Piscina

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Piscina interna destinada à prática de natação.
Piscina externa, vista de cima.
Piscina com Cobertura numa área onde o inverno é rigoroso
Piscina com finalidade de descanso dentro de um Hotel

Uma piscina (do latim piscina, derivado de piscis "peixe") é um tanque de água próprio para natação, mergulhos, saltos ornamentais e outras práticas desportivas, como polo aquático e hidroginástica, ou simplesmente para recreação. Geralmente é equipada com uma estação de tratamento de água própria para piscinas.

Doenças[editar | editar código-fonte]

Existem diversos problemas de saúde associados ao uso de piscinas, que aparecem quando o tratamento da água não é feito de maneira adequada, os mais comuns são: pé de atleta, dermatites, micoses, conjuntivites, hepatite e inflamações nos ouvidos, nariz e olhos. Historicamente, as piscinas e banhos públicos foram grandes responsáveis pela contaminação de grande parte da população das grandes cidades da Roma Antiga com altos níveis de chumbo, proveniente da encanação dessa época. De acordo com a teoria de que o envenenamento por chumbo esteve intimamente ligado com a queda do império romano, as piscinas seriam uma das principais causas desse evento, contribuindo importantemente para que a população em geral se contaminasse com o metal pesado.

Parâmetros de controle da água[editar | editar código-fonte]

  • Alcalinidade: a alcalinidade ideal é de 80 a 120 mg de CaCO3 por litro. Se for maior que 150 mg causa incrustações.
  • pH: o pH ideal deve estar entre 7,2 e 7,6. Se for menor que 7,2, é irritante aos olhos e à pele, ocorre uma demanda maior de cloro e favorece a corrosão. Se for maior que 7,6, confere uma maior turbidez a água e também aumenta o consumo de cloro.
  • Turbidez: é causada pela ausência ou uso ineficaz do filtro(recomenda-se que filtre a piscina o tempo indicado pelo fabricante do filtro, mas em geral filtra-se de 4 a 6 horas por dia), por um pH fora da faixa ideal, ou pelo uso errôneo de produtos químicos.
  • Temperatura: é indicada a temperatura de 24°C para adultos e 26°C para crianças de até 5 anos. Acima de 29°C causa desconforto e favorece o crescimento microbiano.
  • Controle bacteriológico: contagem geral de bactérias e de coliformes.


Métodos alternativos[editar | editar código-fonte]

Ozônio (O₃)[editar | editar código-fonte]

O ozônio é o mais forte agente oxidante conhecido para uso comercial. É significativamente mais potente que o cloro, além de eliminar com mais facilidade diversos microorganismos que o cloro (nas concentrações utilizadas em piscinas) não consegue como é o caso da Giardia ou do Cryptosporidium (responsável por causar diarréia, dores abdominais etc). É tido hoje como o melhor tratamento de água, não só para piscinas, mas para água de beber e para lavagem de alimentos, sendo usado inclusive em estações municipais nos grandes centros ao redor do mundo como Paris, Montreal, Tóquio, Los Angeles e muitos outros.

Uma das características do ozônio (O₃) é que ele é natural, formado a partir do oxigênio (O₂) do ar, e da mesma forma, volta rapidamente à forma de oxigênio depois de fazer seu trabalho na oxidação das impurezas, ou seja, se o ozônio injetado na água na casa de máquinas for dimensionado corretamente, não haverá mais nada de ozônio na água que retorna à piscina.

Isto significa que o ozônio tratará toda a água que passa pela casa de máquinas, mas depois disto a água voltará para a piscina desprotegida contra qualquer contaminação. Portanto, neste caso também deverá ser mantido o cloro residual no tanque, mantendo a “proteção” contra contaminações que possam ocorrer enquanto a água não passar novamente no processo de filtração e desinfecção.

É importante notar que, nas piscinas tratadas com ozônio, mesmo com o cloro residual, elimina-se totalmente os desconfortos causados pelas cloraminas, como ardência nos olhos, pele e cabelos ressecados. Problemas como rinite ou alergias, não são potencializados porque, na verdade o real causador destes sintomas são as cloraminas, resultados da reação do cloro com a matéria orgânica (microorganismos, urina, suor, etc.) presente na água. Por esta razão, ao entrar numa piscina tratada corretamente com ozônio, o banhista tem a sensação de nadar em água de “cachoeira”, sem nenhum produto químico, mesmo a piscina estando protegida pelo cloro residual.

Atualmente, nos principais países do mundo e também no Brasil, este tem se tornado o tratamento mais utilizado em academias, clubes e colégios que possuem uma alta frequência de usuários, e agora, com a redução dos custos de aquisição, vem crescendo fortemente o uso nas residências.

