Bataguassu
Bataguassunota 1 é um município brasileiro do estado de Mato Grosso do Sul. Ocupa terras que pertenciam a Cia. Viação São Paulo - Mato Grosso, de Jan Antoni Bata, adquiridas em 1921. Foi criado pela Lei de n° 683 de 11 de dezembro de 1953 e seu município de origem é Rio Brilhante. Teve seus fundamentos baseados num projeto de colonização implantado por Vladimir Kubik, procurador da companhia.
Situada na divisa MS-SP, Bataguassu é um importante corredor rodoviário de acesso ao estado de Mato Grosso do Sul para quem vem de São Paulo.
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Geografia [editar]
O município de Bataguassu está situado no sul da região Centro-Oeste do Brasil, no leste de Mato Grosso do Sul (Microrregião de Nova Andradina). Localiza-se na latitude de 21º42’51” Sul e longitude de 52°25’20” Oeste. Distâncias:
- 330 km da capital estadual (Campo Grande)
- 1061 km da capital federal (Brasília).
Geografia física [editar]
- Solos
Predomínio de Latossolo Vermelho-escuro de textura média e baixa fertilidade natural, associado nas porções mais movimentadas do relevo a Podzólicos Vermelho-Escuro e Vermelho-Amarelo, com textura arenosa/média e baixa fertilidade natural, às margens do rio Paraná são encontrados solos diversos, com predominância dos Hidromórficos, com características físicas e químicos muito variável.
- Clima e temperatura
As temperaturas médias do mês mais frio fica entre 15°C e 20°C. O período seco estende-se de 4 a 5 meses. A precipitação anual varia de 1.200 a 1.500mm.
- Relevo e altitude
Com declividades suaves com no máximo 5°, apresenta modelados tabulares entremeados de áreas planas em quase toda a extensão do município. Em uma larga faixa proximidades do Rio Paraná encontram-se modelados de acumulação.
- Vegetação
Predomina no município a pastagem plantada. Há em menores proporções, Savana Parque (campo sujo), contatos Savana/Floresta Estacional e Várzeas.
- Hidrografia
O Município de Bataguassu está inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Paraná, especificamente na Sub-bacia do Rio Pardo, a qual drena para o Alto Rio Paraná.
A região do Alto Paraná, com uma declividade média de 0,18 m km (-1), apresenta uma ampla planície alagável que se estende por cerca de 480 km, especialmente em sua margem direita. Cerca de metade dessa várzea foi subtraída do sistema pelo reservatório da Usina Hidrelétrica Sérgio Motta.
A Sub-bacia do Rio Pardo drena uma área de 39.533,64 km².
O Rio Pardo é formado de grandes afluentes; nasce a 118,528 km ao norte de Campo Grande, com o nome de Capim Branco, e denomina-se Pardo depois da confluência do Pinhé. Recebe as águas do Rio Botas, que tem a sua nascente a 23,705 km ao norte da cidade, tem um curso de 130,38 km e foi margeado pela estrada de ferro. Também, recebe as águas do Rio Anhanduí que é seu principal afluente. A partir daí, percorre como divisor municipal de Bataguassu e Santa Rita do Pardo, desaguando no Rio Paraná, reservatório da Usina Hidrelétrica Sérgio Motta.
Geografia política [editar]
- Fuso horário
Está a -1 hora com relação a Brasília e -4 com relação a Greenwich.
- Área
Possui área de 2.416,70 km²
- Subdivisões
A área urbana do Município é composta por 13 bairros na cidade, o Distrito da Nova Porto XV e o Bairro São Sebastião da Reta A-1.
- Limites
- Norte: Ribas do Rio Pardo e Santa Rita do Pardo
- Sul: Anaurilândia
- Leste: Estado de São Paulo
- Oeste: Nova Andradina
História do Município [editar]
“A obra de Manoel da Costa Lima foi epopéia digna de herói grego; somente poderia realizá-la quem tivesse a mística dos obstinados, que é marca dos grandes homens. E foi tão importante para o Estado como fora para o Brasil à abertura dos nossos portos D. João VI”
Os Detalhes da Epopéia [editar]
- Chegada à Porto XV de Novembro
Em 1900 Manoel da Costa Lima (ou Major Cecílio, título de honra recebido por ser Major da guarda nacional), saiu de sua fazenda Ponte Nova para explorar sertão adentro rumo à fronteira com o Estado de São Paulo. Não conseguindo atingir o objetivo, organizou posteriormente uma segunda expedição partindo da mesma fazenda Ponte Nova no dia 9 de maio de 1900.
Essa expedição atingiu as margens do rio Paraná na barra do Rio Pardo, onde foi fundado o distrito de Porto XV de Novembro. Em julho de 1904, o engenheiro agrimensor Emílio Rivasseau fazia o levantamento e a medição da estrada recentemente aberta por Manoel da Costa Lima. A estrada ligava o Arraial de Santo Antônio de Campo Grande ao Porto XV de Novembro, com uma distância de 54 léguas e 5.103 metros, cujas medidas constavam no Memorial descritivo assinado em agosto de 1904. Em seguida foi essa estrada recebida oficialmente pelo governador do Estado de Mato Grosso, através de seu representante, previamente designado, agrimensor José Paes de Faria. O objetivo da obra era a ligação do comércio com o Estado de São Paulo. Com essas providências, o sertanista Manoel da Costa Lima, já colocava o Porto XV de Novembro ao alcance de qualquer cidadão mato-grossense.
