G. K. Chesterton
| G.K. Chesterton | |
|---|---|
| Nome completo | Gilbert Keith Chesterton |
| Nascimento | 29 de Maio de 1874 Kensington, Londres, Inglaterra |
| Morte | 14 de junho de 1936 (62 anos) Beaconsfield, Buckinghamshire, Inglaterra |
| Nacionalidade | Inglesa |
| Ocupação | Escritor, Jornalista |
| Influências |
|
| Gênero literário | Fantasia, Apologética Cristã, Apologética Católica, Mistério, Poesia |
Gilbert Keith Chesterton, conhecido como G. K. Chesterton, (Londres, 29 de maio de 1874 — Beaconsfield, 14 de junho de 1936) foi um escritor, poeta, narrador, ensaísta, jornalista, historiador, biógrafo, teólogo, filósofo, desenhista e conferencista britânico.
Índice |
Biografia [editar]
Filho de Edward Chesterton e de Marie Louise Grosjean, G. K. Chesterton era o segundo de três irmãos. Casou-se com Frances Blogg. Concluiu os estudos secundários no colégio de São Paulo Hammersmith onde recebeu prêmio literário por um poema sobre São Francisco Xavier. Ingressa na escola de arte Slade School de Londres (1893) onde inicia a carreira de pintura que vai depois abandonar para se dedicar ao jornalismo e à literatura. Escreveu no Daily News. Nascido de família anglicana, mais tarde converteu-se ao catolicismo em 1922 por influência do escritor católico Hilaire Belloc, com quem desde 1900 manteve uma amizade muito próxima.
Criou, juntamente com seu amigo Hilaire Belloc, uma teoria econômica baseada nos princípios evangélicos e nos ensinamentos Papais, especialmente na encíclica do Papa Leão XIII, Rerum Novarum. O Distributismo propõe o direito à propriedade privada. No dia 17 de setembro de 1926, Chesterton e Belloc criaram a Liga Distributista. Essa liga tinha como objetivo “restaurar a propriedade”, segundo pronunciou Chesterton no discurso inaugural. Chesterton foi eleito o primeiro presidente da Liga. Ele escreveu uma série de artigos no G.K.’s Weekly, os quais foram compilados no livro The Outline of Sanity (1926).
Gustavo Corção assim se referiu à teoria distributivista:
“A ideia central é a da defesa da pequena propriedade e da pequena empresa contra o gigantismo, que já no seu tempo ameaçava a sociedade, e que no nosso tornou-se uma calamidade declarada. Afirmava o direito à posse, não como uma concessão, mas ousadamente, como outorgado por Deus; admitia o capital enquanto indispensável reserva, mas não admitia, de modo algum, o capitalismo, porque a principal característica desse regime a seu ver está na raridade e não na abundância do capital. O capitalismo é uma situação em que quase ninguém possui”.
Ao falecer deixou todos os seus bens para a Igreja Católica. Encontra-se sepultado no Cemitério Católico Romano, Beaconsfield, Buckinghamshire na Inglaterra.1 A sua obra foi reunida em quase quarenta volumes contendo os mais variados temas sob os mais variados gêneros. O Papa Pio XI foi grande admirador de Chesterton a quem conhecera pessoalmente.
Na sua introdução a "São Tomás de Aquino" deixou escrito:
"Assim como se pode considerar São Francisco o protótipo dos aspectos romanescos e emotivos da vida, assim Santo Tomás é o protótipo do seu aspecto racional, razão por que, em muitos aspectos, estes dois santos se completam. Um dos paradoxos da história é que cada geração é convertida pelo santo que se encontra mais em contradição com ela. E, assim como São Francisco se dirigia ao século XIX prosaico, assim São Tomás tem mensagem especial que dirigir à nossa geração um tanto inclinada a descrer do valor da razão."
Em uma de suas principais obras, Ortodoxia, defende os valores cristãos contra os chamados valores modernos, a saber, o cientificismo reducionista e determinista. Dono de uma retórica exemplar, coloca em debate crítico ideias como as de Mark Twain e Nietzsche.
Existem diversas sociedades de estudos Chestertonianos no mundo. Nos Estados Unidos existe a American Chesterton Society, na Inglaterra existe The Chesterton Society e no Brasil existe um site criado em homenagem a Chesterton chamado Sociedade Chesterton Brasil.
Obras [editar]
Poesia [editar]
- Greybeards at Play (1900)
- The Wild Knight and Other Poems (1900)
- The Ballad Of The White Horse (1911)
- Poems (1915)
- Wine, Water And Song (1915)
- The Ballad of St. Barbara and Other Poems (1922)
- Poems (1923)
- The Queen of Seven Swords (1926)
- Gloria in Profundis (1927)
- Ubi Ecclesia (1929)
- Christmas Poems (1929)
- New and Collected Poems (1929)
- New Poems (1932)
Ficção [editar]
- The Napoleon of Notting Hill (O Napoleão de Notting Hill) (1904), romance
- The Club of Queer Trades (1905), contos
- The Man Who Was Thursday (O homem que era quinta-feira) (1908), romance
- The Ball and the Cross (1909), romance
- Manalive (1912), romance
- The Flying Inn (1914), romance
- The Man Who Knew Too Much (O homem que sabia demais) (1922), contos
- Tales Of The Long Bow (1925), contos
- The Return of Don Quixote (1927), romance
- The Sword of Wood (1928), contos
- The Poet and the Lunatics (1929), contos
- Four Faultless Felons (1930), contos
Série Father Brown [editar]
- The Innocence Of Father Brown (1911), contos
- The Wisdom Of Father Brown (1914), contos
- The Incredulity Of Father Brown (1926), contos
- The Secret Of Father Brown (1927), contos
- The Scandal Of Father Brown (1935), contos
Teatro [editar]
- Magic (1913)
- The Judgment of Dr. Johnson (1927)
- The Turkey and the Turk (1930)
- The Surprise (1952)
Cristianismo [editar]
- Hereges (1905)
- Ortodoxia (1908)
- O homem eterno (1925)
Referências
Ligações externas [editar]
- Nascidos em 1874
- Mortos em 1936
- Ensaístas da Inglaterra
- Filósofos da Inglaterra
- Jornalistas da Inglaterra
- Teólogos da Inglaterra
- Biógrafos do Reino Unido
- Historiadores da Inglaterra
- Poetas da Inglaterra
- Romancistas da Inglaterra
- Historiadores da Igreja Católica
- Convertidos ao catolicismo romano
- Apologética católica
- Naturais de Londres