Patriarcado de Lisboa
| Patriarcado de Lisboa Patriarchatus Lisbonensis |
|
|---|---|
| Sé de Lisboa | |
| Localização | |
| País | Portugal |
| Território | O Patriarcado de Lisboa engloba o Distrito de Lisboa na sua totalidade e a região sul do Distrito de Leiria |
| Arquidiocese Metropolitana | Patriarcado de Lisboa |
| Dioceses Sufragâneas | Angra Funchal Guarda Leiria-Fátima Portalegre-Castelo Branco Santarém Setúbal |
| Estatísticas | |
| População | 2 404 849 2 044 122 católicos |
| Área | 3 735 km² |
| Vigararias | 17 |
| Paróquias | 288 |
| Sacerdotes | 496 |
| Informação | |
| Denominação | Católica Romana |
| Rito | Romano |
| Criação da Diocese | Século IV |
| Elevação a Arquidiocese | 10 de Novembro de 1394 |
| Elevação a Patriarcado | 7 de Novembro de 1716 |
| Catedral | Sé Patriarcal de Lisboa |
| Padroeiro | São Vicente de Saragoça |
| Governo do Patriarcado | |
| Patriarca | D. Manuel Clemente, Patriarca Eleito de Lisboa |
| Bispo Auxiliar | D. Nuno Brás da Silva Martins D. Joaquim Augusto da Silva Mendes |
| Vigário-Geral | Francisco José Tito Espinheira João de Sousa Canilho Nuno Isidro Cordeiro Nunes |
| Patriarca Emérito | D. José da Cruz Policarpo |
| Jurisdição | Patriarcado Metropolitano (Sé Metropolitana Patriarcal) |
| Contactos | |
| Endereço | Mosteiro de São Vicente de Fora, Campo de Santa Clara, 1149-085 Lisboa |
| Página Oficial | www.patriarcado-lisboa.pt/ |
| info@patriarcado-lisboa.pt | |
| dados em catholic-hierarchy.org Categoria:Patriarcados · Todas as dioceses Projeto Catolicismo |
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O Patriarcado de Lisboa é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica em Lisboa. O título de Patriarca é atribuído ao prelado de Lisboa desde 1716. O Patriarcado foi erecto inicialmente como Diocese no século IV. Em 10 de Novembro de 1394 a Diocese de Lisboa foi elevada à condição de Arquidiocese Metropolitana. Torna-se Sé Patriarcal no dia 7 de Novembro de 1716, o que consubstancia a máxima dignidade honorífica atribuível pela Igreja Católica a uma Arquidiocese. Com a atribuição da dignidade Patriarcal ao Arcebispo de Lisboa, este ultrapassa finalmente em importância o Arcebispo de Braga que, com o título de Primaz das Espanhas, foi até 1716 o mais elevado clérigo existente em Portugal.
Por privilégio concedido por Bula Pontifícia o Patriarca de Lisboa é sempre nomeado Cardeal pelo Papa no primeiro consistório realizado após a sua elevação à prelazia lisbonense. Após a elevação ao título de Cardeal o Patriarca de Lisboa adopta o título de Cardeal-Patriarca.
O actual Patriarca Eleito de Lisboa é D. Manuel Clemente, que tomará posse do cargo e fará a entrada solene no Patriarcado a 7 de Julho de 2013, após o que terá o título de D. Manuel III, 17.º Patriarca de Lisboa. É esperada a sua elevação à dignidade cardinalícia no primeiro Consistório realizado após ter assumido o Patriarcado.
O Cardeal-Patriarca Emérito de Lisboa é D. José da Cruz Policarpo. São Bispos Auxiliares de Lisboa D. Joaquim Augusto da Silva Mendes, S.D.B., (bispo titular de Caliábria), e D. Nuno Brás da Silva Martins (bispo titular de Elvas).
Índice |
História [editar]
Origens [editar]
Uma antiga tradição fala de Veríssimo, Máxima e Júlia, como mártires lisbonenses na perseguição de Diocleciano (viragem do século III para o século IV). O certo é que, meio século depois, encontramos a diocese presidida por Potâmio, primeiro bispo conhecido, que interveio nas polémicas doutrinais do Cristianismo de então (arianismo).
