Arnold Schönberg
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Arnold Franz Walter Schönberg, ou Schoenberg, (Viena, 13 de setembro de 1874 — Los Angeles, 13 de julho de 1951) foi um compositor austríaco de música erudita e criador do dodecafonismo, um dos mais revolucionários e influentes estilos de composição do século XX.
Suas primeiras obras, apesar de ligadas à tradição pós-romântica, já prenunciavam um método composicional inovador, que evoluiu para a atonalidade e, mais tarde, para um estilo próprio, o dodecafonismo. Schönberg foi também pintor e importante teórico musical, autor de Harmonia e Exercícios Preliminares em Contraponto.
[editar] Vida
Primogênito de uma família judaica ortodoxa natural da Hungria, Arnold Schönberg desde cedo entrou em contato com as artes, influenciado por seu tio Fritz Nachod, grande admirador da poesia e da literatura francesas. Aos oito anos de idade, iniciou sua educação musical e passou a ter aulas de violino, compondo, nessa época, suas primeiras músicas. Mais tarde, tornou-se autodidata na aprendizagem de piano e violoncelo.
Com a morte do patriarca, em 1889, a família passou a enfrentar dificuldades financeiras e Schönberg, para ajudar, tornou-se empregado de um banco, onde trabalhou até 1895. Seu interesse pela arte, entretanto, não diminuiu nesse meio tempo: David Josef Bach, cunhado de seu primo, acompanhava-o em discussões sobre música, filosofia e literatura. Bach encorajou-o a seguir a carreira de músico e despertou-lhe o interesse em buscar ideais artísticos próprios.
Em 1894, passou a ter aulas de composição com Alexander von Zemlinsky. Referência importante em toda a carreira de Schönberg, Zemlinsky foi o responsável por sua formação teórica e musical, além de dar-lhe os princípios gerais de composição.
No final do século XIX, começa a dar aulas e a trabalhar em companhias musicais e conservatórios. Data dessa época (mais especificamente de 1899) sua primeira composição de relevo, o sexteto de cordas Verklärte Nacht. Em 1898, converte-se ao luteranismo. Em 1933, depois de deixar a Alemanha devido à ascensão do nazismo ao poder, retorna ao Judaísmo em Paris.
Várias de suas obras remetem a temas do Judaísmo, como sua ópera inacabada Moses und Aron, Um sobrevivente de Varsóvia, para recitante, coro e orquestra, e as suas últimas obras, os três coros do opus 50 (Dreimal tausend Jahre - Três vezes mil anos, Salmo 130 e Salmo Moderno n. 1). O segundo desses coros foi dedicado ao Estado de Israel. Ele ainda estava a trabalhar no terceiro deles, quando morreu, e o coro ficou inconcluso.
[editar] Lista de Composições
[editar] Com número de Opus
- Verklärte Nacht, p/ sexteto de cordas, Op. 4 (1899)
- Kammersymphonie No. 1 em Mi maior, op. 9 (1906)
- Cinco Peças para Orquestra, Op. 16 (1909)
- Sechs Kleine Klavierstücke, p/ piano solo, Op. 19 (1911)
- Pierrot Lunaire, p/ narrador e orquestra de câmara, Op. 21 (1912)
- Concerto para Violino, Op. 36 (1936)
- Concerto para Piano, Op. 42 (1942)
- Um Sobrevivente de Varsóvia, p/ orquestra, narrador e coro masculino, Op. 46 (1947)
- Fantasia para Violino e Piano, Op. 47 (1949)
- 3 Canções, Op. 48 (1933)
- 3 Canções Folclóricas, Op. 49 (1948)
- Dreimal tausend Jahre, Op. 50a (1949)
- Psalm 130 “De profundis”, Op. 50b (1950)
- Modern psalm, Op. 50c (1950, inacabada)

