Isaltino Morais

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Isaltino Morais
Político de Portugal Portugal
Mandato XV Governo Constitucional
  • Ministro do Ambiente
    e do Ordenamento
Antecessor(a) Amílcar Theias
Sucessor(a) Arlindo Cunha
Vida
Nascimento 29 de Dezembro de 1949 (62 anos)
São Salvador, Mirandela
Partido Partido Social Democrata
Profissão Jurista

Isaltino Afonso Morais (São Salvador, Mirandela, 29 de Dezembro de 1949) é um jurista e político português.

Índice

[editar] Carreira

Frequentou o Liceu Nacional de Bragança, entre 1961 e 1966, mas só terminaria os estudos secundários, em Lisboa, no Liceu Pedro Nunes, em 1976. Pelo meio ficou órfão aos dezoito anos idade e foi chamado a cumprir serviço militar em Angola, onde permaneceu de 1970 a 1973. Em 1981 licenciou-se em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde foi monitor das disciplinas de Direito Constitucional, Direito Internacional Público e Direito Administrativo, de 1980 a 1985. Foi também magistrado do Ministério Público, entre 1981 e 1985, e consultor jurídico do Ministério da Justiça, de 1984 a 1985.

Em 1978 aderiu ao Partido Social Democrata. Foi presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD e Deputado à Assembleia da República, entre 1995 e 1999. Em 1985 é eleito presidente da Câmara Municipal de Oeiras. É vice-presidente da Junta Metropolitana de Lisboa (1992-1997) e da Associação Nacional de Municípios Portugueses (1997-2002).

Posteriormente representará o Governo de Portugal no Comité de Peritos para os Assuntos Sociais do Conselho da Europa (1987-1991) e integra o Comité das Regiões (1994-2002). Pela mão de Durão Barroso é nomeado Ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente do XV Governo Constitucional (2002-2003).

É membro da Maçonaria, mais concretamente da Grande Loja Legal de Portugal.

[editar] Acusação de crimes de corrupção, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e abuso de poder

Em 2005 desfiliou-se do PSD, por este não lhe apoiar a recandidatura à Câmara, dado o facto de ser arguido em processos de corrupção passiva, fraude fiscal, branqueamento de capitais e abuso de poder.

No seguimento dessas acusações foi condenado a sete anos de prisão efectiva, perda de mandato, bem como a pagar uma indemnização de 463 mil euros ao Estado, em Agosto de 2009.

Desde a sua condenação, entre recursos, respostas a recursos do Ministério Público, respostas a respostas do Ministério Público sobre os seus próprios recursos, arguição de nulidades, pedidos de correcção de despachos e simples requerimentos à juíza Carla Cardador, do Tribunal de Oeiras, Isaltino apresentou entre 2009 e 2011 mais de 29 exposições dirigidas a diferentes tribunais que apreciaram o seu processo[1].

Em 2009 recorreu da sentença e a pena ficou suspensa, o que lhe permitiu a recandidatura ao Município de Oeiras nas eleições autárquicas de 2009, com a lista independente Isaltino - Oeiras mais à Frente. Conseguiu a vitória tal como em 2005[2][3], mantendo-se como presidente do Município.[4]

A 13 de Julho de 2010 o Tribunal da Relação de Lisboa reduz de sete para dois anos de prisão a pena a que fora condenado em primeira instância, pelos crimes de branqueamento de capitais e fraude fiscal[5].

Em Abril de 2011 o Supremo Tribunal de Justiça rejeitou o seu pedido de anulação da pena de dois anos de prisão efectiva a que tinha sido condenado e fez subir para mais do dobro o montante da indemnização[6].

Esteve detido nas instalações da Polícia Judiciária, em Lisboa,[7] entre 29 e 30 de Setembro de 2011, no âmbito do processo de fraude fiscal em que é arguido, tendo sido libertado pelo princípio de in dubio pro reo - dúvida favorável ao réu.[8]

Em 11 de Outubro de 2011, os juízes do Tribunal Constitucional rejeitaram por unanimidade o recurso interposto por Isaltino Morais e de cuja decisão definitiva dependia a execução da sentença que o condenou a dois anos de prisão efectiva[9].

Em 31 de outubro de 2011, o Tribunal Constitucional rejeitou o pedido de reanálise do recurso de Isaltino Morais que fora recusado por aquele tribunal no dia 11 de Outubro. O Tribunal considerou transitado em julgado o seu acórdão de 11 de Outubro[10].

Em Janeiro de 2012, O Tribunal da Relação de Lisboa considerou que a decisão que condena Isaltino Morais, a dois anos de prisão efectiva «não transitará em julgado enquanto estiverem pendentes recursos» sobre a prescrição de crimes[11].

Em 30 de janeiro de 2012, o Tribunal de Oeiras, considerou que não se verificou qualquer prescrição no caso, e que o acórdão que condenou o autarca a dois anos de prisão transitou em julgado já no dia 28 de Setembro. Apesar disso, “por ora”, o arguido ainda não foi detido[12].

[editar] Funções maçónicas

Integra como membro a Maçonaria tendo sido iniciado na Loja Mercúrio.[13]

[editar] Funções governamentais exercidas

Referências

Precedido por
Amílcar Theias
Ministro das Cidades, Ordenamento
do Território e Ambiente

XV Governo Constitucional
Sucedido por
Arlindo Cunha
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