Dunquerque
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| Dunquerque Dunkerque |
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| Comuna da França |
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| Gentílico: Dunkerquois(es) | |
| Localização | |
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Localização de Dunquerque na França |
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| Região | |
| Departamento | |
| Prefeito | Michel Delebarre |
| Características geográficas | |
| Área | 37.34 km² |
| População (1999) | 70850 hab. |
| Densidade | 1897 hab./km² |
| Altitude | 0 - 17 m |
| Códigos | |
| Código Insee | 59183 |
| Código postal | 59140 - 59240 - 59640 |
| http://www.ville-dunkerque.fr | |
| A bandeira da cidade de Dunquerque, içada no Beffroi (campanário da igreja de Santo Elói) | |
| 51° 02′ N 2° 22′ E | |
Dunquerque (em francês Dunkerque; em neerlandês, Duinkerke; em flamengo ocidental Duynkercke)) é uma cidade portuária no norte de França, no departamento do Nord, região de Nord-Pas-de-Calais, situada a 10 km da fronteira com a Bélgica. Tem cerca de 70.000 habitantes. [1] Está ligada por ferry-boat a Ramsgate e Dover, em Inglaterra.
Dunquerque é o terceiro maior porto francês, depois de Le Havre e Marselha. É também uma cidade industrial, dependente do aço, indústria alimentar, refinação de petróleo, estaleiros navais e indústria química.
Historicamente, a cidade e seus arredores pertenceram ao Condado de Flandres e fazem parte da zona linguística flamenga.
Em Dunquerque fala-se um dialeto muito particular - dunkerquois - com palavras tomadas de empréstimo à linguagem dos marinheiros e ao flamengo ocidental .
[editar] História
O nome de Dunquerque provém do neerlandês Duinkerk, que significa « igreja nas dunas».
Segundo a tradição, a cidade foi fortificada pelo filho de Pepino de Landen, o terrível Allowyn, um franco convertido por Santo Elói. Assim, Dunquerque foi a única cidade da costa, até Saint-Omer, a ser preservada contra os ataques e pilhagens dos normandos. Hoje em dia, Allowyn "reaparece" todos os anos como Reuze (reuze em flamengo significa "gigante"), para presidir a saída do tradicional bando dos pescadores, durante o carnaval de Dunkerque.
Em 960, Balduíno III, dito Balduíno o Jovem, quarto conde de Flandres, faz construir as primeiras muralhas da cidade.
Em 1383 a Dunkerque flamenga é pilhada pelos ingleses e depois, pelos franceses.
A partir do século XVI, Dunquerque passou a ser posessão - juntamente com o território dos Países Baixos espanhóis - dos Habsburgos espanhóis. Em 1520, Carlos V, 31° conde de Flandres, é recebido triunfalmente na cidade.
Dunquerque foi disputada em diferentes ocasiões pelas coroas de Inglaterra, Países Baixos e França. Durante a Guerra de Flandres (1568-1648) e no reinado de Luís XIV, serviu como base de operações de corsários, sendo Jan Bart o mais famoso deles - conhecido por atacar os barcos holandeses.
A cidade foi tomada pelos ingleses sob Filipe II da Espanha, conde de Flandres, e retomada pelos franceses em 1558. Pelo Tratado de Cateau-Cambraisis os franceses a cedem à Espanha em 1559.
Sitiada por Turenne, em 25 de maio de 1658, após a batalha das Dunas, a cidade se rende aos franceses, em 25 de junho. Na mesma noite, Luís XIV a entrega a Oliver Cromwell, segundo o acordado por Inglaterra e França pelo Tratado de Paris do ano anterior.
Dunquerque será definitivamente incorporada ao reino da França em 1662, depois que Carlos II da Inglaterra vende a cidade à França, por 5.000.000 libras - embora o pagamento nunca tenha sido completado.
A construção dos sistemas defensivos da cidade ficou a cargo do engenheiro militar Vauban, que também desenvolve o seu porto. Mais tarde, em 1713, pelo Tratado de Utrecht, a França será obrigada a inundar o porto e a arrasar as fortificações, o que entretanto não foi executado senão em parte, e Luís XV voltou a fortificá-la.
Em 1793, o duque de York tenta inutilmente tomar a cidade. Após a batalha de Hondschoote, a cidade é renomeada Duna Livre.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Dunquerque é duramente bombardeada por diversas vezes. A Igreja de Santo Elói (construída em meados do século XV) é parcialmente destruída.
Mas a cidade sofreria especialmente durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido palco da célebre Batalha de Dunquerque, em 1940. Uma pausa na intensidade dos combates permitiu inesperadamente a evacuação de um grande número de soldados franceses e britânicos para Inglaterra. Mais de 300.000 homens foram evacuados apesar do bombardeamento constante ("o milagre de Dunquerque", nas palavras de Winston Churchill). A evacuação britânica de Dunquerque recebeu o nome de código Operação Dínamo.