Laura Alves

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Laura Alves Magno (Lisboa, São Mamede, 8 de Setembro de 1921Lisboa, São Jorge de Arroios, 6 de Maio de 1986) foi uma actriz portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida em 1921, no número 638 da Rua de São Bento, em Lisboa, filha de Celestino Magno (Viseu, Rio de Loba, c. 1896 - ?) e de sua mulher Mariana Alves (Lisboa, Alfama, c. 1896 - ?), frequentou a Escola Industrial Machado de Castro e a Escola de Dança do Conservatório Nacional.

Actriz de teatro desde 1935, viu o seu talento reconhecido além-fronteiras, através da participação em diversos géneros (revista, opereta, comédia e drama), sobretudo no Teatro Monumental, onde se fixou em 1951. No cinema, salienta a sua interpretação em O Leão da Estrela, em 1947.

Retirada dos palcos em 1982, foi casada a 25 de Agosto de 1948 com Vasco Morgado e a 18 de Julho de 1979 com Frederico Valério. Do primeiro casamento teve um único filho, Vasco Manuel Alves Veiga Morgado, casado primeira vez com Maria Teresa Belo Botelho Moniz (1953), de quem tem uma filha, Mafalda Cristina Botelho Moniz Morgado (Lisboa, São Sebastião da Pedreira, 15 de Junho de 1970), solteira e sem geração, e casado segunda vez com Verónica Cristina Lopes (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro), de quem tem dois filhos, Diogo Lopes Morgado e Vasco Lopes Morgado (31 de Março de 1974), casado e pai de dois filhos e uma filha.

Em 1986 foi homenageada como o filme Laura Alves, Evocação de uma actriz, e também com a criação do Teatro Laura Alves, onde Ivone Silva actuou pela última vez. Em 2001 foi homenageada no Teatro Politeama. Foi enterrada no Cemitério dos Prazeres, não longe do jazigo do grande actor António Silva, con quem partillhou rol em O Leão da Estrela.

A 25 de Maio de 2012, um incêndio destrói o edifício que abrigava o Teatro Laura Alves, transformado então numa pensão.


Laura Alves, a rainha do palco[editar | editar código-fonte]

Laura Alves foi acima de tudo uma grande senhora do Teatro. E como era uma grande actriz, foi também figura marcante no cinema. Mas foi no Teatro que ela se destacou e mais anos trabalhou. Qualquer pessoa compreende que, como mulher e profissional do Teatro, alguém pudesse ter tido interesse em “comer na idade” de Laura Alves, mas ela nasceu realmente em 8.9.1921 (e não em 1927 ou 1923, como surge na Internet em muitos lados… ao contrário do que atestam o seu registo na escola onde estudou, a sua ficha biográfica no Teatro Nacional Dona Maria II, bem como o artigo “Laura Alves: o sorriso inesquecível”, de Maria João Duarte, na revista N 276, de Junho 2009, da Fundação INATEL). Estreou-se profissionalmente em 20 de Agosto de 1935, no Teatro Politeama, ainda com 13 anos, a 20 dias de fazer os catorze (e não com uns impossíveis 7, se tivesse nascido em 1927 !!!), contracenando logo na estreia com o grande actor Alves da Cunha, na peça "As duas garotas de Paris". Tirou a carteira profissional logo depois, aos catorze anos, e passou do Politeama para o Teatro Nacional, onde fez duas épocas, representando ao lado de Palmira Bastos, Álvaro Benamor, Amélia Rey Colaço, Nascimento Fernandes, Maria Lalande, etc. Daí até à sua morte somou muitos sucessos. Ao longo da sua carreira interpretou cerca de quatrocentos espectáculos. Mas, antes da estreia profissional, já aos três anos recitava, aos cinco entrava como “o miúdo” de uma peça policial representada na Associação Recreativa Triângulo Vermelho (uma sociedade de recreio da Rua de S. Bento de que o seu pai era sócio) e aos seis representava, como amadora, no Grupo Dramático Lisbonense. Por tudo isto, seria muito redutor que na Wikipédia quase só ficasse registada a sua passagem pelo cinema, muito mais conhecida do que a sua carreira teatral por todos os nascidos na década de 1960 e posteriores, apenas por não haver na RTP, ou nela não passarem, registos das muitas peças que fez, e só passarem sucessivas repetições dos 3 filmes da década de 1940 em que entrou (O pai tirano, O Leão da Estrela, O Pátio das Cantigas). Por incrível que pareça, passados 25 anos da sua morte havia estudantes do Conservatório que não sabiam quem tinha sido Laura Alves. O que é que lá se ensina sobre o Teatro feito em Portugal? Por isso é importante conhecer-se a existência na Internet do artigo “Laura Alves – Viveu e morreu pelo Teatro”, do cronista Carlos Castro, no Correio da Manhã, em 17 de Maio 2009, e de uma entrevista dada em Julho de 1983 por Laura Alves à jornalista Maria Augusta Silva (http://www.casaldasletras.com/Textos/LAURA%20ALVES.pdf)

Lista de algumas das peças por ela representadas entre 1951 e 1982:[editar | editar código-fonte]

Opereta As três valsas (1951 - Inauguração do Teatro Monumental, o seu teatro, que existiu na Praça Duque de Saldanha), O homem que veio para jantar (1952) A Sereia do Mar e da Terra (1952), A fera amansada (1952), Ela não gostava do patrão (1953), opereta Maria da Fonte (1953), A menina feia (1954), Casei com um anjo (1954), Perdeu-se Um Marido (1954), Crime Perfeito (1954), Jogo de damas (1955), Sua Alteza (1955), comédia musical Toiros de morte (1956), Atrás da porta (1956), A conspiradora (1956), Daqui fala o morto! (1956), Quando elas se encontram (1957), A 8ª mulher do milionário (1957), Os bebés (1957), Uma nora ideal (1958), A Rainha do Ferro Velho (1958), Um Fantasma Chamado Isabel (1958), Gata em Telhado de Zinco Quente (1959), O Baile (1959), Margarida da Rua (1960), Boa-Noite Betina (1960), O Apolo de Bellac (1961), Criada Para Todo o Serviço (1962), Meu Amor é Traiçoeiro (1962), O amansar da fera (1964), A idiota (1964), A Rapariga do Apartamento (1965), O Comprador de Horas (1965), A Mulher do Roupão (1966), A Promessa (1967), A Flor do Cacto (1967), Pobre Milionária (1970), Querida Mamã (1971), A menina Alice e o inspector (1973), Adeus Valentina (1975), Aqui quem manda sou eu (1977), Um Zero à Esquerda (1978 - esteve 3 anos em cena), Não Há Quem me Escape, Pai precisa-se (1982) – a sua última peça. (Dados retirados da biografia “Laura Alves – A rainha do palco”, de Luciano Reis, e da Internet)

Filmografia[editar | editar código-fonte]

  • O Pai Tirano, (1941)
  • O Pátio das Cantigas, (1941)
  • O Leão da Estrela, (1947)
  • Sonhar é Fácil, (1951)
  • Um Marido Solteiro, (1952)
  • O Costa d'África, (1954)
  • Perdeu-se um Marido, (1956)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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