bilheteria de animação,[136] a maior bilheteria de uma animação em 2013, a quinta maior de um filme em 3D,[137] e a segunda maior bilheteria de um filme da Walt Disney Animation Studios.[138] Excluindo relançamentos, tem a maior bilheteria inicial entre as animações que não são sequelas (um recorde anteriormente detido por Procurando Nemo)[139] e entre os filmes da Walt Disney Animation Studios (um recorde anteriormente detido por O Rei Leão).[140]

Mundial[editar | editar código-fonte]

Frozen é o quinto filme de maior bilheteria, o filme de animação de maior bilheteria e a maior bilheteria de 2013.[141] É a maior bilheteria de um filme animado na Coréia do Sul, Dinamarca, e Venezuela.[142] [143] [144] É também a maior bilheteria de um filme da Walt Disney Animation Studios em mais de 45 territórios,[145] incluindo a região da América Latina (especialmente no México e no Brasil), o Reino Unido, a Irlanda e, em Malta, na Rússia, Cis, Ucrânia, Noruega, Malásia, Singapura, Austrália e China.[145] [146]

O filme fez sua estréia fora da América do Norte no mesmo fim de semana do seu grande lançamento norte-americano e ganhou 16,7 milhões de dólares em dezesseis países.[123] Ele liderou as bilheterias na América do Norte durante dois fins de semana em 2014; de 10 a 12 de janeiro (27,8 milhões de dólares)[147] e de 7 a 9 de fevereiro (24 milhões de dólares).[148] Em geral, seus maiores fins de semana de abertura ocorreram na China (14,3 milhões de dólares em cinco dias),[149] na Rússia e no Cis (11,9 milhões de dólares, incluindo as prévias), onde o filme estabeleceu um recorde de abertura no fim de semana entre os filmes animados da Disney (à frente de Enrolados), e no Japão[150] (9.730 mil dólares em três dias).[151] Ele estabeleceu um recorde de abertura no fim de semana entre os filmes de animação na Suécia.[152] No total ganho, os maiores mercados do filme depois da América do Norte é o Japão (247 600 mil dólares), seguido pela Coreia do Sul (76,6 milhões de dólares) e no Reino Unido, Irlanda e Malta (65 700 mil dólares).[153] Na Coréia do Sul, Frozen é o segundo maior filme estrangeiro,[154] o maior lançamento da Disney e o primeiro filme de animação a ganhar mais de dez milhões.[154] No Japão, é o terceiro filme de maior bilheteria de todos os tempos, o segundo filme estrangeiro de maior bilheteria (atrás de Titanic) e o filme de maior bilheteria da Disney.[155] Ele liderou as bilheterias do país por dezesseis consecutivos fins de semana,[156] até ser ultrapassado por outro lançamento Disney, Malévola.[157]

Análise comercial[editar | editar código-fonte]

Ray Subers, que escreve para o Box Office Mojo, comparou o filme a Tangled de 2010, dizendo que a história, como este, não foi de "interesse imediato do público" e sua comercialização teve como objetivo os meninos (semelhante a Enrolados).[158] Observando que a temporada de férias americanas de 2013 (Ação de Graças e Natal) faltou conteúdo atraente para as famílias, Subers previu que o filme iria "se sair bem durante todo o período de Natal" e acabar arrecadando 185 milhões de dólares na América do Norte (semelhante a Detona Ralph).[158] Boxoffice.com observou o sucesso das animações anteriores da Disney lançadas durante a temporada de férias (Enrolados e Detona Ralph), mas argumentou que o elenco pode não atrair o público, devido à falta de grandes estrelas.[159] Eles especularam que o filme arrecadaria em torno de 170 000 000 dólares nas bilheterias da América do Norte.[159] Chris Agar do ScreenRant expressou uma opinião similar; ele citou uma série de recentes sucessos de bilheteria do estúdio, e pensou que Frozen fosse suprir a falta de filmes infantis no mercado, mas não esperava que superasse The Hunger Games: Catching Fire em termos de bilheteria bruta.[160]