Ao chegar no Porto XV de Novembro, Manoel da Costa Lima se depara com um novo impasse: Como atravessar os 2 km de rio? Não para as pessoas, que poderiam ser facilmente acomodadas em canoas e batelões, mas sim a travessia do gado, das boiadas, vacadas, tropas de burros, cavalos, entre outros. Sua capacidade, sua inteligência e suas forças eram agora seriamente desafiadas por esse vital problema. Chegou a conclusão de que teria que ser feita uma “balsa curral” grande, para transportar muitos animais de uma só vez. Para rebocar a balsa curral, seria necessário uma lancha grande, um vapor. Surge então outro impasse: Onde encontrá-los? Nesta época, não existia nesta região esse tipo de navegação. Mas como o problema exigia solução, Major Cecílio imediatamente seguiu para a cidade de Concepción, no Paraguai, onde vira, de outra feita, vapores que seriam adequados ao serviço.
- Compra do vapor paraguaio “Carmelita”
No fim de 1904, efetuava-se em Concepción do Paraguai, a compra do vapor denominado “Carmelita”. Para essa compra, Major Cecílio levou uma boiada com 200 rezes, que foram vendidas no Paraguai. Com o produto da venda do gado, pagou o barco e mandou confeccionar, na mesma cidade, um carretão grande, ultra-resistente, além de quatro rodas, também super reforçadas com chapas de ferro. Em abril de 1905, o vapor Carmelita, depois de navegar pelo rio Paraguai acima, foi ancorar no rio Aquidauana, na foz do ribeirão Taquarussu. No período entre a compra do vapor e a sua chegada à foz do ribeirão, Major Cecílio, volta à fazenda Ponte Nova para preparar a grande comitiva que o transportaria por via terrestre.
Tomou emprestado alguns bois de carro, no total de duzentos, e também carros de bois e carretas, que foram convenientemente preparados para a viagem. Reuniu uns 20 peões carreiros. Abasteceu a comitiva de víveres, ferramentas e de diversos utensílios que lhe pudessem ser úteis naquela expedição. No dia aprazado, estava ele na barranca do rio Aquidauana para iniciar a etapa mais difícil de seu maravilhoso projeto. Tudo aquilo que ali estava no rio, barco a vapor e carretão, teria que ser posto ao seco, na terra firme. Eram toneladas a serem arrastadas para fora d’água. Não existia guindaste e nem sequer uma rampa apropriada. Dispunha somente da força física dos bois e, acima de tudo, da engenhosidade, da inteligência daquele sertanista intrépido. Retirado da embarcação, o carretão foi desmontado quase que totalmente. Retirou-se o mastro, a caldeira, chaminé, enfim, tudo o que dela fosse removível. Por fim, acomodados nos carros e nas carretas. Depois de muito tempo de trabalho árduo, foi o casco do navio içado do rio Aquidauana e colocado sobre o carretão. Começou então a caminhada rumo à serra e depois sucessivamente, “serra a cima serra a baixo”. Caminhada penosa, exigindo não só dedicação daqueles bravos trabalhadores, mas muito sacrifício. Aquele casco de vapor em cima do carretão era presa fácil do terreno mole, dos brejos e dos areais existentes na rústica estrada.
A viagem decorria lenta e morosa. Quando aquele monstro de quatro rodas atolava no brejo ou na areia, havia que ser levantado com todo aquele peso em cima. De uma forma ou de outra o serviço era feito e, o foi por muitas e muitas vezes. Quando o pesado veículo era levantado, colocava-se madeira branca por baixo do mesmo, que muitas vezes também não resistia, atolando-se sob as toneladas de peso. Quando isso ocorria a operação era repetida, tantas vezes quantas se tornassem necessárias. Difícil era atravessar um brejo, onde a comitiva esteve cerca de 15 dias em um só acampamento. Vários problemas surgiram. Toda arrumação do carro era feita de correias torcidas; as tiradeiras, uma vez molhadas, com as constantes chuvas, apodreciam e partiam-se sendo substituídas por material novo, feito na hora. Nas subidas o freio era constituído de pedras ou pedaços de madeira resistente colocados atrás das rodas do pesado veículo.
Para as descidas da serra, córregos e nos baixados, o gênio criativo do bandeirante entrou em ação, e o tipo de freio certo foi engenhado. Vinte e cinco juntas de 50 bois alinhados, puxando para a frente o carretão, e ligado no carretão na sua traseira, por uma “fieira” de 6 juntas de 12 bois. Ligado, ou arrastado por esta “fieira”, uma grande tora de madeira; esta e as 6 juntas de bois não permitiam que o carretão disparasse nas descidas ou ladeiras. E quando necessitasse parar o pesado veículo, bastava cercar pela frente a fieira de 6 juntas. Do ponto de partida, na margem esquerda do Rio Aquidauana, subindo e descendo a serra de Maracaju até o arraial, ou vila de Campo Grande, mais de sessenta dias foram gastos.
Chegada à Campo Grande [editar]
- A abertura da nova estrada deu origem a Bataguassu
A chegada da comitiva em Campo Grande, foi motivo de alegria para toda a sua população, que não se cansava de manifestar o seu espanto e a sua admiração em ver um vapor dentro da vila. E ninguém negou aplausos aos heróis daquela proeza. Obra de louco! Diziam, a uma só voz. Uma verdadeira epopéia, diziam felizes, reconhecendo que foi realizada em época carente de todos os recursos, só tendo sido possível se conduzida por uma força de vontade inquebrantável e uma inteligência muito dotada. A notícia da chegada do vapor se espalhou pelos arredores de Campo Grande. Quem a ouviu não conteve a sua curiosidade e foi ver o navio e cumprimentar os heróis dessa proeza. O condutor mágico, dado antes como um louco, era agora aclamado e homenageado. Hospedado na casa de seu irmão durante 3 dias, recuperou forças e permitiu que os bois também descansassem. Após os 3 dias de folga, deu novamente o toque de reunir o seu pessoal. E a grande comitiva se colocou em marcha, em demanda da barra do ribeirão Lontra com o Anhanduí, onde chegaram após mais 15 sofridos dias de trabalho. Nesse ponto providenciou-se a montagem de uma oficina para remontagem da Carmelita.
