110 metros com barreiras
| 110 metros barreiras | |
| Olímpico desde: | 1896 |
| Desporto: | Atletismo |
| Praticado por: | Homens |
| Record mundial | |
| Dayron Robles 12.87s[1] 2008, Ostrava |
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| Campeão Olímpico | |
| Pequim 2008 | |
| Dayron Robles |
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| Campeão do Mundo | |
| Daegu, 2011 | |
| Jason Richardson |
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110 metros com barreiras é uma modalidade olímpica de atletismo que consiste na disputa de uma corrida nessa distância com a presença de vários obstáculos ao longo do percurso. A prova é disputada apenas por homens e o seu equivalente feminino são os 100 metros com barreiras. Esta prova também faz parte do decatlo.
Os mais rápidos a fazê-la rondam os 13 segundos. O recorde mundial pertence actualmente a Dayron Robles de Cuba, com 12,87 segundos, conseguidos no Grand Prix de Atletismo de Ostrava, na República Tcheca, em junho de 2008.
Índice |
[editar] Regras
O percurso de 110 metros é disputado numa linha reta e contém 10 barreiras com 110 cm de altura. Os obstáculos são desenhados de forma a caírem para a frente, para não provocarem lesões se derrubados pelo atleta. A primeira barreira é colocada a 13,72 m (15 jardas) da linha de partida. As restantes 9 são dispostas em intervalos de 9,14 m (10 jardas). O percurso final até à meta é livre de barreiras e mede 14,1 metros.
Os atletas não são desqualificados se derrubarem as barreiras, a menos que o façam de propósito.
A forma mais correta de praticar corrida de barreiras: A corrida de barreiras, nas distâncias de 60 m, 80m ou 110, é considerada uma corrida de velocidade com obstáculos, os quais devem ser passado com segurança e rapidez com passadas regulares e sem diminuição de ritmo. Por isso, é essencial ter força de vontade e coragem; executar com rapidez e coordenação a passagem das barreiras; e dosear o esforço e o ritmo da corrida.
A corrida de barreiras é constituída por 5 fases distintas:
1.Partida e aproximação à 1º barreira
Componentes criticas:
Até à primeira barreira o atleta tem de adquirir uma velocidade em que o comprimento da passada aumenta progressivamente até ao último passo, o qual será mais curto que o anterior
2. Impulsão
Componentes criticas:
Pé de perna de impulsão deve apoiar-se no eixo da corrida, ao mesmo tempo, a outra perna efectua o ataque à barreira
- perna de ataque para a frente e para cima, flectida;
O tronco inclina-se para ficar no prolongamento da perna de impulsão, a cintura e os ombros devem estar no sentido da corrida;
- a perna de impulsão só deixa o contacto com o solo depois da sua extensão.
3.Transposição
Componentes criticas:
- flexão de tronco sobre a perna de ataque, com ajuda do braço do lado oposto desta;
- a perna de ataque deve passar a barreira semifletida para a frente e para baixo;
- a perna de impulsão na passagem da barreira deve flectir lateralmente (abdução) e o braço do mesmo lado deve ser levado um pouco à frente do tronco flectido;
- Na fase final, a perna de ataque alonga-se para a frente e para baixo, naturalmente, facilitando a acção do corpo para o movimento da perna de passagem.
4.Corrida entre barreiras
Componentes criticas:
O ritmo intermédio é de grande importância. O número de apoios deve permitir a passagem das barreiras sem modificar o ritmo e com uma regularidade precisa.
5. Corrida terminal
Componentes criticas:
Na fase final da corrida (após a última barreira) o atleta acelera em direcção à meta com passadas vigorosas.
[editar] História
As primeiras corridas masculinas com barreiras apareceram na Inglaterra por volta de 1830. A primeira tentativa de uniformização do estilo e dimensões das barreiras, e distância do percurso, surgiram em 1864, nos campeonatos da Universidade de Oxford. O design actual das barreiras, em forma de "L", surgiu em 1935. Foi também neste ano que se aboliu a regra da desqualificação, no caso da corrida implicar mais de três barreiras derrubadas. Até 1935, um recorde mundial não era ractificado se uma ou mais barreiras fossem derrubadas na corrida.
O estilo de corrida actual, com três passadas entre barreira, foi introduzido por Alvin Kraenzlein, o campeão olímpico dos Jogos de 1900.
A prova esteve presente em todas as edições dos Jogos Olímpicos da era moderna. O primeiro campeão olímpico foi o estadunidense Thomas Curtis. Em 1900 e 1904 houve também uma prova de 200 metros.
[editar] Os melhores 10 tempos da história
Atualizado em 20 de fevereiro de 2012
| Nº | Tempo | Atleta | Nacionalidade | Local | Data |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 12.87 (0.9) | Dayron Robles | Ostrava | 12 de junho de 2008 | |
| 2 | 12.88 (1.1) | Liu Xiang | Lausanne | 11 de Julho de 2006 | |
| 3 | 12.89 (0.5) | David Oliver | Paris | 16 de Julho de 2010 | |
| 4 | 12.90 (1.1) | Dominique Arnold | Lausanne | 11 de Julho de 2006 | |
| 5 | 12.91 (0.5) | Colin Jackson | Estugarda | 20 de Agosto de 1993 | |
| 6 | 12.92 (-0.1) | Roger Kingdom | Zurique | 16 de Agosto de 1989 | |
| 12.92 (0.9) | Allen Johnson | Atlanta | 23 de Junho de 1996 | ||
| 8 | 12.93 (-0.2) | Renaldo Nehemiah | Zurique | 19 de Agosto de 1981 | |
| 9 | 12.94 (1.6) | Jack Pierce | Atlanta | 22 de Junho de 1996 | |
| 10 | 12.95 (1.5) | Terrence Trammell | New York | 02 de Junho de 2007 |
Entre parênteses: Vento em m/s
A = Marca atingida a elevada altitude