Tbilisi

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Tbilisi
თბილისი
—  Cidade  —
Centro histórico de Tbilisi.
Centro histórico de Tbilisi.
Bandeira de Tbilisi
Bandeira
Brasão de armas de Tbilisi
Brasão de armas
Tbilisi está localizado em: Geórgia
Tbilisi
Localização de Tbilisi na Geórgia
41° 43' N 44° 47' E
País  Geórgia
Administração
 - Prefeito Giorgi Ugulava
Área
 - Total 726 km²
População (2010)
 - Total 1 152 500
    • Densidade 1 587,5/km2 
' - Metropolitana' 1 485 293
Fuso horário +4 (UTC)
 - Horário de verão +5 (UTC)
Sítio www.tbilisi.gov.ge

Tbilisi,[1] Tbilissi[2] [3] [1] Tiblíssi,[4] [1] [Nota 1] Tbilisse,[1] Tebilíssi,[1] [5] Tbilísi,[1] Tbilíssi,[1] Tiblisi,[1] Tiblissi,[1] Tiblísi,[1] Tblisi,[1] Tblísi,[1] Tblissi[1] e Tblíssi[1] (თბილისი T'bilisi, em georgiano, AFI: [tʰb̥iˈlisi]), até 1936, era oficialmente chamada de Tíflis[6] [1] ou Tiflis,[1] é a capital, cidade mais populosa e principal centro financeiro, corporativo, mercantil e cultural da Geórgia. Situa-se nas margens do rio Kura. Sua área é de 726 km² e sua população, de 1 152 500 habitantes.

Fundada no século V por Vachtang I, rei georgiano da Ibéria, e elevada à posição de capital no século VI, Tbilisi é um importante centro industrial, social e cultural e vem emergindo como uma rota de trânsito para projetos de energia e de comércio. Estrategicamente localizada no cruzamento entre a Europa e a Ásia, na histórica Rota da Seda, Tbilissi foi disputada entre diversos impérios e potências rivais.

A cidade possui uma composição demográfica diversa e abriga, historicamente, povos de várias culturas, religiões e etnias. Embora seja majoritariamente cristã ortodoxa, a cidade é um dos poucos lugares do mundo em que se pode encontrar uma sinagoga e uma mesquita lado a lado, no Distrito do Banho. Recentemente, Tbilisi foi o palco da Revolução Rosa, que levou à renúncia do presidente georgiano Eduard Shevardnadze.

Tbilisi é servida por um aeroporto internacional. Suas atrações turísticas incluem a Catedral de Sameba, a Praça da Liberdade, a Catedral Sioni, o Parlamento da Geórgia, a Avenida Rustaveli, a Ópera de Tbilisi, a Basílica Anchiskhati e outras.

Nome[editar | editar código-fonte]

A grafia georgiana primitiva para o nome da cidade, Tpilisi, deu origem ao armênio Teplis e ao grego Tiflis, forma que foi emprestada ao russo, de modo que até 1936 a denominação oficial da cidade em língua russa era Тифлис (Tiflis). Até recentemente era comum aos estrangeiros referirem-se à cidade como Tíflis.

Antenor Nascentes registra apenas a forma "Tiflis" em português para a cidade.[7] O serviço de língua portuguesa da União Europeia adota a grafia "Tbilissi".[8] A imprensa brasileira tem empregado a grafia "Tbilisi",[9] enquanto pelo menos parte da imprensa portuguesa usa a forma "Tbilissi".[10]

Tbilisi significa literalmente "lugar quente", devido às várias fontes termais existentes na região.[carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

A história de Tbilisi se inicia por volta do século V. Durante os 1.500 anos de história, Tbilisi foi um importante centro cultural, político e econômico na região do Cáucaso. A cidade estava no cruzamento de importantes rotas comerciais e era frequentemente ocupada por inimigos. De 1918 a 1921, tornou-se a capital da República Democrática da Geórgia, e mais tarde, a capital da República Socialista Soviética da Geórgia. Desde 1991, ano em que a Geórgia tornou-se independente da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), é a capital da Geórgia independente.

