Batalha de Diu

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Batalha de Diu
Descobrimentos portugueses
Data 3 de Fevereiro de 1509
Local ao largo de Diu
Desfecho Vitória da armada Portuguesa
Combatentes
Flag Portugal (1495).svgArmada Portuguesa Mameluke Flag.svg Sultão mameluco do Cairo
Naval Ensign of the Ottoman Empire (1453–1793).svg Sultão otomano Beyazid II
Samorim de Calecute
Sultão de Guzerate
Flag of Most Serene Republic of Venice.svg República de Veneza
Dubrovnik grb.svg República de Ragusa
Comandantes
Francisco de Almeida, vice-rei da Índia Mirocem, Almirante mameluco
Salman Reis, Almirante otomano
Meliqueaz, Almirante de Guzerate
Samorim de Calecute
Forças
18 velas; cerca de 1500 portugueses e 400 malabares de Cochim e Cananor. Ver abaixo: Navios. 12 velas maiores e cerca de 80 galés de Calecute e Guzarate

A batalha naval de Diu teve lugar a 3 de fevereiro de 1509[1] , nas águas próximas a Diu, na Índia. Nela se confrontaram forças navais do Império Português e uma frota conjunta do Sultanato Burji do Egipto (de natureza mameluco), do Império Otomano, do Samorim de Calecute, e do Sultão de Guzerate. A batalha revestiu-se de um caráter de vingança pessoal para D. Francisco de Almeida, que perdera o seu filho D. Lourenço no desastre de Chaul, em 1508. O efeito psicológico desta batalha foi aniquilador, segundo o historiador Oliveira Martins, a vitória nesta batalha era muito importante, pois mostrava aos indianos que a marinha portuguesa não era só invencível para eles, indianos, mas também para os muçulmanos e venezianos.[2]

Esta batalha assinalou o início do domínio europeu no oceano Índico, de maneira semelhante às batalha de Lepanto (1571), do Nilo (1798), de Trafalgar (1805) e de Tsushima (1905) em termos de impacto[2] . Como consequência, o poder dos Turcos Otomanos na Índia foi seriamente abalado, permitindo as que as forças Portuguesas, após esta batalha conquistassem rapidamente os portos e localidades costeiras às margens do Índico, como por exemplo Mombaça, Mascate, Ormuz, Goa, Colombo e Malaca.

O monopólio português no Índico duraria até à chegada dos Ingleses (Companhia Britânica das Índias Orientais) afirmada na batalha de Swally, perto de Surate, em 1612.

Ao aproximar-se do inevitável confronto, D. Francisco de Almeida enviou uma carta a Meliqueaz, que dizia:

"Eu o visorei digo a ti honrado Meliqueaz, capitão de Diu, e te faço saber que vou com meus cavaleiros a essa tua cidade, lançar a gente que se aí acolheram, depois que em Chaul pelejaram com minha gente, e mataram um homem que se chamava meu filho; e venho com esperança em Deus do Céu tomar deles vingança e de quem os ajudar; e se a eles não achar não me fugirá essa tua cidade, que me tudo pagará, e tu, pela boa ajuda que foste fazer a Chaul; o que tudo te faço saber porque estejas bem apercebido para quando eu chegar, que vou de caminho, e fico nesta ilha de Bombaim, como te dirá este que te esta carta leva."

Sabe-se que um dos feridos na batalha foi Fernão de Magalhães.

Dos destroços da batalha constavam três bandeiras reais do Sultão Mameluco do Cairo, que foram transladadas para o Convento de Cristo, em Tomar, Portugal, sede espiritual dos Cavaleiros Templários, onde constam até aos dias de hoje.

Navios[editar | editar código-fonte]

Portugueses[editar | editar código-fonte]

  • Cinco grandes naus: Frol de la mar (Navio do vice-rei), Espírito Santo (capitão Nuno Vaz Pereira), Belém (Jorge de Melo Pereira), Grande Rei (Francisco de Távora), e Grande Taforea (Fernão de Magalhães)
  • Quatro naus mais pequenas: Pequena Taforea (Garcia de Sousa), São António (Martim Coelho), Pequeno King (Manuel Teles Barreto) e Andorinho (D. António de Noronha)
  • Quatro caravelas redondas: (capitães António do Campo, Pêro Cão, Filipe Rodrigues e Rui Soares)
  • Duas caravelas Latinas: (Capitães Alvaro Paçanha e Luís Preto)
  • Duas galés: (capitães Paio Rodrigues de Sousa e Diogo Pires de Miranda)
  • Uma bergantim: (capitão Simão Martins)

Frota adversária[editar | editar código-fonte]

  • Quatro naus;
  • Duas caravelas;
  • Quatro galeotas;
  • Duas galés;

Referências

  1. Malabar manual by William Logan p.316, Books.Google.com
  2. a b Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas (2009). Portugal: O pioneiro da globalização: a Herança das Descobertas. Pag. 171-172 Centro Atlântico (ISBN: 978-989-615-077-8)). Visitado em 17 de agosto de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]