Marilyn Monroe

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Marilyn Monroe
Marilyn Monroe in Korea
Nome completo Norma Jeane Mortenson[1] [2] [3]
Outros nomes Norma Jeane Baker
Norma Jeane Dougherty
Norma Jeane DiMaggio
Marilyn Monroe Miller
Nascimento 1 de Junho de 1926
Los Angeles, Califórnia
Nacionalidade Estados Unidos norte-americana
Morte 5 de Agosto de 1962
Los Angeles, Califórnia
Ocupação Atriz
Cônjuge James Dougherty (1942 – 1946)
Joe DiMaggio (1954 – 1954)
Arthur Miller (1956 – 1961)
Assinatura Marilyn Monroe Signature.svg
Prêmios Globo de Ouro
Melhor Atriz - Comédia ou Músical
1959 - Some Like It Hot
Melhor Atriz Feminina - Músical
1953 - Gentlemen Prefer Blondes
Atriz Favorita
1953/1962 - Ela mesma
Outros prêmios
David di Donatello
1958 - The Prince and the Showgirl

Marilyn Monroe[4] , nascida Norma Jeane Mortenson[5] (Los Angeles, 1 de junho de 1926Los Angeles, 5 de agosto de 1962)[6] , foi uma atriz, cantora e modelo norte-americana.[7] [8]

Depois de passar boa parte de sua infância morando em lares adotivos, Monroe começou uma carreira como modelo, o que a rendeu um contrato no cinema em 1946, com a 20th Century-Fox. Suas aparições nos seus primeiros filmes eram pequenas, mas suas interpretações em The Asphalt Jungle, All About Eve e sendo a primeira mulher a posar para a Playboy, chamou a atenção do público. Em 1952, ela teve seu primeiro papel principal em Don't Bother to Knock[9] que prosseguiu com o papel principal em Niagara, um filme melodramático que habitava seu poder de sedução. Sua personalidade cômica como "loira burra" foi usada para filmes posteriores como Gentlemen Prefer Blondes (1953), How to Marry a Millionaire (1953) e The Seven Year Itch (1955). Monroe estudou na Actors Studio para ampliar seu alcance na atuação para seu próximo filme dramático, Bus Stop (1956), que foi aclamado pela crítica e recebeu uma indicação ao Globo de Ouro. Sua produtora, "Marilyn Monroe Productions", lançou The Prince and the Showgirl (1957), pelo qual recebeu uma indicação ao BAFTA e ganhou o prêmio italiano David di Donatello. Ela recebeu um Globo de Ouro por sua interpretação em Some Like It Hot (1958). O último filme concluído de Monroe foi The Misfits (1961), onde ela estrelava ao lado de Clark Gable, enquanto que o roteiro ficou por conta de seu então marido, Arthur Miller.[10]

As circunstâncias de sua morte foi de uma overdose de barbitúricos, e têm sido objeto de especulação. Embora oficialmente classificado como um "provável suicídio", a possibilidade de uma overdose acidental, bem como de homicídio, não foram descartadas. Em 1999, Monroe foi classificada como a sexta maior estrela feminina de todos os tempos pela American Film Institute. Nas décadas seguintes a sua morte, ela tem sido frequentemente citada tanto como um ícone pop e cultural, bem como o símbolo sexual por excelência americana.[11] [12] Em 2009, um canal americano a nomeou na 1ª posição das mulheres mais sexy de todos os tempos.[13]

Família e infância[editar | editar código-fonte]

Certidão de nascimento de Marilyn Monroe, nascida Norma Jeane Mortenson em 1926.

Marilyn Monroe nasceu em 1 de junho de 1926, em Los Angeles, como Norma Jeane Mortenson (logo depois mudou para Baker),[14] sendo a terceira filha de Gladys Pearl Baker (27 de maio de 1902 - 11 de março de 1984).[15] Na certidão de Monroe, mostra que seu pai é Edward Mortensen, porém é desconhecida essa afirmação.[16] O sobrenome Mortenson é listado como seu sobrenome na certidão de nascimento, embora Gladys imediatamente tivesse mudado seu nome para Baker, o sobrenome de seu primeiro marido e que ela ainda usava. O sobrenome "Martin" foi grafado na certidão de nascimento que leva a mais uma confusão sobre quem é seu verdadeiro pai. Gladys Baker tinha casado com Martin E. Mortensen em 1924, mas eles haviam se separado antes da gravidez de Gladys.[17] Vários dos biógrafos de Marilyn Monroe sugerem que Gladys Baker usou seu nome para evitar o estigma da ilegitimidade.[18] Mortensen morreu com 85 anos de idade, nisso a certidão de nascimento de Monroe, em conjunto com o casamento de seus pais e documentos de divórcio, foram descobertos. Os documentos mostram que Mortensen entrou com pedido de divórcio de Gladys em 5 de março de 1927, e foi finalizado em 15 de outubro de 1928.[19] [20] Ao longo de sua vida, Marilyn Monroe negou que Mortensen era seu pai. Ela disse que, quando ela era uma criança, a sua mãe mostrava uma fotografia de um homem, o identificando como seu pai, Charles Stanley Gifford. Ela também se lembrou de que ele tinha um bigode fino e um pouco se assemelhava ao ator Clark Gable, e que ela brincava fingindo que Gable era seu pai.[21]

A mentalidade de Gladys era incapaz de cuidar da jovem Norma Jeane, então ela a colocou com pais adotivos, Albert e Ida Bolender de Hawthorne, Califórnia, onde viveu até seus sete anos. Um dia, Gladys a visitou e exigiu que os Bolenders devolvessem Norma Jeane para ela.[22] Ida se recusou, e sabia que Gladys tinha problemas mentais e que a situação não iria beneficiar sua filha. Em 1933, Gladys comprou uma casa e trouxe Norma Jeane para viver com ela.[23] [24] Alguns meses mais tarde, Gladys começou uma série de problemas mentais que atormentam Monroe pelo resto de sua vida.[25] Ela disse que se lembra da sua mãe "gritando e rindo como uma louca", até que a colocou em um manicômio em Norwalk.[26]

Norma Jeane foi declarada sob a guarda do estado. A melhor amiga de Gladys, Grace McKee, tornou-se sua guardiã.[27] Foi Grace que disse que Norma iria se tornar uma estrela de cinema no futuro. Grace foi cativada por Jean Harlow, e deixava Norma Jeane usar maquiagem e levava-a para o cabeleireiro para deixar seu cabelo enrolado. Elas iam ao cinema juntas, formando o fascínio de Norma Jeane com o cinema e as estrelas na tela.[28] Quando Norma Jeane fez 9 anos, McKee se casou com ​​Ervin Silliman "Doc" Goddard, em 1935, e, posteriormente, Gladys lutava pela guarda de sua filha a deixando no orfanato.[29] Em 1937, Monroe voltou para a casa de Grace e Doc Goddard, juntando-se à filha de Doc de um casamento anterior.[30] Devido às tentativas frequentes de Doc atacar sexualmente Norma Jeane, sua estadia na casa não durou muito tempo.[10]

Grace levou Monroe para viver com sua tia-avó, Olive Brunings, em Compton, Califórnia. Esta moradia foi também por um breve período, na qual terminou com uma agressão sexual de um dos filhos de Olive.[31] Biógrafos e psicólogos disseram que esses abusos sexuais levariam problemas futuros para Norma,[32] como hipersexualidade,[33] perturbações do sono e distúrbios em relações interpessoais.[34] No início de 1938, Grace mandou-a para viver com uma outra tia, Ana Lower, que viveu na área de Van Nuys da cidade de Los Angeles.[35] Anos mais tarde, ela iria refletir com carinho sobre o tempo que ela passou com Lower, a quem ela carinhosamente chamava de "tia Ana".[36] Ela explicou que com Lower foi uma das poucas vezes em sua vida que ela se sentiu verdadeiramente feliz na sua infância.[37] Como ela envelheceu, Lower teve problemas graves de saúde.[38]