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Segundo a lenda, a área da cidade era coberta por florestas, por volta do ano 458 d.C. Quando o rei Vachtang I caçava na floresta, o seu cervo se feriu. O animal ferido saiu correndo para uma fonte de água, onde se curou dos ferimentos e fugiu. Surpreendido por um evento como esse, o rei ordenou a construção de uma cidade no local. O nome de Tbilisi (ou Tiflis) vem do georgiano "Tbili", que significa "quente", por causa das fontes de enxofre quente em seu território.

De acordo com evidências arqueológicas, a área foi habitada por volta do IV milênio a.C. Os primeiros sinais da presença humana documentados são da segunda metade do século IV, quando o reino Varaz-Bakura ordenou a construção de uma fortaleza. No final do século IV, os persas foram apreendidos na fortaleza e, em seguida, em meados do século V, eles serviram como escravos para os reis de Kartli. O reiVachtang I provavelmente não fundou a cidade, mas sim reconstruiu e a ampliou. Presumivelmente, a capital georgiana estava situada nas proximidades.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Tbilisi está na Transcaucásia na latitude 41° 43' Norte e longitude 44° 47' Leste. A cidade está localizada na Geórgia Oriental em ambas as margens do Rio Kura.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Tbilisi pode ser classificado moderadamente como subtropical úmido. O clima da cidade é influenciado tanto pela seca, proveniente das massas de ar da Ásia Central, quanto pelas massas de ar oriundas do Mar Negro, a partir do oeste. Tbilisi possui invernos relativamente frios e verões quentes. Devido aos limites da cidade com cadeias de montanhas e a proximidade de grandes massas de água (mares Negro e Cáspio), além do fato de que a maior cordilheira do Cáucaso bloqueia a intrusão de massas de ar frio da Rússia, Tbilisi experimenta um micro-clima relativamente ameno em comparação com outras cidades que possuem um clima semelhante continental ao longo das mesmas latitudes.

A temperatura média anual em Tbilisi é de 12,7° C.[11] Janeiro é o mês mais frio, com temperatura média de 0,9° C .[11] Julho é o mês mais quente, com temperatura média de 24,4° C.[11] A temperatura mínima já registrada foi de -24° C e a máximo já registrada foi de 40° C.[11] A precipitação média anual é de 568 milímetros (22,4 in). Maio e Junho são os meses mais chuvosos (média de 84 milímetros (3,3 in) de precipitação cada), enquanto janeiro é o mais seco (média de 20 mm (0,8 in) de precipitação).[11] A neve cai em média 15-25 dias por ano. As montanhas que cercam muitas vezes prendem as nuvens dentro e ao redor da cidade, principalmente durante a primavera e o outono, resultando em tempo chuvoso ou nublado prolongado. Ventos do noroeste dominam na maior parte ao longo do ano. Ventos vindos do sudeste também são comuns na influência da temperatura da cidade.[11]

Fauna[editar | editar código-fonte]

A fauna da área circundante da cidade é muito diversificada. Há animais como raposas, hienas, chacais e lobos. Registra-se também um grande número de répteis e aves. Em uma região com vista à proteção dos sistemas naturais e da biodiversidade, foi criado o Parque Nacional de Tbilisi.

Demografia[editar | editar código-fonte]

As dinâmicas históricas de crescimento da população etno-religiosa em Tbilisi foi diversificada. Entre os séculos V e VII, a população de Tbilisi foi crescendo rapidamente devido à transferência da capital de Mtskheta para esta primeira. Durante o período de domínio árabe em Tbilisi (séculos VII ao XI), a maior parte da população era muçulmana e a cidade passou a possuir traços de uma mistura de população árabe e não-árabe, que se misturavam aos georgianos. Do século IX ao século XVIII, a cidade desenvolveu-se rapidamente. Árabes e turcos passaram a compor a maior parte da população. Desde 1216 até o final do século XVIII, a população de Tbilisi foi submetida a perseguição e extermínio dos invasores, levando a mudanças rápidas na composição étnica da população da cidade. Assim, nesta época a população de armênios variou de 26,3% a 36,6 % da população, enquanto os georgianos variavam entre 24,8% e 33,8 %.[12] Os armênios também eram o maior grupo étnico na cidade entre 1864-1865, constituindo 47,2% da população, sendo que no referido período a participação dos georgianos representava 24,7% dos habitantes de Tbilisi e os russos 20,7% dos habitantes. Outros povos representavam 7,4% do total de habitantes.[13]

