Concerto

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Concerto é uma composição musical escrita para um ou mais instrumentos solistas, cujo acompanhamento pode ser feito por uma orquestra ou um piano.[1] Modernamente o termo tem sido empregado para qualquer espetáculo musical, nos mais diferentes formatos.[2] [3]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A origem do termo concerto sempre suscitou discussão entre os musicólogos. Já no início do século XVI sua origem era atribuída a duas palavras latinas: a primeira, concertatum (do verbo concertare: "combater", "competir") - e a segunda, de consertum (do verbo conserere traduzido como "entrelaçar", "atar", mas também, em alguns contextos, como "argumentar"). Em 1619, Michael Praetorius apoiou a etimologia que dava a ideia de combate, o choque entre duas entidades instrumentais distintas tanto em número quanto em sonoridade.

Na era moderna, o compositor alemão Hugo Daffner (1882-1936) voltou a defender a primeira acepção do verbo conserere, destacando a natureza de diálogo, de enredo, que efetivamente caracteriza o estilo concertante, embora a primeira hipótese ainda seja considerada como a mais válida pela maioria dos estudiosos.

História[editar | editar código-fonte]

A forma musical concerto pode ser encontrada a partir do século XVI, entre os anos de 1720 e 1780, com a criação do Concerto para Cravo e em obras vocais de Andrea Gabrieli ou Ludovico da Viadana sem forma ou estrutura típica.[4]

Durante o barroco o estilo se desenvolveu para uma forma instrumental que alterna entre partes do tutti (ripieno ou em italiano [1]) e do solo (concertino), e como um rondó emprega no tutti sempre o mesmo tema. Ele passou a ter três movimentos (Rápido - lento - rapidíssimo), como em quase todos os exemplos de Antonio Vivaldi e Johann Sebastian Bach ou quatro (Lento - rápido - lento - rapidíssimo) como os "concerti grossi" de Georg Friedrich Handel. O Concerto grosso (italiano, plural: Concerti grossi) foi uma forma bastante usada no período barroco, que se constituía de um conjunto de três (ou mais) solistas com uma orquestra maior.

Com o advento do Classicismo, o concerto passou a se estabelecer de maneira mais ou menos estruturada como a sonata clássica: um primeiro movimento em forma-sonata, o segundo movimento lento (sob qualquer forma) e o último em rondó.[5]

No Romantismo, os concertos passaram a ter como propósito explorar o virtuosismo, explorando ao máximo a potencialidade dos solistas.[4]

Alguns concertos famosos:

Partitura do Concerto de Piano Nº 2 de Mendelsshon (fragmento).

Características[editar | editar código-fonte]

As principais características do concerto na Era clássica, o qual é tomado como modelo até os dias atuais, são:

  • Três movimentos, dos quais o primeiro é rápido, na forma-sonata, o segundo é lento (sob qualquer forma) e o terceiro, novamente rápido, em rondó;[4]
  • Instrumental, ou seja, o grupo que faz o acompanhamento é geralmente uma orquestra completa, uma orquestra de cordas ou uma orquestra de câmara.[5]

No Romantismo, os concertos passaram a ter como propósito explorar o virtuosismo, ou seja, a potencialidade dos solistas. A partir daí, surgiram modificações no esquema clássico do concerto, como por exemplo:

  • Menor número de movimentos: O número de movimentos do concerto diminuiu. Surgiram concertos com dois movimentos (Concerto para violino nº 1, de Béla Bartók; Concerto para clarineta, de Aaron Copland) e até com um movimento (Concerto para piano nº 2, de Franz Liszt; Concerto para piano e orquestra, de Arnold Schönberg; Concerto para piano com a mão direita, de Maurice Ravel).

Extensão do termo[editar | editar código-fonte]

O ano de 1969 marcou a estreia do primeiro concerto para grupo e orquestra de Jon Lord. O álbum Concerto for Group and Orchestra foi gravado ao vivo no Royal Albert Hall.[6] Depois disso o termo concerto passou a ser usado com frequência para fins populares e nas mais diferentes formações.[3] [7]

Referências

  1. Dicionário Informal. Concerto. Página visitada em 14 de agosto de 2012.
  2. Telecine Globo. O Último Concerto De Rock. Página visitada em 15 de agosto de 2012.
  3. a b Maurício Gomes Angelo. Waters revive grandes concertos de rock no RJ. Whiplash.net. Página visitada em 15 de junho de 2012.
  4. a b c Enciclopédia Salvat de Os Grandes Temas da Música - Vol. 1. O Concerto. [S.l.]: Salvat, 1987. 249-316 p.
  5. a b Otto Maria Carpeaux. O Livro de Ouro da História da Música. [S.l.]: Ediouro, 2001.
  6. Whiplash.net. Jon Lord: informações sobre Concerto For Group & Orchestra. Página visitada em 15 de agosto de 2012.
  7. Ípsilon. Madonna: muito melhor do que se esperava. Página visitada em 15 de agosto de 2012.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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