Clayton Dillard do Slant Magazine comentou que, enquanto os trailers fez o filme parecer "fraco", as críticas positivas poderia atrair o interesse de ambos os "público-alvo" e o público adulto, e, portanto, ele acreditava que Frozen tinha uma boa chance de superar o recorde de Tangled no dia de Ação de Graças.[161] Brad Brevet do Ropeofsilicon.com descreveu a comercialização do filme como uma campanha "severamente problemática", o que poderia afetar seu desempenho nas bilheterias.[162] Depois de Frozen ter finalizado o seu primeiro fim de semana com um recorde de 93,6 milhões de dólares durante a Ação de Graças, a maioria dos observadores de bilheteria especulou que o filme iria encerra com as bilheterias entre 250 e 300 milhões de dólares na América do Norte.[163] Breitbart.com sugeriu que com "o boca-boca forte" e "grande apoio do público familiar", Frozen iria "quebrar facilmente a marca de 130 milhões na América do Norte".[164] Na época, o Box Office Mojo mudou sua suposição inicial para de uma bilheteria total de 250 milhões de dólares na América do Norte.[123] Box Office Mojo observou que o filme seria "a escolha exclusiva para o público familiar" e atribuiu a abertura de sucesso ao forte boca-a-boca e o marketing do estúdio, que destacou a conexão entre Frozen e os lançamentos bem sucedidos anteriores da Disney como Enrolados e Detona Ralph, bem como os elementos de humor.[123] Em uma entrevista realizada em início de dezembro de 2013, Dave Hollis, executivo de distribuição da Disney, elogiou os esforços dos cineastas e a equipe de marketing do estúdio: "Para uma empresa cuja fundação foi construída em cima da animação, uma abertura, como esta, é realmente grande".[165] Ele ainda comentou que o público poderia ter sido "muito tocado pela mensagem", e que Frozen se destina a um público geral, em vez de qualquer um em particular.[165]

Quando Frozen tornou-se um enorme e inesperado sucesso, Bilge Ebiri do Vulture analisou os elementos do filme e apontou oito fatores que levaram ao seu sucesso. Ele explicou que Frozen conseguiu capturar o espírito dos clássico da Disney, como Branca de Neve e os Sete Anões e Cinderela. Ele também escreveu que o filme tem em Olaf, um "doce, irreverente" personagem com humor leve, que é "uma exigência para filmes animados focados em criança", e suas canções "espirituosas, atrativas", e observou que o filme foi "revisionista" não "tendo um vilão típico"; Elsa, a pessoa que deve ser a vilã não veem a ser um vilão, mas "uma menina que está com problemas". Ela era a pessoa que "cria a maioria dos desafios para os heróis mais típicos do filme como Princesa Anna", a história de duas irmãs que foram separadas enquanto cresceram, é uma conotação da vida real que muitos telespectadores tinham com seus irmãos, e a luta de Elsa para superar a vergonha e medo de seus poderes era também relacionável com o público.[166] Por último, ele identificou vários fatores que atraíram o público feminino: duas personagens femininas fortes; uma mudança na subtrama romântica de costume, quando o tradicional "Príncipe Encantado" - Hans - acabou por ser um vilão surpresa; e o "ato de amor verdadeiro", que salvou Anna era seu próprio sacrifício para salvar Elsa.[166] Scott Davis da Forbes creditou o sucesso comercial do filme para o marketing destinado a ambos os sexos, bem como o sucesso de sua trilha sonora.[167]