Segundo o censo de 1897, os três maiores grupos étnicos em Tbilisi eram os armênios (29,5%),[14] russos (28,1%) e os georgianos, com 26,4%.[15] Os armênios residentes em Tbilisi à época eram, em sua maior parte, seguidores da Igreja Apostólica Armênia. [14] Outros grupos étnicos na cidade, de acordo com o censo daquele ano, representavam 16% da população.[15] Desde meados do século XII até a Revolução de Outubro, 45 dos 47 prefeitos de Tbilisi até a época eram armênios.[12]

No século XX, devido à migração de outras partes da Geórgia para Tbilisi, a proporção de georgianos na capital aumentou, passando a responder por 38,1% da população de Tbilisi em 1926.[16] Em 1939, esse percentual aumenta para 44%, e em 1959, o número de etnicamente georgianos sobre para 48,4% dos habitantes da cidade. Desde 1960, os georgianos já são a maioria absoluta da população da capital: em 1970 representavam 57,5% da população, em 1979 eram 62,1%, em 1989 compunham 66,1% e em 2002 passaram a representar 84,2% do total de habitantes de Tbilisi.[16] Por sua vez, a parcela da população armênia está continuamente a diminuir: em 1926 eles representavam 34,1%, em 1939 passaram para 26,4%, em 1959 eram 21,5%, em 1970 diminuíram para 16,9% e em 2002 se transformaram em uma pequena minoria (7,6%).[16] A participação de russos na composição da população da cidade aumentou quando a Geórgia esteve sob domínio soviético.[16] Em 1970, os russos representavam 14,0% da população, em 1979 diminuíram para 12,3% e em 1989 para 10%. No período pós-soviético, a maioria da população russa deixou a cidade e, em 2002 eles representavam apenas 3% dos moradores de Tbilisi.[16]

A Catedral de Sameba em Tbilisi, sede do Patriarca da Igreja Ortodoxa Georgiana.

De acordo com o censo de 2002, Tbilisi possuía uma população de 1 081 679 habitantes no referido ano. A cidade abriga mais de 100 diferentes grupos étnicos. Além dos georgianos, armênios e russos, também compõem a população os ucranianos (3,3%), azeris (1%), ossetas (0,9%), gregos (0,4%), e outros, tais como abecásios, alemães, judeus, estonianos, curdos e assírios (2,5%).[17]

Religião[editar | editar código-fonte]

Vista de uma mesquita em Tbilisi no início do século XX.

Mais de 95% dos habitantes de Tbilisi são adeptos do Cristianismo, predominantemente da Igreja Ortodoxa Georgiana. A Igreja Ortodoxa Russa, que está em plena comunhão com a Geórgia, e a Igreja Apostólica Armênia, tem um significativo número de seguidores dentro da cidade. Uma grande minoria da população (cerca de 4%) são adeptos do Islão (principalmente o islamismo xiita). O judaísmo também é muito praticado, mas em menor número (cerca de 2% da população são judeus). Tbilisi tem sido historicamente conhecida pela tolerância religiosa. Isto é especialmente evidente nas regiões mais antigas da cidade, que são marcadas por construções religiosas, como mesquitas e sinagogas. Prédios religiosos do Cristianismo oriental podem ser encontrados dentro de menos de 500 metros um do outro, em várias regiões da cidade.[18]

A Catedral de Sameba, principal catedral da Igreja Ortodoxa Georgiana, está localizada em Tbilisi.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Tbilisi abriga diversas instituições de ensino superior. A maior universidade da Geórgia, a Universidade Estatal de Tbilisi, está sediada na cidade. Esta universidade foi criada em 8 de fevereiro de 1918, sendo a mais antiga no Cáucaso, e possui mais de 35 mil alunos matriculados. O número de professores e funcionários é de aproximadamente 5.000.