Em 1942, Monroe voltou para casa de Grace e Doc Goddard.[10] Enquanto frequentava a Van Nuys High School, ela conheceu o filho de um vizinho, James Dougherty (mais conhecido simplesmente como "Jim"), e começou um relacionamento com ele. Alguns meses mais tarde, Grace e Doc Goddard se mudou para Virgínia, onde Doc tinha recebido uma oferta lucrativa de emprego.[39] Embora nunca foi explicado por que eles decidiram não levar Monroe com eles.[40] Grace se aproximou da mãe de Dougherty e sugeriu que Jim se casa-se com ela para que ela não tenha que voltar para um orfanato.[41] [42] [43] No começo, Jim não aceitou a proposta, mas finalmente cedeu e se casou com ela em uma cerimônia organizada por Ana Lower. Durante este período, Monroe brevemente foi apoiada pela sua família como uma dona de casa.[44] Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, Dougherty alistou-se na Marinha. Com medo de que ele poderia não voltar vivo, Monroe pediu-lhe para que ele a engravidasse antes de sair.[41] [45] Dougherty discordou, dizendo que ela era muito jovem para ter um bebê, mas ele prometeu que iria pensar sobre o assunto quando ele voltasse para casa. Posteriormente, Monroe foi morar com a mãe de Dougherty.[46]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Os primeiros trabalhos: 1945-1947[editar | editar código-fonte]

Sra. Norma Jeane Dougherty, Yank Magazine, em 1945.

Após a partida de Jimmy para a guerra, Norma Jeane começou a trabalhar na fábrica Radioplane OQ-2, em Burbank, na Califórnia.[47] Alguns meses depois, o fotógrafo Davis Conover a viu enquanto tirava fotos de mulheres que ajudavam no armamento da guerra, para a revista Yank. Ele não acreditou na sua sorte, pois ela era um "sonho" para qualquer fotógrafo.[48] Norma Jeane posou para uma seção de fotos e ele começou a lhe enviar propostas para trabalhar como modelo.[49] As lentes adoravam Norma Jeane, e em dois anos ela tornou-se uma modelo respeitável e estampou seu rosto em várias capas de revistas. Ela começou a estudar o trabalho das lendárias atrizes Jean Harlow e Lana Turner, e inscreveu-se em aulas de teatro, sonhando com o estrelato.[50] Porém, o marido Jim retornou em 1946, o que significou que Norma Jeane tinha que fazer outra escolha, dessa vez entre seu casamento e sua carreira.[51]

Norma Jeane e Jim divorciaram-se em junho de 1946, pois ele não aceitava que ela se tornasse uma atriz.[52] Norma assinou seu divórcio antes mesmo de assinar seu primeiro contrato na vida, dessa vez foi contratada oficialmente pela 20th Century Fox em 26 de agosto de 1946, com um salário de 125 dólares por semana.[53] Pouco tempo depois, tingiu seu cabelo de loiro claríssimo e mudou seu nome artisticamente para "Marilyn Monroe", Monroe era o sobrenome da sua avó materna e Marilyn o nome mais chique da época. Apesar da escolha de seu nome, Monroe disse o seguinte:

Cquote1.svg "Nunca gostei do nome Marilyn. Frequentemente desejei que devia ter permanecido com o nome Jean Monroe. Mas suponho que agora está tarde demais para mudar.[54] Cquote2.svg

Durante seus primeiros meses na 20th Century Fox, Monroe não tinha papéis para falar em algum filme, mas, ao lado de outros atores novos contratados, teve aulas de dança e canto, entre outros.[55] Ela apareceu como figurante em alguns filmes, mas não existe lista exata, alguns cinéfilos afirmam que ela aparece nas comédias musicais The Shocking Miss Pilgrim, You Were Meant for Me, e Western Green Grass of Wyoming, mas não são confirmados.[56] Ela interpretou Betty, em uma parte do filme Scudda Hoo! Scudda Hay! vestida com um avental e descendo a escada de uma igreja, ela diz: "Oi, Rad" para o personagem principal, interpretado por June Haver, que responde: "Oi, Betty.".[57] Esse foi o único diálogo de Monroe no filme.[58]

Apesar de Marilyn ter começado a carreira em alguns pequenos filmes, a sua habilidade para a comédia, sua sensualidade e a sua presença em eventos a levaram a conquistar papéis em filmes de grande sucesso, tornando-a numa das mais populares estrelas de cinema da década de 1950.[59] Ela tinha 1,67 metros de altura, 94  centímetros de busto, 61 cm de cintura e 89 cm de quadril. Apesar de sua beleza deslumbrante, suas curvas e lábios carnudos, Marilyn era mais do que um símbolo sexual da década de 50.[60] Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram querida no mundo inteiro.[60] Ao mesmo tempo que era uma menina frágil e inocente, era uma mulher dominante e irresistivelmente sedutora.[56]

Descoberta no cinema: 1948-1951[editar | editar código-fonte]

Marilyn em 1948-1949

Em 1947, Monroe havia sido liberada de seu contrato com a 20th Century Fox. Ela, então, encontrou-se com o fotógrafo de pin-up Bruno Bernard, que a fotografou no "Racquet Club" de Palm Springs.[61] E foi no Racquet Club, onde reconheceram o seu talento.[62] Em 1948, Monroe assinou um contrato de seis meses com a Columbia Pictures, e foi introduzida para o grupo de treinamento dramático de Natasha Lytess. Monroe logo foi escalada para um papel importante no filme musical Ladies of the Chorus (1948).[63] Monroe foi capitalizada como um dos pontos positivos do filme,[64] levando o filme a ter um sucesso moderado.[65]

Após o lançamento de Ladies of the Chorus, lançado pela Columbia, Monroe teve que lutar para encontrar trabalho. Ela particularmente queria trabalho no cinema, e enquanto as ofertas não vinham, ela voltou para seus trabalhos como modelo.[66] Em 1949, ela chamou a atenção do fotógrafo Tom Kelley, que a convenceu a posar nua.[67] Monroe foi colocada em uma tela em volta a uma seda vermelha e posou para fotos incontáveis.[68] Ela recebeu US$50 e assinou o formulário de autorização de modelo como "Mona Monroe".[69] Esta foi a única vez em que Monroe foi paga posando nua.[70] [71] [72]

Em The Asphalt Jungle (1950).

Logo depois, ela teve um pequeno papel no filme Love Happy (1949).[73] Monroe impressionou tanto os produtores, que a enviaram para Nova York para ser destaque na campanha promocional do filme.[74] Enquanto na Costa Leste, ela e Andre de Dienes, um dos primeiros fotógrafos de Norma Jeane, tirou uma famosa série de pin-up dela em Long Island, em Oyster Bay, Nova York.[75]

Depois de assinar com Johnny Hyde, Monroe teve papéis breves em três filmes, A Ticket to Tomahawk, Right Cross e The Fireball, os quais foram lançados em 1950 e não trouxe a atenção para sua carreira.[76] Hyde logo depois arranjou para ela fazer um teste para John Huston, que a colocou em um filme de drama, The Asphalt Jungle, onde ela interpretava a amante de um criminoso.[77] Sua interpretação trouxe opiniões fortes, e foi visto pelo escritor e diretor Joseph Mankiewicz.[78] Ele aceitou a sugestão de Hyde para lançar Monroe em um pequeno papel cômico em All About Eve como Miss Caswell, uma aspirante a atriz, descrita por um outro personagem, interpretado por George Sanders, como um estudante de "A Escola de Arte Dramática de Copacabana".[79] Mankiewicz comentou mais tarde que tinha visto uma inocência nela que ele achou atraente, e que tinha confirmado sua crença em sua adequação para o papel. Depois do sucesso de Marilyn Monroe nesses papéis, Hyde negociou um contrato de sete anos para ela com a 20th Century Fox, pouco antes de sua morte, em Dezembro de 1950.[80]

