Triplo salto

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Triplo Salto
Um salto de Jonathan Edwards
Olímpico desde 1896 H / 1996 S
Desporto Atletismo
Praticado por Ambos os sexos
Campeão olímpico
Homens Christian Taylor
 Estados Unidos
Mulheres Olga Rypakova
Cazaquistão
Campeão mundial
Homens Teddy Tamgho
 França
Mulheres Caterine Ibargüen
 Colômbia

Triplo salto (português europeu) ou salto triplo (português brasileiro) é uma especialidade olímpica de atletismo que requer uma combinação de velocidade e técnica do atleta que o pratica. Os praticantes deste esporte são, no português do Brasil, chamados de triplistas.[1] [2]

Técnica[editar | editar código-fonte]

O Triplo Salto é uma combinação de três saltos sucessivos que terminam com a queda numa caixa de areia. A prova inicia-se com uma corrida de impulso. O salto começa com o contacto da perna de impulsão tocando o solo (maior absorção de impacto); segue-se uma pequena flexão da perna de impulsão (maior tensão elástica); nesse momento a perna de impulsão sofre grande pressão (até 6 vezes o peso do atleta), sendo que quanto maior o ângulo maior a pressão. A chamada é realizada com um movimento de patada, onde o saltador faz um movimento brusco com a perna para trás e para cima, tentando assim reduzir a perda de velocidade horizontal. O ângulo resultante de saída é menor que o salto da distância. Por fim, na fase de voo, deve-se corrigir o equilíbrio através da rotação horizontal dos braços, colocando o centro de gravidade no lugar.

Numa outra técnica, o salto realiza-se com a perna de elevação (+ fraca); dá-se o toque sobre a planta do pé (maior absorção de impacto) e o movimento de "patada" ativa na chamada para reduzir a perda de velocidade horizontal; existe maior tempo de contacto com o solo; a fase de voo é próxima da do salto em comprimento, e tem apenas como diferença a menor velocidade horizontal, provocando uma menor fase de voo. Para tal utiliza-se outro tipo de estilo - o tipo peito e o carpado. A correção do equilíbrio é feita através da rotação horizontal de braços, na fase terminal.

História[editar | editar código-fonte]

O triplo salto faz parte da competição olímpica desde a primeira edição moderna,em Jogos Olímpicos de Verão de 1896. O primeiro campeão olímpico da modalidade foi o americano James Connolly. O Japão dominou a modalidade entre Amesterdão 1928 e Berlim 1936. O soviético Viktor Saneyev conquistou três medalhas de ouro olímpicas consecutivas entre 1968 e 1976. Em 16 de junho de 1985, o norte americano Willie Banks saltou 17,97 metros em Indiana, Estados Unidos. Willie Banks pediu palmas à plateia para marcar o ritmo de sua corrida até o salto. O recorde foi ultrapassado por Jonathan Edwards em 1995, com 18,29 m.

A prova de senhoras estreou-se nos Jogos de Atlanta em 1996. A vencedora foi a ucraniana Inessa Kravets.

O Brasil é um dos países com grande tradição nesta prova. Adhemar Ferreira da Silva foi bicampeão olímpico da prova nos Jogos de 1952 e de 1956, tendo batido por várias vezes o recorde mundial da mesma. Outro atleta, o paulista Nelson Prudêncio, conquistou a medalha de prata nos Jogos de 1968, tendo, por breves instantes, retido o recorde mundial - depois quebrado na mesma ocasião pelo soviético Viktor Saneyev, medalhista de ouro - e a medalha de bronze nos Jogos de Munique, em 1972. O recorde mundial de João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, de 17,89 m nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México em 1975, durou quase dez anos. Atualmente, Jadel Gregório é um dos cinco primeiros saltadores do mundo, de acordo com o ranking da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF). No dia 20 de maio de 2007, Jadel estabeleceu o novo recorde sul-americano para o salto triplo com a marca de 17,90 metros.

Portugal conta atualmente com um atleta de elevada qualidade, Nelson Évora, que se sagrou campeão do mundo da especialidade (Campeonato Mundial de Atletismo 2007, em Osaka - Japão), com 17,74 metros. É ainda detentor do recorde nacional português, com a segunda melhor marca mundial do ano.

Em 21 de agosto de 2008 Nelson Évora sagrou-se campeão olímpico, com a marca de 17,67 m, superando o britânico Phillips Idowu (17,62 m) e Leevan Sands (17,59). Nelson não necessitou de igualar a sua marca nos mundiais de 2007 de 17,74 m.

Regras[editar | editar código-fonte]

  • Ordem de tentativa dos competidores deve ser sorteada;
  • Mais de oito competidores;
  • 3 tentativas - classificatórias;
  • 3 tentativas - finais (8 melhores na ordem inversa);
  • O salto consiste em uma impulsão, uma passada e um salto, nesta ordem;
  • O salto de impulsão feito em um pé só, será feito de modo que caia sobre o mesmo pé, para a passada, caindo com o outro pé para a realização do salto;
  • Todos os saltos devem ser medidos a partir do ponto de queda mais próximo à tábua de impulsão;
  • Medição perpendicular à linha ou ao seu prolongamento;
  • A cada competidor será creditado o melhor de seus saltos, incluindo aqueles realizados durante o desempate de um primeiro lugar.

Melhores saltadores de sempre[editar | editar código-fonte]

Homens[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 20.02.2012[3]

Salto (m) Vento Atleta Nacionalidade Local Data
18,29 1,3 Jonathan Edwards  Reino Unido Gotemburgo 1995
18,09 -0,4 Kenny Harrison  Estados Unidos Atlanta 1996
18,04 0,3 Teddy Tamgho  França Moscovo 2013
17,97 1,5 Willie Banks  Estados Unidos Indianápolis 1985
17,96 0,1 Christian Taylor  Estados Unidos Daegu 2011
17,92 1,6 Khristo Markov  Bulgária Roma 1987
17,92 1,9 James Beckford  Jamaica Odessa 1995
17,90 0,4 Jadel Gregório  Brasil Belém 2007
17,90 1,0 Vladimir Inozemtsev  União Soviética Bratislava 1990
17,89 0,0 João Carlos de Oliveira  Brasil Cidade do México 1975

Mulheres[editar | editar código-fonte]

Atualizado Em 20.02.2012[4]

Salto (m) Vento Atleta Nacionalidade Local Data
15,50 1,9 Inessa Kravets  Ucrânia Gotemburgo 1995
15,39 0,5 Françoise Mbango Etone Camarões Beijing 2008
15,34 -0,5 Tatyana Lebedeva  Rússia Heraclião 2004
15,32 0,9 Hrysopiyi Devetzi  Grécia Atenas 2004
15,29 0,3 Yamilé Aldama Sudão Roma 2003
15,28 0,9 Yargeris Savigne  Cuba Osaka 2007
15,25 1,7 Olga Rypakova Cazaquistão Split 2010
15,20 0,0 Šárka Kašparkova  República Checa Atenas 1997
15,20 -0,3 Tereza Marinova  Bulgária Sydney 2000
15,18 0,3 Iva Prandzheva  Bulgária Gotemburgo 1995

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]