A cidade também sedia a maior universidade médica na região do Cáucaso: A Universidade Estatal Médica de Tbilisi, que foi fundada no Instituto Médico de Tbilisi em 1918 e tornou-se a Faculdade de Medicina na Universidade Estadual de Tbilisi (TSU) em 1930. O Instituto Médico Estadual passou a se chamar Universidade de Medicina em 1992. Desde então, a universidade funciona como uma instituição educacional independente e tornou-se uma das instituições apoiadas pelo alto escalão de ensino superior na região do Cáucaso. Atualmente, existem cerca de 5.000 estudantes de graduação e 203 de pós-graduação na universidade, dos quais 10% vêm de países estrangeiros.

Universidade Estatal de Tbilisi.

A principal e maior instituição de nível técnico do país, a Universidade Técnica da Geórgia, também sedia-se em Tbilisi. Fundada em 1922, como uma faculdade politécnica da Universidade Estadual de Tbilisi, a primeira palestra foi realizada pelo famoso professor e matemático georgiano Andria Razmadze. As três instituições de ensino superior privado mais destacadas na Georgia, a Universidade da Geórgia (Tbilisi), Universidade do Cáucaso e a Universidade Livre de Tbilisi, também possuem sede na cidade. A Universidade da Geórgia (Tbilisi) é a maior universidade privada na Geórgia, com mais de 3.500 estudantes e criada em 2005. Em 2010, a Universidade da Geórgia recebeu financiamento da OPIC (Overseas Private Investment Corporation) para o desenvolvimento de infraestrutura da Universidade e equipamento técnico. Possui vários cursos de graduação e pós-graduação e é a primeira instituição na Geórgia que oferece programas de certificação internacional da Oracle Corporation, Microsoft, tecnologias Zend e Academia Cisco.

A Universidade do Cáucaso foi criada em 2004 como uma expansão da Escola do Cáucaso of Business (CSB) (criada em 1998). A Universidade Livre de Tbilisi foi criada em 2007 através da fusão de duas escolas de ensino superior: European School of Management (ESM-Tbilisi) e Instituto da Ásia e África em Tbilisi (TIAA). Hoje, a Universidade Livre é composta por três escolas - Escola de Negócios (ESM), o Instituto da Ásia e da África e a Escola de Direito - oferecendo programas acadêmicos em nível de graduação, pós-graduação e doutorado. Além disso, a Universidade Livre realiza uma ampla gama de cursos de curta duração e corre vários centros de pesquisa e programas escolares.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Aéreo[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto Internacional de Tbilisi (em georgiano: თბილისის საერთაშორისო აეროპორტი) está localizado a 17 quilômetros a sudeste da cidade. O acesso da cidade com o aeroporto dar-se-á principalmente de metro, que cobre a rota entre a estação Central de Tbilisi e o aeroporto em 35 minutos. O tráfego no aeroporto de Tbilisi aumentou 29% em 2011, atingindo 1,1 milhões de passageiros.[19] A capacidade do novo terminal aéreo da cidade é de 2,8 milhões de passageiros por ano.[19] A Georgian Airways tem a sua sede em Tbilisi.[20]

Metro[editar | editar código-fonte]

O Metrô de Tbilisi é conhecido por sua profundidade no subsolo e transporta cerca de 9 milhões de passageiros por mês.

O Metro de Tbilisi serve a cidade com os serviços de metrô rápido.[21] Foi o quarto sistema de metrô na União Soviética.[21] A construção começou em 1952 e foi concluída em 1966.[21] O sistema opera duas linhas, a linha Akhmeteli-Varketili e a Linha Saburtalo.[21] Tem 22 estações e 186 trens de metrô.[21] A maioria das estações, como aqueles em outros sistemas de metrô de fabricação soviética, são extravagantemente decorados. Os trens funcionam durante quase todos os horários do dia. Devido ao terreno acidentado, as linhas ferroviárias são executadas acima do nível do solo em algumas áreas. Duas das estações estão acima do solo.[21]

O Metro sofreu uma campanha de modernização. Estações foram reconstruídas, e os trens e as instalações foram modernizados.[21] Em 2005, foi iniciado um trabalho para que o metro pudesse ter suas estações de acordo com as normas europeias. Uma terceira linha para o metrô está sendo planjeada, que irá abranger o Distrito Vake.[21] As três linhas formarão um triângulo, e se cruzarão no centro da cidade.[21]