No século V chegaram os bárbaros. Sob a monarquia visigótica, os bispos de Lisboa participaram em vários concílios, de Toledo, de Viarico no ano de 633 e Landerico no ano de 693. Como sucedeu por toda a parte, data desta época a descentralização do culto, da cidade para os campos em redor, constituindo-se as primeiras paróquias rurais.
Dos princípios do século VIII a meados do XII, Lisboa esteve sob domínio muçulmano. Não se conhece nenhum dos seus bispos deste período, mas continuaram a existir cristãos na cidade e no seu território. Aquando da tomada de Lisboa aos mouros, em 1147, existia um bispo moçárabe em Lisboa.
Depois da conquista, a diocese foi restaurada e o primeiro bispo foi o inglês D. Gilberto de Hastings, membro dos cruzados. Lisboa ficaria oficialmente ligada (sufragânea) à Arquidiocese de Compostela até ao fim do século XIV. Construiu-se a Sé, no local onde fora a mesquita e talvez antes a Sé visigoda, por volta do ano de 1150, sendo o único monumento românico que resta na capital.
A Sé tinha o seu Cabido de cónegos que apoiavam o bispo e mantinham uma escola capitular. Nessa escola estudaria em menino Santo António de Lisboa, já na viragem para o século XIII. Além da Sé e das paróquias que rapidamente se estabeleceram, provavelmente a partir de antigas comunidades moçárabes, Lisboa viu levantar-se por iniciativa de D. Afonso Henriques o Mosteiro de S. Vicente de Fora (por ficar fora das muralhas da altura). São Vicente foi martirizado em Valência no século IV, e as suas relíquias foram depois muito veneradas pelos moçárabes no cabo algarvio que tem o seu nome. O primeiro rei português ordenou para que fossem trazidas para Lisboa, ficando guardadas na Sé. O referido mosteiro foi um importante centro cultural e nele se formou também Santo António.
Em 1289 o bispo D. Domingos Jardo fundou o colégio dos Santos Paulo, Elói e Clemente, para o ensino de cânones e teologia. Pouco depois e, com intermitências, até ao século XVI, Lisboa dispôs de uma Universidade fundada por D. Dinis com o apoio do clero. A Universidade só ensinou Teologia a partir do século XV, sendo até aí ministrada nos conventos dos dominicanos e franciscanos, erigidos no século XIII. Na segunda década deste século nasceu em Lisboa Pedro Julião, mais tarde papa com o nome de João XXI (1276-1277).
Elevação a Arquidiocese [editar]
A elevação à dignidade de Sé Arquiepiscopal ocorreu em 1394 pela bula «In eminentissimae dignitatis» de Bonifácio IX, sendo seu primeiro arcebispo D. João Anes (1394-1402), e tendo como sufragâneas Évora, Guarda, Lamego e Silves, às quais se juntaram no século seguinte outras dioceses ultramarinas.
No século XVI, o cardeal D. Henrique, arcebispo de Lisboa, aplicou na diocese os decretos reformadores do Concílio de Trento, e foi responsável pela fundação do seminário diocesano de Santa Catarina em 1566. Era um estabelecimento modesto e os seus alunos frequentavam as aulas do grande colégio jesuita de Santo Antão.
Eram tempos de intensa vida religiosa, alimentada por muitas congregações religiosas e associações de piedade e caridade, ligadas a mosteiros, conventos e paróquias: a primeira Misericórdia foi fundada em 1498 numa capela do claustro da Sé de Lisboa. Desde o final do século XV não se permitiam divergências religiosas no país, mas a missão ultramarina pedia constantemente obreiros. Foram exemplos São João de Brito (Índia) e o Padre António Vieira (Brasil), ambos jesuítas.
Elevação a Patriarcado [editar]
Na sequência da criação da freguesia da Capela Real, em 1709, da sua elevação a colegiada sob a invocação de São Tomé pela bula «Apostolatus ministerio» de Clemente XI a 1 de Março de 1710, e de ter sido elevada a igreja metropolitana e basílica patriarcal, dedicada a Nossa Senhora da Assunção, pela bula áurea «In supremo apostolatus solio» de Clemente XI, a 7 de Novembro de 1716, a cidade de Lisboa e o território da diocese foram divididos em duas partes: o patriarcado de Lisboa Ocidental com sede na capela régia, com o título de Santa Igreja Patriarcal, e o arcebispado de Lisboa Oriental, com sede na antiga Sé de Lisboa.