Embarcação montada, desceram pelas águas do rio Anhaduí até as do Rio Paraná, no Porto XV de Novembro. No dia 8 de outubro de 1906 foi dado início à navegação a vapor pelos rios Paraná e Pardo. Justamente no dia que Manoel da Costa Lima completava 40 anos. Vale lembrar que todo esse trabalho foi feito às custas de seus poucos recursos financeiros. Para esse empreendimento trouxe duas chatas de São Paulo, em difícil viagem pelo rio Tietê. Construiu balsas-currais, mangueiros, embarcadores com brete, entre outros. E como se não bastasse, realizou benfeitorias nas margens do rio Pardo. Enfim, foi o pioneiro da primeira ligação Mato Grosso – São Paulo. Para finalizar, deve apenas ser ressaltado seu caráter despojado de quaisquer vaidades e, a prova disso reside no anonimato em que sempre se escondeu.
O Major Cecílio se preocupava seriamente com a educação e onde ele estava tinha que ter uma escola. Convidado pelo Major, veio para a Fazenda, o professor Souza Matos, que chegou a montar um hotel na fazenda Uerê para abrigar os alunos que vinham de outras localidades a fim de estudar nessa escola. Outra preocupação do Major era a industrialização. A primeira indústria montada na fazenda Uerê, em 1918, foi um engenho de cana impulsionado por energia hidráulica. Dali se obtinha açúcar mascavo, rapadura e aguardente. Mais tarde, no mesmo engenho, foi fabricado também o açúcar cristal, provavelmente a primeira indústria de açúcar cristal do Estado. Ainda, segundo ele, o local contava também com serraria e máquina de beneficiamento de arroz.
Com o dínamo instalado na roda d’água do engenho, iluminavam-se as casas da fazenda com a energia gerada. Neste ano já eram contabilizados 36 aparelhos telefônicos, que interligavam fazendas em um raio de aproximadamente 70 km. A comunicação também era uma preocupação do Major. A abertura da estrada de Campo Grande até o Rio Paraná, não concretizava a ligação com o Estado de São Paulo. Faltava transpor o caudaloso rio. Aliás, seu objetivo era exatamente explorar comercialmente a travessia do rio, através de balsas e, para isto, Manoel da Costa Lima trouxe do Paraguai uma lancha a vapor, cujo transporte até aqui foi considerado uma das grandes epopéias do Estado. Um detalhe interessante da travessia era o fato do Major não ter conseguido autorização do Estado de São Paulo para operar com navegação. Isto o obrigava a aportar em uma ilha bem próxima à margem paulista e daí em diante o gado terminava o percurso a nado. O curioso da história não é o fato da burocracia tentar atravancar o progresso e, sim, o senso de obediência às leis que norteava o Major.
Mesmo sabendo não haver ninguém para impedi-lo de atracar na margem paulista, cumpria a determinação legal, apesar da dificuldade e do maior custo da travessia. Manoel Cecílio de Lima, logo que eclodiu o vilarejo, se empenhou em levar para o colonizador a Exatoria (antiga Coletoria de impostos), Cartório, Escola e outras repartições que funcionavam na Fazenda Uerê. Foi o primeiro Juiz de Paz e hoje empresta seu nome à praça defronte a antiga prefeitura.
Fundação [editar]
- Depois da abertura da estrada ligando Mato Grosso com São Paulo, em 1953, Jan Antonin Bata funda a cidade de Bataguassu
Em 1932, Arthur Diederichen vendeu a Companhia de Viação São Paulo-Mato Grosso, incluindo terras, embarcações, pousos de boiada, armazéns, fazendas e direitos, à Jan Antonin Bata, o qual conservou a mesma denominação da Companhia.
Jan Antonin Bata nasceu na cidade de Zlim, na antiga Tchecoslováquia, onde era denominado “O rei do calçado”. Naquele país foi um grande industrial. Seu pai era fundador das indústrias Bata, e Jan foi seu continuador, ampliando suas fábricas nos cinco continentes. Culto e viajado, dominava sete idiomas. Foi o homem mais importante de Zlim e um dos mais conceituados na Tchecoslováquia, preocupando-se com a educação, instrução e bem estar da comunidade, sendo o nome Bata em sua pátria sinônimo de energia, trabalho, cooperação e honra. Perseguido e injustiçado pelos seguidores de Hitler; exilou-se nos Estados Unidos, de onde veio para o Brasil. Em 1941 já havia instalado uma indústria de calçados em Batatuba, no Estado de São Paulo, primeira cidade que fundou no Brasil.
Entre as terras que adquiriu de Arthur Diederichen, quando da compra da Companhia de Viação São Paulo - Mato Grosso, estavam os 70.000 hectares das fazendas Formosa e Limeira, às margens do Rio Pardo, onde decidiu criar uma cidade. Em 1942, no espigão divisor das águas dos córregos Guassu e Sapé; não muito distante do Rio Pardo, escolheu o lugar onde seria edificada a cidade de Bataguassu.
Além do planejamento urbano da cidade, fez também o mesmo com a zona rural, com pequenos lotes. Tanto os terrenos urbanos como os rurais eram vendidos a preços módicos, em suaves prestações, para despertar o interesse dos primeiros colonos. Construiu as primeiras casas destinadas aos operários e funcionários da Companhia, um armazém para fornecimento à população florescente e um pequeno templo católico, no centro de onde hoje se encontra a Praça Jan Antonin Bata. Nele colocadas lindas imagens importadas. Em 23 de agosto de 1965 faleceu Jan Antonin Bata, esse grande personagem da história do município de Bataguassu.
