Dermatofitose

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Dermatofitose
Micose em uma perna humana
Classificação e recursos externos
CID-10 B35.0-B36
CID-9 110.9
DiseasesDB 17492
MedlinePlus 001439
MeSH D003881
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As dermatofitoses, ou tinhas ou frieiras, são micoses superficiais ocorrentes em pêlos, unhas e pele, provocadas por fungos queratinofílicos chamados dermatófitos, que englobam os géneros Epidermophyton, Microsporum e Trychophyton[1] .

Dermatófitos[editar | editar código-fonte]

Os dermatófitos são fungos filamentosos, que formam hifas organizadas em micélios. Alimentam-se da proteína humana queratina.

Infectam os tecidos superficiais constituídos por células mortas e queratinizadas, como as da pele, pêlos (incluindo cabelo) e unhas, mas não afectam os tecidos vivos. Em cultura ou na vida livre não parasitária, apresentam estruturas de reprodução sexual, mas no Homem reproduzem-se assexuadamente. Também é conhecido como frieira.

Há três géneros relacionados de dermatófitos:

  1. Trichophyton: as espécies mais importantes são T. tonsurans, T. mentagrophytes, T. rubrum e T. shoenleinii.
  2. Microsporum: as espécies mais frequentes são M. audouinii, M. canis, M. gypseum.
  3. Epidermophyton: E. floccosum.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

É endêmica em todo o mundo. Alguns, como o M.gypseum são geofílicos, ou seja existem no solo e infectam por contacto continuado com o mesmo. Outros infectam principalmente animais, como o M. canis, podendo contaminar também pessoas.

Progressão e sintomas[editar | editar código-fonte]

Pé de Atleta ou Tinea pedis, uma Dermatofitose

As tinhas nunca são perigosas já que o fungo não está equipado para invadir o corpo. Ele alimenta-se apenas das células mortas queratinizadas da pele, unhas ou pêlos. Contudo é de dificil resolução porque o sistema imunitário não tem acesso a esses tecidos externos mortos. Há vários tipos de tinhas ou dermatofitoses:

  1. A Tinea corporis: afecta a pele sem pelos do corpo. É a que possui mais incidência, sobretudo nas pessoas mais obesas. Causada pelos fungos M. canis ou T.mentagrophytes.
  2. A Tinea pedis (o vulgar "pé-de-atleta"), caracterizada por lesões vesiculosas nos espaços interdigitais ou lesões com escamação nas regiões plantares do . Causada pelas espécies T.rubrum, T.mentagrophytes ou E.floccosum.
  3. A Tinea Cruris, caracterizada por lesões eritemato-escamosas (vermelhas) mas regiões inguinais (zona dos genitais).
  4. A Tinea unguium: tinha das unhas, pode ser causada por quase todas as espécies de dermatófitos e as lesões apresentam um aspecto variável, desde simples manchas esbranquiçadas a espessamentos com destruição da lâmina externa da unha e hiperqueratose subungueal (unha amarela grossa). Na Onicomicose, há sobreinfecção por Candida albicans.
  5. A Tinea barbae é causada por agentes dermatófitos zoofílicos (de animais) e a sua incidência, além de baixa é quase exclusiva de meios rurais. As lesões são localizadas na face, na zona com barba e podem ser superficiais (anulares com bordos vesiculo-pustulosos) ou profundas (massas nodulares infiltradas de cor vermelho-arroxeada).
  6. As Tinea capitis, a tinha favosa ou favo tem como agente etiológico T. schoenleinii, surge em qualquer idade e é caracterizada pelo aparecimento de placas escamo-crostosas de cor amarelada, em forma de favo e com o "cheiro a rato". Leva à queda do cabelo e pelada definitiva.
  7. A Tinea tonsurante tricofítica tem como agentes T. tonsurans, T. violaceum e T. rubrum, e é caracterizada pelo aparecimento de muitas mas pequenas placas onde o cabelo cai (as placas contêm os cotos do cabelo tonsurado). Estes voltarão a crescer, pois a tinha evolui para a cura espontânea, normalmente na puberdade, embora possa vir a persistir no adulto.
  8. A Tinea tonsurante microspórica tem como agentes M. canis e M. audouini, e surge de uma forma muito contagiosa, principalmente nos jovens. É caracterizada pelo aparecimento de placas grandes e de limites circulares, ao nível das quais a tonsura é total. Cura espontaneamente na puberdade sem deixar vestígios.

As tinhas podem manter-se para sempre, especialmente nas zonas úmidas e interdigitais, contudo o tratamento pode resolver as infecções ou diminuir a sua intensidade.

Diagnóstico e tratamento[editar | editar código-fonte]

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O diagnóstico é dado pela observação das características das lesões. Em certos casos faz-se necessária a cultura e observação posterior com o uso de microscópio óptico para estabelecer com precisão o agente etiológico.

O tratamento normalmente é prolongado, variando de semanas até meses. Entre os fármacos mais utilizados, é possível citar: fluconazol, cetoconazol, griseofulvina, terbinafina, clotrimazol, nistatina, entre outros.

Referências

  1. CID-10. B35 Dermatofitose. Página visitada em 17 de novembro de 2010.