Charlotte Corday

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Charlotte Corday depois de matar Marat, pintura de Paul Jacques Aimé Baudry.

Marie-Anne Charlotte Corday d'Armont (Normandia, França, 27 de julho de 1768 - Paris, 17 de julho de 1793) entrou para a história ao assassinar, duma forma premeditada e não fruto duma desordenada paixão, um dos mais importantes defensores do Reino do Terror (Jean-Paul Marat) instaurada na França pelos jacobinos de quem ele era um dos principais instigadores.

Biografia[editar | editar código-fonte]

A morte de Marat por Santiago Rebull.

Natural de Saint-Saturnin-des-Ligneries, Charlotte de Corday era descendente de uma família da pequena aristocracia da Normandia. Educada em um Convento Católico-Romano em Caen, ela mesma se considerava uma devota dos ideais católico-iluministas de sua época, e foi de grande suporte à monarquia quando do início da Revolução Francesa em 1789.

Quando a notícia da morte do rei correu a cidade, em plena Revolução Francesa, ela ficou horrorizada. Mais ainda porque uma guilhotina tinha sido instalada na praça Saint-Sauveur, em Caen. Denunciado Marat como o autor intelectual da Revolução pelo Partido Girondino.

Após isso ela pediu um passe de autorização para ir a Paris. Em 8 de julho de 1793, sabendo os riscos que estava correndo, escreveu uma carta de despedida ao pai.

Após duas tentativas frustradas, às vésperas do 4º aniversário da Tomada da Bastilha, mais precisamente sábado a noite, 13 de julho, Corday bate à porta de número 30 da rue des Cordeliers (atualmente 22 rue de l’École de Médicine), residência de Jean-Paul Marat, Deputado da Convenção. Como Marat sofria de uma doença de pele cujos ardores somente se aliviavam com prolongados banhos de imersão, razão pela qual não recebia visitas com muita frequência. Pegando uma faca, cravou-a no coração de Marat, que antes de morrer implorou Aidez, ma chère amie! (Ajude-me, cara amiga!)

Ela levava sua certidão de nascimento no bolso, pois presumia que seria linchada pela multidão.

Charlotte Corday foi guilhotinada no dia 17 de julho de 1793, quatro dias após o assassinato. Durante seus quatro dias de julgamento, testemunhou que havia realizado o assassinato sozinha, dizendo "Eu matei um homem para salvar 100.000."

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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