Inércia

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A inércia é uma propriedade física da matéria (e segundo a Relatividade, também da energia). Considere um corpo não submetido à ação de forças ou submetido a um conjunto de forças de resultante nula; nesta condição esse corpo não sofre variação de velocidade. Isto significa que, se está parado, permanece parado, e se está em movimento, permanece em movimento em linha reta e a sua velocidade se mantém constante. Tal princípio, formulado pela primeira vez por Galileu e, posteriormente, confirmado por Newton, é conhecido como primeiro princípio da Dinâmica (1ª lei de Newton) ou princípio da Inércia.

Podemos interpretar seu enunciado da seguinte maneira: todos os corpos são "preguiçosos" e não desejam modificar seu estado de movimento: se estão em movimento, querem continuar em movimento; se estão parados, não desejam mover-se. Essa "preguiça" é chamada pelos físicos de Inércia e é característica de todos os corpos dotados de massa.

O princípio da inércia pode ser observado no movimento de um ônibus (autocarro, em Portugal). Quando o ônibus "arranca" a partir do repouso, os passageiros tendem a deslocar-se para trás. Da mesma forma, quando o ônibus já em movimento freia (trava em Portugal), os passageiros deslocam-se para a frente, tendendo a continuar com a velocidade que possuíam. A inércia refere-se à resistência que um corpo oferece à alteração do seu estado de repouso ou de movimento

Varia de corpo para corpo e depende da massa dos corpos: [1]

  • Corpos com massa elevada possuem uma maior inércia.
  • Corpos com massa pequena possuem uma menor inércia.

O conceito de inércia teve um importante precursor na Idade Média, com a "teoria do ímpeto" do filósofo Jean Buridan.

Ou seja, é a resistência que todos os corpos materiais opoem à modificação de seu estado de movimento (ou de ausência de movimento).

Detalhes[editar | editar código-fonte]

A rigor o termo Inércia liga-se ao que chamamos Referencial Inercial. Há, compondo o conjunto de todos os referenciais possíveis, dois subconjuntos sem intersecção: o conjunto dos Referenciais Inerciais e o conjunto dos Referenciais Não Inerciais. Quando visto a partir de um Referencial Inercial um corpo sobre o qual a resultante de forças é sabida ser zero move-se com velocidade vetorial constante (o que inclui os casos MRU e parado). Para Referenciais não Inerciais, isto não ocorre. A primeira lei da dinâmica (Primeira Lei de Newton) define, usando-se como auxílio a Terceira Lei de Newton (que nos fornece a noção de força como a expressão física da interação entre DOIS entes físicos), o conceito de Referencial Inercial, estabelecendo assim os referenciais no qual a Segunda Lei de Newton se aplica. Para referenciais inerciais os corpos "apresentam" inércia, ou seja, mantém-se com velocidade vetorial constante a menos que sobre eles haja uma resultante de forças (cujo função é alterar o vetor velocidade do corpo). Nestes termos, quanto maior é a massa de um corpo menor é o "efeito" provocado por uma MESMA força atuando neste corpo (ou seja, menor a aceleração provocada neste corpo - vide Segunda Lei de Newton), e a massa representa uma medida da "Inércia" do corpo. Segundo a relatividade, a energia também possui inércia, afetando a forma como uma mesma força atua sobre corpos com mesma massa de repouso mas maior ou menor quantidade de energia acumulada (na forma de energia cinética, potencial, etc.). Isto equivale a dizer que a massa inercial de um corpo (que neste caso difere da massa de repouso) depende da sua velocidade (relativística), da sua energia potencial gravitacional, ou de outra forma de energia que este possua.

Origem da inércia[editar | editar código-fonte]

Não há uma única teoria aceita que explique a origem da inércia. Vários esforços por físicos notáveis como Ernst Mach (princípio de Mach), Albert Einstein, Dennis Sciama e Bernard Haisch tem toda a corrida em críticas importantes de teóricos mais recentes. Para os tratamentos recente do tema, ver Emil Marinchev (2002)[2] e Vesselin Petkov (2009) [3] .

Outra abordagem foi sugerida pelo físico sueco-americano Johan Masreliez (Expansão cósmica em escala). Em uma publicação de 2006 sugere que o fenômeno da inércia pode ser explicado, se os coeficientes de métricas no elemento de linha de Minkowski é alterado como resultado de uma aceleração. Alguns fatores de escala (= 1/fator de Lorentz) foi encontrada, que modela o efeito de inércia do tipo gravitacional.[4] [5]

Referências

  1. Princípio da Inércia ou Primeira Lei de Newton. Colégio Web. Página visitada em 16/06/2011.
  2. Emil Marinchev; Universality, (2002).
  3. "Relativity and the Nature of Spacetime", Chapter 9, by Vesselin Petkov, 2nd ed. (2009)
  4. Masreliez C. J.; On the origin of inertial force, Apeiron (2006).
  5. Masreliez, C.J., Motion, Inertia and Special Relativity – a Novel Perspective, Physica Scripta, (dic 2006).

Ver também[editar | editar código-fonte]