Helle Thorning-Schmidt
| Helle Thorning-Schmidt | |
|---|---|
| Helle Thorning-Schmidt em 13 de novembro de 2010. | |
| Primeiro-ministro da |
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| Mandato | 3 de outubro de 2011 atualidade |
| Monarca | Margarida II da Dinamarca |
| Antecessor(a) | Lars Løkke Rasmussen |
| Líder do Partido Social-Democrata | |
| Mandato | 2005 |
| Antecessor(a) | Mogens Lykketoft |
| Membro do Parlamento da Dinamarca | |
| Mandato | 8 de fevereiro de 2005 |
| Membro do Parlamento Europeu pela Dinamarca |
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| Mandato | 10 de junho de 1999 13 de julho de 2004 |
| Vida | |
| Nascimento | 14 de Dezembro de 1966 (46 anos) Rødovre, Dinamarca |
| Marido | Stephen Kinnock |
| Partido | Partido Social-Democrata |
| Profissão | Política |
| Assinatura | |
Helle Thorning-Schmidt (14 de dezembro de 1966) é uma política dinamarquesa, primeira-ministra de seu país desde 3 de outubro de 2011 e líder do partido Partido Social-Democrata desde 12 de abril de 2005. Ela é a primeira mulher a ocupar este cargo.1
Thorning-Schmidt foi membro do Parlamento Europeu pela Dinamarca entre 1999 a 2004, antes de ser eleita para o Parlamento da Dinamarca, em 2005. Ela foi eleita para substituir Mogens Lykketoft como líder dos sociais-democratas após a eleição de 2005, sendo líder de seu partido na eleição de 2007, que foi vencida pela aliança de centro-direita, e tornou-se primeira-ministra após vencer a eleição de 2011. Thorning-Schmidt é graduada em ciências políticas pela Universidade de Copenhague.2
Índice |
Primeiros anos e educação [editar]
Helle Thorning-Schmidt nasceu em Rødovre, sendo filha de Holger Thorning-Schmidt, um professor de matemática e economia da Universidade de Copenhague, e de Grete. Seus pais eram politicamente conservadores3 e ela cresceu em Ishøj, um subúrbio de Copenhague. Ela estudou no Ginásio Ishøj até se formar, em 1985. Seus pais se divorciaram quando ela tinha 10 anos de idade.4
Thorning-Schmidt estudou ciências políticas na Universidade de Copenhague, recebendo a graduação acadêmica em 1994. Ela também possui mestrado em estudos europeus no Colégio da Europa, de Bruges, na Bélgica, onde estudou entre 1992 a 1993.5 Na época, a Dinamarca tinha uma bolsa administrada pelo Ministério de Negócios Estrangeiros para vagas em instituições de prestígio, na qual Thorning-Schmidt foi escolhida.6 Além de sua língua nativa, ela fala fluentemente inglês e francês.
Ela se tornou uma social-democrata durante seus estudos na Bélgica e entrou para o Partido Social Democrata em 1993.7
Início da carreira na Europa [editar]
De 1994 a 1997, Thorning-Schmidt era a líder do secretariado da delegação dinamarquesa dos sociais-democratas no Parlamento Europeu.2 Após isso, em Bruxelas, trabalhou como uma consultora internacional da Confederação Dinamarquesa de Sindicatos, até ser eleita deputada em 1999.2
Thorning-Schmidt foi eleita para o Parlamento Europeu como membro do Partido Socialista Europeu. Durante o mandato de cinco anos, ela foi membro do Comitê do Emprego e Social e foi membro substituto na Comissão Constitucional.8 Ela foi co-fundadora da Campanha para a Reforma Parlamentar (CRP).9
Membro do Parlamento [editar]
Na eleição parlamentar da Dinamarca de 2005 Thorning-Schmidt foi eleita para o Folketing.2
Líder dos sociais-democratas [editar]
Após a derrota na eleição parlamentar de 2005, na qual os sociais-democratas perderam cinco vagas e não conseguiram recuperar a maioria que tinham perdido na eleição de 2001, o ex-ministro das Finanças e líder do partido Mogens Lykketoft renunciou ao cargo, assumindo a responsabilidade pelos fracos resultados eleitorais. Em seu discurso de renúncia na noite da eleição, em 8 de fevereiro de 2005, ele pediu uma eleição para a liderança, a fim de determinar quem deveria liderar o partido na próxima eleição.10
Thorning-Schmidt fez campanha para a liderança do partido como candidata moderada e foi eleita pelos membros do partido em 12 de abril de 2005, vencendo Frank Jensen. Ela liderou os sociais-democratas na eleição de 2007, na qual seu partido sofreu perdas modestas e foi forçado a ter um terceiro mandato como oposição. O partido também foi incapaz de recuperar a sua posição como o maior partido no parlamento dinamarquês.11
