Império Almorávida

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المرابطون
Almorávidas
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1040 – 1146 Blank.png
 
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Localização de Império Almorávida
Império Almorávida na sua máxima extensão (1120)
Continente África e Europa
Capital Aghmat (1040-1062), Marraquexe(1062-1147) e Córdova
Governo Monarquia
Califa Abd-Allah-Ibn-Yâsin
História
 • 1040 Fundação
 • 1146 Dissolução

Os Almorávidas (em árabe: المرابطون, transl. al-Murābiṭūn, sing. مرابط, Murābiṭ, "marabuto", espécie de ermitão muçulmano) foram originariamente uns monges-soldados saídos de grupos nómadas provenientes do Saara. A dinastia almorávida abraçou uma interpretação rigorista do Islão e unificou sob o seu domínio grandes extensões no ocidente do mundo muçulmano com as quais formaram um império, entre os séculos XI e XII, que chegou a estender-se nomeadamente pelas atuais Mauritânia, Saara Ocidental donde provinham, Marrocos e a metade sul da península Ibérica.

Os Azenegues[editar | editar código-fonte]

Nas terras do sul correspondentes aos atuais estados da Mauritânia e Mali, do rio Senegal até ao rio Níger, fazendo fronteira com o antigo Império Gana, um povo de pastores nómadas berberes estabeleceu-se com os seus gados; este povo era pertencente aos Azenegues, também conhecidos como Zenaga ou Sanhadja, cujas tribos principais eram os Lamtuna e os Masufa (outras tribos azenegues, estas sedentárias, habitavam os vales próximos do Atlas, como o do rio Drá; entre estas os Lamta e os Gasula).

Após ter conseguido deter o avanço dos povos negros do sul, graças a alianças intertribais, uma "confederação" Azenegue foi forjada, a pedido dos Lamtuna, com o fim de consolidar como capital a cidade de Audagost (a atual cidade de "Tegdaouat") a sul da Mauritânia e de dispor uma ampla zona de pastoreio e controlar as principais rotas de caravanas que cruzavam a região de norte a sul.

A consciencialização religiosa[editar | editar código-fonte]

Aproveitando a viagem de volta da peregrinação a Meca, Yahia Ben Ibrahim Al Gudali, da tribo dos Gudala, chefe da confederação dos Azenegues, entrevistou-se por volta de 1040 na cidade de Cairuão em Ifríquia (atual Tunísia) com o prestigioso alfaqui malequita Abu Imran Al Fasi (originário da cidade de Fez) visando elevar o nível da consciência religiosa do seu povo. Abu Imran propôs um antigo aluno seu para esta tarefa, Uaggaq ben Zellu Al Lemti, da tribo dos lemta, o qual, por sua vez, recomendou Abdalá Ben Yasin Al Gazuli, da tribo dos gzula. Sobre este último recaiu o papel de pregador no seio das tribos Azenegues.

Os malequitas acreditam no Al Muwatta (livro escrito por Malik, o fundador da doutrina), que entre outras coisas defende a poliginia, a virgindade pré-matrimonial, o repúdio e o direito ao contrato matrimonial das filhas.

Esta reforma religiosa orientar-se-ia a benefício do sunismo e do malequismo, do qual estava fortemente convencido o novo predicador e guia espiritual Abdalá Ben Yasin, dotado com um excepcional vigor. A doutrina que lançou não tardaria a tomar cor política, com uma volta à ortodoxia sunita. A princípio, o pouco entusiasmo mostrado pelos Azenegues para abraçar a "causa" de Ibn Yasin motivou a retirada deste, taticamente, a um ribat (similar a um mosteiro fortificado) na ilha de Tidra com alguns adeptos. Este ribat era considerado como um lugar de purificação e de formação do muçulmano exemplar. Esta exemplaridade conseguia-se à base de uma férrea disciplina. Esta exemplaridade, com a propaganda feita pelos seus adeptos, fez com que a reputação de Abdalá Ben Yasin e o seu ribat crescessem com a quantidade de monges-soldados que acudiam ao ribat para depurar-se.

