Triplo salto
| Triplo Salto | |
| Um salto de Jonathan Edwards | |
| Olímpico desde: | 1896 H / 1996 S |
| Desporto: | Atletismo |
| Praticado por: | Ambos os sexos |
| Recorde mundial | |
| Homens Jonathan Edwards 18,29 m [1] 1995, Gotemburgo |
Mulheres Inessa Kravets 15,50 m [2] 1995, Gotemburgo |
| Campeão olímpico | |
| Pequim 2008 | |
| Homens Nelson Évora |
Mulheres Françoise Mbango Etone |
| Campeão mundial | |
| Daegu 2011 | |
| Homens Christian Taylor |
Mulheres Olha Saladukha |
Triplo salto (português europeu) ou salto triplo (português brasileiro) é uma especialidade olímpica de atletismo que requer uma combinação de velocidade e técnica do atleta que o pratica.
Índice |
[editar] Técnica
O Salto Triplo é uma combinação de três saltos sucessivos que terminam com a queda numa caixa de areia. A prova inicia-se com uma corrida de impulso. O salto começa com o contacto da perna de impulsão tocando o solo (maior absorção de impacto); segue-se uma pequena flexão da perna de impulsão (maior tensão elástica); nesse momento a perna de impulsão sofre grande pressão (até 6 vezes o peso do atleta), sendo que quanto maior o ângulo maior a pressão. A chamada é realizada com um movimento de patada, onde o saltador faz um movimento brusco com a perna para trás e para cima, tentando assim reduzir a perda de velocidade horizontal. O ângulo resultante de saída é menor que o salto da distância. Por fim, na fase de vôo, deve-se corrigir o equilíbrio através da rotação horizontal dos braços, colocando o centro de gravidade no lugar.
Numa outra técnica, o salto realiza-se com a perna de elevação (+ fraca); dá-se o toque sobre a planta do pé (maior absorção de impacto) e o movimento de "patada" ativa na chamada para reduzir a perda de velocidade horizontal; existe maior tempo de contacto com o solo; a fase de vôo é próxima da do salto em comprimento, e tem apenas como diferença a menor velocidade horizontal, provocando uma menor fase de vôo. Para tal utiliza-se outro tipo de estilo - o tipo peito e o carpado. A correção do equilíbrio é feita através da rotação horizontal de braços, na fase terminal.
[editar] História
O salto triplo faz parte da competição olímpica desde a primeira edição moderna,em [Jogos Olímpicos de Verão de 1896.O primeiro campeão olímpico da modalidade foi o americano [James Connolly]].O [[Japão] dominou a modalidade entre [Amesterdão 1928] e [Berlim 1936]O soviético Viktor Saneyev conquistou três medalhas de ouro olímpicas consecutivas entre 1968 e 1976. Em 16 de junho de 1985, o estadunidense Willie Banks saltou 17,97 metros em Indiana, EUA. Banks pediu palmas à platéia para marcar o ritmo de sua corrida até o salto. O recorde foi ultrapassado por Jonathan Edwards em 1995, com 18,29 m.
A prova de senhoras estreou-se nos Jogos de Atlanta em 1996. A vencedora foi a ucraniana Inessa Kravets.
O Brasil é um dos países com grande tradição nesta prova. Adhemar Ferreira da Silva foi bi-campeão olímpico da prova nos Jogos de 1952 e de 1956, tendo batido por várias vezes o recorde mundial da mesma. Outro atleta, o paulista Nelson Prudêncio, conquistou a medalha de prata nos Jogos de 1968, tendo, por breves instantes, retido o recorde mundial - depois quebrado na mesma ocasião pelo soviético Viktor Saneyev, medalhista de ouro - e a medalha de bronze nos Jogos de Munique, em 1972. O recorde mundial de João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, de 17,89 m nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México em 1975, durou quase dez anos. Atualmente, Jadel Gregório é um dos cinco primeiros saltadores do mundo, de acordo com o ranking da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF). No dia 20 de maio de 2007, Jadel estabeleceu o novo recorde sul-americano para o salto triplo com a marca de 17,90 metros.
Portugal conta atualmente com um atleta de elevada qualidade, Nelson Évora, que se sagrou campeão do mundo da especialidade (Campeonato Mundial de Atletismo 2007, em Osaka - Japão), com 17,74 metros. É ainda detentor do recorde nacional português, com a segunda melhor marca mundial do ano.
Em 21 de Agosto de 2008 Nelson Évora sagrou-se campeão olímpico, com a marca de 17,67 m, superando Phillips Idowu (17,62 m) e Leevan Sands (17,59). Nelson não necessitou de igualar a sua marca nos mundiais de 2007 de 17,74 m.
[editar] Regras
- Ordem de tentativa dos competidores deve ser sorteada;
- Mais de oito competidores;
- 3 tentativas - classificatórias;
- 3 tentativas - finais (8 melhores na ordem inversa);
- O salto consiste em uma impulsão, uma passada e um salto, nesta ordem;
- O salto de impulsão feito em um pé só, será feito de modo que caia sobre o mesmo pé, para a passada, caindo com o outro pé para a realização do salto;
- Todos os saltos devem ser medidos a partir do ponto de queda mais próximo à tábua de impulsão.
- Medição perpendicular à linha ou ao seu prolongamento;
- A cada competidor será creditado o melhor de seus saltos, incluindo aqueles realizados durante o desempate de um primeiro lugar.
[editar] Melhores saltadores de sempre
[editar] Homens
Atualizado em 14.10.2010[3]
| Salto (m) | Vento | Atleta | Nacionalidade | Local | Data |
|---|---|---|---|---|---|
| 18,29 | 1,3 | Jonathan Edwards | Gotemburgo | 1995 | |
| 18,09 | -0,4 | Kenny Harrison | Atlanta | 1996 | |
| 17,98 | 1,2 | Teddy Tamgho | Nova Iorque | 2010 | |
| 17,97 | 1,5 | Willie Banks | Indianápolis | 1985 | |
| 17,92 | 1,6 | Khristo Markov | Roma | 1987 | |
| 17,92 | 1,9 | James Beckford | Odessa | 1995 | |
| 17,90 | 0,4 | Jadel Gregório | Belém | 2007 | |
| 17,90 | 1,0 | Vladimir Inozemtsev | Bratislava | 1990 | |
| 17,89 | 0,0 | João Carlos de Oliveira | Cidade do México | 1975 | |
| 17,87 | 1,7 | Mike Conley | San Jose | 1987 |
[editar] Mulheres
Atualizado Em 14.10.2010[4]
| Salto (m) | Vento | Atleta | Nacionalidade | Local | Data |
|---|---|---|---|---|---|
| 15,50 | 1,9 | Inessa Kravets | Gotemburgo | 1995 | |
| 15,39 | 0,5 | Françoise Mbango Etone | Beijing | 2008 | |
| 15,34 | -0,5 | Tatyana Lebedeva | Heraklion | 2004 | |
| 15,32 | 0,9 | Hrysopiyi Devetzi | Atenas | 2004 | |
| 15,29 | 0,3 | Yamilé Aldama | Roma | 2003 | |
| 15,28 | 0,9 | Yargeris Savigne | Osaka | 2007 | |
| 15,25 | 1,7 | Olga Rypakova | Split | 2010 | |
| 15,20 | 0,0 | Šárka Kašparkova | Atenas | 1997 | |
| 15,20 | -0,3 | Tereza Marinova | Sydney | 2000 | |
| 15,18 | 0,3 | Iva Prandzheva | Gotemburgo | 1995 |