Jeffrey Sachs

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Jeffrey Sachs em Brasília, 2005

Jeffrey David Sachs (Detroit, 5 de novembro de 1954) é um economista norte-americano conhecido pelo seu trabalho como conselheiro económico de diversos governos da América Latina, do Leste Europeu, da extinta União Soviética, da Ásia e de África.

Actualmente, trabalha como professor na Universidade de Columbia. Propôs uma "terapia de choque" como solução para as crises económicas que afectavam a Bolívia, a Polónia e a Rússia como parte do seu trabalho de aconselhamento.

É também conhecido pelo seu trabalho em agências internacionais para a redução da pobreza, o cancelamento da dívida e o controle de doenças, especialmente a SIDA, para os países subdesenvolvidos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1976, Jeffrey Sachs licenciou-se, com um diploma de summa cum laude e, entre 1978 e 1980, realizou o seu mestrado e doutoramento, respectivamente, pela Universidade de Harvard. Possui graus honorários de várias instituições, incluindo a Universidade de Simon Fraser.

Antes de chegar à Universidade de Columbia em julho de 2002, Sachs passou mais de 20 anos na Universidade de Harvard. Tendo sido admitido como professor assistente em 1980 e promovido a professor associado em 1982. Posteriormente entrou nos quadros da universidade tendo acabado por receber a honra de Professor Galen L. Stone em Comércio Internacional.

Desde 2002, é director do Instituto da Terra da Universidade de Columbia e professor do Departamento de Economia, da Escola de Assuntos Internacionais e Públicos e do Departamento de Política de Gestão da Saúde. Em 2003, recebeu a honra de Professor Quetelet em Desenvolvimento Sustentavel. É também director do Projecto do Milénio das Nações Unidas e Associado de Investigação do National Bureau of Economic Research.

Anteriormente, Sachs foi conselheiro no FMI, no Banco Mundial, na OCDE, na Organização Mundial de Saúde e no Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas.

Sachs é casado com Sonia Ehrlich Sachs e tem três filhos; Lisa, Adam e Hannah.

"O Fim da Pobreza"[editar | editar código-fonte]

Em 2005, ele escreveu o livro O Fim da Pobreza onde apresenta algumas ideias acerca da promoção do desenvolvimento e da eliminação da pobreza extrema com base nos conhecimentos adquiridos no seu trabalho como professor e conselheiro a diversas instituições e governos.

Neste trabalho, Sachs escreve que "a governação em África é má porque a África é pobre". Na sua opinião, com as medidas adequadas, a miséria em massa - como os 1.100 milhões de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia - pode ser eliminada em 20 anos. A China e a Índia servem como exemplos; a China arrancou 300 milhões da pobreza extrema nas últimas duas décadas. Para Sachs o elemento chave para conseguir este objectivo é elevar o montante de ajuda aos países pobres do nível de 65 mil milhões de dólares (2002) para 195 mil milhões (2015).

Sachs põe ênfase no papel da geografia, nomeadamente o facto de a maior parte de África sofrer de isolamento e de doenças endémicas, mas salienta que esses problemas, se forem reconhecidos podem ser ultrapassados: as doenças, tais como a malária, podem ser controladas, e podem ser criadas infra-estruturas que superem o isolamento geográfico. Sem que estes problemas básicos tenham resposta, as elites políticas continuarão a não conseguir atrair investimentos nem promover o desenvolvimento.

Sachs introduz ainda aquilo que chama de "economia clínica".

Os seus interesses na área da investigação incluem a ligação entre a saúde e o desenvolvimento, a geografia económica, a globalização, a transição para economias de mercado, os mercados financeiros internacionais, a coordenação da política macroeconómica internacional, os mercados emergentes, crescimento e desenvolvimento económico, a competitividade global e as políticas macroeconómicas em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Crítica[editar | editar código-fonte]

Uma das críticas mais agudas vem dos economistas William Easterly1 , Dambisa Moyo2 e Daron Acemoğlu3 , e da jornalista Naomi Klein4 que o acusa de neoliberal. Suas idéias "geográficas", entre outras, parecem controversas.5

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. William Easterly (2006). The White Man's Burden: Why the West's Efforts to Aid the Rest Have Done So Much Ill and So Little Good. Penguin Press, 2006. ISBN 1594200378
  2. Dambisa Moyo (2009). Dead Aid: Why Aid Is Not Working and How There is Another Way for Africa. New York: Farrar, Straus and Giroux. ISBN 0374139563
  3. Daron Acemoglu, Simon Johnson, James A. Robinson. "The Colonial Origins of Comparative Development: An Empirical Investigation." The American Economic Review, Vol. 91, No. 5 (Dec., 2001), pp. 1369-1401.
  4. Veja: La doctrina del shock.
  5. "Jeffrey Sachs contra a ciência geográfica"


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.