Boom Latino-americano

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O Boom Latino-americano foi um movimento literário que surgiu nos anos 1960 e 1970, quando o trabalho de um grupo de romancistas latino-americanos relativamente jovens foi amplamente divulgado na Europa e no resto do mundo. O boom está mais relacionado com os autores Julio Cortázar da Argentina, Carlos Fuentes do México, Mario Vargas Llosa do Peru, e Gabriel García Márquez da Colômbia. Não apenas sob a influência do modernismo da Europa e da América do Norte, mas também sob a do movimento de vanguarda da América Latina, esses escritores desafiaram as convenções estabelecidas na literatura latino-americana. Seus trabalhos são experimentais e, devida ao clima político da América Latinada década de 1960, também muito politizados. "Não é um exagero", escreve o crítico Gerald Martin, "afirmar que o continente do sul era conhecido por duas coisas acima de todas as outras nos anos 1960, estas eram, em primeiro lugar e sobretudo, a revolução cubana e o seu impacto tanto na América Latina quanto no terceiro mundo de modo geral, e, em segundo lugar, o boom na ficção latino-americana, cuja ascensão e queda coincidiu com a ascensão e queda das percepções liberais de Cuba entre 1959 e 1971".[1]

O sucesso repentino dos autores do Boom foi em grande parte devido ao fato de que suas obras se encontram entre os primeiros romances da América Latina que foram publicados na Europa pelas editoras de Barcelona, na Espanha.[2] De fato, Frederick M. Nunn escreve que "romancistas tornaram-se mundialmente famosos pelos seus escritos e suas advocacias de ações políticas e sociais, e porque muitos deles tiveram a boa sorte de atingir mercados e audiências além da América Latina através de traduções e viagens – e às vezes pelo exílio."[3]

Notas e referências

Referências[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre literatura é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.