Em 1951, Monroe foi matriculada na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, onde estudou literatura e apreciação de arte. Durante este tempo, Monroe teve pequenos papéis em quatro filmes, Home Town Story com Jeffrey Lynn e Alan Hale Jr.[81] e três comédias As Young as You Feel com Monty Woolley e Thelma Ritter; Love Nest com June Haver e William Lundigan; e Let's Make It Legal com Claudette Colbert e Macdonald Carey, todos os quais foram filmados em um orçamento moderado e só se tornou suavemente bem sucedido.[82] Em março de 1951, ela apareceu como uma apresentadora na 23.ª cerimônia do Óscar.[83] Em 1952, Monroe apareceu na capa da revista "Look" vestindo um suéter Georgia.[84] No início de 1950, sem sucesso, Monroe fez o teste para o papel de Daisy Mae, em uma proposta de série de televisão baseado em quadrinhos de Al Capp, mas o esforço não se concretizou.[85]

Filmes principais: 1952-1955[editar | editar código-fonte]

Marilyn e Marlene Dietrich.

Em março de 1952, Monroe enfrentou um escândalo quando uma de suas fotos nuas de sua sessão de 1949, com o fotógrafo Tom Kelley foi destaque em um calendário.[86] A imprensa especulou sobre a identidade da modelo anônima e comentou que ela se assemelhava a Monroe. Como o estúdio discutia como lidar com o problema,[87] Monroe sugeriu que deveria simplesmente admitir ter posado para a fotografia, mas enfatizando que havia feito isso só porque não tinha dinheiro para pagar o aluguel.[88] Ela deu uma entrevista em que se discutia as circunstâncias que a levaram a posar para as fotografias,[89] o resultado das fotos provocou um grau de simpatia por sua situação como uma atriz.[90]

Ela fez sua primeira aparição na capa da revista Life, em abril de 1952, onde foi descrito como "O Talk of Hollywood".[91] No ano seguinte, ela foi fotografada pelo famoso fotógrafo da revista Life Alfred Eisenstaedt, considerado "o pai do fotojornalismo".[92] [93] Ele fotografou Monroe no pátio de sua casa em Hollywood. Muitas das imagens foram reproduzidas em váris publicações posteiores e pela revista Life.[94] Monroe estava satisfeita com suas imagens, mais tarde, dizendo-lhe: "Você fez do meu pátio, um palácio."[95]

Na capa para a edição de maio de 1952, Monroe aparecia com um sorrido saudável e ao lado uma legenda, na qual ela retratou a sua história,[96] [97] dizendo o seguinte:

"Eu pareço feliz? Você quer que eu seja? Bom, porque na minha infância ninguém queria. Eu era uma garota solitária com um sonho que despertou e agora estou o tornando realidade. Eu sou Marilyn Monroe. Leia a minha história de Cinderela[98]
Monroe como Keith Andes em Clash by Night (1952)
Monroe como Keith Andes em Clash by Night (1952)

Foi também durante esse período que ela começou a namorar o jogador de beisebol Joe DiMaggio.[99] Uma fotografia de DiMaggio visitando Monroe no estúdio 20th Century Fox foi impresso em jornais de todo os Estados Unidos, e os relatos de um romance entre eles, desenvolveu mais interesse em Monroe.[100]

Quatro filmes de Monroe foram lançados no início de 1952.[101] Ela tinha sido emprestada a RKO Studios para aparecer em um papel de apoio em Clash by Night, um filme de drama de Barbara Stanwyck, dirigido por Fritz Lang.[102] Lançado em junho de 1952, o filme foi popular com o público, com muito de seu sucesso creditado a curiosidade sobre Monroe, que recebeu críticas geralmente favoráveis ​​dos críticos.[103]

Marilyn como Rose em Niagara.

Este foi seguido por dois filmes lançados em Julho, a comédia We're Not Married!, e o drama Don't Bother to Knock.[104] We're Not Married! caracteriza Monroe como uma concorrente de um concurso de beleza. Variety descreveu o filme como "leve".[94] Seu usuário comentou que Monroe foi destaque ao máximo em um maiô, e que algumas de suas cenas sugeriu um grau de exploração. Em Don't Bother to Knock, ela interpretou o papel de protagonista de uma babá que ameaça atacar a criança sob seus cuidados.[105] O melodrama foi mal revisado, embora Monroe comentou que continha um pouco de sua forte atuação dramática.[94] Monkey Business, uma comédia de sucesso dirigido por Howard Hawks, sendo estrelado por Cary Grant e Ginger Rogers, foi lançado em setembro e foi o primeiro filme em que Monroe apareceu com o cabelo loiro platinado.[106] Em O. Henry's Full House para a 20th Century Fox, lançado em agosto de 1952, Monroe teve uma cena de um minuto com Charles Laughton, mas ela recebeu faturamento superior ao lado dele e de outro filme com grandes estrelas como Anne Baxter, Granger Farley, Jean Peters e Richard Widmark.[107]

Darryl F. Zanuck considerou que o potencial de Monroe no filme valeu a pena desenvolver e lança-la em Niagara, como uma mulher fatal com conspirações para assassinar seu marido, interpretado por Joseph Cotten.[108] Durante as filmagens, a maquiadora de Monroe, Whitey Snyder, notou seu medo do palco (que acabaria por marcar o seu comportamento nos sets de filmagem ao longo de sua carreira), o diretor atribuiu-lhe para passar horas gentilmente persuadindo e confortando Monroe, enquanto se preparava para filmar suas cenas.[109]

Interpretando "Diamonds Are a Girl's Best Friend" no musical, Gentlemen Prefer Blondes (1953)
Monroe e Jane Russell colocando suas assinaturas e suas mãos no Grauman's Chinese Theatre em 26 de Junho de 1953
Monroe e Jane Russell colocando suas assinaturas e suas mãos no Grauman's Chinese Theatre em 26 de Junho de 1953
Mãos e assinatura de Monroe e Russell, fotografada 58 anos depois.
Mãos e assinatura de Monroe e Russell, fotografada 58 anos depois.

Os comentários do filme habitou em sua sexualidade, embora salientando que sua atuação era imperfeita.[110] Grande parte do comentário crítico após o lançamento do filme focado no desempenho abertamente sexual de Monroe, e uma cena que mostra Monroe (de costas) fazendo uma longa caminhada em direção a Niagara Falls, recebeu nota frequente nas revisões.[111] Depois de ver o filme, Constance Bennett supostamente brincou "Há um futuro bem largo atrás dela".[112] Embora o filme tenha sido um sucesso, e o desempenho positivo de Monroe, sua conduta em evento promocionais teve comentários negativos. Sua aparição no jantar de premiação Photoplay, foi criticado, pois ela usava um vestido muito curto.[113] Joan Crawford discutiu a "vulgaridade" de Monroe e descreveu seu comportamento como "inconveniente como uma atriz e uma mulher"[114] Monroe já havia recebido críticas por usar vestidos curtos e com decotes.[115] Uma fotografia deste evento foi usada na capa da primeira edição da Playboy em dezembro de 1953, com uma fotografia nua de Monroe tirada em 1949, no interior da revista.[116]

Monroe substituíu Betty Grable no filme musical de Gentlemen Prefer Blondes (1953), estrelando ao lado de Jane Russell e dirigido por Howard Hawks. Seu papel como Lorelei Lee, uma dançarina, exigia que ela atuasse, cantasse e dançasse.[117] As duas estrelas se tornaram amigas, com Russell descrevendo Monroe como "muito tímida, muito doce e muito mais inteligentes do que as pessoas pensam sobre ela".[118] Mais tarde, ela lembrou que Monroe mostrou uma grande dedicação durante a rotina de ensaio de dança todas as noite, porém algumas vezes ela chegava atrasada.[119] Percebendo que Monroe permaneceu em seu camarim devido ao medo do palco, e que os diretores estavam ficando impaciente com a demora, Russell começou a acompanhá-la ao conjunto.[120]