- Criação do cartório de paz e sede do Distrito de Ivinhema
Montou inicialmente uma serraria, cuja caldeira fornecia iluminação elétrica para o povoado e movia o motor estacionário que abastecia a população de água. A seguir, começou uma olaria à margem do Rio Pardo, mais tarde transformada em cerâmica. Montou uma leiteria e mais tarde uma granja. Durante a segunda Guerra Mundial, apesar do trabalho relevante desenvolvido por Jan Antonin Bata, o Governo Federal retirou-lhe a concessão da navegação, encampando as ambarcações, os pousos de boiadas e mais uma área de terras em Porto XV de Novembro, incorporando tudo ao Serviço de Navegação da Bacia do Prata. As primeiras casas em Bataguassu foram construídas por Joaquim Simplício da Silva, Manoel Rocha e Durval Catão. Foram construídas pela Companhia de Viação São Paulo - Mato Grosso, de início, uma residência para o administrador, um escritório, um armazém, cerca de vinte casas para colonos e um hotel.
Os primeiros habitantes da região, além de Manoel da Costa Lima e seus descendentes, foram Isaac Cardoso Lopes, na fazenda Sapé; Domício de Aragão Bulcão, no pouso Guassu; Felisberto Viana e Ambrósio Lemes na Fazenda Matinha. Em 12 de Maio de 1945, Bataguassu foi escolhida para a sede do então Distrito de Ivinhema, criado pela lei nº. 1805 de 17 de julho de 1930, na data foi criado o Cartório de Paz no Distrito de Ivinhema, o qual funcionou inicialmente na Fazenda Uerê, sendo o primeiro escrivão o Sr. José Francisco da Cruz. Posteriormente o cartório foi transferido para a sede da Fazenda Acampamento, sob a responsabilidade de Blak Paes Ferreira, o qual transferiu o cartório para a vila de Bataguassu.
Emancipação [editar]
- Precariedade local
Apesar da relativa melhoria urbana, na época as condições do local eram precárias, não havia nenhuma infra-estrutura, existia apenas 30 casas de madeira no local com aproximadamente 200 habitantes e muito a ser desbravado. A energia elétrica era racionada, gerada através de um motor estacionário que funcionava das 18 às 22 horas.
Um pequeno cômodo de madeira era usado como capela e a celebrações eram realizadas anualmente pelo sacerdote de Rio Brilhante, que se deslocava a cavalo até a vila. Foi Frei João Damasceno que rezou a primeira missa nesta capelinha de madeira entre os coqueiros da praça central (denominada Jan Antonin Bata), em 29 de Junho de 1948. Foi em 1º de Maio de 1954, que o capuchinho gaúcho, Frei Luís Maria de Tomás Flores, entrou em Bataguassu como primeiro vigário da paróquia. Já nesta época a festa religiosa em homenagem ao santo padroeiro, São João Batista, era realizada com as quermesses durante o mês de junho, a renda arrecadada era revertida para a construção da primeira igreja de alvenaria.
A alfabetização das crianças era realizada em um salão de madeira de forma bastante precária, onde um professor dava aulas por conta da Companhia colonizadora. Só em 1953 foi edificado pela Companhia colonizadora o primeiro prédio para realizar a alfabetização das crianças do município. Com uma sala de aula, dois sanitários e alojamento para o professor Peri Barbosa Martins e Enio Martins, Tenente Nelson e amigos, preocupados com o desenvolvimento do local, conseguiram que o prédio fosse cedido para o Estado de Mato Grosso. No local foi então criada a Escola Rural Mista Coronel Pedro Celestino, que teve como primeira professora Maria da Conceição, exercendo o cargo até 1965.
Mais tarde, após a emancipação do município, a escola rural foi renomeada como Escolas Reunidas Manoel da Costa Lima.
- Progresso, primeiro prefeito e instalação de Bataguassu
Por volta de 1950, Bataguassu nem imaginava o que a esperava no futuro: a fartura do arroz e mais tarde da pecuária, a instalação de importantes empresas, a educação, enfim todos os elementos que deram forma ao progresso hoje visto.
Como importantes figuras dessa história, a Família Martins foi de grande significado para a história de Bataguassu. Nascido entre as cidades de Sidrolândia e Rio Brilhante, precisamente no município de Campo Grande, que na época compreendia o território onde hoje encontra-se Bataguassu. Enio Martins era descendente da família dos “Barbosa da Vacaria” e se destacava na política local. Em 1926, a família mudou-se para uma fazenda onde hoje está a cidade de Nova Andradina. A família Martins permaneceu no local até a vênda da Fazenda Baile, em 1952, quando no dia 8 de março do mesmo ano, a convite do tenente Nelson Verlangieri D’Oliveira (genro de Jan Antonin Bata), chegaram em Bataguassu.
Em 1953 o Governador do Estado de Mato Grosso, Dr. Fernando Correa da Costa, a convite de Tenente Nelson Verlangieri de Oliveira, Pery Martins e Enio Martins, visitou Bataguassu, quando inaugurou uma nova escola, a Escola Rural Mista Coronel Pedro Celestino, e assistiu a um desfile de máquinas agrícolas que o deixou bastante impressionado. Empolgado, o governador prometeu a emancipação política de Bataguassu. No dia 11 de Dezembro do mesmo ano assinou a Lei 683 que elevou a vila a sede de Município, o qual tinha as mesmas divisas do distrito de Ivinhema, abrangendo as terras que hoje formam os municípios de Bataguassu, Anaurilândia, Nova Andradina, Bataiporã e Taquarussu. A partir desta data foi nomeado Prefeito de Bataguassu, Ladislau Deák Filho.