Um momento decisivo na expansão do movimento foi a adesão de Yahia Ben Omar, chefe da poderosa tribo dos lamtuna[1] . Os homens tinham o costume de levar véu, que nunca tirariam, sob condenação de ser menosprezados pelos seus amigos e parentes; este véu era uma espécie de "turbante" similar à que usam os tuaregues (de facto, os atuais tuaregues são descendentes daquelas tribos), com todos os seus. Yahia Ben Omar impor-se-á como chefe militar, enquanto que Abdalá Ben Yasin continuará como guia espiritual.

Factores que favoreceram o movimento almorávida[editar | editar código-fonte]

Os principais factores que favoreceram o movimento almorávida foram:

  1. A solidariedade tribal e a reforma religiosa.
  2. O factor económico. As vastas extensões de terra onde pastavam os rebanhos dos Azenegues, tinham um interesse estratégico: o controlo das caravanas carregadas com mercadorias (nomeadamente, ouro e sal) que tinham como destino o norte da África e o Al-Andalus. Os mesufa controlariam o eixo Teghaza-Audagost-Siyilmasa; os lemta o itinerário costeiro desde a desembocadura do rio Senegal até a região do rio Noul; os gudala controlariam uma mina de sal situada a sudoeste da costa atlântica; e os lemtuna controlariam o vale do Drá e o eixo Augagost-Sus direção Siyilmasa.
  3. Fragmentação do mundo muçulmano. Em Ifríquia (atual Tunísia), ocorreu a invasão fíaliana, a queda de Kariuan (1053) com tentativas de prosperar para oeste. No Magrebe ocidental (atual Marrocos), os Barghawata dominam as planícies atlânticas, os Idrísidas conservam as cidades de Tamdoilit, Igli e Massa, visando tomar Ceuta aos Omíadas de Córdova; os Magrava e os seus primos, os Beni Ifren (Yafran), controlam Salé, Tlemecen, Tadla e Fezzaz; a taifa zanata de Chellah controlava de Fez até Siyilmassa. O Al-Andalus encontrava-se fracionado numa multitude de reinos de Taifas.

Desembarque na península Ibérica[editar | editar código-fonte]

Afonso VI (1040—1109) tomou Toledo a 25 de maio de 1085, alarmando os andaluzes, que viam perigar o seu futuro, o que os forçou a tomarem a decisão, não sem grandes reparos, de chamar em auxílio os curtidos guerreiros almorávidas, facção que predicava o cumprimento ortodoxo do Islão, no comando do seu chefe Yusuf ben Tasufin. Este era um austero dervixe que se vestia com pele de ovelha e se alimentava frugalmente com dáteis e leite de cabra como os lendários fundadores do Islão.

O rei da taifa de Sevilha Al-Mu'tamid pediu ajuda:

Cquote1.svg Ele (Afonso VI) veio pedindo-nos púlpitos, minaretes, mirabes e mesquitas para levantar nelas cruzes e que sejam regidos pelos seus monges (...) Deus concedeu-vos um reino em prémio à vossa Guerra Santa e à defesa de Seus direitos, pelo vosso trabalho (...) e agora contais com muitos soldados de Deus que, lutando, ganharão em vida o paraíso Cquote2.svg
Al-Tud, Banu Abbad, de Ibn al-Jakib, al-Hulal, pp. 29-30

Yusuf veio com o seu exército e encontrou-se com uma terra fértil e próspera; também observou o relaxamento dos preceitos doutrinais do Islão e a grande tolerância para os judeus e cristãos. Isto provocou-lhe a determinação de se apoderar desses reinos, alentado pela divisão entre as diferentes taifas.

O período almorávida no Al-Andalus[editar | editar código-fonte]

Dinar almorávida de Ali ibn Yusuf. Almeria, 1106-1142.