Na estreia em Los Angeles do filme, Monroe e Russell pressionaram suas mãos e assinaturas no Grauman's Chinese Theatre. Monroe recebeu críticas positivas e o filme arrecadou mais que o dobro dos custos de produção.[121] Sua interpretação de "Diamonds Are a Girl's Best Friend" tornou-se um sucesso durante os anos seguintes, sendo cantada e fazendo referências a cantoras como Madonna, Beyoncé e Christina Aguilera.[122] Gentlemen Prefer Blondes também marcou um dos primeiros filmes em que William Travilla vestiu Monroe. Travilla vestiu Monroe em oito de seus filmes, incluindo Bus Stop, Don't Bother to Knock, How to Marry a Millionaire, River of No Return, There's No Business Like Show Business, Monkey Business, e The Seven Year Itch.[123] How to Marry a Millionaire era uma comédia sobre três modelos tramando para atrair maridos ricos. O filme uniu Monroe com Betty Grable (que ela substituiu em Gentlemen Prefer Blondes) e Lauren Bacall, foi dirigido por Jean Negulesco.[124]

Os filmes de Marilyn Monroe deste período estabeleceu um título cômico de "loira burra", e contribuiu para sua popularidade. Em 1953 e 1954, ela foi listada no relatório anual "Quigley Poll of the Top Ten Money Making Stars",[125] que foi compilada a partir dos votos de expositores de cinema em todo os Estados Unidos, para as estrelas que geraram a maior receita em seus teatros sobre o ano anterior.[126]

Cquote1.svg "Eu quero crescer, desenvolver e reproduzir grandes peças dramáticas. Minha treinadora dramática, Natasha Lytess, diz a todos que tenho uma grande alma, mas até agora ninguém está interessado nisso."[127] Cquote2.svg
Monroe para o New York Times.

Sucesso internacional: 1954-1957[editar | editar código-fonte]

Marilyn Monroe posando para soldados americanos na Coreia.

Monroe e Joe DiMaggio casaram em San Francisco, em 14 de janeiro de 1954, e viajaram para o Japão logo depois, a combinação de uma lua de mel com uma viagem de negócios previamente agendadas por DiMaggio.[128] DiMaggio disse a um repórter: "O casamento é minha carreira principal a partir de agora".[129] Em seguida, Monroe viajou sozinha para a Coreia, onde ela se apresentou para 13 mil fuzileiros navais americanos ao longo de três dias no período. Mais tarde, ela comentou que a experiência a ajudou a superar o medo de apresentar na frente de grandes multidões.[130]

Retornando a Hollywood, em março de 1954, Monroe estabeleceu seu desacordo com a 20th Century Fox e apareceu no musical There's No Business Like Show Business.[131] O filme não conseguiu recuperar seus custos de produção e foi mal recebido.[132] Ela tinha feito com relutância, na garantia de que a ela seria dado o papel principal na adaptação cinematográfica da Broadway, em The Seven Year Itch.[133]

Monroe ganhou um de seus papéis em filmes mais notáveis ​​como The Seven Year Itch. Em setembro de 1954, ela gravou uma cena em que sua saia era assoprada em Lexington Avenue na Rua 52, em Nova York.[134] Nele, ela está acompanhada de Tom Ewell, enquanto o ar a partir de uma grade de metrô sopra sua saia. Uma grande multidão assistiu a cena, e o diretor Billy Wilder ordenou que a cena fosse filmada novamente diversas vezes. Joe DiMaggio recebeu um relato do que acontecia no filme e ficou enfurecido com o espetáculo.[135] Depois de uma briga, testemunhado pelo jornalista Walter Winchell, o casal voltou para a Califórnia, onde eles evitaram a imprensa por duas semanas, até Monroe anunciou que eles haviam se separado.[136] Seu divórcio foi concedido em novembro de 1954.[137] A filmagem foi concluída em 1955. The Seven Year Itch foi lançado e se tornou um sucesso, ganhando cerca de US$8 milhões.[138] Monroe recebeu críticas positivas por sua atuação e foi em uma posição forte para negociar com a 20th Century Fox.[138] Na véspera do Ano Novo de 1955,[139] ela assinou um novo contrato que exigia que ela fizesse quatro filmes ao longo de um período de sete anos. Além de ser capaz de trabalhar para outros estúdios, Monroe tinha o direito de rejeitar qualquer roteiro, diretor ou cineasta que ela não aprova.[140] [141]

Um ícone na cultura popular.
Um ícone na cultura popular.

Milton Greene conheceu Monroe 1953, quando ele foi contratado para fotografá-la para a revista Look. Enquanto muitos fotógrafos tentaram enfatizar sua imagem sexy, Greene apresentou o seu mais modesto em poses, e ela ficou satisfeita com o seu trabalho.[142] Com uma amizade desenvolvida entre eles, ela confidenciou a ele sua frustração com o seu contrato com a 20th Century Fox e os papéis que ela foi oferecida.[143] Seu salário para Gentlemen Prefer Blondes foi de US$ 18.000, enquanto de Jane Russell foi pago mais de US$ 100.000.[144] Greene concordou que ela poderia ganhar mais se romper com a 20th Century Fox. Ele desistiu de seu trabalho em 1954, hipotecou sua casa para financiar Monroe, e a permitiu de viver com sua família, eles determinaram o curso futuro de sua carreira.[145]

Em 8 de abril de 1955, o veterano jornalista Edward R. Murrow entrevistou Greene e sua esposa Amy, assim como Monroe, na casa dos Greenes em Connecticut, em uma transmissão ao vivo do programa da CBS. O cinescópio da cerimônia foi lançado em vídeo.[146] Truman Capote levou Monroe para conhecer Constance Collier, que lhe deu aulas de atuação. Ela sentia que Monroe não era adequada para encenar atuação, mas possuía um "talento encantador" que era "tão frágil e sútil, que ele só pode ser capturado pela câmera". Depois de apenas algumas semanas de aulas, Collier morreu.[147] Monroe havia conhecido Paula Strasberg e sua filha Susan no set de There's No Business Like Show Business,[148] e já havia dito que ela gostaria de estudar com Lee Strasberg na Actors Studio. Em março de 1955, Monroe se reuniu com Cheryl Crawford, um dos fundadores da Actors Studio, e a convenceu a apresentá-la a Lee Strasberg, que a entrevistou no dia seguinte e concordou em aceitá-la como uma aluna.[149]

Em maio de 1955, Monroe começou um namoro com o dramaturgo Arthur Miller. Encontraram-se em Hollywood em 1950, e quando Miller descobriu que ela estava em Nova York, ele pediu para que um amigo em comum deles marcassem um encontro entre eles.[150] Em 1 de junho de 1955, aniversário de Marilyn Monroe, Joe DiMaggio acompanhou Monroe para a estreia de The Seven Year Itch, em Nova York.[151] Mais tarde, ele organizou uma festa de aniversário para ela, mas a noite terminou com uma briga pública, e Monroe deixou a festa sem ele.[152] Um longo período de distanciamento seguido.[153] [154] Ao longo desse ano, Monroe estudou na Actors Studio, e descobriu que um de seus maiores obstáculos era o seu medo grave do palco.[155] Ela fez uma amizade com atores como Kevin McCarthy e Eli Wallach, que lembraram dela como uma estudiosa e sincera em sua abordagem para a atuação, e notou que ela tentou evitar a atenção, e se sentou no fundo da classe.[156] Kim Stanley recordou mais tarde que os estudantes foram desencorajados a aplaudir, mas que o desempenho Monroe resultou em aplausos espontâneos da plateia. Enquanto Monroe era uma estudante, Lee Strasberg, comentou: "Eu tenho trabalhado com centenas e centenas de atores e atrizes, e há apenas dois que se destacam muito acima do resto.[157] Em primeiro, Marlon Brando, e em segundo é Marilyn Monroe".[158]