A 3 de Janeiro de 1718, pela Bula «Gregis dominici cura», Clemente XI estabeleceu as respectivas dioceses sufragâneas: Lamego, Leiria, Funchal e Angra, para o Patriarcado de Lisboa Ocidental; Guarda, Portalegre, Cabo Verde, São Tomé e Congo, para o Arcebispado de Lisboa Oriental. A 17 de Dezembro de 1737, foi concedida a dignidade cardinalícia ao Patriarca de Lisboa, pela Bula «Inter praecipuas apostolici ministerii» de Clemente XII.
A 10 de Outubro de 1722, Inocêncio XIII, pela bula «Ad regmen Universalis Ecclesix», concedeu aos beneficiados da Patriarcal o uso de hábito prelatício de seda ou lã, quer no patriarcado quer em Lisboa Oriental. Este privilégio não chegou a ser posto em prática. A 3 de Outubro de 1738, Clemente XII, pela bula «Praeclara charissimi», concedeu às dignidades e cónegos que tinham o uso da mitra e insígnias pontificais, o privilégio de oratório particular e altar portátil, em todo o país.
Em 1740, a 13 de Dezembro, Bento XIV, pela bula «Salvatoris nostri Mater», deliberou a união das duas dioceses, abolindo quanto ao governo eclesiástico as distinções anteriores. A antiga sé foi suprimida e integrada no patriarcado, ficando reduzida ao título honorário de Patriarcal sob a invocação de Santa Maria, sujeita à obediência do patriarca, cujos cónegos passaram a ser designados por principais. A divisão da cidade foi abolida por alvará de D. João V, de 31 de Agosto de 1741.
Em 1741, com a execução da medida, a diocese foi fixada na nova Patriarcal.
Em 1742, a 17 de Novembro, os cónegos reunidos na antiga sé de Lisboa, recitaram em coro e pela última vez, o "Ofício". Nesse dia finalizava o seu título, hábito e residência. Em 1746, foi inaugurada a nova Patriarcal.
No terrível ano de 1755, ano em que Lisboa foi tragicamente afectada por um sismo de magnitude 9 na escala de Richter, ruiu a antiga Capela Real, situada perto de São Julião, onde estava sediada a nova Patriarcal. Esta não chegou a ter instalações próprias, passando provisoriamente para Alcântara mas sucessivos incêndios fizeram com que transitasse para a Cotovia no Príncipe Real.
Também devido a este sismo, houve necessidade de remodelar o tecido paroquial de Lisboa, com outros templos e outras delimitações. A reorganização das paróquias da cidade, feita pelo patriarca D. Fernando de Sousa e Silva em 1780, ficou como base dos complementos ulteriores. Nesse mesmo ano, a rainha D. Maria I cedeu-lhe o antigo colégio dos jesuítas em Santarém, para aí transitando o seminário diocesano. Foi também D. Maria I quem mandou construir a Basílica da Estrela em honra do Sagrado Coração de Jesus.
Em 1756, foi iniciada a construção do novo edifício no Príncipe Real mas em Março de 1769 na véspera do dia do Espírito Santo, o edifício ardeu por fogo ateado de noite, a uns papéis que se guardavam na casa das armações. O lugar ficou conhecido pelo nome de Largo da Patriarcal Queimada. Foi transferida para a Igreja de São Roque e depois para a Igreja do Mosteiro de São Bento da Saúde. A 31 de Outubro de 1771, na véspera do dia de Todos os Santos, a Patriarcal ardeu, por fogo posto na casa onde se guardavam as armações, pondo em perigo o acervo da Torre do Tombo instalado em parte do edifício daquele Mosteiro. O autor do incêndio pretendia ocultar o roubo dos franjões das sanefas de um dossel de tela branca, que a Patriarcal tinha pedido emprestado à Basílica de Santa Maria. A 5 de Janeiro de 1772 foi transferida para o edifício do Mosteiro de São Vicente de Fora, onde viria a deflagrar novo incêndio, desta vez ateado na Capela de Nossa Senhora do Pilar. Em 1792, foi instalada na Capela Real da Ajuda.
