Oswald Mosley

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Placa comemorativa da oposição a Oswald Mosley, na batalha de Cable Street.

Sir Oswald Ernald Mosley, 6º Baronete (Londres, 16 de Novembro de 1896Orsay, 3 de Dezembro de 1980) foi um dos principais líderes fascistas da Inglaterra, fundador da União Britânica de Fascistas. Ele faleceu no dia 3 de dezembro de 1980 em sua casa na comuna francesa de Orsay; seu corpo foi cremado em Paris e suas cinzas espalhadas no lago de Orsay.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Ao final da Primeira Guerra Mundial, Mosley decidiu entrar na política através do Partido Conservador (1918–1922). Já no início da década de 20, ele trocou de lado e passou a integrar o Partido Trabalhista (1924–1931), uma época na qual ele e sua esposa estiveram comprometidos com as causas da Sociedade Fabiana. Durante sua permanência no Partido Trabalhista, foi deputado no parlamento britânico e ministro do trabalho daquela nação. Porém, insatisfeito com o Partido Trabalhista ele criou o Partido Novo, que ganhou diversos apoiadores entre Conservadores e Trabalhistas que simpatizavam com sua visão econômica corporativista.

O Partido Novo foi se tornando cada vez mais inclinado às políticas fascistas, porém Mosley não teve a oportunidade de estabelecer uma base de poder para seu grupo quando, durante a Grande Depressão, eles foram derrotados na eleição de 1931 - e vários candidatos do partido, incluindo o próprio Mosley, perderam seus assentos até ficarem completamente fora do governo. Conforme o Partido Novo tornou-se gradualmente mais radical e autoritário, os apoiadores de outrora os desertaram, e Mosley viajou para a Itália afim de estudar os "novos movimentos" encabeçados por Benito Mussolini e outros fascistas.

Ele retornou para a Inglaterra convencido de que aquele era o melhor caminho a seguir para a Grã-Bretanha e, determinado a unir os movimentos fascistas existentes, criou a União Britânica de Fascistas no ano de 1932. Aquele partido possuía ideais como o protecionismo, anticomunismo e o nacionalismo autoritário. Ele promoveu ainda a criação de um grupo paramilitar, (os Camisas Negras), com características similares à milícia de mesmo nome dirigida pelo líder fascista italiano, Benito Mussolini. Sir Oswald e os partidários da União Britânica também ficaram conhecidos por apoiar o regime nazista alemão.[1] [2]

Em maio de 1940 ele e a maioria dos fascistas britânicos foram "internados" por força do Regulamento de Defesa 18B, que previa a prisão de simpatizantes do regime nazista, e a sua União Britânica de Fascistas foi proscrita um ano depois. Ele foi libertado em 1943 pois sofria de Tromboflebite e passou os últimos anos da Segunda Guerra Mundial em prisão domiciliar, tendo a guerra acabado com sua reputação política.

Após a Segunda Guerra, Mosley procurou defender a ideia de "A Europa como uma Nação", que tinha por objetivo instaurar um Estado-nação que se estendesse à todo continente europeu. Entretanto, as reuniões deste movimento foram inúmeras vezes perseguidas e interrompidas por seus opositores (da mesma forma como haviam sido durante a grande guerra). Isso o levou à decisão de, em 1951, trocar a Inglaterra pela Irlanda. Ele mais tarde mudou-se para Paris mas finalmente retornou ao seu país de origem e lançou-se novamente na política defendendo políticas contrárias aos imigrantes estrangeiros, porém não obteve muito apoio. Ele ainda tentou eleger-se mais uma vez mas foi igualmente frustrado e retornou à França onde escreveu uma autobiografia.

Ele morreu em Orsay no dia 3 de dezembro de 1980, acometido pela Doença de Parkinson.

Trivia[editar | editar código-fonte]

  • Elvis Costello escreveu a música Less Than Zero como forma de protesto, após assistir a uma entrevista na BBC em que Oswald Mosley não parecia arrependido de suas posições políticas da década de 1930.
  • Oswald Mosley é o pai do ex- presidente da FIA, Max Mosley.

Referências[editar | editar código-fonte]

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  1. Carroll Quigley, Tragedy and Hope, 1966. p. 619
  2. Richard Griffiths, Fellow Travellers of the Right: British Enthusiasts for Nazi Germany. London: Constable, 1980. p.52 The names are from MI5 Report. 1 August 1934. PRO HO 144/20144/110. (citado em Thomas Norman Keeley Blackshirts Torn: inside the British Union of Fascists, 1932- 1940 p.26) (Acessado em 16 de março de 2015)