Atahualpa

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Atahualpa ou Atahuallpa (quéchua Ataw Wallpa) (Quito, 20 de março de 1502Cajamarca, 26 de julho de 1533) foi o décimo terceiro e último Sapa Inca (Imperador) de Tahuantinsuyu, como era chamado o Império Inca.

Atahualpa era filho do Inca Huayna Capac com Tocto Pala, que fora uma princesa estrangeira (de Quito) que desposara o Inca Tupac Yupanqui, pai de Huayna e que do leito do pai passou para o do filho.

Por isto, o seu pai Huayna deixou-lhe como legado as terras de sua mãe (ao norte de Cuzco), designando seu meio irmão Huascar, como sapa inca, fato que gerou a disputa sucessória pelo trono na qual Atahualpa, apoiado por grande exército e bons generais, venceu Huascar numa guerra sangrenta que durou vários anos.

O Sapa Inca Atahualpa sendo capturado pelas forças de Pizarro em Cajamarca.

Voltando para a cidade de Cuzco,a capital do império, para tomar posse do trono que recentemente conquistara, Atahualpa parou na cidade andina de Cajamarca, conduzindo um exército de cerca de 80000 guerreiros, quando foi traído e aprisionado pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro, no dia 16 de novembro de 1532.

O episódio ocorreu quando Atahualpa, depois de aceitar um convite de Pizarro para jantar e conversar, veio à praça principal de Cajamarca, trazendo apenas um pequeno contingente de guardas de honra.

Quando Atahualpa chegou, a praça aparentava estar vazia, pois os homens de Pizarro aguardavam ocultos. Atahualpa foi recebido apenas pelo padre Vicente Valverde que, através de um tradutor, imediatamente interpelou Atahualpa exigindo que ele e seu séquito se convertessem ao cristianismo e se submetessem à soberania do rei espanhol, ameaçando-o, pela recusa, de ser considerado um inimigo da Igreja Católica e do Reino da Espanha.

De acordo com lei espanhola, a esperada recusa de Atahualpa à tal "Exigência" permitiria que os espanhóis oficialmente declarassem guerra aos incas. Pelo relato dos conquistadores, já havia sido dada uma bíblia a Atahualpa que, tendo ouvido a insolente exigência, atirou-a ao chão, constituindo este gesto uma grave ofensa aos invasores.

O relato é de que mais de seis mil soldados incas foram dizimados no curso de duas horas e Atahualpa acabou aprisionado no Templo do Sol. Em troca da liberdade, Atahualpa concordou em encher de peças de ouro o grande aposento que ocupava, e se obrigou a dar ao espanhol o dobro daquela quantia, em prata.

Embora aturdido com o resgate, Pizarro jamais teve intenção de libertar Atahualpa, que pretendia manter refém para evitar a transferência do poder e escalada da violência, já que o general inca Ruminavi ainda estava no comando de grande contingente de guerreiros incas.

Como Huascar ainda estava vivo e poderia vir a fazer um acordo com Pizarro, Atahualpa determinou a execução de Huascar, demonstrando assim que ainda mantinha autoridade. Este fato determinou que Pizarro se apressasse em o executar. Atahualpa foi acusado de ter cometido 12 crimes, dos quais os mais importantes foram o de ter se rebelado contra o Reino da Espanha, praticar idolatria e assassinar Huascar.

Atahualpa foi julgado culpado de todas as doze acusações, e foi condenado a ser queimado vivo na fogueira. No momento da execução, Atahualpa aceitou a proposta do padre Valverde de diminuição da pena e aceitou ser batizado para em seguida ser executado por estrangulamento garroteado no dia 26 de julho de 1533.

Atahualpa foi sucedido por seu irmão Tupac Huallpa e depois por outro irmão Manco Yupanqui, ambos a serviço de Pizarro.

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