O desempenho dramático de Monroe como Chérie em Bus Stop (1956), uma cantora de salão com pouco talento, marcou suas comédias.[159]
O desempenho dramático de Monroe como Chérie em Bus Stop (1956), uma cantora de salão com pouco talento, marcou suas comédias.[159]
Com o ator Don Murray[160]
Com o ator Don Murray[160]

O primeiro filme a ser feito no âmbito da empresa e contrato de produção foi Bus Stop, dirigido por Joshua Logan.[161] Logan havia estudado com Constantin Stanislavski, aprovando o método de agir, e apoiou Monroe.[162] Monroe cortou seu contato com sua treinadora dramática Natasha Lytess, substituindo-a com Paula Strasberg,[163] que se tornou uma presença constante durante as filmagens de filmes subsequentes de Monroe.[164]

Em Bus Stop, Monroe interpreta Chérie, uma cantora de salão com pouco talento, que se apaixona por um vaqueiro, Beauregard "Bo" Decker, interpretado por Don Murray.[165] Seus trajes, maquiagem e cabelo reflete uma personagem que faltava sofisticação. Bosley Crowther do jornal diário The New York Times, proclamou: "Segure-se em suas cadeiras, todo mundo, e prepare-se para uma surpresa de Marilyn Monroe que finalmente provou ser uma atriz". Em sua autobiografia, Movie Stars, Real People and Me,[25] o diretor Logan escreveu: "Eu encontrei Marilyn e vi que ela seria um dos grandes talentos de todos os tempos... ela me pareceu ser uma pessoa muito mais brilhante do que eu tinha imaginado, e eu acho que foi a primeira vez que eu aprendi que a inteligência e, sim, o brilho não tem nada a ver com a educação." Logan defendeu Monroe em uma indicação ao Óscar, e elogiou seu profissionalismo até o fim de sua vida.[166] Embora ela não tenha sido nomeada ao Óscar, ela recebeu uma indicação ao Globo de Ouro.[167]

Em The Prince and the Showgirl (1957), Monroe fez sua cena com Laurence Olivier, também diretor do filme.

Bus Stop foi seguido por The Prince and the Showgirl[168] dirigido por Laurence Olivier, que também estrelou no filme. Antes de filmar, Olivier elogiou Monroe como "uma brilhante comediante, o que para mim significa que ela também é uma atriz extremamente hábil". Durante as filmagens na Inglaterra, ele ressentia a dependência de Marilyn Monroe com sua treinadora dramática, Paula Strasberg.[169] Olivier comentou mais tarde que no filme, "Marilyn foi muito maravilhosa, a melhor de todas". O desempenho de Monroe foi aclamado pela crítica, especialmente na Europa, onde ganhou o David di Donatello, o Óscar italiano, assim como o prêmio French Crystal Star Award.[170]  · [171] Ela também foi nomeada para um BAFTA. Era mais do que um ano antes, Monroe começou seu próximo filme. Durante sua pausa, ela passou o verão com Miller em Amagansett, Nova York. Ela sofreu um aborto espontâneo em 1 de agosto de 1957.[172] [173] [174]

Últimos filmes: 1958–1962[editar | editar código-fonte]

Com o incentivo de Miller, Monroe voltou para Hollywood em agosto de 1958, e estrelou em Some Like It Hot. O filme foi dirigido por Billy Wilder e estrelado por Jack Lemmon e Tony Curtis.[175] Wilder tinha notado o atraso de Monroe, medo do palco, e incapacidade de lembrar as falas durante a produção de The Seven Year Itch.[176] No entanto, o comportamento dela estava agora mais hostil, e foi marcado pela recusa de participar das filmagens. Monroe sempre se recusou a tomar a direção de Wilder, ou insistia em filmar numerosas cenas simples até que ela estivesse satisfeita.[177] Ela desenvolveu uma amizade com Lemmon, mas ela não gostava de Curtis, depois de ouvir que ele havia descrito suas cenas de amor como "Ela parece estar beijando Hitler".[178] Curtis mais tarde afirmou que o comentário foi concebido como uma piada. Durante as filmagens, Monroe descobriu que ela estava grávida.[179] Ela sofreu outro aborto em dezembro de 1958, depois das filmagens serem concluídas.[180]

Em Some Like It Hot (1959)

Some Like It Hot tornou-se um grande sucesso e foi indicado a seis Óscar.[181] Monroe foi aclamada por sua atuação e ganhou o Globo de Ouro na categoria "Melhor Atriz - Comédia ou Musical". Wilder comentou que o filme foi o maior sucesso que ele já tinha sido associado.[182] Ele discutiu os problemas que ele encontrou durante as filmagens, dizendo "Trabalhar com Marilyn era tão difícil, porque ela era totalmente imprevisível.[183] Eu nunca soube que tipo de dia íamos gravar... seria ela cooperativa ou obstrutiva?" Ele tinha pouca paciência com sua técnica de método de atuação e disse que, em vez de ir para a Actors Studio, ela deveria ter ido para a escola para aprender a usar um calendário".[184]

Por esta altura, Monroe tinha completado apenas um filme, Bus Stop, em seu contrato de quatro filmes com a 20th Century Fox. Ela concordou em aparecer em Let's Make Love, o que era para ser dirigido por George Cukor, mas ela não estava satisfeita com o roteiro, e Arthur Miller o reescreveu.[185] Gregory Peck foi originalmente escalado para o papel principal masculino, mas ele se recusou o papel depois da reescrita de Miller; Cary Grant, Charlton Heston, Yul Brynner e Rock Hudson também recusaram o papel antes de ser oferecido a Yves Montand.[186] Monroe e Miller fizeram amizade com Montand e sua esposa, a atriz Simone Signoret, e as filmagens evoluiram bem.[187] Miller foi obrigado a viajar para a Europa a negócios.[188] Monroe começou a deixar o set de filmagem mais cedo, e em várias ocasiões, nem sequer compareceu, mas sua atitude melhorou após Montand confronta-la. Signoret voltou para a Europa para fazer um filme, enquanto Monroe e Montand começaram um breve romance que terminou quando Montand se recusou a deixar Signoret.[189] O filme não foi um sucesso de crítica ou comercial.[190] [191]

A saúde de Monroe começou a piorar durante este período, e ela começou a ver um psiquiatra de Los Angeles, Dr. Ralph Greenson. Mais tarde, ele lembrou que durante este tempo, ela frequentemente se queixava de insônia, e disse a Greenson que ela visitou vários médicos para obter o que Greenson considerava uma variedade excessiva de drogas.[192] Ele concluiu que ela estava progredindo ao ponto do vício, mas também observou que ela poderia dar-se as drogas por longos períodos sem sofrer sintomas de abstinência.[193] De acordo com Greenson, o casamento entre Miller e Monroe era tenso.[138] Ele disse que Miller parecia genuinamente cuidar de Monroe e estava disposto a ajudá-la, mas que ao mesmo tempo rejeitou Monroe.[194]

Monroe no final do filme, The Misfits (1961)