O sucesso comercial de Frozen no Japão foi considerado um "fenômeno",[168] que recebeu ampla cobertura da mídia. Lançado nesse mercado como Anna and the Snow Queen,[169] o filme foi aumentando seu lucro nas suas três primeiras semanas de lançamento, e só começou a cair na quarta; enquanto outros filmes geralmente crescem na semana de abertura e declinam nas últimas.[170] Frozen recebeu um público de mais de 7 milhões de pessoas no Japão até 16 de abril,[169] e cerca de 18,7 milhões em 23 de junho.[168] Muitos telespectadores foram relatados terem visto as duas versões: original e a japonesa dublada.[171] Japan Today também relatou que a versão dublada local ficou "particularmente popular" no país.[169] Gavin J. Blair do The Hollywood Reporter comentou sobre lucros do filme no Japão: "Mesmo depois de seu 9,6 milhões de dólares (¥ 986 400 000) em três dias de abertura, um recorde para uma animação da Disney no Japão, poucos teriam previsto os números já terem acumulado".[168] O chefe de distribuição da Disney, Dave Hollis, disse em uma entrevista que "Tornou-se muito claro que os temas e as emoções de Frozen transcendem a geografia, mas o que está acontecendo no Japão é extraordinário".[172]

"O sucesso de Frozen não abre o público japonês para os filmes americanos" (como relatado pela International Business Times),[173] mas de acordo com Akira Lippit da USC School of Cinematic Arts, houve vários fatores que constituíram este fenômeno: além do fato de que filmes de animação "são lançados com grande frequência no Japão, e o nome da marca Disney, com toda a sua herança é extremamente valioso", "o maior motivo é o público principal - meninas de 13 a 17 anos".[172] Ele explicou ainda, que o público dessa faixa etária têm um papel vital na formação da cultura pop japonesa e "Frozen tem tantos elementos que recorre a eles, com a sua história de uma menina jovem, com poder e misticismo, que encontra a sua própria bondade em si mesma".[172] Ele comparou a situação atual do filme com um fenômeno semelhante que ocorreu com Titanic, em 1997, "quando milhões de meninas japonesas foram assistir Leonardo Di Caprio várias vezes", e pensou que o mesmo aconteceu com Frozen.[172] Outro motivo que contribuiu para o sucesso do filme no mercado, foi que a Disney teve um grande cuidado na escolha de "alta qualidade"[173] dos dubladores para a versão japonesa, desde nomes da música pop local, que tiveram um papel importante, particularmente com o público adolescente.[172] Orika Hiromura, líder do projeto de marketing da Disney Japão para Frozen, disse em uma entrevista para o Wall Street Journal: "Nós realmente colocamos esforços em encontrar atores que não só poderiam interpretar o papel, mas também expressar as músicas. Nós encontramos o par ideal em Takako Matsu e Sayaka Kanda, e elas, realmente acrescentaram uma nova dimensão para a narrativa".[88]

Quando perguntado sobre o sucesso fenomenal de Frozen, o diretor Chris Buck afirmou: "Nós nunca esperávamos nada parecido com isso, apenas esperávamos o filme se sair bem como Tangled. Eu queria que o público o abraçasse e gostasse dele, mas de qualquer forma, não poderíamos ter previsto isso".[174] Ele citou uma série de razões para a popularidade do filme: "há personagens que as pessoas se relacionam, as músicas são fortes e memoráveis e temos também alguns defeitos de carácter, algo que eu e a Jennifer Lee gostamos de fazer - e que, essencialmente, cria duas princesas imperfeitas".[174] Quando Frozen aproximou-se do seu primeiro aniversário de lançamento, Menzel mencionou que o filme continua com a popularidade alta em uma entrevista em outubro de 2014: ".. é uma coisa notável, geralmente você faz um projeto e tem o seu momento com ele. Mas isso, [Frozen] eu sinto como se ele continua crescendo".[175]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