Os Almorávidas derrotaram Afonso VI de Leão na batalha de Zalaca em 1086, mas não aproveitaram a vitória recém-obtida pois o emir Yusuf ben Tasufin voltou para o norte da África devido a seu filho ter acabado de falecer. No entanto, os Almorávidas voltaram a cruzar o estreito de Gibraltar e, a partir de 1090, foram apoderando-se dos reinos de taifas. No verão desse ano, Yusuf dirigiu-se para Toledo visando recuperá-la, mas o rei de Leão, com a ajuda de um exército de Aragão, recusaram o exército almorávida que, mudando os seus planos, conquistaria em setembro de 1090 Granada. Uma vez conquistada, Yusuf volta para o Magrebe deixando na Península Ibérica o seu primo Sir ibn Abu Bakr com o mandato de reduzir o restante das taifas do Al-Andalus. Antes de acabar esse ano, o adalide almorávida tomou Tarifa e, na primavera de 1091, atacou a importante Taifa de Sevilha. No verão, já sucumbiram ao poder norte-africano Córdova e Carmona e, em setembro, Sevilha. De seguida, são subjugadas as taifas de Jaén, Múrcia e Dénia, pelo que só escapavam dos azenegues as grandes taifas de Badajoz, Saragoça e Maiorca.

Enquanto isso, El Cid dominava o levante e, a 15 de junho de 1094, conquistava Valência, criando nela um principado e afastando por duas vezes os Almorávidas: a primeira, quando acudiram a reconquistá-la no outono desse mesmo ano na batalha de Bairén com a colaboração de Pedro I de Aragão e numa segunda tentativa em 1097 por parte do próprio imperador Yusuf ben Tasufin. De qualquer maneira, um filho de Yusuf ben Tasufin, Muhammad ibn Aisa, retomou a praça de Aledo em 1092, perto de Múrcia, que constituíra uma fortificação cristã avançada na terra muçulmana desde 1085 e os Almorávidas tentaram recuperar, sem sucesso, em 1088. A seguir, Muhammad ibn Aisa ocupou Játiva e Alzira, situando-se a apenas trinta e cinco quilómetros de Valência. Em 1093 Sir ibn Abu Bakr atacou Al-Mutawakkil de Badajoz e conspira contra ele, propiciando a sua queda: após fazer prisioneiro o rei pacense e os seus filhos, fê-los executar quando se dirigia para Sevilha. Com a Taifa de Badajoz caiu também Lisboa, que o conde Raimundo de Borgonha, esposo da princesa Urraca, foi incapaz de defender.

Após a morte de El Cid, em 1099, o principado de Valência passou a ser governado pela sua esposa viúva Jimena, mas em 1102, Afonso VI decidiu que a cidade não podia ser mantida e evacuou-a, abandonando-a ao poder almorávida, não sem antes incendiá-la. Porém, em 1106 Yusuf ben Tasufin morria a 2 de setembro, sucedendo-o o seu filho Ali ibn Yusuf.

Em 1109 a independência de Saragoça estava em perigo frente do poder berbere. Esta taifa mantivera-se independente graças, em parte, às boas relações que Al-Musta'in II de Saragoça manteve com o emir Yusuf ben Tasufin. Assim, em 1093 ou 1094, o rei de Saraqusta enviou o seu próprio filho com generosos presentes ao imperador almorávida, e em 1103 (ano em que também caía a Taifa de Albarracín em poder almorávida), quando Yusuf procurava o reconhecimento do seu filho Ali como herdeiro ao trono, de novo foi enviado o filho do rei saragoçano a Córdova como embaixador de boa vontade. Assim, Saragoça manteve a sua independência até 1110, ano em que finalmente cairia sob o poder almorávida.

A partir da conquista de Valência em 1102 começou a hegemonia almorávida no Al-Andalus. Ali ibn Yusuf atacou em 1108 a fortificação de Uclés, defendida por um exército encabeçado por Sancho Alfónsez, o herdeiro de Afonso VI de Castela, e dois dos seus melhores capitães: Álvar Fáñez e García Ordóñez. A batalha de Uclés terminou com derrota cristã e com a morte do infante de Leão. No ano seguinte, o emir almorávida tentou aproveitar esta vitória ao atacar Talavera, visando preparar a conquista de Toledo, bastião que continuará contendo o avanço dos Azenagues.