Em 1956, Arthur Miller foi para Nevada, e escreveu um conto sobre algumas das pessoas locais que ele tinha se familiarizado como, uma mulher divorciada e alguns vaqueiros envelhecendo.[195] Em 1960, ele tinha desenvolvido o conto em roteiro, e contendo um papel adequado para Monroe.[196] Tornou-se seu último filme concluído, The Misfits, dirigido por John Huston e estrelado por Clark Gable, Montgomery Clift, Eli Wallach e Ritter Thelma. As gravações se iniciaram em julho de 1960.[197] Monroe estava frequentemente doente e incapaz de atuar, e longe da influência do Dr. Greenson, ela havia retomado seu consumo de pílulas para dormir e álcool.[198] Uma visitante do conjunto, Susan Strasberg, descreveu mais tarde Monroe como "mortalmente ferida, de algum modo." E, em agosto, Monroe foi levada para Los Angeles, onde ela foi internada por dez dias. Os jornais relataram que ela tinha estado perto da morte, embora a natureza de sua doença não tinha sido divulgada.[199] Louella Parsons escreveu em sua coluna de jornal que Monroe era "uma garota muito doente, muito mais doente do que pensou no início", e revelou que ela estava sendo tratado por um psiquiatra.[200] Monroe voltou a Nevada e concluiu o filme, mas ela se tornou hostil com Arthur Miller, e os argumentos públicos foram relatados pela imprensa.[201] Enquanto gravava o filme, ele marcou ser uma experiência árdua para os atores; além da angústia de Monroe, Montgomery Clift tinha ficado incapaz de realizar as cenas do filme devido a uma doença, e até o último dia de filmagem, Thelma Ritter estava no hospital sofrendo de exaustão.[202] Gable, comentou que se sentia mal, e deixou o set sem comparecer à festa de encerramento.[203] Monroe e Miller retornou a Nova York, em voos separados.[204]

Dentro de dez dias, Monroe havia anunciado sua separação com Miller, e Gable tinha morrido de um ataque cardíaco.[205] A viúva de Gable, Kay, comentou a Louella Parsons que as gravações de The Misfits tinham sido a "espera eterna",[206] [207] e que isso contribuiu com sua morte, embora ela não tenha se referido ao nome de Monroe. Quando os repórteres perguntaram a Monroe se ela se sentia culpada pela morte de Gable, ela se recusou a responder,[208] mas o jornalista Sidney Skolsky lembrou que em particular ela expressou arrependimento por ter tratado mal Gable durante as filmagens e descreveu-a como "um poço escuro de desespero".[209] Monroe depois participou do batismo do filho de Gable, a convite da esposa de Gable, Kay.

Estrela de Monroe na Hollywood Walk of Fame de 1960, fotografada em 2011

The Misfits recebeu críticas mistas, e não foi um sucesso comercial, embora alguns elogiaram as interpretações de Monroe e Gable. Apesar da dificuldades no set, as interpretações de Gable e Monroe, foram consideradas soberbas.[210] O desempenho de Gable, muitos críticos os consideram sua melhor atuação. Monroe recebeu o Globo de Ouro na categoria "Atriz Favorita", em março de 1962, cinco meses antes de sua morte.[211] O filme é hoje considerado como um clássico.[212] Huston comentou mais tarde que o desempenho de Monroe não estava agindo no sentido do personagem, e que ela havia atuado a partir de suas próprias experiências para mostrar a si mesma, em vez de um personagem e disse: "Ela não tinha técnicas. Era tudo verdade. Foi apenas Marilyn".[213]

Durante os meses seguintes, a dependência de Monroe sobre o álcool e medicamentos de prescrição começou a deixar sua saúde ainda mais grave.[214] O divórcio dela com Arthur Miller foi finalizado em janeiro de 1961, Monroe disse que o término era por "incompatibilidade de caráter".[215] E em fevereiro, ela voluntariamente entrou na Clínica Psiquiátrica Payne Whitney, na mesma clínica onde Monroe internou sua mãe. Monroe mais tarde descreveu a experiência como um "pesadelo".[216] [217] Ela foi capaz de telefonar para Joe DiMaggio da clínica, e ele imediatamente viajou da Flórida para Nova York afim de facilitar sua transferência para o Columbia Presbyterian Medical Center.[218] Ela permaneceu lá por três semanas.[219] [220] A doença a impediu de trabalhar pelo restante do ano.[221] Ela passou por uma cirurgia para corrigir uma obstrução em suas trompas de falópio, em maio, e no mês seguinte passou por uma cirurgia da vesícula biliar.[222]

Em 1962, Monroe começou a filmar Something's Got to Give, que era para ser o terceiro filme de seu contrato de quatro filmes com a 20th Century Fox.[223] Era para ser dirigido por George Cukor e estrelado por Dean Martin e Cyd Charisse. Ela estava doente com um vírus quando as filmagens começaram, e sofria de altas temperaturas e sinusite recorrente.[224] Em uma ocasião, ela se recusou a atuar com Martin, quando ele pegou um resfriado.[225]

Monroe em 1962

Ele comentou, "Aquele set foi um horror, uma doença atrás da outra, tristeza, lágrimas. Nunca imaginei ver Monroe daquele jeito".[226]

Em 19 de maio de 1962, ela participou da festa de aniversário antecipada do presidente John F. Kennedy no Madison Square Garden, por sugestão do irmão, Peter Lawford.[227] Monroe cantou "Happy Birthday, Mr. President", juntamente com um versículo escrito especialmente baseado numa canção de Bob Hope, "Thanks for the Memory".[228] Kennedy respondeu ao seu desempenho com a observação:

Cquote1.svg "Obrigado. Agora posso me aposentar da política depois de ter tido um aniversário cantado de uma forma tão doce e sedutora".[229] Cquote2.svg
John Kennedy falando sobre a homenagem de Marilyn Monroe

Monroe voltou para o set de Something's Got to Give, e filmou uma sequência em que ela aparecia nua em uma piscina. Comentando que ela queria "empurrar Liz Taylor para fora das capas de revista", ela deu permissão para várias fotografias parcialmente nua a ser publicados pela revista Life.[226] Tendo relatado apenas para o trabalho em 12 ocasiões, de um total de 35 dias de produção, Monroe foi demitida.[194] A 20th Century Fox entrou com uma ação de meio milhão de dólares contra Monroe, e o presidente do estúdio, Pedro Levathes, divulgou um comunicado dizendo: "O sistema de estrelas ficou fora de controle.[230] Deixamos os presos executados o asilo, e eles estão praticamente destruídos."[231] Monroe foi substituída por Lee Remick, e quando Dean Martin se recusou a trabalhar com qualquer outra atriz, ele também foi ameaçado com uma ação judicial.[194] Ela deu uma entrevista à Cosmopolitan e foi fotografada na casa da praia de Peter Lawford bebendo champanhe e caminhando na praia.[232]

Nas semanas finais de sua vida, Monroe se envolveu em discussões sobre projetos de filmes futuros, e arranjos firmes foram feitos para continuar as negociações de Something's Got to Give.[233] Entre os projetos foi uma biografia de Jean Harlow filmado dois anos mais tarde, sem sucesso, com Carroll Baker. Sua disputa com a 20th Century Fox foi resolvida, seu contrato foi renovado em US$ 1 milhão, e as filmagens de Something's Got to Give estavam programados para retornar no início do outono de 1962.[234]

Morte[editar | editar código-fonte]

A cripta de Monroe.

