Camapuã

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Município de Camapuã
"Capital do bezerro de qualidade"
Rua Pedro Celestino, no centro de Camapuã

Rua Pedro Celestino, no centro de Camapuã
Bandeira de Camapuã
Brasão de Camapuã
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 30 de Setembro
Fundação 30 de setembro de 1948 (66 anos)
Emancipação 30 de setembro de 1948
Gentílico camapuanense
Padroeiro(a) São João Batista
Prefeito(a) Marcelo Duailibi (DEM)
(2009–2012)
Localização
Localização de Camapuã
Localização de Camapuã no Mato Grosso do Sul
Camapuã está localizado em: Brasil
Camapuã
Localização de Camapuã no Brasil
19° 31' 51" S 54° 02' 38" O19° 31' 51" S 54° 02' 38" O
Unidade federativa  Mato Grosso do Sul
Mesorregião Centro Norte de Mato Grosso do Sul IBGE/2008 [1]
Microrregião Alto Taquari IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes São Gabriel do Oeste, Costa Rica, Figueirão, Água Clara, Bandeirantes e Ribas do Rio Pardo
Distância até a capital federal: 997 km
estadual: 137
km
Características geográficas
Área 6 230,000 km² (MS: 10º)[2]
Área urbana 1,08 km² (MS: 55º) – est. Embrapa[3]
Distritos Camapuã (sede), Ponte do Rio Verde e Pontinha do Coxo
População 13 616 hab. (MS: 43º) –  est. IBGE 2011[4]
Densidade 2,185 hab/km²
Altitude 409 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH-M 0,761 (MS: 20º) – alto PNUD/2000 [5]
Gini 0,430 (MS: 26º) – est. IBGE 2003[6]
PIB R$ 202 010,853 mil (MS: 33º) – IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 14 895,36 IBGE/2008[7]
Página oficial

Camapuã é um município brasileiro da região Centro-Oeste, situado no estado de Mato Grosso do Sul. A cidade fica próxima da capital do estado, a menos de 150 km.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

O município de está situado no sul da região Centro-Oeste do Brasil, no centro de Mato Grosso do Sul (Microrregião do Alto Taquari). Localiza-se na latitude de 19º31’51” Sul e longitude de 54°02’38” Oeste. Distâncias:

Geografia física[editar | editar código-fonte]

Solo

Latossolo roxo

Relevo e altitude

Está a uma altitude de 409 m.

Clima, temperatura e pluviosidade

Está sob influência do clima tropical (AW).

Hidrografia

Está sob influência da Bacia do Rio da Prata.

Vegetação

Se localiza na região de influência do Cerrado.

Geografia política[editar | editar código-fonte]

Fuso horário

Está a -1 hora com relação a Brasília e -4 com relação ao meridiano de Greenwich.

Área

Ocupa uma superfície de 6 230,0 km².

Subdivisões

Camapuã (sede), Ponte do Rio Verde e Pontinha do Coxo.

Arredores

Faz divisas com os municípios de São Gabriel do Oeste, Paraíso das Águas, Figueirão, Água Clara, Bandeirantes e Ribas do Rio Pardo.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1593, os jesuítas espanhóis, procedendo da região de Guairá e subindo o rio Paraná e depois o rio Pardo, se estabeleceram com uma redução à margem do ribeirão Camapuã, a 18,0;km do Porto de desembarque no Rio Pardo e a 3,0;km abaixo da atual cidade de Camapuã. Essa redução dos jesuítas concentrou, na época, um grande número de índios catequizados, foi construída pelos paulistas, por volta de 1650, e tornou-se pouso das bandeiras que demandavam no rio Coxim, rumo às minas de Cuiabá. A rota das longas viagens, de São Paulo a Cuiabá (obra de 530 léguas por via fluvial desde Araritaguava, salvo no varadouro de Camapuã, que os irmãos Lemes abriram, em 1723, entre o sanguessuga, afluente do rio Pardo e o Coxim, criaram a necessidade de um sítio de abastecimento e proteção aos navegantes). Pela região passou Manoel Dias da Silva que, em 1739, organizou força em Goyaz para enfrentar os castelhanos, que depois marchou para o Sul. Terminada a febre do ouro e as penetrações das bandeiras, o local caiu em completo abandono. Ao longo dos anos muitos aventureiros atraídos pela lenda de tesouros valiosos mas sem êxito. Mais tarde Júlio Baís fincou rancho, instalando-se com a sua comitiva e encontrou apenas ossadas humanas.

O início do seu repovoamento origina-se no início do século XX, quando a região já havia inúmeras e prósperas fazendas de criação de gado e agricultura. Alguns fazendeiros (como Francisco Faustino Alves, Protázio Paulino de Melo, Joaquim Capestana, Benedito Bonfim, Camilo Bonfim e Lázaro Faustino) solicitaram por intermédio da Prefeitura de Coxim a criação do Patrimônio de Camapuã. Essa pretensão se realizou com a Lei nº 845 de 3 de novembro de 1921, em que o governo do estado reservou 3.600 hectares para a povoação de Camapuã, no município de Coxim. Em 1924, João da Mota construiu no lugar a primeira casa comercial. E logo iniciou a construção de uma igrejinha, mas não foi possível concluir pois o mesmo faleceu. Em 19 de maio de 1933 (pelo Decreto nº. 272) foi criado o Distrito de Paz de Camapuã administrado pela Comarca de Coxim, sendo instalado em 22 de julho de 1933 (teve como primeiro Juiz de Paz Manoel Alves Rodrigues e como primeiro Escrivão de Paz e Oficial do Registro Civil, Lafaiete Djalma Coelho). O Decreto nº. 319, de 30 de outubro de 1933, reserva 500 hectares para o patrimônio da povoação de Camapuã, no Município de Coxim. A Lei nº. 134, de 30 de setembro de 1948 transformou Camapuã em Município.

Em 1977 o município passa a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

O nome Camapuã é de origem tupi guarany e significa "seios erguidos"

Rua Bonfim, em Camapuã

Economia[editar | editar código-fonte]

Sua principal atividade é a Pecuária, sendo conhecida nacionalmente como Capital do Bezerro de qualidade.

Centro de zona B[editar | editar código-fonte]

Camapuã, com 13 mil habitantes e 1 relacionamento direto, é um Centro de Zona B. Nível formado por cidades de menor porte e com atuação restrita à sua área imediata, exercem funções de gestão elementares. Camapuã é uma das 364 cidades no Brasil com a classificação Centro de Zona B[8] .

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Urbanização das cidades brasileiras Embrapa Monitoramento por Satélite. Visitado em 30 de Julho de 2008.
  4. Estimativa Populacional 2011 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2011). Visitado em 13 de setembro de 2011.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  6. Indice GINI Cidade Sat Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2000). Visitado em 6 de agosto de 2011.
  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  8. http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1246&id_pagina=1

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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