Frozen estreou com críticas positivas,[176] com vários críticos comparando favoravelmente aos filmes do Renascimento da Disney, particularmente A Pequena Sereia, A Bela e a Fera, Aladdin e O Rei Leão.[177] [178] [179] [180] Alguns jornalistas consideram o sucesso do filme marcando o segundo Renascimento da Disney.[181] o filme foi elogiado por seu visual, temas, números musicais, roteiro e dublagem, especialmente os de Kristen Bell, Idina Menzel, e Josh Gad.[182] A sequência "Let It Go" foi elogiada diversas vezes; alguns críticos chamaram de uma das melhores sequências de filmes do ano.[183] [184] [185] As revisões dos críticos no Rotten Tomatoes contabiliza que 89% deles deram ao filme uma revisão positiva com base em 189 avaliações, com uma pontuação média de 7.7/10, tornando-se o filme para a família de maior público em 2013. O consenso do site diz: "Muito bem animado, inteligentemente escrito, e abastecido com músicas cativantes, Frozen acrescenta outra entrada digna ao cânone da Disney".[186] Metacritic, que determina uma avaliação normalizada em 100 a partir das opiniões dos críticos convencionais, calculou uma pontuação de 74 com base em 43 comentários, indicando "avaliações favoráveis".[187] CinemaScore deu a Frozen um "A +" em uma escla de A+ a F, com base em pesquisas realizadas durante o fim de semana de abertura.[188] Pesquisas feitas pelo Fandango entre 1.000 compradores de bilhetes revelou que 75% dos compradores tinha visto o filme pelo menos uma vez e 52% tinha visto duas vezes. Também foi apontado que 55% do público classificou "Let It Go" como sua canção favorita, enquanto "Do You Want to Build a Snowman?" e "For the First Time in Forever", com proporções de 21% e 9%, respectivamente.[117] Frozen foi nomeado o sétimo melhor filme de 2013 por Richard Corliss da Time [189] e Kyle Smith, do New York Post.[190]

Alonso Duralde do The Wrap escreveu que o filme é "o melhor musical animado desde a trágica morte do letrista Howard Ashman, cujo trabalho em A Pequena Sereia e A Bela e a Fera ajudou a construir a moderna divisão de animação do estúdio que é hoje". Ele também disse que "enquanto ele fica um pouco atrás na conclusão, o roteiro… realmente oferece personagens para se importar, junto com algumas reviravoltas bacanas e surpresas ao longo do caminho."[191] Todd McCarthy do The Hollywood Reporter observou Frozen como um verdadeiro musical e escreveu: "Você pode praticamente ver Frozen como um musical da Broadway que está destinado a tornar-se, enquanto assistia a essas princesas em 3D". McCarthy descreveu o filme como "enérgico, bem-humorado e não muito enjoativo, e o primeiro filme de Hollywood em anos ao falar de resfriamento global em vez de aquecimento, o tom melodioso atualiza o que tem sido um ano sem brilho para o grande estúdio de animação e, começando com a sua abertura na Ação de Graças, deve responder de acordo com as expectativas nas bilheterias ,como um dos blockbuster de abrangência esperada nas férias".[192] Kyle Smith, do New York Post deu ao filme 3.5 de 4 estrelas e o elogiou por ser "uma grande neve de prazer com um núcleo emocionante, brilhantes canções no estilo da Broadway e um enredo astuto. Seus primeiro e terceiro atos são melhores do que o parado meio, mas este é um raro exemplo de um filme da Walt Disney Animation Studios que é tão profundo como um filme da Pixar".[190] Scott Mendelson da Forbes escreveu, "Frozen é tanto uma declaração do renovado valor cultural da Disney e uma reafirmação do estúdio que chega a uma união com o seu próprio legado e sua própria identidade; é também um fantástico entretenimento para a família".[193]

