| Cronologia da Guerra Fantástica |
| Data |
Evento |
| 16 de Março de 1762 |
Os embaixadores de França e Espanha entregam ao Governo português uma "pró-memória" exigindo que Portugal aderisse ao Pacto de Família dos Bourbons, assinado em 1761, e excluísse dos seus portos os navios dos britânicos e seus aliados em troca de protecção dos seus domínios ultramarinos. |
| 20 de Março de 1762 |
O Governo português, pela voz de D. Luís da Cunha Manuel, então Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, recusa a oferta de cooperação dos dois países na defesa dos domínios ultramarinos portugueses, efectivamente rejeitando a adesão ao Pacto de Família. |
| 1 de Abril de 1762 |
Em novo "pró-memória" os embaixadores de França e Espanha exigem ao Governo português a participação de Portugal na guerra contra a Grã-Bretanha, informando que as tropas espanholas invadirão o território português caso Portugal não impeça a utilização dos portos portugueses pelos navios britânicos. |
| 5 de Abril de 1762 |
O Governo português recusa colaborar com a França e a Espanha na guerra contra a Grã-Bretanha. |
| 16 de Abril de 1762 |
Tendo em conta que desde 1754 o Exército Português estava reduzido a metade dos seus efectivos regulamentares, o marquês de Pombal manda aumentar os efectivos dos regimentos de infantaria, cavalaria e artilharia. |
| 23 de Abril de 1762 |
Os embaixadores de França e Espanha entregam ao Governo português um terceiro e último "pró-memória", em estilo de ultimato, exigindo o fecho dos portos aos britânicos e seus aliados. |
| 25 de Abril de 1762 |
Portugal responde negativamente ao ultimato, na prática tornando inevitável a guerra. |
| 27 de Abril de 1762 |
Os embaixadores de França e Espanha abandonam Lisboa. |
| 30 de Abril de 1762 |
O comandante das forças espanholas concentradas em redor de Zamora, o general Nicolás de Carvajal y Lancaster, marquês de Sarriá, divulga uma proclamação aos portugueses, afirmando que a invasão de Portugal tinha por objectivo o benefício dos portugueses. |
| 5 de Maio de 1762 |
As forças espanholas entram em Portugal pela fronteira de Trás-os-Montes e dirigem-se para Miranda do Douro, que é cercada. |
| 6 de Maio de 1762 |
Desembarcam em Lisboa forças auxiliares britânicas, sob o comando do general George Townshend, depois visconde e marquês Townshend. |
| 8 de Maio de 1762 |
A explosão de um paiol durante um bombardeamento provoca 400 mortos em Miranda do Douro, levando à rendição da praça, que nesse dia é ocupada pelo exército espanhol. |
| 16 de Maio de 1762 |
A cidade de Bragança rende-se e é ocupada pelo exército espanhol. |
| 18 de Maio de 1762 |
Perante a consumação da invasão, Portugal declara a guerra à França e à Espanha. |
| 21 de Maio de 1762 |
A cidade de Chaves é ocupada pelo exército espanhol. |
| 15 de Junho de 1762 |
Espanha declara guerra a Portugal e é suspensa a publicação da Gazeta de Lisboa. |
| 3 de Julho de 1762 |
Por indicação britânica, chega a Lisboa Friedrich Wilhelm Ernst zu Schaumburg-Lippe, o conde de Lippe, com o objectivo de comandar o exército luso-britânico. |
| 10 de Julho de 1762 |
Friedrich Wilhelm Ernst zu Schaumburg-Lippe, o conde de Lippe, é nomeado marechal-general do exército luso-britânico. |
| 20 de Julho de 1762 |
Aumentando a internacionalização do conflito, a França declara guerra a Portugal. |
| 25 de Agosto de 1762 |
Abre-se uma nova frente com a entrada de forças espanholas pela fronteira das Beiras, que tomam a praça de Almeida, na Beira Alta, que é ocupada pelo exército espanhol comandado pelo marquês de Sarriá. |
| 5 de Outubro de 1762 |
Tropas espanholas comandadas por D. Pedro de Cevallos, comandante das forças espanholas em Buenos Aires, invadem a Colónia do Sacramento, povoação portuguesa na margem esquerda do estuário do rio da Prata. |
| 29 de Outubro de 1762 |
A Colónia do Sacramento rende-se e é ocupada por forças espanholas. |
| 3 de Novembro de 1762 |
É assinado em Fontainebleau um tratado de paz provisório entre os reinos de Portugal, Grã-Bretanha, França e Espanha. |
| 1 de Dezembro de 1762 |
Assinado um armistício entre os exércitos luso-britânico e franco-espanhol comandados, respectivamente, pelo Conde de Lippe e pelo general Pedro Pablo Abarca de Bolea, Conde de Aranda. |
| 25 de Janeiro de 1763 |
O rei D. José I de Portugal concede ao Conde de Lippe o direito ao uso do tratamento de Alteza em recompensa pelos serviços prestados durante a guerra. |
| 10 de Fevereiro de 1763 |
Assinado em Paris um tratado de paz (Tratado de Paz de Paris), pelo qual a Espanha restituiu a Portugal as praças de Chaves e Almeida e a Colónia do Sacramento no estuário do Rio da Prata. |
| 25 de Fevereiro de 1763 |
O tratado de paz é ratificado pelo rei D. José I de Portugal. |
| 25 de Março de 1763 |
Proclamada em Lisboa a paz entre os Reinos de Portugal, Espanha e França. |