Raios ultravioleta (UV)[editar | editar código-fonte]

O ultravioleta (UV) é uma luz com comprimento de onda específico que impede a reprodução de diversos tipos de microorganismos, principalmente bactérias. É uma tecnologia limpa (não gera resíduos), porém como não é oxidante, não tem capacidade de tirar sujeiras como: suor, urina, excreções da água e também a cloramina. Por esta razão, é imprescindível que se mantenha o cloro nas quantidades normais na água para manter a proteção.

É importante notar que como o ultravioleta é uma luz só tem ação no local onde a luz atinge – na tubulação onde está instalado na casa de máquinas – sem nenhum efeito residual, se os microorganismos estiverem agrupados em colônias (o que é o mais comum) o UV eliminará apenas os que estiverem na frente. Estes, por sua vez, servirão de “escudo” para os que estiverem na parte de trás ou no meio do grupo e não tiverem contato com a luz ultravioleta.

Apesar de raro, é possível encontrar piscinas de uso comercial, principalmente em pequenas academias, que não são tratadas de forma correta porque seus proprietários buscam economia de custos na redução do cloro. Economia é sempre bem-vinda, mas torna-se inadmissível quando compromete a saúde da água e das pessoas, principalmente quando as mesmas desconhecem os perigos que estão correndo ao nadar em água tratada de forma irresponsável e incorreta.

Além da busca pela economia, a redução no uso do cloro acontece para dar a mesma sensação do tratamento com ozônio, ou seja, piscina sem cloraminas. É por isso que alguns fabricantes propõem que se reduza ou elimine o cloro para não causar este efeito, mais uma vez pondo em risco a saúde dos usuários. Isto significa que ao reduzir drasticamente ou até mesmo, em casos extremos, retirar totalmente o cloro da piscina durante a semana, a água e os banhistas estarão totalmente desprotegidos contra possíveis contaminações.

Sal[editar | editar código-fonte]

O tratamento de cloração por sal cresceu nos anos 90, antes do aparecimento do ozônio, como alternativa à cloração convencional, principalmente para pessoas que sofriam de rinite e outras alergias. Este processo utiliza a molécula de sal (NaCl = sódio + cloro) e, através de uma forte corrente elétrica, quebra-a em íons de cloro e sódio. Estes íons de cloro se combinam com a água e formam o ácido hipocloroso, que trata a água da piscina. As cloraminas continuam existindo, pois o cloro reage continuamente com a matéria orgânica (em concentrações menores), porém em menor quantidade, pois ao invés de se jogar o cloro de uma só vez na piscina, ele funciona como “dosador”, fornecendo aos poucos a quantidade de cloro necessária para a piscina.

Esse processo, por si só, gera o cloro residual, dispensando dosagens externas. Mas é importante controlar bem o processo, pois é comum a formação acima do limite permitido de THM (trihalometanos) que são compostos cancerígenos formados a partir do cloro.

Para o usuário, a salinização traz menos desconforto do que o tratamento de cloro convencional, exceto a sensação de “água salgada”. Já o proprietário da piscina precisa avaliar o custo-benefício das trocas periódicas dos eletrodos, usados para a geração do cloro, e do desgaste de seus equipamentos, provocado pelo “efeito maresia” do sal (oxidação de materiais, pintura e equipamentos). Além disso, a água deve ser diluída em água nova de tempos em tempos para retirar os sólidos totais dissolvidos (STD), como, por exemplo, o sódio não utilizado e que se concentra na piscina, podendo provocar sintomas indesejáveis aos banhistas, como coceiras ou irritações em geral.

Ionizador[editar | editar código-fonte]

Muitas pessoas confundem ionização com ozonização, embora sejam totalmente diferentes. Na ionização, instala-se um equipamento elétrico na casa de máquinas, com dois eletrodos (um de prata e outro de cobre) que serão utilizados como bactericida e algicida. É importante notar que neste sistema também não existe processo de oxidação da carga orgânica (excreções, peles mortas, suor, urina, cloraminas etc), ou seja, é preciso manter o cloro para garantir a eficácia do tratamento.

Quando utilizado corretamente, o ionizador basicamente serve para eliminar a aplicação periódica de algicida na água, pois o cobre que fica na piscina ataca as algas. Porém, esse processo não elimina as cloraminas, que causam os desconfortos ao banhista. A liberação de íons de cobre favorece a eliminação de algas (água verde) e os íons de prata eliminam bactérias. Porém, os resíduos de suor, urina e produtos como bronzeadores e protetores solares ficam na água.

Existem fabricantes no Brasil que recomendam a “eliminação do cloro” quando utilizam estes sistemas. Isto é errado e há um enorme perigo para o banhista, pois a piscina fica desprotegida. O grande perigo nestes casos é que o banhista, vendo a água “azul”, se engane achando que a água está limpa, quando na verdade pode ter contaminantes (que não se vê a olho nu) que causam problemas sérios à saúde, principalmente nas crianças.

A principal diferença entre a ionização e a ozonização está no fato de que a primeira não elimina as cloraminas da água, além de deixar metais residuais na piscina (cobre e prata).


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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