Apesar de Bataguassu ter sido fundada em 1953, a Ata da Sessão Especial de Instalação do Município e da Administração Municipal respectiva, bem como de compromisso e posse dos vereadores e de Instalação da Câmara Municipal e do primeiro prefeito eleito, foi em 19 de fevereiro de 1955, tendo com o primeiro prefeito eleito o Sr. Enio Martins e seu vice-prefeito o Sr. Domício de Aragão Bulcão, exercendo o cargo posteriormente por mais dois mandatos. Os primeiros vereadores eleitos foram os senhores Pery Barbosa Martins, Lázaro Severino da Silva, José Heitor de Almeida Camargo, Laucidio Ávila de Lima e Joaquim Silvério da Silva.
Após a posse concedida pelo Dr. Silvio Borba Carrilho de Oliveira - DD. Juiz Eleitoral da 11ª zona eleitoral – foi feito a eleição para composição da Mesa Diretoria da Câmara Municipal, sendo eleito o primeiro presidente da Câmara Municipal o senhor Pery Barbosa Martins, vice-presidente o Sr. José Heitor de Almeida Camargo, 1º secretário o Sr. Lázaro Severino da Silva.
A terra foi recebendo novos habitantes que mais tarde influenciariam em seus destinos, tais como, José Vicente Vitiritti, José Veríssimo do Amaral, Ailton Pinheiro Ferreira, Shiguetsugo Kawanami, Yataka Kasai, Francisco Machado de Souza, Adonel Elias Barbosa, Arlindo Evaristo Bonfim, Odorilho Ferreira, José Francisco Xavier, Manoel Pereira de Souza, José Alves Barroso e Vladimir Kubik
Pioneiro e colonizador do Município de Bataguassu, Vladimir Kubik atuou ao lado de Jan Antonin Bata na colonização de parte da região sudeste do Mato Grosso do Sul, que só foi possível graças à Companhia Viação São Paulo-Mato Grosso, da qual Antonin Bata era o proprietário e Kubik trabalhava como administrador. Junto com seu filho, Vladmir José Kubik, lançou um dos primeiros loteamentos imobiliário de Bataguassu.
Em 1977 o município passa a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul.
Nome e município de origem [editar]
O nome faz referência às indústrias de calçado Bata, do checoslovaco Jan Antonin Bata, o rei dos calçados, o qual estabeleceu-se no Brasil em 1932 fugido do partido nazista. Antes de fundar Bataguassu, fundou a localidades de Batatuba (SP), em 1941, e dez anos depois (1963) fundaria Batayporã.
Administralidade [editar]
Os símbolos de Bataguassu [editar]
Países, estados e municípios têm como representatividade de seus ideais os brasões, as bandeiras, os hinos, cada qual com significados próprios.
Na época em que foram elaborados, os símbolos de Bataguassu representavam significados inerentes a esta terra. Seus ideais morais e patrióticos dependeram de autorização municipal para suas confecções.
- O Brasão de Armas
De autoria do heraldista, Profº Arcinoé Peixoto de Faria, o brasão foi concebido em 1973 e possui os significados que seguem.
O escudo samítico, usado para representar o Brasão de Armas de Bataguassu, foi o primeiro estilo de escudo introduzido em Portugal por influência francesa, herdado pela heráldica brasileira como evocativo da raça colonizadora e principal formadora de nossa nacionalidade.
A coroa mural, que o sobrepõe, é o símbolo universal dos brasões de domínio que, sendo de argente (prata) de oito torres, das quais apenas cinco são visíveis em perspectiva de desenho, classifica a cidade representada na segunda grandeza, ou seja, sede de Comarca.
O metal argente prata de campo de escudo é símbolo de paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza e religiosidade.
A economia municipal é apoiada na agropecuária, razão da cabeça de boi preta, dos feixes de arroz de sinopla, atadas de goles com espigas maduras ao natural, indicando o principal produto da terra fértil.
Os significados transmitidos pelas cores são:
- Preto: prudência, sabedoria, moderação, austeridade, firmeza de caráter;
- Verde: honra, civilidade, cortesia, alegria, abundância, esperança;
- Vermelho: amor pátrio, dedicação, audácia, intrepidez, coragem, valentia;
- Azul: representa o Rio Paraná
- Prata: com peixe indicando a piscosidade do rio.
Enfim, estes e outros significados traçam o perfil da história local, representados em cores e objetos.
- A Bandeira Municipal
Assim como o brasão, a Bandeira de Bataguassu é de autoria do Professor Arcinoé Antonio Peixoto de Faria, e também apresenta uma série de significados e regras de exibição.
O Brasão aplicado na bandeira representa o governo municipal. O retângulo branco representa a própria cidade-sede do município, além de ser símbolo de paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza e religiosidade. A faixa branca central representa a irradiação do poder municipal, a cor vermelha exprime amor próprio, dedicação, audácia, intrepidez, coragem, valentia. As faixas verdes indicam as propriedades rurais, além de expressar a esperança, a honra, civilidade, alegria e abundância. Entre outras, é terminantemente proibido o uso da bandeira para servir de pano de mesa em solenidades. Proíbe-se ainda o seu hasteamento em locais considerados inconvenientes pelos poderes competentes.
