Ernst Jünger

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
O soldado Ernst Jünger na Primeira Guerra Mundial

Ernst Jünger (Heidelberg, 29 de março de 1895Riedlingen, 17 de fevereiro de 1998) foi um escritor, filósofo e entomologista alemão.

Vida[editar | editar código-fonte]

Depois de uma adolescência agitada e uma fuga aos dezesseis anos para se engajar na Legião Estrangeira, na qual pode conhecer a África no início do século XX, participou com entusiasmo da Primeira Guerra Mundial, sendo ferido quatorze vezes, motivo pelo qual recebeu a condecoração Pour le Mérite em 1918, denominada também por Max Azul (Blauer Max).

Mais tarde escreveria a experiência das trincheiras com horror, mas também com a fascinação que lhe levou a escrever o livro In Stahlgewittern (Tempestades de Aço), talvez o mais acessível e que alcançou rápido sucesso. André Gide chegou a escrever, que o livro de Ernst Jünger era incontestavelmente o mais belo livro sobre a guerra de 1914 que lera.

Depois da derrota alemã, Jünger continuou seus estudos de zoologia e botânica, e escreveu em diversas publicações nacionalistas-direitistas.

Sondado pelo partido nazista devido a seu passado de combatente e seus escritos políticos nacionalistas, ele recusou qualquer participação. Desde 1933 a Gestapo passou a observar sua residência e passou a ser vigiado pelo regime, talvez por isso mudou-se para uma aldeia, Goslar, nas montanhas Harz; depois se radicou en Überlingen. Ano em que recusou entrar na Academia de Poesia Alemã.

Em 1934 publica a sua primeira denúncia ao racismo fascista em seu texto "Blaetter und Steine" (Folhas e pedras). Em seguida realizou uma série de viagens: a Noruega em 1935, ao Brasil, Ilhas Canárias e Marrocos em 1936.

No ano seguinte fez contato com André Gide e Julien Green. Em 1939, mudara-se para Kirchhorst na Baixa Saxônia e é publicada a obra-prima Nos Penhascos de Mármore, romance alegórico que denuncia a barbárie perpetrada pelo Nazismo. Mais do que a denúncia de um regime autoritário, o romance ilustra de maneira sutil as forças que se estabelecem num regime ditatorial.

Durante a Segunda Guerra Mundial em Paris ocupada, mais precisamente desde 1941 Jünger freqüentou os salões literários e de fumadores de ópio, o que permitiu que aos poucos se ligasse aos oficiais insatisfeitos com Hitler.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

em alemão
  • In Stahlgewittern (1920)
  • Der Kampf als inneres Erlebnis (1922)
  • Sturm (1923)
  • Feuer und Blut (1925)
  • Das Wäldchen 125 (1925)
  • Das abenteuerliche Herz. Aufzeichnungen bei Tag und Nacht (1929)
  • Der Arbeiter. Herrschaft und Gestalt (1932)
  • Blätter und Steine (1934)
  • Afrikanische Spiele (1936)
  • Das abenteuerliche Herz. Figuren und Capricios (1938)
  • Auf den Marmorklippen (1939)
  • Gärten und Straßen (1942)
  • Myrdun. Briefe aus Norwegen (1943)
  • Der Friede. Ein Wort an die Jugend Europas und an die Jugend der Welt. (1945)
  • Atlantische Fahrt (1947)
  • Sprache und Körperbau (1947)
  • Ein Inselfrühling (1948)
  • Heliopolis. Rückblick auf eine Stadt (1949)
  • Strahlungen (1949)
  • Am Kieselstrand (1950)
  • Über die Linie (1951)
  • Der Waldgang (1951)
  • Besuch auf Godenholm (1952)
  • Der gordische Knoten (1953)
  • Das Sanduhrbuch (1954)
  • Am Sarazenturm (1955)
  • Rivarol (1956)
  • Gläserne Bienen (1957)
  • Jahre der Okkupation (1958)
  • An der Zeitmauer (1959)
  • Der Weltstaat (1960)
  • Typus, Name, Gestalt (1963)
  • Grenzgänge. Essays. Reden. Träume (1966)
  • Subtile Jagden (1967)
  • Sgraffiti (1969)
  • Ad hoc (1970)
  • Annäherungen. Drogen und Rausch (1970)
  • Die Zwille (1973)
  • Zahlen und Götter. Philemon und Baucis. Zwei Essays (1974))
  • Eumeswil (1977)
  • Siebzig verweht I (1980)
  • Siebzig verweht II (1981)
  • Aladins Problem (1983)
  • Maxima - Minima, Adnoten zum 'Arbeiter' (1983)
  • Autor und Autorschaft (1984)
  • Eine gefährliche Begegnung (1985)
  • Zwei Mal Halley (1987)
  • Die Schere (1989)
  • Prognosen (1993)
  • Siebzig verweht III (1993)
  • Siebzig verweht IV (1995)
  • Siebzig verweht V (1997)
em Português
  • Sobre as Falésias de Mármore, trad. Carlos Sampaio, Estúdios Cor, Lisboa, 1973. Existe outra tradução desta obra, de Rafael Gomes Filipe, publicada pelas Edições Vega, Lisboa.
  • Drogas Embriaguez e Outros Temas, trad. Margarida Homem de Sousa, rev. Rafael Gomes Filipe e Roberto de Moraes, Arcádia, Lisboa, 1977. Obra reeditada em 2001 pela Relógio d'Água.
  • Eumeswil, trad. Sara Seruya, Editora Ulisseia, Lisboa, s. d.
  • Heliópolis, trad. Aulyde Soares Rodrigues, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1981.
  • Um Encontro Perigoso, trad. Ana Maria Carvalho, rev. Rafael Gomes Filipe, Difel, Lisboa, 1987.
  • O Problema de Aladino, trad. Ana Cristina Pontes, Edições Cotovia, Lisboa, 1989.
  • O Coração Aventuroso (segunda versão) Figuras e Caprichos, trad. Ana Cristina Pontes, Edições Cotovia, Lisboa, 1991.
  • O Passo da Floresta, trad. Maria Filomena Molder, Edições Cotovia, Lisboa, 1995.
  • O Trabalhador - Domínio e Figura, trad. Alexandre Franco de Sá, Hugin, Lisboa, 2000.
  • A Guerra como Experiência Interior, trad. Armando Costa e Silva, rev. Roberto de Moraes, Ulisseia, Lisboa, 2004.
  • Nos Penhascos de Mármore, trad. Tercio Redondo, Editora Cosac-Naify, prefácio de Antonio Candido, posfácio de Tercio Redondo, São Paulo, 2008.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Ernst Jünger