Grupo de renormalização
Numa teoria quântica de campos, a regularização de divergências e a renormalização são geralmente vistas apenas como técnicas para tornar funções de correlações finitas. Contudo, elas possuem um significado físico muito profundo e mais importante: a descrição de teorias quânticas de campos mudam conforme a escala de energia. Essa idéia foi introduzida por Kenneth Wilson1 e é quantificada pelas equações do grupo de renormalização.
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Grupo de Renormalização no espaço de momentos [editar]
Suponha uma teoria quântica de campos com campos
e constantes de acoplamento
descrita pela ação clássica
. Vamos considerar a expansão em modos de Fourier de 
Usualmente, a integral é sobre todas as frequências
. Neste caso, várias funções de correlação podem não ser bem definidas. Uma forma de regularizar a teoria é introduzir uma frequência de corte ultravioleta
. Isto é, limitamos a integral ao disco
Chamaremos esse campos de
e diremos que ele é o campo na escala
. Então
Também chamaremos a constante de acoplamento de
. A função partição sobre os campos
é
Já que alguns dos modos de Fourier estão faltando, o campo
é praticamente constante em distâncias menores que
. Então, introduzir uma frequência de corte ultravioleta é o mesmo que introduzir um corte em pequenas distâncias. É óbvio que a intrudção desse limite quebra a simetria de Poincaré. Eventualmente, vamos tomar o limite do contínuo
, onde a simetria de Poincaré é recuperada. A questão de renormalizabilidade é se podemos fazer isso mantendo as quantidades físicas numa escala de energia finita
regulares.2
Vamos decompor a região de integração da expansão em modos em duas partes:
-
e 
Chamaremos as expansões em modos correspondentes por
onde B e A referemem a Baixas e Altas energias. Nós gostaríamos de estudar o comportamento da teoria em energias menores que
, por exemplo, amplitudes de espalhamento de partículas com momentos
. O que procuramos então é uma ação que descreva esses efeitos somente em termos de
. Ela pode ser obtida integrando sobre
na integral de trajetória, mantendo
variável
Isso é chamado teoria de campos efetiva na energia
. Por vezes, quando tomamos o limite para o contínuo
, a expressão para a ação fica divergente e isso é a indicação que precisamos mudar a descrição da teoria em baixas energias. Nos casos mais drásticos, precisamos encontrar um novo conjunto completamente novo de campos e simetrias para descrever a teoria. Contudo, em muitos casos, a mudança de variáveis e parâmetros têm a forma:
Aqui,
e
são os novos campos, em termos dos quais a ação efetiva
é regular no limite para o contínuo. Os campos
e as contantes
na escala de corte
são chamados de campos nus e constantes de acoplamentos nuas, enquanto
e
são ditas renormalizados.
Equação de Callan-Symanzik [editar]
Se pode olhar para essa mudança de campos e constantes de duas formas. Uma forma de ver é fixar
e variar
. Nós fixamos os campos
e constantes de acoplamento
numa escala
(com os valores medidos nessa escala) e mudamos os campos nus
e as contantes nuas
. Se pudermos mover
para o infinito sem mudar o comportamento do sistema na energia
(descrito por
e
), então, nesse limite, obtemos uma teoria quântica de campos com simetria de Poincaré.
Uma outra forma de ver é mover
, fixando
e consequentemente
e
. Desta forma, o campo renormalizado e a constante de acoplamento renormalizada é que mudam com a escala. Essa constante é dita constante de acoplamento corredora. Em particular, se mudamos a escala de
para
, as constantes de acoplamento mudarão de
para
, onde
é a inversa da função definida anteriormente. Com efeito, definindo um campo com contribuições dos modos de Fourier entr
, podemos repetir o raciocínio e escrever
. Desta forma, uma mudança de escala induz uma mudança das contantes de acoplamento através do campo vetorial
Essa equação é chamada de equação de Callan-Symanzik3 e o campo vetorial
é chamado função beta da constante de acoplamento
.
Campos massivos [editar]
Exemplo: grupo de renormalização perturbativo na teoria
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Notas e referências
- ↑ Wilson. (1975). "The renormalization group: critical phenomena and the Kondo problem". Rev. Mod. Phys. 47 (4): 773.
- ↑ Há maneiras de regularizar uma teoria sem quebrar a invariância por simetrias clássicas. Em particular, o método de regularização dimensional é comum na prática.
- ↑ C. G. Callan, K. Symanzik. (1970). "Small Distance Behavior in Field Theory and Power Counting.". Comm. Math. Phys. 18: 227.




e 