Executivo Municipal [editar]
Prefeitos de Bataguassu e seus períodos
- Ladislau Deak Filho
- de 11 de dezembro de 1953 a 18 de fevereiro de 1955 nomeado
- 1º - Enio Martins
- de 19 de fevereiro de 1955 a 30 de janeiro de 1959
Domício de Aragão Bulcão:
- 2º - Lázaro Severino da Silva
- de 31 de janeiro de 1959 a 30 de janeiro de 1963
Joel Duarte Hag Mussi Obs. Renunciou em 15 de abril de 1961
- 3º - Enio Martins
- de 31 de janeiro de 1963 a 30 de janeiro de 1967
Gerônimo Gimenes
- 4º - Adonel Elias Barbosa
- de 31 de janeiro de 1967 a 30 de janeiro de 1970
Manoel Pereira Souza
- 5º - Enio Martins
- de 31 de janeiro de 1970 a 30 de janeiro de 1973
Ailton Pinheiro Ferreira
- 6º - Odorilho Ferreira
- de 31 de janeiro de 1973 a 31 de janeiro de 1977
José Francisco Xavier
- 7º - Adonel Elias Barbosa
- de 1 de fevereiro de 1977 a 31 de janeiro de 1983
Benedito Facce varaldo
- 8º - Ailton Pinheiro Ferreira
- de 1 de fevereiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988
Antônio Machado de Souza
- 9º - Dr. Antônio Machado de Souza de 1 de janeiro de 1989 a 31 de outubro de 1992
Salvador Justo de Souza
- 10º - Salvador Justo de Souza
- de 1 de novembro de 1992 a 31 de dezembro de 1992 - assumiu
- 11º - Ailton Pinheiro Ferreira
- de 1 de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996
Valdemar Barbosa da Silva
- 12º - Dr. Antônio Machado de Souza de 1 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000
Aparecido Donizete Thomazini
- 13º - Ailton Pinheiro Ferreira
- de 1 de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004
Dr. Marcos Barbosa Tavares
- 14º - Dr. João Carlos Aquino Lemes
- de 1 de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008
Zélia Bonfim das Virgens
- 15º - Dr. João Carlos Aquino Lemes
- de 1 de janeiro de 2008 a 31 de dezembro de 2012
Zélia Bonfim das Virgens
- 16º - Dr. Pedro Arlei Caravina
- de 1 de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016
Cida Ramos
Número de eleitores [editar]
| Ano | Nº de eleitores |
|---|---|
| 1990 | 7.597 |
| 1992 | 8.960 |
| 1994 | 9.421 |
| 1996 | 7.293 |
| 1998 | 8.199 |
| 2000 | 9.706 |
| 2002 | 10.585 |
| 2004 | 12.609 |
| 2005 | 12.800 |
| 2006 | 13.106 |
| 2007 | 13.391 |
| 2010 | 19.596 |
2012
Aspectos demográficos [editar]
| Ano | População total | População urbana | População rural |
|---|---|---|---|
| 1980 | 9.204 | 6.230 | 2.974 |
| 1991 | 11.620 | 8.588 | 3.032 |
| 2000 | 16.197 | 10.757 | 5.440 |
| 2007 | 18.687 | 13.081 | 5.606 |
| 2010 | 19.825 | 15.234 | 4.591 |
O quadro denuncia que no período compreendido entre os anos de 1980 e 2010, ocorreu um crescimento de mais de 100% do total de habitantes no Município de Bataguassu. A densidade demográfica do Município é de 7,73 habitantes/km².
Esgotamento Sanitário [editar]
O esgotamento sanitário do município é realizado através de fossas sépticas. As obras para a implantação da estação de tratamento no município já está concluída, sendo que foi realizada a colocação de tubulações em 30% da área do Município, estando no aguardo de autorização para efetuar as ligações domiciliares.
A SANESUL está viabilizando projetos para ampliação do sistema de esgotamento sanitário.
Coleta e Disposição de Lixo [editar]
A coleta de resíduos sólidos é realizada diariamente pela Prefeitura, abrangendo todos os bairros da cidade, Nova Porto XV e Reta A-1. Os resíduos são encaminhados para uma área de descarte, portanto o município não possui aterro sanitário, mas já está trabalhando na adequação da área conforme legislação até o ano de 2009, inclusive coleta seletiva.
Abastecimento de Água [editar]
O sistema de abastecimento de água é realizado pela empresa SANESUL. A extensão da rede é de 38.116 m e abastece 5.675 economias, e 100% da população é atendida com o sistema de abastecimento de água.
Energia Elétrica [editar]
O fornecimento de energia elétrica é feito pela empresa ENERSUL, e atende 6.599 unidades consumidoras.
- Consumo em Mwh
- Residencial: 7.394
- Industrial: 26.941
- Comercial: 4.144
- Rural: 3.616
- Poder Público: 1.425
- Iluminação Pública: 909
- Serviço Público: 488
- Próprio: 16
- Total: 44.933
Saúde [editar]
- Estabelecimentos de Saúde Pública
- Centro de Saúde: 2
- Posto de Saúde: 4
- Unidades de Vigilância Sanitária: 1
- Laboratório de Análises Clínicas: 1
- Hospital: 1
- Número de leitos: 22
- Unidades de Saúde e Atendimentos
Unidade de Saúde - Número de Procedimentos/média mês
- Posto de Saúde – Jardim Acapulco – PSF - 1.675
- Posto de Saúde – Jardim São Francisco – PSF 1.584
- Centro de Saúde 3.285
- Posto de Saúde – Nova Porto XV – PSF 1.479
- Posto de Saúde – Reta A-1 170
- PSF Rural (Assentamentos) 1.134
- Centro Especialidades 3.172
- Laboratório de Análises Clínicas Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Bataguassu 2.087
Os estabelecimentos de saúde descritos no quadro atende à população de Bataguassu nas especialidades: Clínico Geral, Neurologista, Pediatria, Psiquiatria, Psicólogo, Fonoaudiologia, Cardiologia, Oftalmologia, Ginecologia, Ortopedia, Fisioterapia, Nutricionista e Odontologia.
O Centro de Referência para os casos que não podem ser atendidos no Município são encaminhados para Três Lagoas e Campo Grande.