Ela era contra a realização de um referendo sobre o Tratado Reformador.12 Durante a campanha de 2007, ela prometeu diminuir as restrições para os pedidos de asilos e para imigrantes.13 Ela também se opôs aos cortes de impostos anunciados por Anders Fogh Rasmussen, afirmando que ela gostaria de ver mais verbas para a assistência social. O partido também fez campanha com uma plataforma de luta contra as desigualdades crescentes na sociedade e no combate ao aquecimento global, propondo fornecer 45% da energia da Dinamarca a partir de fontes renováveis até 2025.14
Embora seu partido perdeu novamente duas vagas na eleição de 2007, reduzindo o total para 45 vagas, sua liderança não foi questionada por seu partido.15 Em junho de 2008, de acordo com uma pesquisa do Gallup, a oposição de centro-esquerda tinha 49,8% das intenções de votos, contra 49,6% da centro-direita. Isto deixaria a centro-esquerda com 88 vagas, duas a menos para obter a maioria, sem contar com as vagas das Ilhas Feroe e as da Gronelândia.16 Desde o final de 2009, a oposição tinha grandes maiorias nas pesquisas, e de acordo com pesquisas realizadas em janeiro de 2011, a oposição ganhava da coalizão do governo de Lars Løkke Rasmussen por 5-7%, e os sociais-democratas tinham uma diferença em relação ao Venstre que variava entre 7-10%, o que fazia com que os sociais-democratas fossem o maior partido do parlamento.17
Tanto Margrethe Vestager (Partido Liberal Social) quanto Villy Søvndal (Partido Popular Socialista) prometeram apoiar Thorning-Schmidt após uma potencial vitória eleitoral.18 Após a eleição de 2007, Helle Thorning-Schmidt começou a trabalhar no sentido de formar uma coalizão de governo de centro-esquerda que consistia no Partido Popular Socialista e no Partido Social Liberal, com o apoio da Aliança Vermelha-Verde.19 20 Como a líder do maior partido da oposição na Dinamarca, foi descrita pela mídia como a líder da oposição dinamarquesa.21
Nomeação como primeira-ministra [editar]
Na eleição parlamentar de 2011, ela foi reeleita para o parlamento. Embora o Partido Liberal se tornou o maior partido e ganhou uma vaga, e os sociais-democratas perderam uma vaga, os partidos de oposição ganharam mais vagas do que a coalizão de governo. Seu bloco de quatro partidos ganhou uma maioria de 89 das 179 vagas do parlamento, contra 86 do primeiro-ministro e de seus partidários de centro-direita.22 O primeiro-ministro Lars Løkke Rasmussen apresentou formalmente sua demissão à rainha Margarida em 16 de setembro de 2011. O gabinete de Rasmussen permaneceu no cargo como um governo interino23 até 3 de outubro, quando Helle Thorning-Schmidt foi nomeada primeira-ministra graças à negociações com a rainha e com os outros partidos da oposição.
Primeira-ministra da Dinamarca [editar]
Helle Thorning-Schmidt começou oficialmente o seu primeiro mandato como primeira-ministra em 3 de outubro de 2011, depois de ter apresentado o seu gabinete para a rainha e tendo recebido a sua nomeação oficial.24 Thorning-Schmidt tem seguido uma agenda de compromisso centrista e a construção de várias reformas com o apoio de ambos os lados do parlamento. O que faz com que haja atrito com a Aliança Vermelho-Verde.25
Thorning-Schmidt presidiu a conclusão bem sucedida das missões da OTAN na Líbia, em que a Dinamarca passou a contribuir após a terceira semana de seu governo.26
Durante o primeiro ano de seu mandato, ela tem revertido a legislação anti-imigração aprovada pelo governo anterior,27 e aprovou uma reforma tributária, com o apoio da oposição liberal-conservadora.28 A reforma tributária elevou o limite da taxa máxima de impostos, reduzindo efetivamente as taxas de impostos para pessoas com rendimentos elevados.29 O objetivo da reforma tributária é aumentar a produção de trabalho para se defender de uma escassez projetada dentro das próximas décadas. O objetivo declarado é atrair os dinamarqueses a trabalhar mais para compensar a força de trabalho, reduzindo impostos sobre os salários e reduzindo pagamentos de previdência social para aqueles que estão fora do mercado de trabalho.30
Referências [editar]
- ↑ La izquierda recupera el poder en Dinamarca una década después (em espanhol) (www.elpais.com)
- ↑ a b c d Folketinget – Helle Thorning-Schmidt (S). ft.dk (21 de dezembro de 2012). Página visitada em 10 de abril de 2013.
