AMX International AMX

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AMX
Embraer AMX, rebatizado no Brasil de A-1
Descrição
País de origem  Itália /  Brasil
Fabricante AMX International
Primeiro voo 15 de maio de 1984
Entrada em serviço 1989
Missão Caça-bombardeiro
Tripulação 1
Dimensões
Comprimento 13,23 m
Envergadura 8,87 m
Altura 4,55 m
Área (asas) 21 m²
Peso
Tara 6730 kg
Peso total 10750 kg
Peso bruto máximo 13000 kg
Propulsão
Motores 1x turbofan Rolls-Royce Spey 807
Força (por motor) 49.1 kN
Performance
Velocidade máxima 1020 km/h
Alcance 3330 km
Tecto máximo 13000 m
Relação de subida 52.1 m/s
Armamento
Metralhadoras 1x canhão M61 Vulcan de 20 mm (0,79 in)
2x canhões DEFA 554 30 mm (1,2 in)
Mísseis/Bombas 2x mísseis ar-ar AIM-9 Sidewinder ou MAA-1 Piranha
3 000 kg (6 610 lb) de carga de bombas
Notas
Usado por:
Força Aérea Brasileira
Força Aérea Italiana

O AMX International AMX, ou simplesmente AMX é um avião de ataque ar-superfície usado para missões de interdição, apoio aéreo aproximado e reconhecimento aéreo. Foi desenvolvido pelo consórcio internacional AMX Internacional. Na Força Aérea Brasileira, ele é designado A-1 (A-1A para a versão monoplace e A-1B para a versão de dois lugares). Com a modernização o A-1 passa a incorporar o M em sua designação na FAB, tornando-se então A-1M. Na Itália, ele tem o apelido de "Ghibli".

O AMX é capaz de operar em altas velocidades subsônicas a baixa altitude, tanto de dia quanto de noite, e se necessário, a partir de bases pouco equipadas ou com pistas danificadas. O caça conta com relativamente baixa assinatura em infravermelho e reduzida secção frontal ao radar, para melhorar seu percentual de sucesso nas missões. A auto-defesa é proporcionada por mísseis ar-ar, canhões integrados e sistemas de contramedidas eletrônicas.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Em 1977, a Força Aérea Italiana efetuou um requerimento para um caça-bombardeiro para substituir seus Aeritalia G.91 e alguns de seus F-104 Starfighter. Em vez de competir entre si pelo contrato, a Aeritalia (agora Alenia Aeronautica) e a Aermacchi concordaram em fazer uma proposta conjunta, já que ambas as companhias estavam considerando o desenvolvimento de uma classe similar de aviões por alguns anos. Os trabalhos de desenvolvimento iniciaram em abril de 1978.

Em 27 de março de 1981, o governo italiano e o governo do Brasil concluíram um acordo de requerimentos conjuntos para as aeronaves, e a Embraer foi convidada a se juntar ao programa em julho do mesmo ano.

Nesta parceria, ficou sob a responsabilidade da Embraer, além da montagem das unidades para a FAB, absorver o know-how para o desenvolvimento e produção dos conjuntos e componentes do sistema de acionamento dos trens de pouso da aeronave. A Embraer forneceria tanto para as aeronaves brasileiras quanto para as italianas, os conjuntos dos trens de pouso principais, válvulas e atuadores de acionamento, conjuntos de rodas, freios e conjuntos de suporte e alijamento de cargas sub-alares. Todos estes componentes seriam de fornecimento brasileiro. Para isso, foi criada em 1984 a Embraer Divisão Equipamentos (EDE), que em 2008 passou a se denominar ELEB-Equipamentos Ltda.

O primeiro protótipo voou em 15 de maio de 1984. Embora esse exemplar tenha sido perdido durante o seu quinto voo (matando seu piloto), o programa de testes foi considerado tranquilo. A produção em série foi iniciada na metade de 1986, com os primeiros exemplares entregues à Força Aérea Italiana e à Força Aérea Brasileira em 1989. Desde então, ao redor de 200 AMXs foram construídos.

Ação em combate[editar | editar código-fonte]

O batismo de fogo dos AMX foi através dos esquadrões italianos, que voaram 252 missões de combate sobre o Kosovo em 1999, como parte da Operação Forças Aliadas, sem nenhuma aeronave perdida.