Apenas ficava em poder dos taifas andaluzes a Taifa de Maiorca, devido à sua situação insular e o poderio da sua frota, que saqueava constantemente as costas de Barcelona. Contra ela foi enviada em 1114 uma expedição de cruzada com a ajuda da frota de Pisa. Raimundo Berengário III comandou a expedição que se prolongou quase todo o ano. Contudo, o auxílio almorávida chegou por fim e as ilhas passaram a fazer parte do império almorávida, frente à retirada barcelonesa. A 1116 sucumbia a última das taifas de Al-Andalus.

Após culminar a máxima expansão, o império almorávida recebeu o influxo da cultura andaluz, cujas criações artísticas assimilaram. A nova capital, Marraquexe, fundada por este movimento, começou a embelezar-se com o emirato de Ali recolhendo as formas da cultura da arte taifa. Da arte almorávida ficam poucos exemplos (e apenas de arquitetura militar na península Ibérica), como a Qubbat Barudiyin de Marraquexe. Também assimilaram a cultura escrita: matemáticos, filósofos e poetas acolheram-se à proteção dos governadores almorávidas. Os seus costumes foram relaxando-se, apesar de, por regra geral, imporem uma observação dos preceitos religiosos do islão muito mais rigorosa do que era habitual nos primeiros reinos de taifas. O místico Al-Gazali foi vetado, mas houve exceções e na Saragoça de Ibn Tifilwit o pensador heterodoxo Avempace chegou a ocupar o cargo de vizir entre 1115 e 1117. Seguindo a lei islâmica, os Almorávidas suprimiram os ilegais pagamentos de párias[desambiguação necessária], não contemplados no Corão. Unificaram a moeda, generalizando o dinar de ouro de 4,20 gr como moeda de referência, e criando moeda fracionária, que escasseava no Al-Andalus. Estimularam o comércio e reformaram a administração, outorgando amplos poderes às austeras autoridades religiosas, que promulgaram diversas fatwas, algumas das quais prejudicavam gravemente os judeus e, sobretudo, os moçárabes, que foram perseguidos neste período e pressionados para a sua conversão ao Islão. Sabe-se que a importante comunidade hebraica de Lucena teve de desembolsar importantes quantidades de dinheiro para evitar a sua conversão forçosa.

Outro grupo muito numeroso, os moçárabes de Granada, perderam as suas igrejas e os seus bispos. O descontentamento foi crescendo até ao ponto de, em 1124, chamarem Afonso I de Aragão ao seu auxílio; este acabava de conseguir uma importante vitória sobre os Almorávidas, tomando a importante cidade de Saragoça em 1118. A comunidade cristã granadina prometeu ao Batalhador rebelar-se contra os governadores da capital e franquear as portas da cidade para que este a conquistasse. Assim, Afonso I de Aragão empreendeu uma incursão militar pela Andaluzia que, embora não o levasse a conquistar Granada, pôs em evidência a debilidade militar almorávida nessas datas, pois venceu-os em campo aberto na batalha de Arnisol, saqueou as férteis campinas andaluzes, de Granada até Córdova e Málaga, e resgatou um nutrido contingente de moçárabes para, com eles, repovoar as recém-conquistadas terras do Vale do Ebro. Esta campanha prolongada por quase um ano até junho de 1126 mostrava a decadência do império almorávida. Por esses mesmos anos, os almóadas começavam a fustigar os almorávidas no coração da África ocidental.

