Mulher fatal

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Mata Hari, uma dançarina condenada e executada por espionagem, tornou-se sinônimo de femme fatale durante a Primeira Guerra Mundial.

Uma mulher fatal (ou femme fatale, em francês) é um estereótipo feminino usado muito em literatura e cinema do gênero policial e no drama europeu. A mulher fatal geralmente seduz e engana o herói e outros homens para obter algo que eles não dariam livremente.

Apesar de ser tipicamente uma vilã, a femme fatale também pode ser uma anti-heroína em determinadas histórias, e às vezes até se arrependem e se tornam heroínas no final das contas. Hoje, o arquétipo é geralmente visto como um personagem que constantemente atravessa a linha entre o bem e o mal, agindo inescrupulosamente a despeito de normas sociais e quaisquer compromissos abertos que tenha com o herói.

Na vida social, a femme fatale tortura seu parceiro numa relação assimétrica, negando confirmação de seu afeto, e muito menos o contrário, até o ponto em que o homem se torna obcecado, viciado e exausto, e incapaz de tomar decisões racionais ou gerenciar sua própria vida pessoal.

Índice

[editar] História

A femme fatale existiu, de uma forma ou de outra, desde o início dos tempos no folclore e na mitologia de quase todas as culturas. Alguns dos exemplos mais primitivos incluem a deusa suméria Ishtar e a personagem bíblica Dalila. Durante o final do século XIX e começo do século XX, o tema da femme fatale se tornou onipresente na cultura ocidental e pode ser encontrado nas obras de Oscar Wilde, Edvard Munch e Gustav Klimt. Isto pode ter sido uma reação aos movimentos feministas da época, que advogavam uma mudança do papel social da mulher, como as sufragettes. Com a introdução do film noir nos anos 1940, a femme fatale floresceu na cultura de massa. Exemplos incluem os thrillers de espionagem, e certo número de tiras de quadrinhos de aventura, como o Spirit de Will Eisner ou Terry e os Piratas de Milton Caniff, além de Barbarella e Valentina.

A femme fatale é às vezes tratada como uma espécie de vampiro sexual; seus apetites sombrios eram considerados capazes de sugar a virilidade e a independência de seus amantes, deixando-os ocos. Nesta visão, na antiga gíria americana femmes fatales eram chamadas de "vamps", abreviação de "vampira". Um retrato clássico de femme fatale é dado pela personagem Justine no Alexandria Quartet de Lawrence Durrell.

Na ópera, uma femme fatale é geralmente interpretada por uma mezzo-soprano dramática. Mais comumente, no teatro musical, é vivida por uma alto. Às vezes, a femme fetale é inimiga ou adversária do personagem ingênuo da donzela em perigo.

Alguns argumentam que a figura tem um contraponto masculino. Alguns exemplos poderiam ser Don Juan, Heathcliff de O Morro dos Ventos Uivantes e vários heróis nos livros de Lord Byron (donde se originou o termo "herói byroniano"), bem como diversos personagens como Billy Budd, o Conde Drácula, Tadzio em Morte em Veneza, Georges Querelle em Querela de Brest de Jean Genet, o espião James Bond de Ian Fleming e Tom Ripley na série de Patricia Highsmith.

Apesar de geralmente retratada em textos antigos como símbolo de corrupção, mais recentemente a femme fatale é em geral mostrada na ficção como símbolo do livre-arbítrio das mulheres e passionalidade irreprimida.

There has been greater attention to sexist and male-biased points of view in older fiction in recent centuries. Many women state that many of the so-called villainous women in literature are merely seeking an improved enjoyment and quality of life, personal satisfaction, or metaphysical self-actualization, which has raised questions about the view of women as subservient and unworthy of free will in the eyes of some men in history. A big ponto de debate é a questão de Lílite, a mitológica primeira esposa de Adão antes de Eva. In most texts depicting Lilith, many point out that her only real crime against Adam and God was voicing her own opinion. She is sentenced to hell, and God creates a more subservient new woman for Adam in the form of Eve.[1]

Mais recentemente, a mulher fatal tem tido uma imagem melhor. Até femmes fatales em textos mais antigos podem ser vistas de formas diferentes, mais simpáticas e leves.

Na mídia moderna, o arquétipo da femme fatale pode ser visto bem freqüentemente, na verdade. Exemplos populares deste tipo de personagem são os filmes Nikita e Moulin Rouge!, entre outros, e um certo número de produtos de mídia desde video games até revistas em quadrinhos. O personagem Elektra, do universo Marvel, é arguably a femme fatale and is quite a well known character in comic circles, as is Catwoman from the various Batman stories. The female Ninja (the Kunoichi) depicted in countless media are very well known and legendary for being trained in femme-fatale techniques as well as martial-arts methods, so that they are able to use their sexuality as fluidly as their deadly assassination skills. Another show that emphasises strongly on this is Desperate Housewives, where the main female characters use questionable means to get what they want.

[editar] Mulheres fatais famosas

Tanto fictícias quanto reais

[editar] Personagens da ficção moderna

[editar] "Femmes fatales" em mitologias

[editar] Figuras históricas

[editar] Filmes

Inúmeras atrizes notáveis interpretaram mulheres fatais no cinema; várias delas ficaram intimamente associadas a esses papéis.

[editar] Jogos

[editar] Música

Alguns exemplos de músicas com o tema mulher fatal:

  • "Menina veneno" (Ritchie);
  • "Você vai me seguir" (C.Buarque)
  • "She Wolf" (Megadeth) e a própria intitulada Femme Fatale do antigo grupo de rock Velvet Underground.
  • Femme Fatale album de Britney Spears: Lançado 25 de Março de 2011.

[editar] Referências

Bram Dijkstra escreveu dois livros que discutem o estereótipo Femme fatale à exaustão:

  • Idols of Perversity: Fantasies of Feminine Evil in Fin-De-Siecle Culture, ISBN 0-19-505652-3
  • Evil Sisters: The Threat of Female Sexuality in Twentieth-Century Culture, ISBN 0-8050-5549-5

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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