- Mortalidade
Indicadores de Mortalidade
A taxa de mortalidade se refere ao número de óbitos por 1.000 habitantes, a taxa de mortalidade infantil ao número de óbitos infantis (menores de 1 ano) por 1.000 nascidos vivos e a taxa de mortalidade neonatal ao número de óbitos na idade de 0 a 27 dias por 1.000 nascidos vivos. Segue abaixo os índices de Bataguassu:
- Taxa de Mortalidade Geral 4,03
- Taxa de Mortalidade Infantil 8,97
- Taxa de Mortalidade Neonatal 8,97
IDHM – Índice de Desenvolvimento Humano Municipal [editar]
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mede o nível de desenvolvimento humano dos países utilizando como critérios indicadores de educação (alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (esperança de vida ao nascer) e renda (PIB per capita). O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) a um (desenvolvimento humano total). Países com IDH até 0,499 têm desenvolvimento humano considerado baixo, os países com índices entre 0,500 a 0,799 são considerados de médio desenvolvimento humano e países com IDH superior a 0,800 têm desenvolvimento humano considerado alto.
Para a avaliação da dimensão educação, o cálculo do IDH municipal considera dois indicadores com pesos diferentes. A taxa de alfabetização de pessoas acima de 15 anos de idade tem peso dois, e a taxa bruta de freqüência à escola peso um. O primeiro indicador é o percentual de pessoas com mais de 15 anos capaz de ler e escrever um bilhete simples, considerados adultos alfabetizados. O calendário do Ministério da educação indica que, se a criança não se atrasar na escola, ela completará esse ciclo aos 14 anos de idade, daí a medição do analfabetismo se dar a partir dos 15 anos. O segundo indicador é resultado de uma conta simples: o somatório de pessoas, independente da idade, que freqüentam os cursos fundamental, secundário e superior e é dividido pela população na faixa etária de 7 a 22 anos da localidade. Estão também incluídos na conta os alunos de cursos supletivos de primeiro e de segundo graus, de classes de aceleração e de pós-graduação universitária. Apenas classes especiais de alfabetização são descartadas para efeito do cálculo.
Para a avaliação da dimensão longevidade, o IDH municipal considera o mesmo indicador do IDH de países: a esperança de vida ao nascer. Esse indicador mostra o número médio de anos que uma pessoa nascida naquela localidade no ano de referência (no caso, 2000) deve viver. O indicador de longevidade sintetiza as condições de saúde e salubridade do local, uma vez que quanto mais mortes houver nas faixas etárias mais precoses, menor será a expectativa de vida. Para a avaliação da dimensão renda, o critério usado é a renda municipal per capita, ou seja, a renda média de cada residente no Município. Para se chegar a esse valor soma-se a renda de todos os residentes e divide-se o resultado pelo número de pessoas que moram no Município (inclusive crianças ou pessoas com renda igual a zero). No caso brasileiro, o cálculo da renda municipal per capita é feito a partir das respostas ao questionário expandido do Censo – um questionário mais detalhado do que o universal e que é aplicado a uma amostra dos domicílios visitados pelos recenseadores. Os dados colhidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são expandidos para o total da população municipal e então usados para o cálculo da dimensão renda do IDH-M.
- IDHM, IDHM-Renda, IDHM-Longevidade e IDHM-Educação
Descrição de Bataguassu
- IDHM 1991 0,676
- IDHM 2000 0,738
- IDHM Renda 1991 0,627
- IDHM Renda 2000 0,669
- IDHM Longevidade 1991 0,689
- IDHM Longevidade 2000 0,712
- IDHM Educação 1991 0,712
- IDHM Educação 2000 0,834
Infra-estrutura urbana [editar]
Transportes [editar]
- Acesso Rodoviário
As rodovias pavimentadas no Estado de Mato Grosso do Sul, estão bem distribuídas, sendo os principais acessos ao Município as seguintes rodovias:
- BR-267: corta o sul do Estado, estabelecendo a ligação entre Porto Murtinho (na região oeste) e Bataguassu (Ponte Maurício Joppert), no leste – articulando-se, em Presidente Epitácio (Estado de São Paulo), com as redes: rodoviária e ferroviária daquele Estado.
- MS-395: uma das principais vias de acesso para o sul do Estado.
O transporte de passageiros se dá pelo seu terminal rodoviário, que é administrado pela Viação Motta.
- Acesso Hidroviário
O Estado de Mato Grosso do Sul é privilegiado quanto aos recursos hídricos, banhado por duas grandes bacias hidrográficas, a do Paraná e Paraguai (ambas platinas), que forma um complexo hidroviário navegável de grande importância. Possuí limites internacionais com o Paraguai e a Bolívia, o que permite maior intercâmbio comercial com os países do Mercosul, e com maior faixa de fronteira que os outros Estados Brasileiros, pelo Rio Paraguai, por via navegável.
O Estado tem importância no contexto geopolítico da América do Sul, onde o setor comercial está voltado à exportação, em face de iniciativa conjunta de empresários e Governo, no fortalecimento das exportações, que hoje são muito dependentes do setor primário, e se pretende reverter com a ampliação e diversificação do setor industrial, onde resultará na estabilização do processo de desenvolvimento sócio-econômico.
A Hidrovia Paraguai-Paraná é um dos mais extensos e importantes eixos continentais de integração política, social e econômica. Ela corta metade da América do Sul, vai desde a cidade de Cáceres, no Estado de Mato Grosso, até Nova Palmira, no Uruguai. São 3.442 km, sendo 2.202 km até a divisa com o Paraguai e Argentina, e servem a cinco países: Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
O Município conta com um porto de carga e descarga, que interliga a hidrovia Tietê/Paraná.
- Acesso aéreo
Não há opções de transporte aéreo para o município.
Telecomunicações [editar]
Os serviços de telefonia no Município são prestados pela empresa Oi e conta com um total de 3.208 terminais instalados. A telefonia celular dispõe de torres das operadoras: TIM, OI, VIVO e CLARO.
