O Último Imperador

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The Last Emperor
O Último Imperador (PT/BR)
Reino Unido - Itália - França - República Popular da China
1987 • cor • 165 min 
Direção Bernardo Bertolucci
Roteiro Mark Peploe / Bernardo Bertolucci
Elenco John Lone
Joan Chen
Peter O'Toole
Ryuichi Sakamoto
Género drama biográfico / épico
Idioma inglês / mandarim / japonês
Página no IMDb (em inglês)

O Último Imperador (em inglês: The Last Emperor), é um filme co-produzido pelo Reino Unido, Itália, França e China de 1987, do gênero drama biográfico e dirigido por Bernardo Bertolucci.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O filme conta a história da vida de Aisin-Gioro Puyi, o último imperador da China Imperial. Com a vitória comunista em 1949 Puyi é entregue para a China – havia sido capturado por tropas soviéticas em 1945, considerado criminoso de guerra, ficara preso em um gulag até essa data. Através de flashes, o último imperador recorda a sua infância, foi proclamado imperador muito precoce, e como teve de viver isolado na Cidade Proibida – palácio imperial chinês localizado no meio de Pequim – com a restauração da república em 1911. Após, ele recorda como tornara-se um imperador fantoche em Manchukuo (1932 – 1945), então, sob o domínio japonês, razão pela qual é julgado pelo tribunal de Crimes de Guerra de Tóquio em 1946. Puyi vive, então, a partir de 1949, em um presídio para reeducação na China até 1959, ano no qual passa a ter uma vida comum em Pequim trabalhando como jardineiro no jardim botânico da cidade. Posteriormente atuou como bibliotecário da "Conferência Consultiva Política do Povo Chinês". A partir de 1964, tornou-se membro dessa instituição. Escreveu uma autobiografia A primeira metade de minha vida, traduzido em inglês como From Emperor to Citizen. Casado várias vezes (com duas imperatrizes e três concubinas), morreu em 1967 de um câncer renal, sem deixar descendentes.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

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Óscar 1988 (EUA)

Prêmio Eddie 1988 (American Cinema Editors, EUA)

  • Venceu na categoria de filme melhor editado.

Globo de Ouro 1988 (EUA)

  • Venceu nas categorias de melhor filme - drama, melhor diretor, melhor roteiro e melhor trilha sonora.
  • Indicado na categoria de melhor ator - drama (John Lone).

Academia Japonesa de Cinema 1989 (Japão)

  • Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.

BAFTA 1989 (Reino Unido)

  • Venceu nas categorias de melhor filme, melhor figurino e melhor maquiagem.
  • Indicado nas categorias de melhor diretor, melhor ator coadjuvante (Peter O'Toole), melhor fotografia, melhor edição, melhor desenho de produção, melhor trilha sonora, melhor som e melhores efeitos especiais.

Prêmio César 1988 (França)

Prêmio David di Donatello 1988 (Itália)

  • Venceu nas categorias de melhor fotografia, melhor figurino, melhor diretor, melhor edição, melhor produção, melhor cenografia, melhor roteiro e melhor ator coadjuvante (Peter O'Toole).

Grammy 1989 (EUA)

  • Venceu na categoria de melhor álbum instrumental composto para o cinema.

Prêmio NYFCC 1987 (New York Film Critics Circle Awards, EUA)

  • Venceu na categoria de melhor fotografia.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Quando lançado pela primeira vez, o filme possuía 160 minutos; a versão estendida atualmente disponível em DVD possui 218 minutos.

O filme foi escrito por Mark Peploe e Bernardo Bertolucci, e foi considerado um retrato plausível da vida de Aisin-Gioro Pu Yi.

Este foi o primeiro longa-metragem a ter autorização do governo da República Popular da China para filmar na Cidade Proibida.

O filme ganhou o prêmio Oscar em todas as nove categorias em que foi indicado.

19 mil extras foram utilizados no decorrer das filmagens.

Ruocheng Ying, que fez o papel de governador, era, por ocasião das filmagens, o vice-presidente do departamento de Cultura da República Popular da China.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]