Rogério II da Sicília

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Rogério II
Rei da Sicília
Palazzo Reale di Napoli - Ruggero il Normanno.jpg
Estátua de Rogério na entrada do Palácio Real (Nápoles)
Governo
Reinado 1130 - 1154
Sucessor Guilherme I da Sicília
Dinastia Altavila
Títulos Duque da Apúlia, Príncipe de Taranto
Vida
Nome completo Rogério de Altavila
Nascimento 22 de dezembro de 1095
Morte 26 de fevereiro de 1154 (58 anos)
Pai Rogério I da Sicília
Mãe Adelaide del Vasto

Rogério II da Sicília (22 de dezembro de 1095 – 26 de fevereiro de 1154) foi o primeiro rei da Sicília, de 1130 a 1154. Era filho e sucessor do conde Rogério I da Sicília, da dinastia dos Altavila, com Adelaide del Vasto. É conhecido por ter unido todas as conquistas normandas em um único reino e por ter-lhes concedido um governo eficiente, pessoal e centralizado.

Infância[editar | editar código-fonte]

Pouco se sabe da infância de Rogério II. Era o segundo filho do grande conde normando Rogério I da Sicília.

Com a morte do pai em Mileto em 1101, sua mãe passou a governar a Sicília com ajuda de conselheiros, enquanto ele e seu irmão tinham ainda tenra idade. Em 1105, morreu seu irmão mais velho Simão e com dez anos Rogério tornou conde da Sicília.

Viveu sua infância em Palermo e teve preceptores gregos e árabes, tanto que aprendeu a língua grega, latim e árabe. Ao tornar-se maior em 1112, demonstrou estar em condições de governar com autoridade, continuando a linha de expansionismo do pai.

A conquista da coroa real[editar | editar código-fonte]

Em 1121, surgiram hostilidades entre Rogério e seu primo Guilherme, neto de Roberto Guiscardo e novo duque da Calábria. A questão foi resolvida somente coma intervenção do Papa Calisto II, que conseguiu pacificar os dois rivais fazendo-os chegar a um acordo segundo o qual o conde da Sicília fornecia ao primo um esquadrão de cavalheiros com o qual reprimiria a revolta do barão Giodano di Ariano. Em troca, Guilherme abandonava as próprias possessões na Sicília e Calábria. Rogério, já príncipe de Salerno, retirou-se a Régio e foi reconhecido como duque da Apúlia e Calábria, com domínio sobre Amalfi e Gaeta, sobre parte de Nápoles, sobre Taranto, Cápua e Abruzos.

Quando em julho de 1127, Guilherme, duque da Apúlia, morreu sem filhos, Rogério reivindicou todas as possessões dos Altavilla e a Senhoria de Cápua. Desembarcou no continente e conquistou sem dificuldades Amalfi e Salerno, onde foi coroado. Porém a união de Sicília e Apúlia tinha a hostilidade do Papa Honório II e dos próprios senhores locais.

Rogério II, do Liber ad honorem Augusti de Petro de Ebulo, 1196.

Em Cápua, em dezembro de 1127, o Papa promoveu uma cruzada contra Rogério, colocando Roberto II de Cápua e Rainulfo di Alife (cunhado de Rogério) contra ele. Porém tal coalizão falhou e em agosto de 1128 o Papa foi constrangido pela superioridade militar a nomear Rogério, na cidade de Benevento, como duque da Apúlia.

Em setembro de 1129, Rogério foi publicamente reconhecido duque de Nápoles, Bari, Cápua e outros. Começou então a impor ordem nas possessões dos Altavila, onde o poder dos duques estava enfraquecendo-se.

Para unir todos esses Estados, o título real parecia essencial e a morte de Onório II em fevereiro de 1130, seguido da dupla eleição de um Papa e um Antipapa veio num momento decisivo para ele. Na eleição do novo pontífice houve um cisma entre o Papa Inocêncio II, eleito com apoio dos Frangipane e Anacleto II, apoiado pelos Pierloni. Na confusão que se seguiu, Inocêncio, embora reconhecido pela maior parte da cristandade, foi obrigado a refugiar-se na França, ficando Anacleto II em Roma, embora com necessidade de maior consenso.

Rogério apoiou Anacleto e com isso conseguiu a almejada coroa. Em 27 de setembro de 1130, uma bula de Anacleto tornou Rogério "rei da Sicília". A coroação foi em Palermo em 25 de dezembro daquele ano. Simplesmente isso não invalidou que no Segundo Concílio de Latrão tivesse sido sugeito a excumunhão como principal apoiante desse antipapa.

Relações familiares[editar | editar código-fonte]

[[[Imagem:Blason sicile famille Hauteville.svg|thumb|upright|Brasão de armas da Casa de Altavila]] Foi filho de Rogério I da Sicília (1030 - 22 de junho de 1101) e de Adelaide del Vasto (c.1075 - 16 de abril de 1118). Teve três esposas, de Beatriz de Rethel (1135 - 1185), filha de Ithier de Rethel (? - 1171) e de Beatriz de Namur (? - 1160) teve:

  1. Constança de Altavila (1154 - 27 de novembro de 1198, casada em 27 de janeiro]] de 1186 com Henrique VI da Germânia (1165 - 28 de setembro de 1197), sacro imperador romano-germânico.

Do casamento com Elvira de Castela (1100 - 1135) filha de Afonso VI de Leão e Castela, rei de Leão e Castela (junho de 1039 - 30 de junho de 1109 e de Isabel de Denia, teve:

  1. Rogério de Apúlia, duque de Apúlia casado com Isabel de Champagne.
  2. Tancredo de Bari, príncipe de Bari (1120 -?).
  3. Afonso de Nápoles, duque de Nápoles (? - 1144).
  4. Guilherme I da Sicília, rei da Sicília (1125 -?) casou com Margarida, infanta de Navarra.

Do casamento com Sibila de Borgonha (1126 - 1150) filha de Hugo II, Duque da Borgonha e de Matilde de Turenne, não teve descendência.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Norwich, John Julius, The Normans in the South (1016-1130), Longmans: London, 1967
  • Norwich, John Julius, The Kingdom in the Sun (1130-1194), Longmans: London, 1970
  • Houben, Hubert, Roger II of Sicily, Cambridge University Press, 2002
  • Heraldry of the Royal Families of Europe, Jiri Louda & Michael Maclagan, Clarkson N. Potter Inc Publishers, 1ª Edição, New York, 1981, tabela 124.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Rogério I
(conde)
Rei da Sicília
11301154
Sucedido por
Guilherme I
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