Em 5 de agosto de 1962, às 4:25 am, o sargento Jack Clemmons recebeu um telefonema do Dr. Ralph Greenson, psiquiatra de Marilyn Monroe, dizendo que Monroe foi encontrada morta em sua casa em Brentwood, Los Angeles, Califórnia.[235] Ela faleceu aos 36 anos de idade. Na autópsia posterior, 8mg de hidrato de cloro e 4,5% miligrama de Nembutal foram encontrados em seu corpo, e Dr. Thomas Noguchi disse que a causa da sua morte foi "envenenamento barbitúrico agudo", resultante de um "provável suicídio".[236] Muitas teorias, incluindo assassinato, circularam sobre as circunstâncias de sua morte depois que o corpo foi encontrado.[237] Algumas teorias de conspiração envolveram ciúmes de John Kennedy por uma traição de Monroe com Robert Kennedy, enquanto outras teorias sugerem seu envolvimento com a máfia.[238] Foi relatado que o presidente Kennedy foi a última pessoa a falar com Monroe.[239] [240]

Em 8 de agosto de 1962, Monroe foi enterrada em uma cripta no vigésimo quarto Corridor of Memories, no Westwood Village Memorial Park Cemetery, em Los Angeles. Joe DiMaggio tomou o controle dos arranjos para o funeral que consistiu em apenas 31 amigos e familiares próximos. A polícia também estava presente para manter a imprensa e curiosos para longe. Seu caixão foi coberto por bronze sólido e estava forrado com seda.[241] Allan "Whitey" Snyder fez a maquiagem, que era supostamente uma promessa feita em anos anteriores, se ela morresse antes dele.[242] Ela estava usando seu vestido verde favorito de Emilio Pucci.[243] Em suas mãos, estava um pequeno buquê de rosas.[244] Joe DiMaggio colocava várias rosas sobre sua cripta todos os dias, até ele morrer (em 1999). As netas de DiMaggio encontraram uma carta de Monroe do dia 4 de Agosto de 1962 (um dia antes de sua morte), dizendo "Eu te amo, Joe".[241] [242]

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Relacionamentos[editar | editar código-fonte]

Monroe teve três casamentos, todos os quais acabaram em divórcio. O primeiro foi com James Dougherty, o segundo com Joe DiMaggio e, finalmente, com Arthur Miller. Alega-se que ela foi casada com o escritor "Bob" Robert Slatzer.[245] Ela é acusada de ter tido casos com os irmãos John Kennedy (presidente dos Estados Unidos na época) e Robert Kennedy. Marlon Brando, em sua autobiografia, alegou que ele tinha tido um relacionamento com ela, e que eles permaneceriam amigos até a morte dela.[246] Ela também sofreu dois abortos e uma gravidez ectópica durante seus três casamentos.[247] [248]

Monroe se casou com James Dougherty em 19 de junho de 1942, na casa de Chester Howell, em Los Angeles. Quando ela começou a sua carreira de modelo, ele começou a perder o interesse por ela e Monroe afirmou que ele não aprovava o seu novo trabalho. Monroe, então, decidiu se divorciar de Dougherty.[249] O casamento acabou quando ele voltou do exterior em 1946. Em The Secret Happiness of Marilyn Monroe e To Norma Jeane with Love, Jimmie, ele alegou que eles estavam apaixonados, mas os sonhos de estrelato atraiu-a para longe.[250] Em 1953, ele escreveu uma peça chamada "Marilyn Monroe Was My Wife" para Photoplay, na qual ele afirma que ela ameaçou se matar pulando do píer de Santa Mônica, se ele a deixasse.[249] Ela ficou furiosa após essa declaração, e explicou em 1956 durante uma entrevista, que havia tentado o suicídio durante o casamento e afirmou que se sentia presa e entediada com Dougherty, mesmo culpando o casamento de sua mãe adotiva.[251] Em sua autobiografia, explicando a dissolução repentina de seu casamento, Monroe declarou:

Meu casamento não me deixava triste, mas também não me fazia feliz. Meu marido e eu quase não falávamos um com o outro. Isso não foi porque estava com raiva. Nós não tínhamos nada a dizer. Eu estava morrendo de tédio.[252]

Doc Goddard tinha planos de publicar detalhes adicionais sobre o casamento, alegando que ele esperava para esclarecer rumores sobre um casamento arranjado, mas decidiu ser contra a publicação na última hora.[253] Em 2004, foi lançado o documentário Marilyn's Man, Dougherty fez três novas reivindicações: que ele inventou o nome artístico "Marilyn Monroe"; executivos do estúdio a obrigaram a se divorciar dele, e que ele mesmo era seu verdadeiro amor.[254]

Monroe fugiu com Joe DiMaggio, em São Francisco, em 14 de janeiro de 1954. Em 1951, DiMaggio viu uma fotografia de Monroe ao lado de Chicago White, Joe Dobson e Zernial Gus (jogadores), levando-o a solicitar um encontro com ela em 1952.[255] [256] [257] De sua primeira reunião, Monroe escreveu em My Story que ela não tinha desejo de conhecê-lo, como ela temia, ele era um atleta "estereotipado".[258]

Joe DiMaggio e Marilyn Monroe se hospedaram no Hotel Imperial, em Tóquio, em sua lua de mel (1954)

Durante sua lua de mel no Japão, ela foi convidada a visitar a Coreia como parte da OSU. Ela realizou 10 shows em quatro dias para mais de 100.000 militares. Maury Allen disse a New York Yankees, que Joe disse que o casamento deu errado a partir disso. Em 14 de setembro de 1954, Monroe filmou a famosa cena da saia sendo soprada para o filme The Seven Year Itch,[235] logo após a cena, Joe começou uma discussão na frente do teatro, o que levou Monroe a pedir divórcio 9 meses após o casamento.[259]

Em fevereiro de 1961, Monroe foi colocada na "Clínica Psiquiátrica Payne Whitney". Monroe chamou DiMaggio, que garantiu sua libertação. Mais tarde, ela se juntou a ele na Flórida, onde ele estava servindo como um treinador de rebatidas na New York Yankees no "campo de treino".[260] De acordo com Allen, em 1 de agosto de 1962, alarmado com DiMaggio, Monroe tinha caído com pessoas que considerava prejudicial para o seu bem-estar, largou o emprego com um fornecedor PX para pedir para casar novamente com ele.[261] Após a morte de Marilyn Monroe, DiMaggio ficou com seu corpo e organizou seu funeral. Por 20 anos, ele tinha uma meia dúzia de rosas vermelhas entregues à sua cripta três vezes por semana.[245] Em 2006, as netas adotadas de DiMaggio, leilou a maior parte de sua propriedade, que contou com duas cartas escritas por Monroe para DiMaggio e uma fotografia assinada, dizendo: "Eu amo você, Joe".[262]

Em 29 de junho de 1956, Monroe casou com o dramaturgo Arthur Miller, em uma cerimônia civil em White Plains, Nova York. Monroe conheceu Miller em 1950.[263] [264] Durante as filmagens de Bus Stop, a relação entre Monroe e Miller tinha desenvolvido, e embora o casal foram capazes de manter sua privacidade durante quase um ano, a imprensa começou a escrever sobre eles como um casal,[124] muitas vezes referida como "O cabeça de ovo, e a ampulheta".[257] Ao refletir sobre seu namoro com Monroe, Miller escreveu: "Ela era uma luz girando para mim, então, todo o mistério paradoxo e sedutor me levou a um momento poético que costumo chamar de nova adolescência".[265]

Arthur Miller o terceiro marido de Monroe.

Os relatos de seu romance logo foram ultrapassadas pela notícia de que Miller tinha sido chamado para depor perante a Un-American Activities Committee para explicar suas supostas filiações comunistas.[266] Ele foi absolvido em segunda instância.[267] Durante a investigação, Monroe foi sondada por executivos de cinema que pedia para que ela abandonasse Miller, ao invés de arriscar sua carreira, mas ela se recusou, depois chamou-os de "covardes".[267]

A imprensa começou a discutir um casamento iminente, mas Monroe e Miller se recusou a confirmar o rumor. Em junho de 1956, um repórter seguia de carro, e como eles tentaram engana-los, o carro do repórter caiu, matando uma passageira.[268] Monroe ficou histérica ao ouvir a notícia, e seu noivado foi anunciado, em parte, na expectativa de que isso reduziria o interesse da mídia sobre sua vida pesoal.[257]

O Tribunal da Cidade de Juiz Seymour D. Robinowitz presidiu a cerimônia silenciosa no escritório de advocacia de Sam Slavitt (o casamento foi mantido em segredo tanto da imprensa e do público).[269] Monroe e Miller casaram-se novamente dois dias depois, em uma cerimônia judaica ante um pequeno grupo de convidados.[270] Suas núpcias foram celebradas na casa do agente literário de Miller, Kay Brown, em Westchester County, Nova York. Cerca de 30 amigos e parentes participaram da festa organizada às pressas.[271]