O Los Angeles Times exaltou o talento dos dubladores do filme e as elaboradas sequências musicais, e declarou que Frozen era "um retorno bem-vindo para a grandeza da Walt Disney Animation Studios".[178] Owen Gleiberman do Entertainment Weekly deu ao filme um "B +" e rotulou como um "conto de fadas encantador que mostra como a definição do que é novo em animação pode mudar".[179] Richard Corliss do TIME afirmou que, "É muito bom ver a Disney retornando às suas raízes e florescendo de novo: a criação de entretenimento musical superior, que se baseia na tradição do Walt Disney de animação gloriosa com a veia da Broadway, está presente".[194] Richard Roeper escreveu que o filme era um "prazer absoluto do início ao fim".[195] Tanto Michael Phillips do Chicago Tribune e Stephen Holden do New York Times, elogiou os personagens do filme e as sequências musicais, e também fizeram comparações com a teatralidade encontrada em Wicked.[196] [197] Emma Dibdin do Digital Spy condecorou o filme com cinco estrelas em cinco, e o chamou de "um clássico, alegre, com uma história emocionante, humana, e ainda é tão frequentemente engraçado, surpreendente, ousado e comovente. Chegando ao seu 90º aniversário, é impossível imaginar uma celebração mais perfeita para a Disney do que está".[198] Frozen também foi elogiado na mídia norueguesa como demonstração da cultura Sami (que historicamente tem enfrentado tentativa de erradicação do estado norueguês) a um vasto público de uma boa maneira. O compositor Frode Fjellheim foi elogiado pelo presidente da Noruega, Sámi Aili Keskitalo, por suas contribuições para o filme, durante o discurso de Ano Novo do Presidente em 2014.[199]

Scott Foundas do Variety, estava menos impressionado com o filme, porém, elogiou o elenco de voz e o talento técnico: "O tátil, a paisagem coberta de neve de Arendelle, incluindo o castelo de gelo da Elsa é outra maravilha verdadeira em Frozen, reforçada pelo 3D e a decisão de fazê-lo em widescreen; um aceno para a riqueza do CinemaScope da A Bela Adormecida e A Dama e o Vagabundo".[200] The Seattle Times deu ao filme duas em quatro estrelas, afirmando que "Embora seja um filme muitas vezes lindo com fiordes geniais e esculturas de gelo no interior do castelo, o mais importante que junta tudo isso - a história - infelizmente falha".[201] Joe Williams do St. Louis Post-Dispatch também criticou a história como ponto mais fraco do filme.[202] A crítica do site do Roger Ebert, Christy Lemire, deu uma avaliação mista, na qual ela concedeu duas estrelas e meia de quatro.[203] Lemire elogiou o visual e a performance de "Let It Go", bem como as mensagens positivas que o filme trás. No entanto, ela se referiu ao filme como "cínico" e criticou-o como uma "tentativa de agitar as coisas sem sacudi-las demais".[203] Ela também notou semelhança entre Elsa e outra personagem feminina conhecida por desencadear poderes paranormais quando perturbada, Carrie.[203]

Em contraste com essas críticas mornas, a atriz Mayim Bialik, publicou uma resenha de ódio ao filme no seu blog em 17 de setembro de 2014. Ela alegou que o filme é essencialmente sobre exclusão masculina da vida feminina, mas na verdade não é realmente feminista porque ainda é impulsionado pela busca de uma mulher por um homem, enquanto as personagens femininas parecem com bonecas Bratz e nem sequer "se parecer em forma com os personagens masculinos".[204] No dia seguinte, no talk-show The View (exibido pela emissora da Disney, ABC) Rosie O'Donnell ficou indignada e respondeu a Bialik, defendendo Frozen como "o melhor filme da Disney de todos os tempos".[205]

Controvérsia de sexismo e paralelos LGBT[editar | editar código-fonte]