Em 2011, três aeronaves da base italiana de Trapani, na Sicilia, totalizaram 500 horas de voo em missões na Líbia entre os meses de abril e outubro à serviço da OTAN[1] .

Modernização[editar | editar código-fonte]

Responsável pela incorporação de novas tecnologias como o HUD (Head-up Display), HOTAS (Hands on Throttle and Sticks), MFD (Multi-functional Display) e o RWR (Radar Warning Receiver), a Embraer Defesa e Segurança (EDS) entregou o primeiro avião de ataque AMX modernizado, identificado como A-1M, para a Força Aérea Brasileira em 3 de setembro de 2013.[2] [3]

A modernização segue o mesmo padrão das modernizações de outras aeronaves também utilizadas pela FAB, o A-29 e o F-5EM (Tiger II, da Northrop), com novos sistemas de navegação, armamentos, geração de oxigênio, radar multímodo e contramedidas eletrônicas.

A Embraer Defesa e Segurança é uma unidade da Embraer, criada em 2011, que detém capacitação em gestão de integração de tecnologia e sistemas, através de parcerias com empresas de alta tecnologia, como a Elbit e a Orbisat, dentre outras. Foi criada para assumir a modernização dos vetores de combate (integração dos equipamentos e ensaios). A Elbit é a responsável pelos sistemas aviônicos e a a Orbisat, pelos radares e sensoreamento remoto.[4]

O programa prevê o investimento de US$ 400 milhões ao longo de 5 anos para a modernização de 43[5] Caças AMX A-1. O Programa também prevê :

  • Substituição do atual radar pelo Radar SCP-01, fabricado pela Mectron, de São José dos Campos.
  • Novo sistema de geração de oxigênio (OBOGS).
  • Novos MFDs
  • Iluminação compatível com o uso de óculos de visão noturna.
  • Visor montado no capacete.
  • Novo RWR.
  • Lançadores Chaff/Flare, com lançamento automático.[6]

Operadores[editar | editar código-fonte]

FAB A-1

Características[editar | editar código-fonte]

Projecção ortográfica do AMX
  • Tripulantes: 1 - AMX, 2 - AMX-T (Versão biplace de treinamento/operacional)
  • Comprimento: 13,23 m
  • Envergadura: 8,87 m
  • Altura: 4,55 m
  • Peso vazio: 6.730 kg
  • Peso carregado: 10.750 kg
  • Peso máximo: 13.000 kg
  • Motor: um turbofan Rolls-Royce Spey 807
  • Empuxo: 4 994 quilogramas-força (11 000 libras-força)
Desempenho
  • Velocidade máxima: 1.020 km/h
  • Alcance: 3.330 km
  • Teto de serviço: 13.000 m (42.600 pés)
  • Razão de ascensão: 10.240 pés/min
  • Relação empuxo/peso: 0,47
Armamento
  • 1 canhão rotativo de 20 mm M61 Vulcan (aviões italianos) ou
  • 2 canhões de 30 mm DEFA 554 (aviões brasileiros)
  • 2 mísseis ar-ar AIM-9 Sidewinder ou MAA-1 Piranha nos trilhos das pontas das asas
  • 3.800 kg de carga bélica em 5 pontos duros, incluindo bombas de emprego geral e bombas guiadas por laser, mísseis ar-superfície, foguetes e pods de reconhecimento.

Referências

  1. FAB ganha poder de fogo com 'novo' caça Estadão Estadão.com.br (16 de Janeiro de 2012). Visitado em 30 de Janeiro de 2012.
  2. Embraer Defesa & Segurança entrega o primeiro caça A-1 modernizado para a Força Aérea Brasileira Embraer Notícias (3/9/2013). Visitado em 14/9/2013.
  3. EDS entrega 1º A-1M modernizado Tecnologia & Defesa (3/9/2013). Visitado em 14/9/2013.
  4. EDS_visão geral & parcerias Embraer. Visitado em 14/9/2013.
  5. FAB ganha poder de fogo com 'novo' caça Estadão Estadão.com.br (16 de Janeiro de 2012). Visitado em 30 de Janeiro de 2012.
  6. FORÇA AÉREA BRASILEIRA A-1 A/B Embraer AMX." Freepages.military.rootsweb.ancestry.com.
  7. AMX International (em inglês) Aerospaceweb.org. Visitado em 30 de Janeiro de 2012.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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