Em 1821, a 25 de Outubro, na sessão das Cortes Constituintes, foi redigido um projecto de decreto sobre a extinção da Patriarcal, apresentado na sessão seguinte realizada a 15 de Novembro. Como solução provisória, as Cortes mandaram suspender todo o tipo de pagamento à Patriarcal a 4 de Janeiro de 1822. Aguardava-se que fosse apresentado um plano de reforma.
Em 19 de Agosto, o encarregado de negócios de Portugal em Roma, Carlos Matias Pereira, foi incumbido de pedir à Santa Sé a supressão da Patriarcal e a restauração do antigo arcebispado.
Em 1823, a 28 de Fevereiro, o papa Leão XII, defendeu junto do governo português a conservação da Sé Patriarcal.
Em 1834, por Decreto de 4 de Fevereiro, D. Pedro IV, extinguiu a Santa Igreja Patriarcal de Lisboa, tendo em conta o relatório da Secretaria de Estado dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça, e restituiu à Basílica de Santa Maria Maior a categoria de Sé Arquiepiscopal Metropolitana da Província da Estremadura. Pelo artigo 5.º do mesmo decreto ficaram cometidos ao Cardeal Patriarca de Lisboa o usufruto das quintas e outros prédios anexos à Mitra de Lisboa, antes da fundação da extinta Patriarcal. Pelo art.º 10.º todos os bens de qualquer natureza pertencentes à extinta Patriarcal ou à Basílica de Santa Maria Maior foram incorporados nos Próprios dos Bens nacionais. As relações diplomáticas com a Santa Sé ficaram cortadas.
Em 1835, a 10 de Janeiro, foi remetida ao cardeal patriarca uma carta régia, acompanhada de dois decretos. A carta confirmava o decreto de 4 de Fevereiro, e ordenava a instalação do novo cabido da sé metropolitana em 22 de Janeiro, festa do mártir São Vicente, padroeiro da Diocese de Lisboa, e determinava que no exercício das suas funções os capitulares usassem as mesmas vestes que os cónegos e beneficiados das outras catedrais do reino.
Em 1836, a 16 de Novembro, e em 1837, a 9 de Janeiro foram aprovados decretos para reorganização da Sé. As relações com a Santa Sé encontravam-se restabelecidas.
Em 1843, a 9 de Novembro, pela bula «Quamvis aequo» de Gregório XVI foram extintas a Patriarcal e a Basílica, sendo substituídas pela Sé Patriarcal, onde ingressaram todos os cónegos e beneficiados das antigas, em templo a designar pelo executor da bula, o Cardeal Saraiva. Em 1844, a 3 de Julho, o executor da bula instituiu a Patriarcal na Antiga Sé, com o título de Sé Patriarcal.
Após grandes perturbações ligadas às invasões francesas e às lutas liberais com as respectivas sequelas, a reorganização diocesana deveu-se especialmente ao patriarca D. Guilherme Henriques de Carvalho, em meados do século XIX. Foi ele quem conseguiu reabrir o seminário diocesano de Santarém em 1853. Os seus sucessores até à terceira década do século XX tiveram de sustentar a vida católica contra grandes reptos ideológicos e institucionais, antes e depois da Implantação da República.
República Portuguesa [editar]
A partir de 1929, o patriarca D. Manuel Gonçalves Cerejeira consolidou a vida diocesana, fomentando as vocações sacerdotais, fundando novos seminários - Olivais (1931), Almada (1935) e Penafirme (1960) - multiplicando paróquias e impulsionando o apostolado laical. Foi também no seu tempo que reabriu a Sé de Lisboa, depois de arquitectonicamente reintegrada. O seu sucessor, D. António Ribeiro, continuou-lhe a obra, nos termos novos exigidos pelo Concílio Vaticano II e o Portugal de antes e depois do 25 de Abril. Em 1975, a pedido do Patriarca de Lisboa e da Conferência Episcopal Portuguesa, as Dioceses de Santarém e Setúbal foram erectas por Bula Pontifícia a partir de parte do território do Patriarcado, deixando-o confinado à sua actual dimensão territorial. Em 1984, D. António Ribeiro fundou o Seminário de Caparide.
