Análise harmónica
A análise harmônica é o ramo da matemática que estuda a representação de funções ou sinais como a sobreposição de ondas base. Ela investiga e generaliza as noções das séries de Fourier e da transformação de Fourier. As ondas básicas são chamadas de harmónicas, e este ramo da matemática logo passou a ser conhecido pelo nome de "análise harmónica". Nos dois séculos passados (XIX e XX), tornou-se um tema vasto, com aplicações em áreas tão diversas como o processamento de sinais, mecânica dos quanta, e ciência neuronal.
Determinação dos coeficientes de uma série trigonométrica [editar]
Suponhamos que a função f(x) de uma variável real independente x, definida no intervalo (-π, +π), possa ser representada por uma série trigonométrica, “uniformemente convergente” em todos os seus pontos de definição, isto é:
(1)
As funções uniformes no intervalo (-π,+π) ou (0,2π), contínuas ou com número finito de descontinuidades finitas e que não tenham número infinito de máximos e mínimos no intervalo considerado podem ser desenvolvíveis em séries deste tipo. As funções encontradas em problemas práticos geralmente satisfazem estas condições. (Se x0 é um ponto de descontinuidade finita da função, a série dá para este ponto o valor médio.)
O cálculo do coeficiente an, do termo geral em cosseno, é obtido multiplicando-se ambos os membros de (1) por cos nx dx e integrando-se entre os limites –π e +π. Assim:

Logo:
Observação:
- se m≠n
![Sen (mx) Cos (nx) = \frac{1}{2} [Sen (m+n) x + Sen (m-n) x]](//upload.wikimedia.org/math/5/c/6/5c66e2f72d5a05405f459e521f8bc627.png)
e, portanto, a integral indefinida será:
![- \frac{1}{2}[ \frac{Cos (x(m+n))}{m+n} + \frac{Cos (x(m-n))}{m-n}]](//upload.wikimedia.org/math/c/c/1/cc1eaade5c10f7780bf0f9d71e319eaf.png)
o que permite constatar que a integral definida (-π,+π) é nula.
- se m=n

e a integral indefinida será

que é nula no intervalo (-π,+π).
Analogamente, multiplicando-se ambos os membros de (1) por
e integrando-se, obtemos:
Numericamente estes termos podem ser calculados assim:


onde:
- Δx = 2π/N (os intervalos Δx são iguais portanto, e em radianos)
- (1/π)Δx = Δx/π = (2π/N)/π = 2/N
- N = Número de intervalos correspondentes a um comprimento de onda.
Portanto:
- an = (2/N). Σ (f(x).cos nx)
-
-
- n = 1,2,3,...
-
-
- bn = (2/N). Σ (f(x).sen nx)
-
-
- n = 1,2,3,...
-
-
Observação: Os valores de xn são convertidos para radianos:
- xn = 2π.(fração de λ correspondente a xn)
isto é:
- xn = 2π.( xn' - x0' )/( xm' - x0' )
onde x0' é o valor da variável independente, em qualquer unidade, em que começa um comprimento de onda e xm' aquele em que termina o comprimento de onda considerado.
De forma análoga se calcula os coeficientes bn, sendo que b0 = 0 pois sen 0 = 0.
Se a função é simétrica em relação ao eixo x, é dita "função ímpar" e não tem coeficientes de ordem par.
Ligações externas [editar]
- Harmônicos em Sistemas de Potência
- Aplicação da Análise Harmônica para previsão na cultura do café
- Harmonux, programa de código aberto em pascal
Bibliografia [editar]
- Matemática para a Engenharia, Homero Pinto Caputo, Ao Livro Técnico S.A., 1969




![Sen (mx) Cos (nx) = \frac{1}{2} [Sen (m+n) x + Sen (m-n) x]](http://upload.wikimedia.org/math/5/c/6/5c66e2f72d5a05405f459e521f8bc627.png)
![- \frac{1}{2}[ \frac{Cos (x(m+n))}{m+n} + \frac{Cos (x(m-n))}{m-n}]](http://upload.wikimedia.org/math/c/c/1/cc1eaade5c10f7780bf0f9d71e319eaf.png)