- ↑ Profil: Helle Thorning-Schmidt – VG Nett om Danmark. Vg.no. Página visitada em 16 September 2011.
- ↑ Vejle Amts Folkeblad – Navne – Helle Thorning har mistet sin far. Vejleamtsfolkeblad.dk (25 January 2010). Página visitada em 16 September 2011.
- ↑ Dieter Mahncke, Léonce Bekemans, Robert Picht, The College of Europe. Fifty years of service to Europe, College of Europe, Bruges, 1999. ISBN 9080498319
- ↑ Olav Hergel. Portræt: Helle Thorning-Schmidt, Den Første af Danmark cc. Politiken.dk. Página visitada em 17 September 2011.
- ↑ Det bliver i hvert fald en moderne velfærdsdansker. information.dk. Página visitada em 16 September 2011.
- ↑ "Helle Thorning-Schmidt", European Parliament. Retrieved 24 October 2011.
- ↑ Nick Clegg and Michiel van Hulten, "Reforming the European Parliament". Retrieved 24 October 2011.
- ↑ "Tale efter Folketingsvalget 2005", Danske taler. Predefinição:Da icon. Retrieved 24 October 2011.
- ↑ "Helle Thorning-Schmidt", Den Store Danske. Predefinição:Da icon. Retrieved 24 October 2011.
- ↑ Denmark announces snap elections, BBC News 24 October 2007
- ↑ Danes in poll tussle over migrants, BBC News 13 November 2007
- ↑ Denmark: A political guide, The Guardian 9 November 2007
- ↑ Munk, Andreas. "Helle Thorning – en socialt anlagt slider", DR, 2 October 2011. Predefinição:Da icon. Retrieved 24 October 2011.
- ↑ Oppositionen går på ferie med flertal "Oppositionen gaar på ferie med flertal", Berlingske, 28 June 2008, Predefinição:Da icon. Retrieved 24 October 2011.
- ↑ Vælgerne straffer Pia Kjærsgaard. Borsen.dk (21 January 2011). Página visitada em 16 September 2011.
- ↑ Vestager peger på Helle Thorning. Borsen.dk (20 October 2008). Página visitada em 16 September 2011.
- ↑ Rød dominans – Politik (em Predefinição:Da icon). BT.dk. Página visitada em 16 September 2011.
- ↑ Greens: Markant rødt flertal – dr.dk/Nyheder/Politik. Dr.dk. Página visitada em 16 September 2011.
- ↑ Danish opposition wins vote, delivering first woman PM | Deccan Herald. Deccanherald.com (16 September 2011).
- ↑ Global Players: Helle Thorning-Schmidt | Thomas White International. Thomaswhite.com (4 October 2011).
- ↑ Marie Hjortdal. Løkke går af – nu begynder spillet om magten (em Predefinição:Da icon). Politiken.dk. Página visitada em 16 September 2011.
- ↑ "Appointment of New Government in Denmark", Embassy of Denmark Lithuania. Retrieved 24 October 2011.
- ↑ Weaver, Ray. "Government on track but off message", 18 May 2012. Página visitada em 22 September 2012.
- ↑ "NATO: to decide Friday to end the aerial campaign over Libya, diplomats say", 20 October 2011. Página visitada em 21 October 2011.
- ↑ Adams, William Lee. "A Blow to Europe’s Far-Right: Denmark Reshapes Its Immigration Policies", TimeWorld, 6 October 2011. Página visitada em 20 September 2012./
- ↑ Stanners, Peter. "Government defends tax deal with opposition", 25 June 2012. Página visitada em 20 September 2012.
- ↑ "PM supports call to raise top tax threshold", 16 May 2012. Página visitada em 22 September 2012.
- ↑ Preisler, Marie. "Helle Thorning-Schmidt: Danes must work more", Nordic Labour Journal, Work Research Institute, 6 October 2011. Página visitada em 22 September 2012.
Ver também [editar]
Ligações externas [editar]
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