Em Outubro de 1998, o patriarca D. José Policarpo transferiu os serviços diocesanos para o antigo Mosteiro de S. Vicente de Fora, que já os alojara de 1834 a 1910.
Para efeitos administrativos, subdivide-se em 17 vigararias (unidades que, noutras dioceses, tomam o nome de arciprestados), agrupadas em quatro zonas pastorais.
Em princípio, os jovens que pretendam ser padres do Patriarcado de Lisboa fazem a sua formação nos Seminários Diocesanos de Lisboa.
No Patriarcado de Lisboa estão localizados alguns templos de relevância histórica, de entre os quais se destacam a Sé Metropolitana Patriarcal de Santa Maria Maior, a Basílica do Sagrado Coração de Jesus, a Basílica do Convento de Mafra e a Basílica de Nossa Senhora dos Mártires, bem como os conjuntos arquitectónicos classificados como Património Mundial pela UNESCO como a Igreja de Santa Maria de Belém e a Igreja da Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça.
Ordinários [editar]
Bispos de Olisipo [editar]
- São Manços (36), lendário
- Filipe Filoteu (92), lendário
- Pedro (I) (166), lendário
- Pedro (II) (213), lendário
- Jorge (260), lendário
- Pedro (III) (297), lendário
- São Gens, lendário
- Januário (300), lendário
- São Potâmio (c. 356)
- António (373)
- Neobrídio (430)
- Júlio (461)
- Azulano
- João (500)
- Éolo (536)
- Nestoriano (578)
- Paulo (589)
- Goma ou Gomarelo (610, 614)
- Viarico, Ubalico ou Dialico (633, 636, 638)
- Nefrígio, Nefredo ou Neofrídio (646)
- Cesário ou César (656)
- Teodorico (666)
- Ara (683)
- Landerico (688, 693)
- Ildefonso (Século VII)
Após a invasão muçulmana da Península Ibérica, a diocese de Lisboa esteve vacante durante algum tempo a partir de 716; há referências à existência de bispos moçárabes na região (inclusive, ao tempo da conquista, em 1147), mas não se conhecem os seus nomes.
Bispos de Lisboa [editar]
- Gilberto de Hastings (1147-1166)
- Álvaro (1166-1185)
- Soeiro (I) Anes (1185-1210)
- Soeiro (II) Viegas (1210-1232)
- Vicente (1232), eleito
- Paio Pais (1232-1233)
- João (I) Falberto (1233), eleito
- Estêvão (I) Gomes (1234-1237), eleito
- João (II) (1239-1241)
- Ricardo Guilherme (1241), eleito
- Aires Vasques, Airas Vasques, Aires Vaz ou Airas Vaz (1241-1258)
- Mateus (1259-1282)
- Estêvão (II) Anes de Vasconcelos (1284-1289)
- Domingos Anes Jardo (1289-1293), antes bispo de Évora e chanceler de D. Dinis
- João (III) Martins de Soalhães (1294-1312), depois arcebispo de Braga
- Frei Estêvão (III), O.F.M. (1312-1322), antes bispo do Porto
- Gonçalo Pereira (1322-1326), antes bispo de Lisboa e depois arcebispo de Braga
- João (IV) Afonso de Brito (1326-1341)
- Vasco (I) Martins (1342-1344), antes bispo do Porto
- Estêvão (IV) de la Garde (1344-1348)
- Teobaldo de Castillon (1348-1356)
- Reginaldo de Maubernard (1356-1358)
- Lourenço Rodrigues (1359-1364)
- Pedro Gomes Barroso, o Jovem (1364-1369), antes bispo de Coimbra
- Fernando Álvares (1369-1371)
- Vasco (II) Fernandes de Toledo (1371), depois arcebispo de Braga
- Agapito Colona (1371-1380)
- João (V) de Agoult (1380-1381), nomeado pelo Papa de Roma, entretanto designado bispo de Aix-en-Provence