Fim do império almorávida[editar | editar código-fonte]

Mapa-múndi do geógrafo Al-Idrisi (1100-1162), que nasceu e se educou no Al-Andalus durante o período almorávida para se deslocar, em meados do século, à corte normanda de Rogério II da Sicília
Mapa-múndi do geógrafo Al-Idrisi (1100-1162), que nasceu e se educou no Al-Andalus durante o período almorávida para se deslocar, em meados do século, à corte normanda de Rogério II da Sicília
Vista interior da cúpula da Qubbat Barudiyin (1120), em Marraquexe
Vista interior da cúpula da Qubbat Barudiyin (1120), em Marraquexe

Por volta de 1125 um novo poder estava a surgir no Magrebe, o dos almóadas, surgidos da tribo dos Zanatas, que conseguiram com um novo espírito de aplicação rigorosa da lei islâmica, já relaxados os costumes dos almorávidas, impor-se ao poderio almorávida após a queda da sua capital Marraquexe em 1147.

Após a campanha do rei de Aragão, os moçárabes andaluzes foram retaliados e, na sua maioria (temendo novas rebeliões internas) deportados para o norte da África, parando primariamente em Fez. Ao tratar-se de uma população com um alto nível de desenvolvimento cultural, a sua deportação empobreceu o Al-Andalus. Foram anos em que começou um auge dos povoamentos em ribats, ou mosteiros islâmicos, que tiveram um papel fundamental na origem do movimento almorávida, e que proliferam agora no Al-Andalus. Os impostos que pagavam as minorias étnicas (moçárabes, judeus) diminuíram com o exílio e a emigração destes, com o que se tornou necessário aumentar as taxas infringindo a lei corânica. Começou uma crise económica refletida na desvalorização do dinar de ouro, que passou a ter um peso de 3,85 grs.

Simultaneamente, os almóadas começaram a impor-se em África na década de 1130, o que obrigou os almorávidas a diminuírem as forças militares da Península, que tiveram de reduzir a guarnições nos principais distritos andaluzes, para poder contra-arrestar a guerra declarada contra a nova corrente integrista. Tudo isso propiciou a insurgência no Al-Andalus na década de 1140, momento no qual os almóadas conquistaram a grande cidade de caravanas de Sigilmasa, no Magrebe, cruzamento de rotas comerciais e ponto chave na rota do ouro que procedia da África subsaariana.

O golpe de graça foi a sublevação do distrito de Mértola em 1144, onde se impôs como rei o místico Ibn Qasi, dando lugar ao período dos segundos reinos de taifas. Quando este régulo foi derrocado, solicitou o socorro da nova força emergente: os almóadas que, repetindo o ciclo, foram apropriando-se progressivamente, desde o Algarve, de todo o Al-Andalus, evacuando a administração almorávida e mudando a capital de Granada (que o foi do império almorávida no Al-Andalus entre 1090 e 1148) para Sevilha, que seria a nova capital almóada andaluz desde esse último ano; nela seriam erguidos importantes monumentos arquitetónicos que se conservaram até a atualidade, como a Giralda ou a Torre del Oro, que continuavam a tradição artística andaluz taifal e almorávida. Entretanto, Afonso VII de Castela, aproveitava a confusão reinante para conquistar o resguardado e próspero porto e cidade de Almeria, sucesso que foi celebrado no poema homónimo recolhido na Chronica Adefonsi Imperatoris, que incluía um testemunho de que os factos de El Cid haviam já obtido grande fama entre a população.

Com a queda da capital Marraquexe às mãos dos almóadas em 1147, o império almorávida cedeu o seu lugar ao novo poder rigorista, que imporá a sua hegemonia no Magrebe e no Al-Andalus até à derrota das Navas de Tolosa em 1212.

Emires almorávidas[editar | editar código-fonte]

Anos no poder Nome
1 10621106 Yusuf ben Tasufin
2 11061143 Ali ibn Yusef Ben Tasufin
3 11431145 Tasufin ibn Ali Ben Yusef Ben Tasufin
4 1145—1145 Ibrahim ibn Tasufin
5 11451147 Isahq Ben Ali Ben Yusef Ben Tasufin

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tifawat, lemtuna ou lemtana significa homens com véu
  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em espanhol, cujo título é «Almorávides».

Ligações externas[editar | editar código-fonte]