Blastomicose
A Blastomicose ou Blastomicose Norte-Americana, também conhecida por Doença de Chicago ou Doença de Gilchrist é uma doença pulmonar causada pelo fungo Blastomyces dermatitidis. Para Blastomicose Sul-Americana, veja Paracoccidioidomicose.
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Blastomyces dermatitidis[editar]
O B.dermatitidis é um fungo dimórfico muito semelhante ao Histoplasma capsulatum que causa a doença Histoplasmose. A sua fase multicelular sexual é denominada Ajellomyces dermatitidis, do mesmo gênero da do H. capsulatum e é um ascomiceto, que vive livremente alimentando-se de detritos orgânicos, produzindo esporos infecciosos.
A forma que vive a 37°C e infecta o homem é uma levedura que se replica assexuadamente por geminação.
Epidemiologia[editar]
A blastomicose existe nas zonas rurais da América do Norte, e especialmente nos estados do Rio Mississipi nos Estados Unidos No etanto também existe nos estados das pradarias ocidentais do Canadá e na África. Afeta principalmente os agricultores que trabalham a terra que contém os seus esporos (produzidos pela forma sexual livre). A infecção é pela inalação desses esporos infecciosos. A doença afeta de forma idêntica aos cães, sendo muito mais comum nesses animais.
Progressão e Sintomas[editar]
Após inalação dos esporos, as leveduras localizam-se nos pulmões, sendo fagocitadas pelos macrófagos, no interior dos quais sobrevivem e se multiplicam. Na maioria dos casos a infecção é assintomática e o sistema imunitário destroi o invasor. Há frequentemente formação de granulomas que limitam a disseminação das leveduras. Numa minoria há sintomas de pneumonia, com febre, suores, tosse e expectoração e falta de ar. Em alguns individuos imunodeprimidos ou mais idosos, pode haver disseminação do fungo, mesmo na ausência de sintomas pulmonares, com infecção de órgãos como a pele, baço, fígado e outros. Por vezes há limitação da doença ao pulmão sem resolução, desenvolvendo-se um quadro clínico semelhante ao da tuberculose.
Diagnóstico e Tratamento[editar]
A expectoração é observada ao microscópio, mas a cultura pode ser necessária para a identificação.
O tratamento é com o fármaco antifúngico anfotericina B, ou com derivados de azol, como itraconazol.