Instituições Financeiras [editar]
O Município conta com três agências bancárias e uma casa lotérica:
- Banco do Brasil
- Banco HSBC
- Banco Bradesco
- Casa Lotérica - CEF
Pavimentação [editar]
A área urbana do Município está com 70% das vias pavimentadas, restando apenas os bairros implantados recentemente, ou seja, Jardim Campo Grande, Jardim Primavera, Jardim América I, Jardim América II, Jardim Recanto, Jardim Santa Rosa.
Cemitério [editar]
O cemitério foi inaugurado em 1956, contendo uma área de 26.110 m², com 3.024 sepulturas, sendo o único do Município, localizando-se à margem direita da BR-395, entrada da cidade.
Devido ao pequeno espaço disponível já está sendo estudado uma nova área para implantação de outro cemitério.
Sistema de ensino [editar]
O Município não possui instituições de nível superior instaladas, mas oferece cursos à longa distância através das instituições EADCON, UNIDERP UFMS, UFGD e UAB (Universidade Aberta do Brasil), através de aulas via satélite e interatividade via internet. O número de alunos das universidades interativas totaliza 80.
Incentivo [editar]
O Município incentivo a Ensino Superior dando apoio no transporte para as cidades de Três Lagoas, Campo Grande (Mato Grosso do Sul) e Presidente Prudente–SP, beneficiando 160 alunos universitários.
Cursos [editar]
Os cursos oferecidos são:
- Graduação – Administração, Pedagogia, Matemática, Serviço Social, Ciências Contábeis e Letras.
- Pós-Graduação – MBA Executivo – Gestão Escolar – Ensino Escolar – Ensino
- Religioso, Educação Infantil e Séries Iniciais, Educação Especial: Práticas Inclusivas na Escola, Ensino de Filosofia e Sociologia, Ensino de
- Geografia e História, Ensino de Ciências e Matemática, Ensino de Linguagens (Português e Espanhol) e Psicopedagogia Institucional.
- Licenciatura em Informática.
Infra-estrutura econômica [editar]
Com Produto Interno Bruto de mais de 300 milhões de reais, Bataguassu se destaca na agropecuária.
Setor primário [editar]
- Assentamentos Rurais
O Município conta com cinco assentamentos rurais, que recebem o apoio do INCRA e do poder público municipal para infra-estrutura como: abastecimento de água, recuperação de estradas, saúde, educação, preparo da terra e comercialização dos produtos.
Produção Animal (2007)
- Tipo Produção - Nº Estabelecimentos - Quantidade
- Bovinos - 632 - 197.103 cabeças
- Caprinos - 8 - 40 cabeças
- Ovinos - 86 - 2.175 cabeças
- Suínos - 201 - 5.904 cabeças
- Aves - 348 - 14.067 cabeças
- Leite de vaca - 452 - 7377 mil litros
- Ovos de galinha - 192 - 19 mil dúzias
Setor secundário [editar]
- Indústria por ramo de atividade
Atividades: Minerais não metálicos, Metalúrgica, Madeireira, Mobiliário, Indústria Química, Perfumaria, Sabões e Velas, Prod. Matérias Plásticas, Vest., Calç., Artef. Tecidos, Produtos Alimentícios, Editorial e Gráfica, entre outros,
Setor Terciário [editar]
O setor terciário é uma das principais atividades econômicas de Bataguassu e é composto por 222 estabelecimentos.
- Mercado de Trabalho
Relação entre a população e o pessoal ocupado no emprego formal em 2005
- População Economicamente Ativa (PEA): 7.816
- Empregos Formais: 3.916
- PEA Ocupada (%): 29,2
Turismo [editar]
Eventos [editar]
- Carnaval de Rua de Bataguassu - Batafolia
Data: Durante o carnaval
Local: Avenida Porto XV de Novembro
- Quermesses Juninas da Igreja Católica
Data: Durante o mês de junho
Local: Paróquia São João Batista
Festa de São Francisco de Assis
Data: 25 de Setembro a 04 de 0utubro
Salão Paroquial Jardim São Francisco
- Cavalgada – Tropa Guassu
Data: Julho
Local: Estradas rurais da região
- Batarodeio
Data: Início do mês de agosto
Local: Início da Av. Mato Grosso Jd. Santa Maria Terreno da Socepar
- Festa de Nossa Senhora dos Navegantes
Data: 15 de agosto
Local: Distrito da Nova Porto XV
- Show da Igualdade Racial e Concurso Miss Beleza Negra
Data: Mês de Novembro
Local: Avenida Porto XV de Novembro
- Atividades alusivas ao aniversário de Bataguassu / Show / Exposição
Data: 11 de Dezembro
Local: Ocasional
- Show da Virada - Reveillon
Data: 31 de Dezembro
Local: Avenida Porto XV de Novembro
Esportes [editar]
Futebol [editar]
A cidade de Bataguassu tem um time de futebol, a Associação Atlética Bataguassu, que joga na segunda divisão do estadual. Também havia outro time de nome Associação Atlética Bataguassuense, que foi extinto.
A cidade possui o Estádio Municipal de Bataguassu, com capacidade para 5 mil lugares.
Notas
- ↑ Nota ortográfica: Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Bataguaçu. Prescreve-se o uso da letra "ç" para palavras de origem tupi. O nome vem do tupi grande, referindo-se ao rio Guaçu, cujas águas banham a região. Ao longo dos anos, a grafia foi alterada para Guaçu, G'uasu e finalmente para Guassu.
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
- ↑ Urbanização das cidades brasileiras. Embrapa Monitoramento por Satélite. Página visitada em 30 de Julho de 2008.
- ↑ Estimativa Populacional 2011. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2011). Página visitada em 13 de setembro de 2011.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ Indice GINI. Cidade Sat. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2000). Página visitada em 6 de agosto de 2011.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de dezembro de 2009). Página visitada em 4 de janeiro de 2009.