Long, Long, Long

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"Long, Long, Long"
Canção de The Beatles
do álbum The Beatles
Lançamento 22 de novembro de 1968
Gravação Abbey Road Studios
De 7 de outubro à 9 de outubro de 1968
Gênero(s) Folk psicodélico
Duração 3:03
Gravadora(s) Apple Records
Composição George Harrison
Produção George Martin
Faixas de The Beatles
Lado um
  1. "Back in the U.S.S.R."
  2. "Dear Prudence"
  3. "Glass Onion"
  4. "Ob-La-Di, Ob-La-Da"
  5. "Wild Honey Pie"
  6. "The Continuing Story of Bungalow Bill"
  7. "While My Guitar Gently Weeps"
  8. "Happiness Is a Warm Gun"

Lado dois

  1. "Martha My Dear"
  2. "I'm So Tired"
  3. "Blackbird"
  4. "Piggies"
  5. "Rocky Raccoon"
  6. "Don't Pass Me By"
  7. "Why Don't We Do It in the Road?"
  8. "I Will"
  9. "Julia"

Lado 3

  1. "Birthday"
  2. "Yer Blues"
  3. "Mother Nature's Son"
  4. "Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey"
  5. "Sexy Sadie"
  6. "Helter Skelter"
  7. "Long, Long, Long"

Lado 4

  1. "Revolution 1"
  2. "Honey Pie"
  3. "Savoy Truffle"
  4. "Cry Baby Cry"
  5. "Revolution 9"
  6. "Good Night"

"Long, Long, Long" é uma canção dos Beatles composta por George Harrison, e lançada no álbum The Beatles ou "Álbum Branco" de 1968. É uma das várias canções ambíguas de George, que pode ter sido escrito tanto para sua amada quanto para seu Deus. Harrison mais tarde afirmou que a canção era sobre Deus[carece de fontes?].

Origens da Criação[editar | editar código-fonte]

O critico Richie Unterberger, escreveu que "Long, Long, Long" é uma das canções mais serenas da ampla discografia dos Beatles. É uma canção relativamente calma especialmente comparada com a canção precedente, Helter Skelter.”

De acordo com Harrison em sua autobiografia, I Me Mine de 1980: “O ‘você’ de ‘Long, Long, Long’ é Deus. Eu posso trazer os méritos para mim exceto pelos acordes, que eu acho que tirei de ‘Sad Eyed Lady Of The Lowlands’ (do disco ‘Blonde on Blonde’ de Bob Dylan) – para mi menor, e – Esses 3 acordes e o jeito que eles fluem.”

É uma das canções mais sutis e delicadas dos Beatles, uma valsa silenciosa que chega a ser quase hipnótica, como uma canção de ninar, quebrada apenas pelo lamento de Harrison em “many tears I was wasting.”

Letra[editar | editar código-fonte]

A canção pode ser confundida como uma canção feita para uma amada, mas na verdade é Harrison descobrindo a comunhão com Deus. Na letra ele mostra toda sua devoção dizendo “Que se passou um longo tempo, e se pergunta como ele pode ter perdido (Deus) quando ele O amou tanto."

Depois ele diz que se sente feliz em ter achado e no momento épico da canção ele se lamente cantando “Que muitas lágrimas ele procurou e muitas lágrimas ele desperdiçou mas agora ele consegue ver Deus e se pergunta como pôde ter substituído.”

Gravação[editar | editar código-fonte]

Com o título de trabalho “It's Been A Long Long Long Time,” foi iniciado em 7 de outubro de 1968 no Abbey Road Studios. Apenas John Lennon não participou da canção e foram feitos 67 takes com Harrison no violão e vocais, McCartney tocando um órgão Hammond e Starr na bateria.

O final da canção foi fruto de um acidente que o co-produtor Chris Thomas mais tarde comentou: “Há um som ao final que consistiu em uma garrafa de Blue Nun escorregando do topo do amplificador do órgão. Apenas aconteceu. Quando Paul atingia certas notas do órgão, a garrafa vibrava. Achamos aquilo tão bom que colocamos os microfones para cima e fizemos de novo. Os Beatles sempre tiravam vantagens dos acidentes.”

Ringo Starr gravou o frenético som de bateria e Harrison o sussurro fantasmagórico para compor o efeito final. A canção termina com um brutal Sol em 11° menor executado na Gibson J-200 de Harrison.

As gravações continuaram no dia seguinte, 8 de outubro, com violões, vocal e baixo adicional. As gravações foram completadas em 9 de outubro com os vocais de apoio de McCartney e o piano executado por Chris Thomas.

Os músicos[editar | editar código-fonte]

Curiosidades e referências[editar | editar código-fonte]

  • Em 2004 esta canção foi sampleada no controverso "The Grey Album" na faixa de abertura.
  • A canção era variavelmente executada por Elliott Smith durante suas apresentações ao vivo. Foi a última canção executada no seu último show antes de sua morte em 2003.