Bondes[editar | editar código-fonte]

Tbilisi possui uma linha de bonde elétrico. A partir de 1883, bondes movidos a cavalos passaram a atuar na cidade, sendo que em 25 de dezembro de 1904 vieram os bondes elétricos. Quando a União Soviética se desintegrou, o transporte elétrico foi a um estado de degradação dentro dos anos e, finalmente, a única linha de bonde elétrico esquerdo foi encerrada em 4 de dezembro de 2006, juntamente com duas linhas de trólebus que foram deixadas.[22] [23] Existem planos para construir uma rede de bondes modernos.[24]

Marshrutka[editar | editar código-fonte]

Um dos meios de transporte mais dominantes em Tbilisi é o marshrutka. Um sistema elaborado que cresceu em Tbilisi nos últimos anos. Além da cidade, várias linhas também servem a paisagem circundante de Tbilisi. Por toda a cidade, há um preço fixo para se fazer o uso desse tipo de transporte. Para viagens mais longas fora da cidade, tarifas mais elevadas são comuns. Não há paradas pré-definidas para as linhas marshrutka, eles são saudados nas ruas, como táxis e cada passageiro pode sair quando quiser.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Tbilisi abriga o maior estádio da Geórgia, o Estádio Boris Paichadze (com capacidade para 55 000 pessoas), onde joga o Dinamo Tbilisi, e o segundo maior estádio do país, o Estádio Mikheil Meskhi (com capacidade para 27 223 pessoas), onde joga o Lokomotivi Tbilisi.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Teatro Nacional Rustaveli, um dos símbolos da arquitetura presente em Tbilisi.

A arquitetura da cidade é uma mistura de influência local (georgiana) com fortes influências bizantinas, europeias-orientais e Neoclássico russo, além de estilos arquitetônicos do Oriente Médio. As regiões mais antigas da cidade, incluindo a Abanot-Ubani, Avlabari e, até certo ponto, o distrito de Sololaki, tem claramente um olhar arquitetônico georgiano tradicional com influências do Oriente Médio. As áreas de Tbilisi, que foram construídas principalmente no século XIX possuem um olhar contrastante com o estilo neoclássico europeu e russo.

O início do século XX foi marcado por uma revitalização arquitetônica, nomeadamente, com um estilo Art nouveau. Com o estabelecimento do governo comunista, este estilo foi decretado como burguês e muito negligenciado. Um exemplo da arquitetura stalinista na Geórgia foi o Instituto Marx, Engels e Lenin (em georgiano: მარქს - ენგელს - ლენინის ინსტიტუტის შენობა), também conhecido pela sigla Imeli (em georgiano: იმელი), construído em 1938.

Instituto Marx, Engels e Lenin em 1938.

Após a privatização, este edifício foi convertido, entre 2006 e 2009, em um luxuoso hotel cinco estrelas administrado pelo Grupo Dhabi, dos Emirados Árabes Unidos.[25] A partir de 2013, nenhuma reforma foi executada.

A arquitetura do final do século XX foi identificada com o tipo de arquitetura comum às regiões da antiga União Soviética e os países que estiveram sob a ocupação soviética.

Estes edifícios da era soviética incluíam grandes blocos de apartamentos construídos sob concreto, com características sociais e culturais. Esse modelo de arquitetura expandiu-se para outros tipos de prédios, dentre estes instalações de escritório, como por exemplo, o escritório do Banco da Geórgia. Desde o desmembramento da União Soviética, Tbilisi tem sido o local de diversos projetos de construção. Desde 2004, o governo municipal tomou novas iniciativas para conter projetos de construção descontrolados com arquiteturas misturadas. Em um futuro próximo, Tbilisi terá três complexos de arranha-céus. As torres do Eixo, Redix Chavchavadze 64, e o novo Ajara Hotel, que estão atualmente em construção, serão os edifícios mais altos no Cáucaso.

Política[editar | editar código-fonte]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Vista da praça da Liberdade.