Alegações de sexismo ocorreram depois de uma declaração de Lino DiSalvo, diretor da animação do filme, que disse a fã Jenna Busch: "Historicamente falando, animação de personagens femininas são muito, muito difíceis, porque elas têm que passar por uma grande gama de emoções, e você tem que mantê-las bonitas".[206] No entanto, um porta-voz da Disney mais tarde disse à TIME que a citação de DiSalvo foi amplamente mal interpretada, afirmando que ele estava, "descrevendo alguns aspectos técnicos da animação em CGI e não fez nenhum comentário geral sobre a animação de mulheres versus homens ou de outros personagens".[206] Jennifer Lee também disse que as palavras imprudentes DiSalvo foram tiradas do contexto, e que ele estava falando em termos muito técnicos sobre animação CGI. "É difícil, não importa qual é o gênero. Eu me senti mal por ele", disse ela.[207] Em uma entrevista em agosto de 2014, DiSalvo explicou o que ele estava tentando dizer quando sua declaração teria sida supostamente retirada do contexto, a dificuldade de criar a atuação de qualquer tipo de personagem animado, a parte de uma série de desenhos em 2D e desenvolvê-los corretamente no modelo do personagem em 3D: "Traduzir essa gama emocional em um personagem em CGI é uma das partes mais difíceis no processo de animação masculino…feminino. Boneco de neve. Animal." Ele acrescentou: "a coisa realmente triste é que as pessoas acharam a história atrativa e a repovoaram por toda a parte. Ninguém veem me pedir explicação e infelizmente, é dessa maneira que a internet funciona. Eles não querem saber a verdade".[208]

Vários espectadores fora da indústria do cinema, como pastores evangélicos[209] [210] [211] e comentaristas,[212] argumentaram que Frozen promove a normalização da homossexualidade, enquanto outros acreditavam que a personagem principal, Elsa, representava uma imagem positiva para a juventude LGBT, e sua canção, "Let It Go", foi vista como uma metáfora para sair do armário.[213] [214] Estas interpretações foram recebidas com reações mistas do público em geral e da comunidade LGBT.[213] Quando perguntado sobre as percepções de um conotação homossexual no filme, Lee disse: "Nós sabemos o que fizemos. Mas eu também sinto que uma vez que entregamos o filme pronto, ele pertence ao mundo, por isso eu não gostaria de dizer nada e deixar que os fãs conversassem. Eu acredito que essa decisão cabe a eles".[215] Ela também mencionou que os filmes da Disney foram feitos em épocas diferentes e todos foram louvados por razões diferentes, mas um filme de 2013 teria um "contexto social de 2013".[214] [216]

Diretor Chris Buck, escritora e diretora Jennifer Lee, e produtor Peter Del Vecho, no 2014 Annie Awards

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Frozen conquistou muitos prêmios, incluindo duas vitórias durante o Oscar de 2014, nomeadamente Melhor Animação e Canção Original, sendo que este último prêmio foi entregue a "Let It Go", interpretada por Idina Menzel.[217] Além disso, recebeu o Globo de Ouro de Melhor Animação[218] , um BAFTA Award de Melhor Animação[219] , cinco Annie Awards (incluindo o de Melhor Animação)[220] e dois Critics' Choice Awards, nomeadamente Melhor Animação e Canção Original, sendo que esta última condecoração também foi entregue a "Let It Go".[221]

Impacto cultural[editar | editar código-fonte]

Cosplayers de Anna e Elsa.

Durante os seis primeiros meses de 2014, vários jornalistas observaram que Frozen era extraordinariamente querido, em comparação com a grande maioria dos filmes, entre muitas crianças nos Estados Unidos [222] [223] [224] e no Reino Unido [225] [226] , estavam assistindo Frozen tantas vezes que eles decoraram todas as músicas e cantavam o tempo todo, para a "tristeza" de seus pais, professores e colegas de classe. Terry Gross levantou um ponto similar com os compositores Lopez e Anderson-Lopez em entrevista de abril no NPR, e eles explicaram que não imaginavam o quão popular seu trabalho em Frozen se tornaria. Eles estavam apenas tentando "contar uma história que ressoasse" e "que não falhasse".[227]