Nominalmente batizada e criada como uma cristã pentecostal, mas antes de sua conversão em 1956 (ao judaísmo),[272] Monroe rindo, rejeitou as tentativas Jane Russell à conversão durante as filmagens de 1953 no musical Gentlemen Prefer Blondes, dizendo: "Jane tentou me converter (à religião) e eu tentei apresentá-la a Freud".[273] Ela se converteu ao judaísmo antes de se casar com Miller.[274] [246] [275] [276]

Menos de duas semanas depois do casamento, os Miller voou para Londres, onde foram recebidos no Parkside House por Laurence Olivier e Vivien Leigh.[277] Depois que ela terminou de filmar The Prince and the Showgirl com Laurence Olivier, o casal voltou para os Estados Unidos e descobriu que ela estava grávida. Tony Curtis, que estrelou em Some Like It Hot, alegou que Monroe ficou grávida durante seu romance que foi reavivado durante as filmagens de Some Like It Hot, em 1959, enquanto ela ainda estava casada com Arthur Miller.[278] [279] [280] [281]

O presidente dos Estados Unidos da época, era amante de Monroe.[251]

Em 19 de maio de 1962, Monroe fez sua última aparição significativa ao público, cantando "Happy Birthday, Mr. President" em uma festa de aniversário para o presidente John F. Kennedy no Madison Square Garden. O vestido que ela usou para o evento, especialmente desenhados e feitos para ela por Jean Louis, foi vendido em um leilão em 1999 por 1,26 milhões dólares.[277] Monroe teria tido um caso com o presidente John F. Kennedy (enquanto ele ainda era casado). Um jornal americano da época, afirmou que Kennedy e Monroe eram amantes e que a esposa de Kennedy sabia da relação, e a aturava para não perder a fama.[282]

John F. Kennedy (de costas para a câmera), Robert Kennedy e Marilyn Monroe, em 19 de maio de 1962.

O jornalista Anthony Summers examina a questão das relações de Marilyn Monroe com os irmãos Kennedy em comprimento em dois livros, e sua biografia de Monroe.[283] No livro Hoover, Summers conclui que Monroe era apaixonada pelo presidente Kennedy e queria casar com ele no início de 1960, porém o presidente já era casado.[284] Monroe ficou entediada por ter o relacionamentos as escondidas da esposa de Kennedy, e então se envolveu com o irmão, Robert Kennedy, que visitou Monroe em Los Angeles no dia em que ela morreu.[285]

Patricia Seaton Lawford, a quarta esposa do ator Peter Lawford, também lida com as questões Monroe e Kennedy, em sua biografia de Peter Lawford, intitulado The Story of Peter Lawford (1988).[286] A primeira esposa de Lawford foi Patricia Kennedy Lawford, irmã de John e Robert; Lawford era muito próximo da família Kennedy durante mais de uma década, incluindo o tempo da morte de Marilyn Monroe. Em 1997, documentos que pretendiam provar um encobrimento de uma relação entre o JFK e Monroe foram descobertos para ser fraudulenta.[287]

Psicanálise[editar | editar código-fonte]

Marilyn Monroe teve uma grande e longa experiência com a psicanálise. Ela estava em análise com Margaret Herz Hohenberg, Anna Freud, Rie Marianne Kris, S. Ralph Greenson (que encontrou Monroe morta), e Milton Wexler.[288]

Política[editar | editar código-fonte]

A amiga e secretária de Marilyn Monroe, Patricia Newcomb, disse que Monroe fez um pedido sem sucesso para que um repórter de sua entrevista colocasse um artigo sobre oque ela acreditava e disse: "O que eu realmente quero dizer é que o mundo realmente precisa é de um verdadeiro sentimento com o próximo.[289] Todos, como: estrelas, operários, negros, judeus, árabes. Somos todos irmãos. Por favor, não faça piada, termine a minha entrevista com oque eu acredito."[290]

Monroe era amiga de Ella Fitzgerald, e ajudou com a sua carreira. Fitzgerald relatou mais tarde:

Devo a Marilyn Monroe uma dívida real... foi por causa dela que eu joguei o Mocambo, uma discoteca muito popular nos anos 50. Ela ligou pessoalmente para o dono do clube, e lhe disse que queria uma mesa reservada imediatamente para mim, e se ele fizesse isso, ela iria pagar uma mesa a frente todas as noites.[291] Depois disso, eu nunca mais me apresentei em clubes pequenos de jazz.[292] [293] Ela era uma mulher incomum, muito a frente do seu tempo. E ela não sabia.[294]

Enquanto no México, em 1962, ela abertamente associado com os americanos que foram identificados pelo FBI como comunistas, como Frederick Campo Vanderbilt.[295] A filha do psiquiatra, Joan Greenson, disse que Monroe era "apaixonado sobre direitos iguais, direitos para os negros, direitos para os pobres. Ela identificou fortemente com os trabalhadores".[296]

Tributos[editar | editar código-fonte]

Troy Talton e Donald Kinder escreveram uma canção, intitulada "Marilyn", em homenagem a Marilyn após sua morte, em 1962. A musica foi gravdada por Talton e lançada como single pela Crest Records.[297] [298]

Elton John (música) e Bernie Taupin (letra) escreveram outra canção em sua homenagem, "Candle in the Wind".[299]

Glenn Danzig da banda americana de rock The Misfits (cujo nome veio do último filme de Monroe[300] ) lançou uma canção chamada "Who Killed Marilyn?" (Quem Matou Marilyn?) em 1981.

A cantora norte americana Madonna fez uma parodia do filme Gentlemen Prefer Blondes em seu clipe Material Girl no qual se vesti igual a Marilyn e também em sua canção Vogue onde Marilyn é citada e homenageada junto com varias outra estrelas de Hollywood.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Canções[editar | editar código-fonte]

Ano Filme Título em português Canção
1948 Ladies of the Chorus Mentira Salvadora "Every Baby Needs a Da-Da-Daddy"
"Anyone Can See I Love You"
"Ladies of The Chorus"
1950 A Ticket to Tomahawk O que Pode um Beijo "Oh, What a Forward Young Man You Are"
1953 Niagara Torrente de Paixão "Kiss"
1953 Gentlemen Prefer Blondes Os Homens Preferem as Loiras "Two Little Girls from Little Rock"
"When Love Goes Wrong"
"Bye Bye Baby"
"Diamonds Are a Girl's Best Friend"
1953 - Gravações para a RCA "She Acts Like A Woman Should"
"You'd Be Surprised"
"A Fine Romance"
"Do It Again"
1954 River of No Return O Rio das Almas Perdidas "I'm Gonna File My Claim"
"One Silver Dollar"
"Down In The Meadow"
"River Of No Return"
1954 There's No Business Like Show Business O Mundo da Fantasia "Heat Wave"
"Lazy"
"After You Get What You Want"
"A Man Chases a Girl"
1956 Bus Stop Nunca Fui Santa "That Old Black Magic"
1957 The Prince and the Showgirl O Príncipe Encantado "I Found a Dream"
1959 Some Like It Hot Quanto Mais Quente Melhor "Runnin' Wild"
"I Wanna Be Loved By You"
"I'm Through With Love"
"Some Like It Hot"
1960 Let's Make Love Adorável Pecadora "My Heart Belongs to Daddy"
"Specialization"
"Let's Make Love"
"Incurably Romantic"
1962 - - "Happy Birthday, Mr. President"

"When I Fall In Love"[editar | editar código-fonte]

Ao contrário da crença popular, Marilyn nunca gravou a canção "When I Fall In Love". A versão amplamente atribuída a ela, e incluída em diversos CDs de compilações,[301] foi na verdade gravada em 1960 pela atriz Sandra Dee.[302]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Referências

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  3. [3]
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]