Tbilisi é geminada com:

Cidades parceiras[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Tbilisi

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. No Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, o linguista Carlos Rocha afirma que "(...) em português Tíblissi, forma adotada pelo Código de Redação Interinstitucional para o português nas instituições europeias, parece não ser a mais consistente no processo que medeia a transcrição e o aportuguesamento."

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p Rocha, Carlos (7 de maio de 2013). A grafia da capital da Geórgia Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Visitado em 7 de maio de 2013.
  2. Porto Editora. Tbilissi Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Infopédia – Enciclopédia e Dicionários Porto Editora. Visitado em 18 de janeiro de 2012.
  3. Lusa, Agência de Notícias de Portugal. Prontuário Lusa. Visitado em 10 de outubro de 2012.
  4. Serviço das Publicações da União Europeia. Anexo A5: Lista dos Estados, territórios e moedas Código de Redacção Interinstitucional. Visitado em 1 de maio de 2012.
  5. Macedo, Vítor. (Primavera de 2013). "Lista de capitais do Código de Redação Interinstitucional". A Folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias (n.º 41): 15. Sítio web da Direcção-Geral da Tradução da Comissão Europeia no portal da União Europeia. ISSN 1830-7809. Visitado em 23 de maio de 2013.
  6. Pospelov, E.M.. Geograficheskie nazvaniya mira. Moscow: [s.n.], 1998. p. 412.
  7. Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, tomo II.
  8. Código de Redação Interinstitucional, Anexo A5.
  9. "Rússia amplia ataques à Geórgia e mortes civis podem chegar a 2.000", O Globo, 9 de agosto de 2008. "Conselho de Segurança da ONU busca solução para conflito na Ossétia do Sul", Folha de São Paulo, 9 de agosto de 2008.
  10. "Diplomacia europeia reúne-se na próxima semana para discutir conflito na Ossétia do Sul", [[Público (jornal)|]], 9 de agosto de 2008.
  11. a b c d e f Weather in Georgia – Tbilisi (em inglês) Time and Date. Visitado em 20 de setembro de 2013.
  12. a b Мэры Тифлиса(Тбилиси) (em russo) RAA, Научные исследования, книга 5. Visitado em 22 de setembro de 2013.
  13. Географическо-статистический словарь Российской империи. Сост. по поручению Русского географического общества действ. член Общества П. Семёнов, при содействии действ. члена В. Зверинского. Т. V. Спб., 1885, с. 132—133. (em russo) Тифлис. Visitado em 22 de setembro de 2013.
  14. a b Первая всеобщая перепись населения Российской империи 1897 года. Изд. Центр. стат. комитета МВД / Под ред. А. Н. Тройницкого. 59: Тифлисская губерния. — Спб., 1905, с. 74—75.
  15. a b Первая всеобщая перепись населения Российской Империи 1897 г. Распределение населения по родному языку и уездам Российской Империи кроме губерний Европейской России (em russo) Переписи населения Российской Империи, СССР, 15 новых независимых государств. Visitado em 22 de setembro de 2013.
  16. a b c d e НАСЕЛЕНИЕ ГРУЗИИ (em russo) вместе с имеретинами, гурийцами, аджарцами, тушинами, пшавами, хевсурами и мтиулетинами. Visitado em 22 de setembro de 2013.
  17. ETHNIC GROUPS BY MAJOR ADMINISTRATIVE-TERRITORIAL UNITS (PDF) (em inglês) Census Georgia 2002. Visitado em 22 de setembro de 2013.
  18. POPULATION BY RELIGIOUS BELIEFS (PDF) (em inglês) Census Georgia 2002. Visitado em 22 de setembro de 2013.
  19. a b Tbilisi Airport
  20. [http://www.airzena.com/index.php?m=159&lang=eng Head office - Georgian Airways.
  21. a b c d e f g h i Metro of Tbilisi (em Inglês) Urban Rail (11 de outubro de 2007). Visitado em 22 de setembro de 2013.
  22. [http://www.subways.net/georgia/tbilisi.htm Tbilisi metro and tramway - Subways (em inglês)]
  23. Nostalgic Tbilisi residents want their tramway back - Georgian Daily (em inglês)
  24. Tbilisi tram design contract signed (em inglês)
  25. Kempinski to Manage Hotel in Tbilisi - Civil.ge (em inglês)
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