Em um relatório dos 100 maiores nomes do bebê comumente usados no Reino Unido, feito pela Babycentre.co.uk no meio de 2014, Elsa ficou em 88º; foi a primeira vez que o nome havia aparecido em seu gráfico.[228] Sarah Barrett, diretora do site, explicou que, enquanto a heroína convencional do filme é chamada de Anna, "Elsa oferece um nome mais original e também um forte modelo feminino".[229] Muitos pais revelaram que suas escolhas de nome foram fortemente influenciada pelas irmãos. Anna Colina, vice-presidente da Disney UK, comentou mais tarde que "Estamos muito satisfeitos que Elsa é um nome popular para bebês e é agradável ouvir que, para muitas famílias, foram seus irmãos que escolheram", e que a luta de Elsa para superar seus medos e a força poderosa do vínculo familiar, "foram relacionáveis com muitas famílias".[229]

Franquia[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2014, Robert Iger anunciou que Frozen seria adaptado para um musical da Broadway.[230] No espaço de um único trimestre, Iger mudou de avaliar o "potencial de franquia" de Frozen, (em fevereiro de 2014)[231] para afirmar que Frozen era "provavelmente" uma das "top cinco franquias" da Disney (maio de 2014).[232] A enorme popularidade do filme resultou em uma escassez de mercadoria grave nos Estados Unidos,[233] [234] e em vários outros países industrializados, em abril de 2014,[235] [236] [237] que causou preços de revenda para a edição limitada das bonecas de Frozen e figurinos dispararem para mil dólares no eBay.[238] Quando a escassez de mercadoria foi finalmente resolvida no início de novembro de 2014 (quase um ano depois do lançamento do filme)[239] , a Disney tinha vendido mais de três milhões de trajes do filme na América do Norte.[240] Os tempos de espera para o meet-and-greet no Walt Disney World normalmente excedia as quatro horas de funcionamento, e em fevereiro de 2014 foi estendido indefinidamente o meet and greet, que foi originalmente concebido como um promoção temporária.[233] A Disney Parks depois colocou um evento temporário (Frozen Summer Fun) no Hollywood Studios da Disney,[241] em seguida, anunciou em 12 de setembro de 2014 que o passeio Maelstrom da Noruega no Epcot, seria fechado e substituído por uma atração de Frozen que iria abrir no início de 2016.[242] Em agosto de 2014, a Random House havia vendido mais de 8 milhões de livros relacionados a Frozen.[243] As atrações turísticas, incluindo Adventures by Disney, adicionou turnês a Noruega em resposta à crescente demanda durante 2014.[244]

Enquanto isso, os produtores de Once Upon a Time (série da ABC Studios que pertence a Disney) concebeu uma história crossover com Frozen para a quarta temporada da série, que foi revelada no final da terceira temporada em maio de 2014, e transmitido nos Estados Unidos em setembro de 2014.[245] Em 2 de setembro de 2014, ABC transmitiu The Story of Frozen: Making a Disney Animated Classic, um especial de uma hora para a televisão.[246] No final do especial, Lasseter anunciou que a equipe de produção irar se reunir para fazer Frozen Fever, um curta-metragem previsto para lançamento no início de 2015, juntamente com o longa-metragem de Cinderela.[247] [248] Em 4 de setembro de 2014, a Disney on Ice apresentou a estréia mundial de um show de patinação no gelo baseado no filme no Amway Center, em Orlando, Florida.[249]

Até o momento, a Disney não anunciou uma verdadeira sequela do longa-metragem. Iger afirmou em maio de 2014 que a empresa não vai "impor uma sequela" ou "força uma narrativa".[250] Em entrevista para o Telegraph, em 28 de novembro de 2014, Idina Menzel mencionou algo ambíguo, na qual a imprensa interpretou que estaria sendo produzida uma continuação de Frozen.[251] No entanto, no dia 1 de dezembro, em uma entrevista ao programa Today, Menzel negou que "Frozen 2" esteja em produção ao ser questionada sobre o assunto dizendo: "Não tenho ideia. Eu só assumi aquilo porque (o filme) foi muito bem sucedido."[252]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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