- Martinho de Zamora (1380-1383), antes arcebispo de Braga e bispo de Silves; nomeado para a cátedra de Lisboa pelo Antipapa Clemente VII de Avinhão; assassinado pela população aquando da revolução de 1383-1385, por ser castelhano e cismático
- João (VI) Guterres (1381-1382), nomeado pelo Papa de Roma, entretanto designado bispo de Dax, na Gasconha
- João (VII) Anes (c. 1383-1394)
Arcebispos de Lisboa [editar]
- João (I) Anes (1394-1402), primeiro arcebispo
- João (II) Afonso Esteves da Azambuja (1402-1415), cardeal
- Diogo Álvares de Brito (1415-1422); o cabido não lhe deu posse; antes bispo de Évora
- Pedro de Noronha (1424-1452), antes bispo de Évora
- Luís Coutinho (1452-1453), antes bispo de Viseu e de Coimbra
- Cardeal D. Jaime de Portugal (1453-1459)
- Afonso (I) Nogueira (1459-1464), antes bispo de Coimbra
- Cardeal D. Jorge da Costa (1464-1500), Cardeal da Alpedrinha
- Martinho da Costa (1500-1521)
- Cardeal Infante D. Afonso (II) de Portugal (1523-1540), antes bispo da Guarda e de Viseu e último bispo de Évora em acumulação com o cargo de arcebispo de Lisboa
- Fernando de Meneses Coutinho e Vasconcelos (1540-1564)
- Cardeal Infante D. Henrique de Portugal (1564-1570)
- Jorge de Almeida (1570-1585)
- Miguel de Castro (1586-1625), também bispo de Viseu
- Afonso (III) Furtado de Mendonça (1626-1630), também bispo da Guarda, bispo de Coimbra-conde de Arganil, arcebispo de Braga e vice-rei de Portugal
- João (III) Manuel de Ataíde (1633), antes bispo de Coimbra-conde de Arganil
- Rodrigo da Cunha (1635-1643)
- António de Mendonça (1670-1675)
- D. Luís de Sousa (1675-1702), cardeal
- João (IV) de Sousa (1703-1710), também arcebispo de Braga
Patriarca de Lisboa Ocidental [editar]
Patriarcas de Lisboa [editar]
Todos os Patriarcas de Lisboa são feitos automaticamente cardeais no primeiro consistório após a sua nomeação:
- D. Tomás de Almeida (1740-1754)
- D. José (I) Manuel da Câmara (1754-1758)
- D. Francisco (I) de Saldanha da Gama (1759-1776)
- D. Fernando de Sousa e Silva (1779-1786)
- D. José (II) Francisco Miguel António de Mendonça (1786-1818)
- D. Carlos da Cunha e Meneses (1819-1825)
- D. Frei Patrício da Silva, O.S.A. (1826-1840)
- D. Frei Francisco (II) de São Luís Saraiva, O.S.B. (1840-1845)
- D. Guilherme Henriques de Carvalho (1845-1857)
- D. Manuel (I) Bento Rodrigues da Silva, C.R.S.J.E. (1858-1869)
- D. Inácio do Nascimento de Morais Cardoso (1871-1883)
- D. Frei José (III) Sebastião de Almeida Neto, O.F.M. (1883-1907)
- D. António (I) Mendes Bello (1907-1929)
- D. Manuel (II) Gonçalves Cerejeira (1929-1971)
- D. António (II) Ribeiro (1971-1998)
- D. José (IV) da Cruz Policarpo (1998-2013)
- D. Manuel (III) José Macário do Nascimento Clemente (2013-presente) - Patriarca Eleito (tomada de posse e entrada solene no Patriarcado a 7 de Julho de 2013)
Ver também [editar]
Ligações externas [editar]
- Patriarcado de Lisboa - GCatholic.com (em inglês)
- Patriarcado de Lisboa - Catholic Hierarchy (em inglês)
- Patriarcado de Lisboa - Catholic Encyclopedia (em inglês)
- Patriarcado de Lisboa - Patriarca e Bispos Auxiliares (em português)
- Patriarcado de Lisboa - Vigararias (em português)
- Arquivo Nacional Torre do Tombo - Câmara Eclesiástica de Lisboa (em português)
| Circunscrições eclesiásticas da Igreja Católica em Portugal | ||
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